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O ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-ministro José Dirceu – Montagem sobre fotos de Geraldo

DO G1

por Mariana Sanches

SÃO PAULO — O juiz federal Sérgio Moro condenou, na manhã desta quarta-feira, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu em outra ação no âmbito da Operação Lava-Jato. Dirceu foi condenado agora por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena é de 11 anos e 3 meses de reclusão, mais multa de R$ 774 mil.

Esta é a segunda condenação do petista na Lava-Jato. Em maio do ano passado, ele já havia recebido a maior pena aplicada pela força-tarefa da investigação que trata sobre desvios de verba na Petrobras: 23 anos e 3 meses pelos crimes de corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo o despacho, Dirceu recebeu vantagens indevidas em um contrato da empresa Apolo Tubulars com a Petrobras e teria ocultado e dissimulado o recebimento do dinheiro de propina por meio de contratos fictícios de consultoria de sua empresa JD Assessoria e Consultoria.

Na mesma ação penal, Moro condenou o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque à pena de seis anos e oito meses de prisão por corrupção passiva, por ter intermediado o acerto que beneficiou Dirceu. Duque, no entanto, foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro por falta de provas. O ex-diretor da estatal também deverá pagar multa de R$435 mil.

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Também foram condenados o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, a quase 10 anos e meio de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; o empresário ligado a Dirceu, Eduardo Aparecido de Meira; e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, executivo da Credencial Construtora, por corrupção passiva e associação criminosa, ambos a oito anos e nove meses de prisão.

O caso foi investigado na 30ª Fase da Operação Lava-Jato batizada de “Vício”. De acordo com as investigações, graças ao pagamento de propinas, a empresa Apolo Tubulars teria sido beneficiada na obtenção de contratos para fornecimento de tubos para a exploração de petróleo e gás da Petrobras. A Credencial Construtora teria intermediado esses pagamentos até que chegassem a Dirceu.

Pelos danos à companhia, Moro fixou pagamento de indenização a Petrobras no valor mínimo R$ 2, 1milhões.

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