Jorge Haroldo Marques, fundados do ICV: encontro em Itaparica

Um desenganado, 40 anos depois

Vitor Hugo Soares

O geólogo ambientalista Jorge Haroldo S. Marques , fundador do Instituto Caminhando para a Vida (ICV), passou aos 23 anos, recém casado e com a esposa grávida – quando ele ainda era estudante da UFBA – por uma dessas experiências dramáticas que a gente só imagina possíveis de acontecer nos grandes romances dramáticos, no teatro, ou principalmente no cinema.

Diagnosticado com câncer ósseo condrossarcoma em estágio avançado, não cabendo mais o tratamento indicado, que é o cirúrgico ele foi retirado da mesa de cirurgia em um hospital de São Paulo e mandado de volta para casa,na Bahia.A expectativa de vida do paciente foi estimada em menos de um ano. Não havendo solução ao abrigo dos tratamentos convencionais, Jorge resolveu adotar tratamento alternativo, a partir a partir do estilo de vida revitalizante como possibilidade de cura, ou minorar sofrimentos diante do terrível parecer médico que acabava de receber. Não poderia ter feito escolha mais feliz e benéfica para ele, seus familiares e, de alguma forma, para todos os que presenciaram e partilharam desta incrível vivência.

Hoje, 40 anos depois, “gozando de saúde plena e muita vitalidade”, como ele próprio revela, às vésperas de começar a conduzir neste domingo, 21,o encontro que durará sete dias em um recanto de repouso, meditação e lazer, na Ilha da Itaparica (BA) , o fundador do ICV aprendeu, com o tempo e com a vida, lições fundamentais. Uma delas: “é uma certeza científica consagrada em todo o mundo que a combinação de dieta saudável com exercícios psicofísicos e atitude serena diante dos fatos da vida é o procedimento mais efetivo para se viver com saúde ou recuperá-la”.

“Outro aprendizado: “Cuidar de si mesmo é uma decisão solitária, que não dá para se terceirizar. É a pessoa consigo mesma, diante das suas fraquezas e dos seus talentos”.

“Estamos reforçando o convite para a vivência de imersão por 07 dias, com meditação, alimentação e exercícios psicofísicos pra reflexão e revalorização das nossas atitudes diante da vida. Trata-se de um trabalho pioneiro aqui na Bahia, indicado para adultos e adolescentes”, afirma o geólogo ambientalista fundador do Instituto ICV.

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Abaixo um relato informativo sobre o condutor do encontro que começa domingo em Itaparica:

Jorge Haroldo de S. Marques, fundador do Instituto Caminhando Para a Vida (ICV), autor do livro de mesmo nome, tem 64 anos, é Geólogo com mestrado em Meio Ambiente. A seguir ele faz um resumo de uma passagem da sua vida, que o levou a escrever o livro e a fundar o Instituto.
Nos idos de 1976, quando então contava 23 anos de idade, casado e com a esposa grávida da primeira filha, fui diagnosticado com câncer ósseo condrossarcoma em estágio avançado, não cabendo mais o tratamento indicado, que é o cirúrgico. Fui retirado da mesa de cirurgia e mandado de volta para casa. A expectativa da minha vida foi estimada em menos de um ano.
Não havendo solução ao abrigo dos tratamentos convencionais, resolvi adotar o estilo de vida revitalizante como alternativa de cura, o que me pareceu consistente porque iria potencializar o sistema imunológico do corpo, favorecendo a recuperação da minha saúde.
Passei a me alimentar com determinados alimentos naturais, integrais, específicos para o meu caso. O modo de cozimento e a mastigação me foram especialmente recomendados, para que pudesse absorver o máximo de nutrientes possível. Além disso, adotei práticas de meditação voltadas para o autoconhecimento. E segui a vida.
O sistema imunológico correspondeu positivamente, defendendo com vigor a integridade do meu corpo, evitando o espalhamento da doença através de metástase, comum nesses casos.
Os anos se passaram e os vivi como uma pessoa absolutamente normal, gozando de plena saúde, sem que fosse preciso ingerir qualquer tipo de medicamento, graças puramente ao estilo de vida revitalizante.
Quase 10 anos depois, em 1985, submeti-me a uma cirurgia para retirada do tumor, que não havia desaparecido. Diferentemente de 10 anos atrás, quando não pude ser operado por conta de metástase, dessa vez pude, sim, ser operado, porque o meu corpo o havia finalmente isolado, tendo este sido removido integralmente. Nas palavras do doutor, eu fiquei completamente curado, os ossos vizinhos ao tumor estavam íntegros.
Hoje, 40 anos depois, acredito que muitas doenças tidas como incuráveis, o são apenas no limite dos atuais conhecimentos científicos; que estes limites podem ser ultrapassados. No meu caso isso ocorreu porque procurei fazer a minha parte ao adotar um estilo de vida revitalizante.

“Nos veremos lá”, convida Jorge Haroldo Marques.

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