DEU NO POR ESCRITO ( BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A quadrilha contra-ataca

As gravações de Sérgio Machado, reveladas há nove meses, não deixam dúvida quanto ao objetivo de Romero Jucá e cúmplices de derrubar a presidente Dilma Rousseff para “botar lá o Michel” e segurar a Lava-Jato.

A subida de Temer não chegou a barrar os passos da operação jurídico-policial, embora muitos percalços lhe tenham sido criados, até emenda constitucional de clara ameaça ao Judiciário e ao Ministério Público.

Entretanto, enriquecidos pela manipulação da institucionalidade e pelo dinheiro da corrupção, marginais da República vão montando suas barricadas na guerra franca e aberta que travam contra a lei e a democracia.

Por isso, quando Renan Calheiros, José Sarney e o mesmo Jucá são acusados de formação de quadrilha pelo procurador Rodrigo Janot, é reação normal da súcia defender-se com as armas disponíveis.

Coloca-se o implicadíssimo Edison Lobão à frente da Comissão de Constituição e Justiça, que “sabatinará”, com sua penca de investigados, o candidato de Temer ao Supremo Tribunal Federal, que provavelmente o julgará.

Ante o protesto amplo, apesar dos também muitos defensores, é exatamente o virtual presidiário Jucá quem sai a declarar que “não é demérito ser investigado, demérito é ser condenado”.

Os bandidos resistem em aguerrida solidariedade. Nomes seus foram designados para as presidências do Senado e da Câmara. Na liderança do PMDB, Renan simboliza o atrevimento da coligação criminosa.

É de outro

Alexandre de Moraes tem um jeito fácil de explicar sua posição contrária, em tese acadêmica, à nomeação para o Supremo de ministro do presidente em exercício: basta dizer que plagiou essa parte.

Reação no Planalto

Governo critica vazamento do plágio de Alexandre de Moraes

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