“Liberdade, Liberdade, abre as asas sobré nós/ das lutas na tempestade/ Dá que ouçamos tua voz”

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
15
Posted on 15-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-11-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Exclusivo: Ex-assessor de Geddel e Lúcio resolve delatar

O Antagonista apurou que Job Ribeiro Brandão, dono das digitais encontradas no bunker dos R$ 51 milhões, decidiu firmar um acordo de colaboração premiada.

O ex-assessor dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima é um arquivo vivo da corrupção.

Job tinha a nobre função de contar dinheiro para a Orcrim e relatou, num primeiro depoimento, que fazia isso até na casa da mãe dos Vieira Lima.

Como revelamos ontem, o ainda deputado se reuniu a sós com Michel Temer no Palácio do Planalto. Gravou, Lúcio?


Alejandro Burzaco foi executivo da empresa Torneos y Competencias (Foto: Reuters)


DO G1

Por GloboEsporte.com, Nova York

O ex-executivo da empresa Torneos y Competencias, o argentino Alejandro Burzaco, disse em depoimento no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, que pagou propina para diversos altos executivos de Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) – entre eles dois ex-presidentes da CBF (José Maria Marin e Ricardo Teixeira) e o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

Disse também que fez parcerias com outras empresas de mídia, acrescentando que quase todas pagaram propina para cartolas – citando a TV Globo, a Media Pro (Espanha), a Fox Sports (EUA) e a Televisa (Mexico) e duas empresas de intermediação – a Traffic (brasileira) e a Full Play (argentina). O depoimento foi dado no processo em que Marin – que está em prisão domiciliar nos EUA desde 2015 – está sendo julgado ao lado de Juan Manuel Napout (ex-presidente da Conmebol e da federação paraguaia) e Manuel Burga (ex-presidente da federação peruana).

De terno cinza, camisa branca e gravata azul marinho, Burzaco falou por mais de três horas e confessou que cometeu os crimes de lavagem de dinheiro, fraude e conspiração. E disse que pagava propina para dirigentes em troca de apoio na negociação de contratos.

Perguntado pelo promotor Samuel Nitze se havia alguém no tribunal a quem pagou, ele foi direto:

- Juan Napout, Manuel Burga, José Maria Marin. Paguei propina para todos eles.

- Quando?

- Para Marin, de 2012 até 2015. Para Burga, de 2010 a 2013. Para Napout, de 2010 e 2015.
Alejandro Burzaco foi executivo da empresa Torneos y Competencias (Foto: Reuters) Alejandro Burzaco foi executivo da empresa Torneos y Competencias (Foto: Reuters)

Alejandro Burzaco foi executivo da empresa Torneos y Competencias (Foto: Reuters)

Napout presidiu a Federação Paraguaia de Futebol de 2007 a 2014 e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) entre 2014 e 2015. Já Burga foi presidente da Federação Peruana de Futebol entre 2007 e 2010. A seguir, o promotor perguntou se a Torneos tinha feito parceria com outras empresas de mídia. Burzaco respondeu:

- Sim.

- Com quem?

- Várias. Fox Sports dos Estados Unidos, Televisa do México, Media Pro da Espanha, TV Globo do Brasil, Full Play da Argentina, Traffic do Brasil, Grupo Clarín da Argentina. Várias.

- Alguma delas pagou propina?

- Todas. Com exceção do Clarín. Todas.

Burzaco não deu detalhes sobre a acusação que fez à Globo. O promotor perguntou se as empresas parceiras eram informadas sobre o pagamento de propina citando o contrato da Copa Libertadores. Na resposta, o executivo citou apenas a Fox Sports panamericana:

- A Torneos mantinha informado algum de seus parceiros sobre o pagamento de propina relacionada ao contrato da Copa Libertadores?

- Sim. A Fox Panamericans.

Segundo Burzaco, a Fox Panamerican Sports comprou 50% da Torneos & Traffic. Em 2005, a empresa subiu sua participação na Torneos para 75%. E ficou assim até 27 de maio de 2015, quando o FBI prendeu dirigentes da FIFA em Zurique. Mais tarde no julgamento, Burzaco disse que pagou propina também para Ricardo Teixeira.

- De 2006 a 2012, pagamos US$ 600 mil por ano, em contas bancárias indicadas por ele ou seu secretário pessoal, Alexandre [Silveira].

Burzaco declarou ainda que era o argentino Julio Grondona, ex-presidente da AFA, quem gerenciava a distribuição dos subornos entre os dirigentes da Conmebol.

– Depois que Grondona morreu, em julho de 2014, as pessoas que conheciam todo o esquema de pagamento de propinas eram Juan Angel Napout e Marco Polo Del Nero.

O promotor perguntou então:

– Entre os anos de 2006 e 2015, a quem você pagou propina na Conmebol?

– Para todos. Presidente, integrantes do comitê executivo, vice-presidentes, secretário-geral, presidentes de federações nacionais. Todos.

Nesse período, os presidentes da CBF foram Ricardo Teixeira (2006-2012), José Maria Marin (2012-2015) e Marco Polo Del Nero (2015 até hoje). Os brasileiros no Comitê Executivo da Conmebol foram Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero.

A Torneos y Competencias (TyC) é uma empresa argentina fundada em 1982 que sempre teve posição de destaque no mercado sul-americano de direitos. Burzaco era o principal executivo da empresa quando o FBI prendeu vários dirigentes da FIFA em Zurique em 27 de maio de 2015. Depois, a TyC criou, junto com a Traffic, a empresa T&T, responsável por negociar os direitos da Libertadores e Sul-Americana.

Burzaco, que estava em Zurique, escapou por pouco da prisão – acabou demitido da TyC poucos dias depois. No dia 10 de junho de 2015 ele se entregou às autoridades americanas.

- Quando eu soube que estava indiciado pelo governo dos Estados Unidos, passei 48 horas pensando no que fazer. Pensei: Você tem que ir para os EUA, se entregar, enfrentar as consequências e tentar limpar o que for possível.

Na véspera do depoimento de Burzaco, os três advogados de defesa (de Marin, Napout e Burga) fizeram críticas ao fato de o governo dos Estados Unidos terem feito acordos “benéficos” a pessas que confessaram ter cometido crimes.

Burzaco diz que Teixeira repassou propinas para Marin e Del Nero e que ex-executivo da Globo presenciou acerto

A segunda parte do depoimento de Alejando Burzaco, ex-executivo da Torneos y Competencias, trouxe novas informações sobre as acusações a dirigentes brasileiros – e a citação a um ex-executivo da TV Globo – Marcelo Campos Pinto, que até 2015 era o responsável pela negociação de direitos da emissora. Burzaco detalhou como se deu a transição do pagamento de propina depois que Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF em 2012.

Burzarco disse que Teixeira o orientou a repassar o que recebia para José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Campos Pinto, ainda segundo o depoimento, teria presenciado a reunião em que o “acerto do repasse” aconteceu. Algum tempo depois, , Marin e Del Nero teriam pedido “aumento” na cota de propina.

O promotor Samuel Nitze perguntou a Burzaco como ficou a distribuição de propinas para dirigentes brasileiros depois que Ricardo Teixeira renunciou, em março de 2012.

– José Maria Marin virou presidente da CBF e Marco Polo Del Nero assumiu o lugar de Teixeira no Comitê Executivo da Fifa. Na Conmebol eu não lembro quem estava, porque eles eram como gêmeos siameses,estavam sempre juntos, recebiam o mesmo tratamento.

Burzaco contou que, desde 2006, pagava US$ 600 mil anuais a Ricardo Teixeira de propina relativa ao contrato de transmissão da Copa Libertadores e da Sul Americana. E que houve uma reunião para detalhar como esse dinheiro seria repassado a Marin e Del Nero.

– Em abril de 2012, houve uma reunião em Buenos Aires com Del Nero, Marin, Julio Grondona (então presidente da AFA) e Alexandre da Silveira, secretário da CBF e eu. Ricardo Teixeira não estava, mas falou por telefone com Grondona para explicar que havia renunciado, que Marin e Del Nero o substituiriam e que deveriam ter o mesmo poder que ele tinha na Conmebol. Disse que os US$ 600 mil deveriam ser pagos a eles.

Sempre segundo o delator, houve um novo encontro em Buenos Aires, “dois ou três meses depois”, desta vez no restaurante “Tomo 1″. Estavam presentes nesse encontro Marin, Del Nero, Alexandre, Grondona,

Burzaco e Marcelo Campos Pinto, então executivo da Globo, que segundo Burzaco “deu a bênção ao acordo”.

Nessa segunda reunião, Burzaco informou a Marin e Del Nero que havia mais US$ 2 milhões de propina – neste caso relacionada ao contrato de transmissão da Copa América – dinheiro que não havia sido coletado por Teixeira. Ficou decidido ali que esses US$ 2 milhões seriam divididos entre Del Nero e Marin.

– Marin me deu um abraço e fez um discurso de agradecimento. Del Nero abriu um caderno e anotou os valores. Os dois disseram que dariam instruções sobre como queriam receber o dinheiro – detalhou Burzaco.


Cida Torneros: Uma foto dos anos 70 e as mágicas lembranças da professorinha do subúrbio de Ramos(Rio) e sua turminha de alunos especiais

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CRÔNICA
A PROFESSORINHA DO RIO
Maria Aparecida Torneros
Foto de 1971, eu e minha turminha de alunos excepcionais, na escola Nerval de Gouveia, em Ramos, Rio de Janeiro. Só consigo lembrar o nome da Dirce, a primeira, no alto da ponta direita. Mas todos me marcaram muito. Suas dificuldades de aprendizagem me mostraram que a vida é desafio sempre. Por causa deles até fui fazer um curso no instituto Helena Antipofh, mas, eu já fazia Jornalismo na UFF e segui mesmo a carreira de jornalista.
Esta turminha foi única na minha vida. Dá pra sentir na expressão da foto o quanto fomos felizes por poucos meses, e a Dirce, ah, ela fugia pra rua no meio da tarde e eu corria atrás, com a garotada torcendo que eu a pegasse e trouxesse de volta. Nós cantávamos, recortavamos papéis, fazíamos colagem, brincávamos no pátio, alguns dormiam muito, estavam medicados, tinha fila pra me dar beijinho quando iam embora pra casa.
Eu percebi que não tinha a vocação e o suporte emocional necessário para me dedicar a esse tipo de crianças e a educação delas, como precisaria. Aprendi muito no instituto Helena Antipoff, mas desisti. Admiro quem consegue lidar com estas criaturinhas realmente tão especiais, carinhosas, alegres e possa ajudá-las a se inserir na vida.
O Instituto Helena Antipoff é um estabelecimento público de ensino especializado em Educação Especial, pertencente à Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e é centro de referência em Educação Especial no Brasi , produz conhecimentos em educação especial e confecciona recursos multissensoriais que contribuem para a atualização permanente dos professores e desenvolvimento e aprendizagem dos alunos.
Atualmente, O IHA conta com profissionais e mantém oficinas para este fim: teatro, dança, música, informática, oficina vivencial de ajudas técnicas e pedagógicas, ginástica, artes plásticas e brinquedoteca. Há também o Centro de Transcrição à Braille, serviço para atendimento de alunos cegos e com baixa visão. Durante as atividades nas oficinas, os professores atuam com os alunos e a intenção é pesquisar novos recursos e metodologias para o desenvolvimento deles.
Na oficina vivencial de ajudas técnicas e pedagógicas, são estudados os materiais que trazem benefícios ao aluno portador de necessidades educativas especiais, em relação ao seu conforto e autonomia. As pesquisadoras observam como as crianças se saem nas atividades e que dificuldades apresentam – sobretudo de locomoção – procurando desenvolver materiais sob medida, que melhorem o desenvolvimento, a autonomia e o conforto dos alunos.
As pesquisadoras do IHA criam peças com papelão, por considerarem o material bastante maleável e um bom exemplo é a “cadeirinha de chão”, produzida com uma faixa para que as crianças dos pólos de bebês e das turmas de Educação Infantil sentem-se sozinhas no chão e se entrosem umas com as outras. Outro exemplo são os encaixes de mesa para as cadeiras de rodas de deficientes físicos ficarem bem posicionadas.
A foto me trouxe muitas recordações. Lembrei que fizemos, juntos, coelhinhos pintados para comemorar a Páscoa. Saudades de todos eles. Por onde andarão? 43 anos se passaram!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida

O samba do mineiro de Miraí, Ataulfo Alves, vai para Cida guardar junto com as melhores recordações dos meninos especiais, alunos da professorinha do subúrbio do Rio.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Terreiro de Candomblé incendiado. Toninho Tavares/Agência Brasília


DO EL PAÍS

OPINIÃO

Juan Arias

O Brasil está destruindo um dos seus maiores valores, sua proverbial tolerância religiosa e a coexistência pacífica entre as diferentes confissões. A quem interessa essa onda iconoclasta que – como este jornal publicou – cresceu 4.960% em apenas cinco anos, que registra uma denúncia de hostilidade ou profanação de locais de culto e pessoas que os dirigem a cada 15 horas?

Os mais perseguidos são os locais de culto das religiões de matriz africana, mas também atinge templos católicos e protestantes, igrejas evangélicas, centros espíritas e sinagogas judaicas. Imagens de orixás são queimadas, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida é destruída a golpes de martelo, os sacrários das igrejas católicas são violados e as hóstias consagradas são jogadas no chão e nem os cemitérios são respeitados.

Estamos diante de um fato novo e é urgente descobrir o que se esconde por trás dessa nova guerra contra o sagrado. Que a um Brasil atravessado por uma perigosa corrente de ódio político e social se queira acrescentar a intolerância e a agressão física aos símbolos e pessoas religiosas poderia ser a última etapa da barbárie. A tolerância e a riqueza de entidades religiosas convivendo em paz neste país foi resultado da feliz conjunção histórica do encontro de três crenças trazidas pelos três povos que engendraram o Brasil: a indígena, a cristã – contribuição dos europeus -, e a africana, dos quatro milhões de escravos.

O longo e perigoso trabalho realizado pelas diferentes crenças religiosas para defender seus deuses produziu o milagre do sincretismo pacífico. Não foi realizado sem dor, mas o Brasil conseguiu manter a essência das três raízes espirituais caminhando juntas e até misturadas, dando vida a uma riqueza religiosa e cultural talvez única no mundo.

Isso fez com que o Brasil fosse um dos países mais permeados pelo sagrado e, de acordo com muitos estudiosos das religiões, com uma diferença significativa, pois colocou o sagrado no coração da vida para libertá-la dos medos das religiões monoteístas injetando doses de felicidade e amor pela Terra e pela vida, a de carne e osso.

Foram as crenças africanas que ajudaram os brasileiros a ver, por exemplo, com novos olhos, não só a vida, mas também o seu fim, pois nelas os mortos, como escreveu o poeta senegalês Birago Diop, “não estão sob a terra, eles estão na árvore que geme”. Eles continuam vivos e ao nosso lado para nos proteger.

Triste paradoxo o de que um Brasil fazendo terrorismo com as crenças religiosas de origem africana quando elas começam a ser importadas pelo Ocidente racionalista. A mãe de santo alemã Gabriela Hilgest confessou, por exemplo, à minha colega Carla Jiménez, que os brasileiros “são espiritualmente mais desenvolvidos do que os alemães”.

Hoje é possível ser crente, agnóstico ou ateu, mas queiramos ou não, é impossível evitar a pergunta de por que se morre, que segundo os especialistas foi a origem de todas as religiões. O Nobel de Literatura, o ateu José Saramago, disse que se os homens deixassem de morrer, as religiões acabariam. Mas continuamos morrendo, e as crenças, todas elas, com suas luzes e sombras, com seus símbolos sagrados e credos diferentes, nos lembram que a vida continuará atravessada pela dúvida, já que ninguém ainda resolveu o enigma do além.

Existem símbolos e arquétipos como os da vida e da morte, da mãe terra ou do sagrado, que, se não forem respeitados, deslizaremos para uma nova barbárie tão perigosa, se cabe a expressão, quanto a política ou a social. Somente os animais não têm cemitérios nem rendem cultos a seus mortos, embora pareça que os elefantes se afastem para morrer em um lugar especial para isso. Perseguir ou desprezar qualquer tipo de busca espiritual é querer apagar com violência a curiosidade, e talvez a necessidade, que o homem continua tendo pelo mistério.

nov
15
Posted on 15-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-11-2017


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Rio ‘desbanca’ Curitiba no ranking da Lava Jato

Pela primeira vez desde o início da força-tarefa da Lava Jato, em 2014, o Rio superou Curitiba como campeã de operações e prisões, registra a Exame.

Segundo dados do Ministério Público Federal, neste ano Curitiba coordenou nove operações, com 18 prisões. No Rio, em 2017, já houve 14 operações –contando com a de hoje– e 78 prisões.

“Em Curitiba, a operação bateu no teto, e a responsabilidade agora está nas mãos do Supremo. O Rio foi uma extensão natural, já que boa parte das empreiteiras investigadas tinha negócios vultosos no estado, onde também fica a sede da Petrobras”, disse à Exame Sérgio Praça, da FGV.

“Além disso, o Rio tem uma combinação matadora: uma enorme quantidade de bandidos e de dinheiro disponível para corrupção”, acrescentou Praça.