DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Sérgio Cabral, quem diria, acabou em Campo Grande

O desembargador Abel Gomes, do TRF-2, negou o pedido da defesa de Sérgio Cabral para que o ex-governador do Rio fosse mantido em uma prisão do estado.

Os advogados de Cabral haviam pedido habeas corpus depois que Marcelo Bretas ordenou a transferência do ex-governador para um presídio federal.

O Departamento Penitenciário Nacional, ligado ao Ministério da Justiça, escolheu transferir Cabral para a penitenciária federal de Campo Grande (MS).


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O sócio de Gilmar Mendes

O filho de Gilmar Mendes comprou cotas da faculdade do pai por 12 milhões de reais.

Segundo o site Buzzfeed, o negócio foi fechado em 18 de agosto de 2017. No mesmo dia, o IDP, de Gilmar Mendes, recebeu um empréstimo de 26 milhões de reais do Bradesco.

O filho de Gilmar Mendes, prossegue a reportagem, é consultor legislativo do Senado e tem um salário de 30 mil reais.

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Posted on 24-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2017


Polícia Federal em fiscalização contra o trabalho escravo
Marcello Casal Jr Agência


DO EL PAÍS

Opinião

A ironia bumerangue do juiz do Supremo

Juan Arias

É possível que o polêmico juiz do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, esteja se perguntando por que a sua ironia sobre o trabalho escravo acabou virando um bumerangue que colocou as redes sociais contra ele.
Leia mais artigos de Juan Arias

Brasil entre a pós-verdade e o teatro do absurdo
Espanhol ou catalão?
Quando ninguém mais sonha com eles

A sociedade brasileira, desta vez sem opiniões divididas, caiu com tudo sobre o magistrado. O que ele disse para suscitar tanta ira? Lembremos. O governo conservador de Temer está tentando atenuar a legislação que pune, no Brasil, o trabalho realizado em condições de escravidão, o que significa um retrocesso grave na luta contra os novos senhores de escravos. A sociedade se rebelou a tal ponto que Temer acabou prometendo rever alguns itens da nova lei.

Diante de uma sociedade indignada com o governo, ocorreu ao magistrado a ideia de tratar do assunto com uma ironia barata. “Eu me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer, e não considero que isso seja trabalho escravo”, comentou, e, insistindo em sua ironia, perguntou se também seria trabalho escravo “o dos motoristas dos juízes do Supremo que ficam esperando no subsolo da garagem”. Era como dizer: não exageremos querendo ver como escravo todo e qualquer trabalho.

O que o juiz não entendeu é que a ironia e a sátira compõem um dos gêneros literários mais difíceis e perigosos de se usar. É preciso uma inteligência aguçada para adotá-lo. Caso contrário, ele se transforma, como neste caso, em um bumerangue.

Gilmar Mendes não entendeu que, desde os gregos até os nossos dias, passando pelos romanos, a sátira deve ser dirigida contra os carrascos e não contra as vítimas. Por isso ela é libertadora. Com sua ironia, o magistrado mostrou não entender — ou será que entendeu, sim? — que o que ele estava fazendo era apoiar a flexibilização da legislação contra o trabalho escravo.

Mendes não entendeu que o que ele fez foi ofender não só os milhões de trabalhadores que ainda hoje vivem em situações degradantes, mas também os milhões de trabalhadores comuns, como são aqueles que não têm a sorte, como ele, de trabalhar com algo que “lhe dá prazer” e, além disso, uma remuneração elevada, quando se sabe que o trabalho é muitas vezes alienante, burocrático, mal remunerado, que as pessoas aceitam não por gosto ou por prazer, mas porque precisam viver e sustentar uma família. E esse é o caso da grande maioria.

Muito sangue dos antigos escravos ainda corre nas veias do Brasil, assim como corre muita dor, a dor dos milhões de trabalhadores que, por culpa de gigantesca desigualdade social que castiga o país, se veem obrigados, tantas vezes, a realizar um trabalho que traz consigo as marcas da velha escravidão. Faz sentido fazer humor com eles?

Nada contra o uso da sátira, que é o sal que dá sabor à dureza da vida e aos abusos de poder. Nada mais eficaz do que uma charge inteligente para colocar de joelhos um canalha ou desinchar o ego de quem se acha acima dos outros. Ninguém se incomoda mais com a sátira do que os poderosos. Muitas vezes, uma boa charge acaba se transformando no melhor editorial de um jornal.

Todos os autoritários sempre tiveram pavor da ironia, e continuam tendo. Em uma charge que vi reproduzida dias atrás no Facebook e que certamente se referia à ironia feita pelo magistrado brasileiro, aparece um trabalhador baixinho com uma corrente de ferro no pescoço. Seu chefe, alto, vestido de preto, olha para ele e diz: “Se a corrente está frouxa não é trabalho escravo”. O título da charge é: FLEXIBILIZOU. Isso sim, Excelência, é uma sátira inteligente.

“O Outro Lado do Paraíso”: Belo começo de novo folhetim das 9h, na Globo:musical, visual e artisticamente falando. A conferir melhor nos próximos capítulos.

A inclusão da lindíssima “Morro Velho” na trilha do início da trama, foi escolha perfeita e feliz. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Sérgio Cabral e Marcelo Bretas discutiram durante interrogatório

DO JORNAL DO BRASIL (ONLINE)

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e o juiz Marcelo Bretas discutiram, nesta segunda-feira (23), durante interrogatório. Cabral criticou a denúncia contra ele, afirmando que era um “roteiro mal feito de corta e cola”, que está sendo injustiçado e que o juiz deveria conhecer sobre joias já que a sua família teria negócios com bijuterias. Bretas rebateu afirmando que não recebeu “com bons olhos” o interesse de Cabral de informar que sua família trabalhava com bijuterias. “Esse é o tipo da coisa que pode ser entendida como ameaça”. O advogado do ex-governador pediu uma pausa no depoimento, e o juiz concedeu. Mais tarde, Bretas acabou aceitando o pedido de transferência de Cabral para um presídio federal feito pelo Ministério Público Federal (MPF).

Além dos supostos negócios da família do juiz no ramo de bijuterias, Cabral também falou, durante o interrogatório, de suposta concretização da delação de Renato Pereira, ex-marqueteiro do PMDB.
Sérgio Cabral e Marcelo Bretas discutiram durante interrogatório
Sérgio Cabral e Marcelo Bretas discutiram durante interrogatório

“Durante o interrogatório do senhor Sérgio Cabral, ele mencionou expressamente que, na prisão, recebe informações inclusive da família desse magistrado, o que denota que a prisão no Rio não tem sido suficiente para afastar o réu de situações que possam impactar nesse processo”, afirmou o procurador Sérgio Pinel.

Bretas acatou o pedido de transferência, afirmando que este tipo de declaração é “inusual”. “Será que representa alguma ameaça velada? Não sei, mas fato é que é inusual”, disse, acrescentando: “É no mínimo inusitado que ele venha aqui trazer a juízo, numa audiência gravada, a informação de que recebe ou acompanha a rotina da família do magistrado. Deixa a informação de que, apesar de toda a rigidez [do presídio no Rio], que imagino que aja, aparentemente tem acesso privilegiado a informações que talvez não devesse ter”, disse o juiz.

Interrogatório

Durante o interrogatório, Cabral afirmou que a denúncia contra ele era “um roteiro mal feito de corta e cola”. Ele fez a insinuação sobre o suposto negócio do ramo de bijuterias da família de Bretas após as primeiras perguntas feitas a ele sobre a denúncia de compra de joias com dinheiro de propina. O ex-governador ainda chegou a dizer que Bretas falava dele de maneira “desdenhosa”. “Aqui não há desdém”, rebateu o juiz.

“Comprei joias com fruto de caixa dois, não foi de propina. Meu governo não foi organização criminosa. Mudou a vida de milhões de brasileiros que moram no Rio. Não me sinto chefe de organização criminosa nenhuma. Eu estou sendo injustiçado. O senhor está encontrando em mim uma possibilidade de gerar uma projeção pessoal, e me fazendo um calvário, claramente”, disse o ex-governador.

Cabral afirmou que os empreiteiros não pagavam propina. “Não é verdade que empreiteiro dê dinheiro antecipado por qualquer coisa. Fiz a campanha 2006 e sobraram recursos de campanha. O dinheiro que Carioca me deu não tinha vínculo com obras”. O ex-governador afirmou ainda que o seu erro foi o caixa dois. Cabral chegou a chorar ao dizer novamente que as mudanças de financiamento de campanha são prejudiciais à política. “Por mais que tenha me exasperado com o senhor [Bretas] aqui, por mais que ache injustiça o que o MP faz, que fique indignado com as matérias que saem nos jornais, prefiro muito mais ser acusado num sistema democrático, ser massacrado, do que um sistema autoritário”, disse.

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Posted on 24-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2017


DO EL PAÍS

María Martín
Rio de Janeiro

A cidadã espanhola María Esperanza Jiménez Ruiz, de 67 anos, morreu na manhã desta segunda-feira ao ser atingida por um disparo da Polícia Militar (PM), quando visitava a Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro. Horas depois, a Corregedoria da PM determinou a prisão em flagrante de dois policiais diretamente envolvidos nos disparos – um oficial e um soldado. Os dois serão encaminhados para a prisão da corporação, em Niterói.

A versão oficial do acontecido é que o veículo em que a turista viajava não atendeu a ordem de parar dos policiais, que faziam um bloqueio na região, em uma das praças da favela. “Por volta das 10h30, um veículo Fiat Fremont rompeu o bloqueio policial no Largo do Boiadeiro. Houve reação da guarnição, atingindo o veículo”, diz nota da Secretaria de Segurança Pública. Contudo, a Corregedoria diz que os procedimentos estabelecidos no “Manual de Abordagem” determinam que, em casos como o que ocorreu nesta segunda-feira, os policiais não devem efetuar disparos, mas sim perseguir o veículo que não parar no bloqueio.

Esperanza Jiménez foi atingida no pescoço por um tiro e chegou a ser levada com urgência ao hospital Miguel Couto, no bairro do Leblon, mas morreu pouco depois. Segundo fontes policiais, María Esperanza Jiménez viajava em um grupo de cinco pessoas, entre eles seu irmão, José Luiz Jiménez, a esposa deste, Rosa Margarita Martínez, uma guia turística brasileira, Rosangela Reñones, e o motorista italiano, Carlo Zanineta.
Policiais militares patrulham a Rocinha nesta segunda-feira, mesmo dia em que uma turista espanhola foi morta a tiros por policiais.
Policiais militares patrulham a Rocinha nesta segunda-feira, mesmo dia em que uma turista espanhola foi morta a tiros por policiais. Silvia Izquierdo AP

Antes de desencadear a batalha entre traficantes, era comum que agências de turismo organizassem passeios pelas vielas da Rocinha, um programa de alto risco desde 17 de setembro, quando tiroteios passaram a ser comuns entre grupos rivais de criminosos que disputam o território e a polícia. Nesta mesma manhã, uma hora antes do incidente com o carro de Esperanza, um tiroteio violento na comunidade deixou dois policiais e um suspeito feridos.

O irmão da vítima, juntamente com sua esposa, que estavam no mesmo veículo, prestaram depoimento na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, no Leblon. Os parentes da vítima não quiseram dar declarações à imprensa. O motorista declarou aos agentes que não viu a blitz da polícia e que apenas se deu conta da movimentação quando a turista, que estava no banco de trás do veículo, foi atingida após um disparo. Os outros três passageiros do carro também disseram não ter visto a batida policial.

A Policía Civil do Rio, além do homicídio, quer esclarecer se a agência de turismo, que vendeu o passeio, avisou aos turistas que a Rocinha é, especialmente nestes dias, um lugar perigoso para visitação. Os espanhóis afirmaram na delegacia que em momento nenhum foram alertados sobre os riscos do passeio. O motivo do procedimento em casos de furo de bloqueio policial não ter sido seguido, é outro ponto que precisa ser melhor esclarecido.

A favela de Rocinha é palco há um mês de confrontos armados entre duas facções de narcotraficantes e a polícia. Desde o último dia 17 de setembro, episódios violentos se sucedem Rocinha, comunidade com população estimada em 200.000 pessoas e próxima aos locais mais turísticos de Rio. A batalha entre as duas facções tinha aterrorizados os moradores e as autoridades chegaram a mobilizar o Exército, que ocupou a favela durante uma semana. Embora a situação parecesse mais calma desde então, seguiram-se incidentes violentos e tiroteios.

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Posted on 24-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2017


Cunhada da espanhola María Esperanza Jiménez
Ruiz Marcelo Sayão EFE

DO EL PAÍS

Jesús A. Cañas
Cádiz

Os menos de 90.000 habitantes da cidade espanhola de Porto de Santa Maria, na região costeira da Andaluzia, foram surpreendidos nesta segunda-feira pela notícia da morte de María Esperanza Jiménes Ruiz, 67 anos, conhecida comerciante de imóveis no centro histórico do município. O fato de ter sido atingida por um disparo efetuado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, quando visitava a favela da Rocinha em um passeio turístico, fez o acontecimento ganhar ares ainda mais comoventes na pequena cidade.

Não à toa, desde que as primeiras notícias começaram a circular, a imobiliária que María Esperanza administra junto com sua família, passou a receber inúmeras ligações que tentavam confirmar a tragédia. A própria Polícial Local e a Prefeitura, ao saber o nome da pessoa morta, ligaram para o estabelecimento, localizado na rua mais movimentada da cidade, para saber se Esperanza estava, de fato, de férias no Rio de Janeiro.

A confirmação de que a senhora de 67 anos estava no Brasil, foi o que bastava para que o vice-prefeito da cidade, Ángel M. Gonzáles, em um trabalho coordenado com a Embaixada Espanhola no Brasil, confirmasse a morte de María Esperanza. “Estamos muito comovidos com a perda dessa cidadã que amava a sua cidade e que atuava, junto de sua família, como comerciante no centro histórico”, disse o prefeito David de La Encina.

Em nome de toda a cidade, o prefeito transmitiu mensagens de pesar e condolências. “É uma família muito conhecida e querida em Porto de Santa Maria por sua contribuição a economia local dentro do setor empresarial, assim enviamos palavras de ânimo e consolo”, disse. Neste momento, a Prefeitura está estudando os dias de luto oficial a serem declarados na cidade.

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Posted on 24-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A ‘fofocagem’ de Gilmar

Gilmar Mendes chamou de “fofocagem no plano das instituições” a divulgação do relatório da PF que mostra que ele e Aécio Neves fizeram 46 ligações por WhatsApp entre fevereiro e maio deste ano.

“É um certo assanhamento, uma certa irresponsabilidade, só que feita não por ativistas, mas por gente que têm responsabilidade institucional: delegado, ministro, juiz”, disse o ministro do STF em Porto Alegre.

No WhatsApp, que não é o “plano das instituições”, a fofocagem está liberada.