DO G1/ JORNAL NACIONAL

Novos indícios reforçam a ligação entre o ex-ministro de Temer, Geddel Viera Lima, do PMDB, com a fortuna escondida em um apartamento localizado no bairro da Graça, em Salvador. Segundo o Jornal O Globo, a Polícia Federal reuniu quatro provas novas.

As impressões digitais de Geddel foram encontradas no próprio dinheiro, uma outra testemunha confirmou que o espaço tinha sido cedido ao ex-ministro, e uma segunda pessoa é suspeita de ajudar Geddel na destinação das caixas e das malas de dinheiro. Além disso, a PF identificou risco de fuga, depois da divulgação da apreensão do dinheiro.

O G1 tentou falar com a defesa do ex-ministro, mas, até a publicação desta reportagem não conseguiu contato.

Na quarta-feira (6), a Polícia Federal informou que o dono do apartamento onde a fortuna foi encontrada se apresentou à PF e, em depoimento, afirmou que havia emprestado o imóvel a Geddel para que o ex-ministro guardasse pertences do pai, que morreu no ano passado.

Fortuna

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 51 milhões em um apartamento em uma área nobre da capital baiana que seria usado com “Bunker”, pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. A PF usou sete máquinas e levou o dia inteiro para fazer a contagem da quantia, considerada a maior apreensão de dinheiro vivo já feita pelo órgão. Um vídeo divulgado pela PF mostra a contagem das cédulas.

A ação de busca e apreensão, chamada de Tesouro Perdido, é um desdobramento das investigações sobre fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, a operação Cui Bono. Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco entre 2011 e 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. No governo Temer, ele foi ministro da Secretaria de Governo (veja perfil completo mais abaixo).

Geddel cumpre prisão domiciliar há quase dois meses no apartamento dele, em Salvador, sem monitoramento eletrônico. A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap) não dispõe de tornozeleiras.

Réu

A Justiça Federal em Brasília aceitou, no final de agosto, denúncia da Procuradoria da República no Distrito Federal e transformou em réu o ex-ministro Geddel Vieira Lima por obstrução de justiça. Geddel foi denunciado após a Operação Cui Bono, por tentativa de atrapalhar as investigações sobre desvios no FI-FGTS, o fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

De acordo com o MPF, entre 2011 e 2013, Geddel agia para beneficiar empresas com liberações de créditos e fornecia informações privilegiadas para os outros membros da quadrilha que integrava. A denúncia foi aceita pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

Em nota divulgada após a decisão da Justiça, a defesa de Geddel afirmou que: “Rechaça com veemência as fantasiosas acusações contidas na denúncia, fruto de verdadeiro devaneio e excesso acusatório. Tão logo notificado pelo juízo da 10ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, será apresentada a peça de defesa, oportunidade que demonstrará a inocorrência de qualquer ilícito e a necessidade de rejeição da inepta e inverídica acusação.”

Comentários

Conrado on 8 setembro, 2017 at 8:08 #

As Organizações Globo estão desesperada a procura de qualquer malfeito para ligar a Michel Temer. “Ex-ministro de Temer” – não apenas, assim escreveu o jornalista Augusto Nunes: “Preso ex-ministro de Temer, noticiaram os grandes jornais nesta terça-feira. A informação é incompleta: Geddel Vieira Lima foi ministro-chefe da Secretaria de Governo do atual presidente, mas também foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, entre 2007 e 2010, e vice-presidente da Caixa Econômica Federal de março de 2011 a dezembro de 2013, quando a presidente era Dilma Rousseff. “


Taciano Lemos de Carvalho on 8 setembro, 2017 at 9:15 #

As digitais de Gedel estão registradas por aí, nesses governos, há pelo menos quatro décadas. Do Malvadeza pra cá, neles todos digitais há.

Dos Anões do Orçamento (quando ele já chorava na TV) aos gigantes das propinas.


Taciano Lemos de Carvalho on 8 setembro, 2017 at 13:45 #

Quem disse que os tempos da tortura acabaram com o fim da ditadura militar?

Se isto não for tortura não sei mais o que tortura é: Depois de prenderem Gedel e embarcarem ele num avião com destino à Papuda, presídio de Brasília, não o deixaram levar as malas. As malas! Logo as malas? Pra ele isso é uma tremenda tortura.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments: