Grande e verdadeiro Nelson Cavaquinho.

Saudade, nesta data de saudades!!!

(Vitor Hugo Soares)


Estudante do Colégio Goyases abraça a mãe após colega atirar em alunos em Goiânia AFP

DO EL PAÍS

ARTIGO/ OPINIÃO

“Esta é uma sociedade de órfãos de pais vivos”

Juan Arias

Estaremos criando uma sociedade de jovens de pais ausentes, distraídos demais com a Internet, à qual Leonardo Calembo, de 41 anos, pai de um dos adolescentes mortos a tiros no colégio de Goiânia por um colega de classe, chamou, enquanto enterrava o filho, de “órfãos de pais vivos”, de pais já mortos para eles, porque ignoram seus problemas?

O eco da tragédia de Goiânia, que se revela a cada dia com informações mais alarmantes sobre a personalidade complexa do jovem de 14 anos que disparou na sala de aula contra os colegas, levará tampo para se dissipar, já que despertou o alarme em não poucas famílias. É como se, de repente, nos perguntássemos se realmente conhecemos nossos filhos e o que estão vivendo sem que saibamos.

O sociólogo Jorge Wertheim, que foi representante da Unesco no Brasil, acaba de escrever no jornal O Globo, comentando o caso do jovem assassino da escola de Goiás, que é significativo que em um país como o Brasil, “com um dos maiores índices de violência do mundo, se despreze a necessidade de investigar por que esses níveis inaceitáveis de violência assolam as escolas”.

Enquanto escrevo esta coluna, o jornal Folha de S. Paulo publica o que chama de “o mapa da morte”, com os dados de homicídios no Brasil em 2016, com um aumento de quase 4% em relação ao ano anterior. No total foram 61.689 homicídios, o que equivale a sete a cada hora, algo que supera muitas guerras juntas. É como se o Brasil sofresse a cada ano a explosão de uma bomba atômica. A de Hiroshima matou pouco mais do que se mata no Brasil todos os anos.

Algo que agrava esse mapa da morte é que metade desses homicídios é de jovens, o que significa que mais de 30.000 pais e mães tenham que enterrar filhos, algo que fere as leis da natureza. O normal é que os filhos enterrem os pais. A matança desses milhares de jovens conduz à aberração de que os pais se sintam órfãos dos filhos, sem poder desfrutar deles em vida.

A violência aumenta em todos os estratos do Brasil, dentro e fora dos lares. Também nas escolas, e com ela o fascínio dos rapazes pelas armas. Uma professora de ensino secundário me escreve para expressar sua surpresa ao perguntar a seus alunos o que desejariam ser quando adultos. Quase todos sonhavam em ser policiais. Por quê?, indagou a professora. “Para poder usar uma arma”, responderam em coro, o que poderia ser traduzido como “para poder matar”

Permitir ou não que as crianças e jovens vejam todo o tipo de violência virtual nos jogos, nos filmes, na televisão e nos celulares? Quando eu era estudante de psicologia em Roma, tive uma discussão com um de meus professores que defendia que as crianças deviam familiarizar-se com a violência para poder administrá-la quando adultas. É o que pensam ainda hoje até mesmo ilustres sociólogos. Para mim, porém, a vida real de hoje já oferece doses de sobra de violência, desde que se nasce, dentro e fora das casas, para que seja preciso acrescentar-lhe a violência virtual. Que as famílias tenham mais medo que seus filhos vejam cenas de sexo que de violência, que se assustem mais que vejam um nu do que uma execução é um sintoma que deveria nos levar a pensar, em um mundo cada vez mais fascinado pelas armas.

Jovens órfãos de pais vivos, pais que se veem sujeitos a enterrar filhos em flor e, se fosse pouco, desde 1980 até hoje segue aumentando no Brasil o número de suicídios juvenis, segundo o IPEA. É o ápic

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Posted on 02-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-11-2017

DO BLOG DO CAMAROTTI

Declaração polêmica de Torquato causa perplexidade em Temer

No Palácio do Planalto, a reação é de surpresa com as declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, que disse em entrevistas que “comandantes de batalhão” da Polícia Militar do Rio de Janeiro “são sócios do crime organizado do Rio”.

Um interlocutor do presidente Michel Temer ressaltou ao Blog que o ministro da Justiça não só fez críticas públicas, como repetiu sua artilharia na sequência em nova entrevista.

“A fala do ministro causou espanto. Até parece que ele (Torquato Jardim) está em busca de uma desculpa para deixar o governo. Mesmo que tenha essa avaliação pessoal, não deveria ter verbalizado”, observou esse interlocutor de Temer.

Segundo ministros que estiveram com Temer nesta quarta, o presidente demonstrou “perplexidade” com as declarações de Torquato e com o fato de o ministro da Justiça ter reafirmado o que disse.

Mais do que isso, a percepção é que a fala causou grande problema na relação do grupo ministerial que cuida da relação com o Rio sobre as ações de segurança.

Segundo relatos, Temer tentará “baixar a poeira” no feriado, para avaliar como retomará a relação a partir da próxima semana.

A ordem no núcleo do governo é de tentar diminuir a temperatura do episódio, que teve forte reação de lideranças políticas do Rio de Janeiro.

Já pessoas próximas ao ministro Jardim negam que ele decidiu fazer um movimento para deixar o governo Temer. E atribuem às declarações polêmicas a inabilidade pessoal de Jardim.

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Posted on 02-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-11-2017


Sponholz, no Jornal da Manhã (PR)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA
Vai acontecer muita coisa

Torquato Jardim prepara o contra-ataque.

Leia o comentário de Merval Pereira na CBN:

“O ministro Torquato Jardim tem informações importantes sobre a segurança pública no Rio e não foi à toa o que disse. Não acho que ele tenha sido leviano, falou com base em investigações que estão sendo feitas no Rio, desde a intervenção das Forças Armadas.

Não adianta o governo do Estado nem a Polícia Militar reclamarem; o sistema de inteligência do Exército está atuando e nos próximos dias vai acontecer muita coisa. O ministro sabe o nome do deputado e os indícios das investigações levaram às suas declarações.”

nov
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Posted on 02-11-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-11-2017


Forças de segurança examinam as bicicletas atropeladas pelo terrorista no atentado de Manhattan AFP


DO EL PAIS

Federico Rivas Molina

Buenos Airesns

O atentado terrorista desta terça-feira em Nova York foi sentido com especial dureza milhares de quilômetros ao sul, na Argentina. Entre os oito mortos confirmados, cinco eram oriundos do país sul-americano. Pertenciam a um grupo de 10 amigos, todos eles homens de 47 ou 48 anos que haviam viajado juntos aos Estados Unidos para comemorar os 30 anos da sua formatura no ensino médio. A chancelaria argentina confirmou as identidades dos cinco mortos, naturais da cidade de Rosario, a terceira maior do país, 300 quilômetros ao norte de Buenos Aires. Também informou que há um sexto argentino internado no Hospital Presbiteriano de Manhattan, mas fora de perigo.

O presidente Mauricio Macri se disse “profundamente comovido” pelo ataque e enviou condolências às famílias. “Colocamo-nos à disposição dos familiares das vítimas argentinas. Voltamos a fazer um apelo de paz para que estes horrores terminem”, escreveu o presidente em sua conta oficial do Twitter. “Acompanho de coração, neste momento de profunda e inexplicável dor, os familiares e amigos de nossos compatriotas falecidos em Nova York”, declarou, por sua vez, o chanceler Jorge Faurie.

O ministério argentino de Relações Exteriores confirmou a identidade das vítimas horas depois do atentado: Hernán Diego Mendoza, Diego Enrique Angelini, Alejandro Damián Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi. O ferido que permanece internado é Martín Ludovico Marro, e os outros quatro participantes da excursão não sofreram ferimentos. Os 10 amigos, que haviam estudado juntos na Escola Politécnica de Rosario, alugaram bicicletas pela manhã para percorrer as ruas de Manhattan. Foram atropelados à tarde, numa ciclovia à beira do rio Hudson, por uma caminhonete alugada, conduzida por um terrorista de 29 anos oriundo do Uzbequistão.

“O Consulado Geral [da Argentina] continua trabalhando em permanente contato com as autoridades policiais e o centro hospitalar que recebeu o ferido, e também com os familiares na Argentina. Acompanhamos as famílias neste terrível momento de profunda dor, da qual todos os argentinos compartilham”, informou o Governo em Buenos Aires.