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Postado em 16-10-2009
Arquivado em (Artigos, Laura) por Laura em 16-10-2009 12:52

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Edição deste mês da revista Super Interessante traz descobertas sobre a formação do indivíduo. Entre elas a afirmação de que talvez outras pessoas, que não os pais, sejam mais importantes no desenvolvimento da criança. A defensora desta teoria “amigos são tudo” é a psicóloga americana Judith Harris.

O principal argumento é uma das maiores pesquisas já feita com filhos adotivos, os resultados mostraram que, quando adultas, as crianças adotadas eram muito mais parecidas com seus pais biológicos do que com seus pais adotivos -com quem tinham passado a vida toda. Em outras palavras a criação de casa tinha deixado poucas marcas permanentes. Judith afirma que a única marca indelével vem do ambiente. A justificativa é biológica. Durante milhões de anos de evolução, a nossa sobrevivência dependeu da capacidade de viver em grupo: aprendemos a agir, falar e nos comportar como as pessoas ao nosso redor.

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O ponto importante é que a criança reconhece o grupo nas pessoas da mesma idade e nicho que ela, ou seja, nos amigos – e não nos pais. Por isso, no final das contas a criança desenvolve personalidade parecida com a dos amiguinhos. De acordo com a psicológa os pais devem se contentar com o fator genético.

O estudo não incluiu crianças que sofreram abusos na infância. Pesquisas já comprovaram que crianças que sofrem maus tratos não produzem serotonina em níveis normais e, na maior parte dos casos, se tornam adultos deprimidos e/ou agressivos – que possivelmente também abusaram dos filhos. Nestes casos o fator criação se sobrepõe ao fator “amiguinhos”.

Viviane Feldens – doutora em psicologia de crianças – lembra ainda que é com a mãe que as crianças aprendem a socializar e são essas as referências que ela vai levar na hora de fazer as primeiras amizades. Em outras palavras, se o ambiente familiar mantiver as condições “normais”, os amiguinhos influenciarão bastante na formação da personalidade, mas na hora de escolher os amiguinhos as crianças optaram por  aqueles que tragam características de sua mãe.  

Como diria Freud no final é tudo “culpa” da mãe. Para o bem ou para mal.

Laura Tonhá

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