Fotografia da casa de Aécio Neves mostra um homem olhando pela janela: imagem do Correio Braziliense, distribuída e publicada bo Brasil e no mundo foi atribuída, equivocadamente, ao senador tucano; era um de seus assessores. Provavelmente o próprio Macunaíma dando uma forcinha no Lago Sul. (Foto: Luis Nova / Esp. CB)

ARTIGO DA SEMANA

Aécio por trás da persiana: espanto e desafio de Macunaíma

Vitor Hugo Soares

Em votação aberta no plenário do Senado, pelo elástico e expressivo placar de 44 x 26, foi consumada a ardilosa (já havia escrito o termo neste artigo, pouco antes do senador tucano o utilizar em seu discurso de retorno) operação triangular com atuação ativa e decisiva de figuras poderosas do Supremo Tribunal Federal, Palácio do Planalto e Congresso – a começar pelos respectivos presidentes dos três poderes maiores da República – , de salvação do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O fato principal desta semana, de dias cada vez mais temerários e drásticos, devolveu à plenitude de sua atuação política, pessoal e parlamentar, o mais novo e reconhecido herói sem caráter do País de história e cultura tão marcada por personagens do tipo. Na melhor e mais completa tradução de Macunaíma, seja no original e referencial romance de Mário Andrade, seja na magistral adaptação produzida pelo cineasta Joaquim Pedro de Andrade, no filme marco do tropicalismo no cinema nacional.

Os incomodados com a comparação (sei que são muitos espalhados pelo Planalto Central e Brasil afora) que me perdoem, mas é esta a primeira e mais veemente recordação que me ocorreu. Não só depois da proclamação do resultado da votação pelo presidente do senado, Eunício de Oliveira, mas principalmente no dia seguinte, do constrangedor retorno do senador ao convívio de seus pares, no Senado, e de seu pronunciamento da volta da curta temporada de retiro em seu apartamento, determinada pelo Supremo. Mais constrangedor ainda.

Aliás, por falar nisso e antes que eu me esqueça, o senador cearense que substituiu o também macunaimico Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Congresso para tocar o desconcerto parlamentar da crise da vez, é outro personagem de cinema.

Figura típica de tragicomédias anos 60/70, ou de produções ainda mais antigas do filme noir, na França e nos Estados Unidos do tempo da Lei Seca.

Matreiro e enigmático, sempre a um passo do implausível, navegando nas sombras das estranhas transações negociadas nos gabinetes do Congresso, e fechadas em almoços, jantares e visitas fora da agenda presidencial no Alvorada ou no Jaburu. Eunício tem sido um figurante que parece talhado sob medida para atuar em filmes clássicos do diretor italiano Federico Fellini, que dá cartas no senado da República, no terreiro às margens do Lago Paranoá, neste outubro de operações casadas, para salvar Aécio Neves (a dele já realizada com sucesso esta semana) e, em seguida, o mandatário Michel Temer. Manobra ainda em andamento, mas com todos os sinais apontando, até aqui, que a decisão do plenário que livrará o maioral de ser investigado, pelo Supremo e pela PF, nas contundentes acusações da PGR, por graves crimes de organização criminosa e tentativa de obstrução da justiça (nesta segunda denúncia), é só uma questão de tempo.

Nisso tudo, no entanto, só um motivo de espanto, de verdade, para o rodado jornalista, pelo impacto visual e simbólico inesperado: o flagrante jornalístico espetacular registrado na foto de Luiz Nova, do Correio Braziliense, digno de prêmio nacional de fotojornalismo. Obtido pouco depois da votação, que logo ganharia o espaço merecido no alto do site digital do CB, e, em seguida, das edições digitais dos jornais, dos blogs políticos nas redes sociais, antes de correr o mundo nas asas das agências internacionais de notícias, para ocupar espaço de destaque em importantes jornais estrangeiros.

No site blog que edito na Bahia elegi o magnífico trabalho de Nova como A Imagem do Dia, e a reproduzi com o título: “Tucano mira a rua por trás da persiana”. E escrevi na legenda: “Aécio Neves observa a movimentação da rua da janela da casa, no Lago Sul, logo após o resultado da votação que o beneficiou no Senado”. É, sem dúvida, um flagrante raro e de alta competência profissional. O fotógrafo “escreve com a luz”, para citar um texto biográfico do autor do registro, de acordo com jornalista e pesquisador atento que fez a descoberta e a publicou em primeiro lugar.

Mas para mim é aí que explode a lembrança do senador tucano de Minas Gerais, transfigurado em Macunaíma dos dias que correm no Brasil. A figura de Aécio, escondida sob as sombras das persianas semi-cerradas da janela. E o foco genial de repórter fotográfico pondo em destaque o olhar (quase sinistro) de preocupação e desafio do parlamentar.

É como, de repente, estar de volta ao momento antológico do berro de Macunaíma ao chegar à cidade grande com os irmãos Jiguê e Maanape: “agora é cada um por si e Deus contra todos”. Só resta dar tempo ao tempo, para descobrir se o romance e o filme se repetirão como farsa ou como tragédia.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

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Posted on 21-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-10-2017


Estudante do Colégio Goyases abraça a mãe após colega atirar em alunos em Goiânia. AFP

DO EL PAÍS

Yago Sales

“Estava esperando acabar a aula para buscar meus três filhos, mas levei para casa apenas dois vivos.” Em vez das imediações do Colégio Goyazes em Goiânia, onde deixou todos na manhã desta sexta-feira, Leonardo Marcatti Calembo falava diante do Instituto Médico Legal (IML) da cidade. O publicitário é o pai do menino João Pedro Calembo, 13 anos, morto com um tiro no pescoço disparado à queima roupa por um colega de turma. O adolescente, de 14 anos, usou a pistola .40 do pai, um major da Polícia Militar do Estado de Goiás, para atirar 11 vezes. Acertou seis alunos, dois dos quais morreram.

Calembo lembrou o último beijo que o filho lhe enviou, de longe, quando ouviu um “te amo” ao descer do carro ao lado dos irmãos Gustavo, de 8 anos, e Davi, de 6. “Acordei, fiz um carinho nele, orei antes de deixá-lo na porta e disse que eu o amava”, disse, segurando o atestado de óbito do filho. “Ele se foi tendo certeza que o pai o amava”.

Horas antes, João Pedro havia sido um dos protagonistas da tragédia que se abateu na escola privada, que fica no Conjunto Riviera, um bairro de classe média da capital goiana. Às 11h40, na troca de professores entre as aula de Ciência e Gramática no oitavo ano, ouviu-se um estampido no terceiro andar. A professora tirava dúvidas com alunos sobre a Feira Científica que ocorreria no dia seguinte. Uma das alunas apostou que era um balão dos experimentos da feira, mas logo vieram mais disparos.

Uma estudante do nono ano contou que, certa de que levaria uma suspensão por mau comportamento, esperava a coordenadora quando viu Hyago Marques ensanguentado, sem camisa, descendo as escadas. Marques, de 13 anos, foi atingido no peito, mas conseguiu sobreviver ao ataque e está fora de perigo. “Eu ia levar uma suspensão, mas a coordenadora, quando ouviu os tiros, sumiu”, disse a aluna.

A coordenadora, cujo o nome não foi revelado, foi até a cena do tiroteio. Segundo o delegado que acompanha o caso na Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai), Luiz Gonzaga, a funcionária teve papel central para que o desfecho não fosse ainda pior: ela conseguiu convencer o atirador, que levava um novo cartucho de munição, a não recarregar a arma. “Ela teve um ato heroico”, declarou o delegado no auditório do hospital para onde foram levadas a maioria das vítimas. Foi a coordenadora que isolou o adolescente na biblioteca até a chegada de policiais.
Columbine e depressão

Já na delegacia, o adolescente contou que vinha sofrendo bullying, relatou o delegado Luiz Gonzaga. “Nas palavras dele”, um colega o estava “amolando”. Ainda segundo Gonzaga, o atirador disse ter se inspirado em outras matanças em colégios, como o caso de Columbine, no Colarado (EUA), em 1999, quando uma dupla de estudantes matou 12 pessoas, e o de Realengo, no Rio. “Inspirado em outros casos, segundo ele como os de Columbine e o de Realengo, ele decidiu cometer esse crime. Ele ficou dois meses planejando a ação”, contou a autoridade.

João Pedro Calembo, que se sentava atrás do adolescente, foi o primeiro a ser alvejado. “Ele se virou para trás. O João Pedro estava sentado, discutindo o trabalho que a gente ia apresentar amanhã. Ele atirou. Eu corri”, lembra um dos sobreviventes, em frente ao colégio, reclamando de que não sabe quando terá o celular, que ficou na sala, de volta. “Quero muito falar com a minha mãe”.

Segundo colegas ouvidos pela reportagem, João Pedro teria sido um dos pivô do ataque. O menino era um dos que costumava dizer com que o adolescente que se converteria em atirador “não gostava de tomar banho”. O pai Leonardo Calembo, no entanto, contesta. “Meu filho lia a Bíblia, amava hinos, muito ativo na escola. Não faria nada que ele não quisesse que fizessem com ele. Meu filho era alegre, bem cuidado, nunca teve inimizade”, conta no IML.

Amparado por amigos da igreja Batista Renascer, o publicitário diz que não pode deixar passar a tragédia a que sua família foi acometida sem pedir que “os pais deem atenção aos filhos”. “Eu perdoo o menino que fez isso, mas preciso dizer que hoje as crianças são órfãs de pais vivos. É preciso que os pais sejam presentes, cuidem das crianças. O sistema penitenciário está lotado de filhos que não tiveram pais, educação. A base hoje da sociedade é a educação”, ressalta e diz que ainda não sabe se manterá seus outros filhos na escola.

Até o fechamento desta reportagem, os quatro feridos pelo atirador seguiam internados em dois hospitais de Goiânia, três deles sem risco de morte. Uma menina de 13 anos, que foi atingida por um tiro no tórax que perfurou o pulmão, passou por uma cirurgia para drenagem do tórax e estava em estado grave, na UTI.

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DEU NO BLOGG O ANTAGONISTA

O ‘macarthismo’ de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes achou “normal” Gilmar Mendes e Aécio Neves, investigado por suposta propina de R$ 2 milhões da JBS, terem trocado 43 ligações de WhatsApp em 2 meses.

“O ministro Gilmar, desde o início de seu mandato, se reúne com presidentes de vários partidos, com diversos senadores, para tratar da reforma política. E o faz às claras”, disse Alexandre, em defesa do colega de STF, durante evento em SP.

“Não há nenhum problema em que um membro do Supremo converse com parlamentares. Nós estamos vivendo, infelizmente, no Brasil o que os EUA viveram lá atrás, um macarthismo muito grande.”

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Posted on 21-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-10-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online


Mauricio Macri, em um ato de campanha em Buenos Aires na terça-feira, dia 17 de outubro. Reuters

DO EL PAÍS

Carlos E. Cué

A Argentina enfrenta eleições legislativas fundamentais neste domingo e a campanha tenta fazer um balanço dos primeiros anos do Governo de Mauricio Macri. Mas os números, como quase tudo na Argentina, são contraditórios. A única coisa clara é que o primeiro ano, 2016, foi de recessão forte, inflação de 40% e uma queda em quase tudo. Em 2017, sobretudo nos últimos meses, perto das eleições, os dados começaram a melhorar com clareza, apesar de sempre em comparação com o desastre que foi 2016. O macrismo chega agora à reta final com notícias mais positivas e com a promessa de que a partir de agora tudo será melhor.

Mas a realidade argentina é diferente conforme os bairros e os setores econômicos. O presidente baixou impostos no campo, a histórica mina de ouro do país, e no fértil pampa úmido tudo é entusiasmo e votos para o macrismo. Mas Macri também aumentou as tarifas de gás, luz, água, aumentou o combustível, e a indústria e principalmente os superpovoados e empobrecidos arredores de Buenos Aires estão sofrendo. Vendas que despencam, uma inflação incontrolável que devora os salários e um forte aumento da pobreza no primeiro ano do Governo, um dificílimo 2016.

Campo em relação à cidade, classe média em relação à classe baixa. Interior em relação à capital. O país está dividido, mas todas as pesquisas indicam que a Argentina dará uma oportunidade a Macri e mais poder para aprofundar suas reformas, enquanto a oposição liderada por Cristina Kirchner permanece debilitada.
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A recessão foi muito sentida na classe média-baixa, mas o presidente está injetando muito dinheiro em obras públicas e planos sociais para tentar remediar essa fraqueza da economia. Em troca, está se endividando a um ritmo inquietante para muitos especialistas.

Os Kirchner tinham fechado a torneira do financiamento internacional por seu conflito com os fundos abutre. Macri, apoiado por todos os organismos internacionais e os países chave, tem um enorme fluxo de dinheiro. Chega como dívida, como investimento especulativo atraído por juros incríveis de 27% em pesos, e por meio da lavagem de dinheiro, recorde mundial com 117 bilhões de dólares (cerca de 374,4 bilhões de reais) declarados por argentinos e antes ocultos, 20% do PIB. Esse enorme fluxo de dinheiro está disparando o mercado imobiliário e a venda de carros, por exemplo. Mas ainda não chegou a se tornar investimento produtivo e emprego de forma massiva. Estas são algumas dos dados chave dos primeiros dois anos de Governo de Macri.
PIB: Queda em 2016, recuperação em 2017

Macri recebeu no fim de 2015 uma economia quase parada, com baixo crescimento muito estimulado pelos gastos públicos. Seu primeiro ano foi pior ainda: o PIB caiu 2,3%. O duro ajuste econômico aplicado no início de seu mandato, o freio às obras públicas e uma inflação descontrolada, somados a um contexto internacional desfavorável pela crise do Brasil —o principal parceiro comercial da Argentina— provocaram uma queda do consumo e, consequentemente, a construção, a produção industrial e as exportações também se ressentiram. Os indicadores começaram a melhorar em meados de 2017 e a Argentina acumula um aumento do PIB de 1,6% graças ao avanço de 2,7% obtido no segundo trimestre. O FMI prevê que o país encerre 2017 com um crescimento de 2,5%. Segundo o economista Eduardo Levy Yeyati, o Governo aspira crescer com moderação, a um índice próximo a 3%, mas de forma contínua, e romper assim os ciclos de crescimento e crise profunda que caracterizaram a Argentina nas últimas décadas.

INFLAÇÃO: 40% em 2016, 23% em 2017

A inflação, um mal endêmico na Argentina, é a pedra no sapato da política econômica de Macri. O grande aumento dos serviços básicos hipersubvencionados durante o kirchnerismo —luz, água, gás, transporte— contribuiu para que os preços disparassem 40% em 2016, diante dos 29,9% estimados por consultorias privadas em 2015. O Governo previa reduzi-la a um máximo de 17% para 2017, mas não conseguiu cumprir o objetivo. A inflação superou esse teto nos primeiros nove meses do ano, apesar da agressiva política de restrição monetária do Banco Central. Prevê-se que a inflação se mantenha alta no último trimestre devido ao impacto dos aumentos adiados nas tarifas de gás e energia elétrica.

DESEMPREGO: ligeira queda em 2017

A manipulação dos dados estatísticos durante os últimos sete anos de kirchnerismo impede saber o tamanho real do desemprego deixado por Cristina Kirchner, mas há consenso de que estava mais próximo de 8% do que dos 6,6% que estabeleceu o questionado Indec em meados de 2015. Também não há dados oficiais sobre a destruição do emprego nos primeiros meses de Macri. O ministro do Trabalho, Jorge Triaca, reconheceu oficialmente 120.000 demissões, mas a oposição elevou a cifra para 200.000. O Indec voltou a publicar números confiáveis de desemprego em agosto de 2016, quando a desocupação chegou a 9,3%. Quase um ano depois, o número caiu para 8,7%, com 1.088.000 pessoas desempregadas.
DÍVIDA: o grande problema de Macri

A Argentina tinha em fins de 2015 uma taxa baixa de endividamento externo em relação ao PIB, inferior a 50% (a Espanha encerrou este ano com uma relação dívida/PIB de 99,4%; Brasil, de 72,5%; Chile, de 70%; e Uruguai, quase de 62%). O Governo de Macri pagou em abril de 2016 9,3 bilhões de dólares aos fundos especulativos que tinham ganho uma ação em Nova York por títulos de dívida em mora desde a crise de 2001 e colocou fim às restrições ao crédito internacional que a Argentina teve durante 15 anos. Desde então, o Estado aumentou a dívida em torno de 50 bilhões de dólares, até 58,6% do PIB.
POBREZA: forte aumento em 2016, queda em 2017

Macri colocou a pobreza zero entre suas prioridades de Governo, mas os primeiros meses de sua gestão levaram o país na direção contrária. A pobreza aumentou em 1,4 milhões, chegando a 13 milhões no total, 34,5% da população, segundo dados da Universidade Católica Argentina, tomados como referência diante da ausência de números oficiais. Ao restabelecer as estatísticas do Indec, o macrismo admitiu há 13 meses um índice de pobreza de 32%, que caiu levemente desde então, para 28,6% da última medição, no meio do ano.
COMÉRCIO EXTERIOR: diminuem as exportações

Sob a gestão de Macri, a balança comercial argentina acentuou seu desequilíbrio com o aumento das importações e a paralisação das exportações em função do adverso contexto internacional. A crise do Brasil e a desaceleração da China influenciaram no aumento do saldo negativo com esses dois grandes parceiros comerciais. O déficit comercial em agosto acumula 4,498 bilhões de dólares (cerca de 14,3 bilhões de reais), frente aos 3,035 bilhões (9,7 bilhões de reais) com os quais fechou 2015. Entre os bens exportados se mantêm em primeiro lugar os produtos agropecuários, enquanto que entre as importações destacam-se os bens de capital e intermediários, apesar de os veículos terem dado um grande salto depois da retirada de travas protecionistas em vigor durante o kirchnerismo.
TARIFAS: Disparam todos os serviços

O kirchnerismo manteve as tarifas dos serviços básicos —luz, água e gás— quase congeladas durante 12 anos por meio de subsídios cada vez mais custosos. Macri começou a retirá-los pouco depois de chegar à Casa Rosada, com exceção dos domicílios mais pobres. O primeiro aumento, com altas de até 1.000%, foi anulado pela Justiça, que conseguiu uma moderação do reajuste. As tarifas subiram pela última vez no início de 2017 e voltarão a crescer no último trimestre do ano. O macrismo aumentou também em 2016 o transporte público: o metrô aumentou em pesos 60% e o ônibus, 100%. Os preços do transporte se mantiveram sem mudanças este ano.
INVESTIMENTO ESTRANGEIRO: a grande promessa que não chega

Macri, procedente de uma das grandes famílias empresárias da Argentina, anunciou em 2016 uma chuva de investimentos que não chegou. O investimento estrangeiro caiu no primeiro ano do macrismo a menos da metade dos 11.759 registrados no últimos ano de Cristina Kirchner no poder. Em 2017, começou a se recuperar e no primeiro semestre acumulou 5,174 bilhões de dólares (16,5 bilhões de reais).