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DO PORTAL TERRA

Após a notícia de que a Polícia Federal apreendeu mais R$ 51 milhões em dinheiro em espécie em um apartamento na Bahia que, segundo as investigações era usado pelo ex-ministro Geddel Viera Lima, muitos brasileiros ficaram impressionados com o montante encontrado.

Nas redes sociais o assunto já virou memes e piadas e uma pergunta surgiu: o que daria para fazer com tanto dinheiro? Considerando o valor atual do salário mínimo, que está em R$ 937, seria possível pagar 54.429 salários com o montante encontrado nas malas e nas caixas. Aplicado na poupança, o valor ainda renderia cerca de R$ 290 mil por mês para o cliente. O valor bancaria 600 mil brasileiros que dependem do Bolsa Família por um mês ou pagava pouco mais de 22 mil professores de ensino médio que recebem o piso estipulado pelo governo, que está na casa dos R$ 2,3 mil.

No início do ano, o governo entregou 340 ambulâncias do Samu para 19 estados ao custo de R$ 67,6 milhões – “apenas” R$ 16,6 milhões a mais do que o apreendido no apartamento ligado a Geddel.

Segundo um cálculo do site “De Real para Realidade”, o valor também compraria 994 viaturas policiais ou construiria 1.020 casas populares no país. Em itens pessoais, os R$ 51 milhões comprariam 25.500 celulares Samsung S7 ou 13.422 celulares iPhone 7 Plus. Considerando a média de R$ 30 mil por um carro popular, seria possível comprar 1.700 veículos de uma só vez.

A Polícia Federal anunciou que esse é o maior valor apreendido em sua história e que ele surpreendeu até mesmo os agentes, que demoraram cerca de 14 horas para contar todas as cédulas.

De acordo com Gil Castello Branco, da entidade Contas Abertas, é difícil rastrear o dinheiro da corrupção por um motivo: “corrupção não tem nota fiscal, não tem recibo”, disse à ANSA o especialista.

Segundo Castello Branco, o trabalho que a Operação Lava Jato vem fazendo é “um marco” e que deve continuar até desmantelar todos os esquemas ilícitos investigados.

“Ela foi um marco porque alterou a sensação de impunidade que existia até então, que era a ideia que prevalecia que algumas pessoas jamais seriam alcançadas; que no Brasil essa consciência de quem só ia para cadeia era o negro, o pobre e as prostitutas. Ela alterou essa percepção de risco por parte dos corruptos”, acrescenta o especialista.

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