Soninha, um toque mexicano sabor Televisa para alegrar a sexta-feira de outubro na capital do berimbau e no mundo dos ouvintes e leitores do BP!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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O produtor de Hollywood Harvey Weinstein, em 2011.
John Carucci AP


DO EL PAÍS

Pablo Ximénez de Sandoval

Los Ángeles

A indústria de Hollywood se viu sacudida pelo escândalo de assédio sexual contra numerosas mulheres por parte do poderoso produtor Harvey Weinstein. Acusado de abusar de seu poder para obrigar as atrizes, modelos e outras empregadas de suas empresas a manter encontros sexuais com ele, Weinstein recebeu críticas de diversas personalidades do cinema por seu comportamento. O produtor foi acusado de violar três mulheres e de abusar de mais de uma dezena durante os últimos 20 anos. Esta é uma síntese do que opinaram contra ele várias personalidades da política e do cinema.

Barack Obama. O ex-presidente dos Estados Unidos disse que tanto ele como sua esposa, Michelle Obama, estão “enojados” com as recentes revelações sobre o produtor de cinema. “Qualquer homem que menospreze e humilhe uma mulher dessa maneira tem que ser condenado e responsabilizado, independentemente de sua riqueza ou situação”, enfatizou.

Ben Affleck. Nas redes sociais, o protagonista de Argo publicou uma mensagem em que diz sentir-se “triste e enojado” pelo comportamento de Weinstein. Affleck lamentou que um homem com quem trabalhou “usasse sua posição de poder para intimidar, assediar sexualmente e manipular tantas mulheres durante décadas”. E acrescentou: “Temos de proteger melhor nossas irmãs, amigas, companheiras e filhas. Temos de apoiar quem denuncia, condenar esse tipo de comportamento quando o virmos e ajudar para que mais mulheres ocupem posições de poder”.

Rose McGowan. Em resposta à mensagem de Affleck, a atriz da série Charmed o criticou por uma história do passado para demonstrar que ele sabia do fato havia anos. “Que droga! Eu lhe disse que parasse de fazer isso”, você comentou na minha cara na coletiva de imprensa a que fui obrigada a ir depois do assédio. Você mentiu”, escreveu ela em sua conta do Twitter.

Michael Eisner. O ex-diretor da Walt Disney declarou em um tuíte que a empresa demitiu os irmãos Harvey e Bob Weinstein “porque eram irresponsáveis e Harvey é um abusador incorrigível”. No entanto, afirmou que desconhecia as histórias de assédio sexual: “Não tinha ideia de que fosse capaz de cometer essas ações terríveis”.

Jessica Chastain. A atriz de filmes como Perdido em Marte revelou em vários tuítes que foi “alertada desde o começo” sobre os abusos de Weinstein. “Ouviam-se as histórias por todos os lados. Negar isso é criar um ambiente para que aconteça de novo.” Ela criticou a atitude de seus colegas homens nesta crise de Hollywood: “Fico doente ao ver que a mídia só pede que as mulheres falem. O que se passa com os homens? Provavelmente muitos têm medo de admitir o próprio comportamento”.

Kate Winslet. A protagonista de Titanic escreveu um comunicado de apoio a suas colegas e de repúdio contra o produtor. “Abraço e saúdo sua grande coragem [de denunciá-lo], e apoio incondicionalmente este tipo de exposição necessária de alguém que se comportou de modo reprovável e desagradável”, expressou. Winslet qualificou o comportamento de Weinstein de “escandaloso, espantoso e muito, muito errado”. Também admitiu que todos os que mantiveram silêncio foram “ingênuos”. “Não devemos tolerar essas humilhações, esse tratamento vil com as mulheres em nenhum local de trabalho de nenhum lugar do mundo”, concluiu.

Emma Thompson. A protagonista de Razão e Sensibilidade recordou uma história que lhe contou a colega Hayley Atwell. Em um almoço com Weinstein, este pediu a Atwell que se concentrasse no que estava comendo, pois acabara de vê-la em um filme, e a repreendeu: “Na tela você parece um porco gordo. Pare de comer tanto”. Por isso, o produtor lhe ordenou que iniciasse uma dieta. De acordo com Thompson, ela advertiu pessoalmente o produtor, dizendo que renunciaria a uma filmagem na qual estava trabalhando com ele se obrigasse Atwell ou qualquer outra mulher a fazer dieta.

Jeffrey Katzenberg. “Você fez coisas terríveis a muitas mulheres durante anos”, apontou o produtor a Weinstein em um correio eletrônico que o próprio Katzenberg tornou público. “Estou enojado, irado e incrivelmente desapontado com você”, acrescentou. “Como alguém que te conhece há 30 anos, posso te aconselhar que pelo menos tente reparar isso e, se possível, que tente compensar a quem você fez mal e que dentro do possível encontre um caminho para se curar e redimir”, escreveu Katzenberg ao colega.

Heather Graham. Outra história de abuso de poder por parte de Weinstein foi contada pela atriz de Austin Powers: O Agente Bond Cama. “No início dos anos 2000, Weinstein me chamou em seu escritório. Disse que tinha um acordo com sua esposa: podia dormir com quem quisesse quando estivesse fora da cidade. Saí da reunião sentindo-me inquieta”, lembrou. Semanas depois, o produtor a chamou em um hotel. “Telefonei para uma das minhas amigas atrizes, expliquei-lhe meu inconformismo com a situação e ela se ofereceu para me acompanhar. Mas mais tarde disse que não poderia ir comigo. Assim, dei um pretexto para não ter de ir sozinha”, continua Graham. “Harvey me disse que minha amiga já estava no hotel e que ambos ficariam desapontados se eu não fosse. Sabia que ele estava mentindo, por isso voltei a dar uma desculpa para não ir. Esse foi o fim desse encontro, Nunca fui demitida de nenhum de seus filmes nem contei minha experiência.” No entanto, agora que sua amiga Ashley Judd decidiu levantar a voz, admitiu que se sente envergonhada por não ter contado isso há tantos anos”.

Jennifer Lawrence. “Sinto-me profundamente desconcertada. O comportamento de Weinstein é injustificável e absolutamente decepcionante”, sentenciou a protagonista da saga Jogos Vorazes. Ela trabalhou com o produtor em O Lado Bom da Vida (2012), mas afirma que nunca foi “assediada pessoalmente” nem teve conhecimento dessas acusações. “Me parte o coração por todas as mulheres afetadas por esses atos desagradáveis. E quero lhes agradecer por sua coragem em denunciar”, acrescentou.

Matt Damon. O ator da saga Bourne explicou em um comunicado que não havia notado nenhum comportamento abusivo do produtor nos filmes que fez com ele. “Acho que muitos atores saíram dizendo que todos sabíamos. Isso é mentira”, reiterou. “Esse tipo de depreciação ocorria atrás de uma porta fechada, e fora da vista de todos”. Além disso, afirmou que se tivesse visto, “teria que detê-lo”. Também disse que se sente “terrível por todas essas mulheres, e é maravilhoso que tenham esta incrível coragem e estejam protestando agora”. Como Affleck, sugeriu que os homens precisam se envolver na mudança desses maus hábitos. “Somos uma parte muito importante da mudança, e temos que estar atentos e ajudar a proteger e denunciar estas coisas, porque temos filhas, irmãs e mães. Este tipo de coisa não pode acontecer”, sentenciou.

Ewan McGregor. Em um tuíte recente, o ator de Trainspotting se expressou sobre o escândalo sexual. “Weinstein. Era questão de tempo para que isto viesse à luz e ele está recebendo o que merece. Tinha ouvido rumores ao longo dos anos, mas isto é desagradável. Adeus, abusador”, declarou.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA
Miller isenta Janot

Interrogado pela PF, Marcello Miller livrou a barra de Rodrigo Janot.

Diz a Época:

“Em seu depoimento, Miller isentou Rodrigo Janot de responsabilidade, afirmando que não comunicou a ninguém da PGR sobre suas conversas informais com executivos da JBS antes da publicação de sua exoneração.

O ex-procurador repetiu outras informações dadas no depoimento prestado anteriormente à PGR, como a de que apenas atuou no acordo de leniência da J&F após sua exoneração do cargo de procurador e contratação pelo escritório Trench Rossi Watanabe.”

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Posted on 13-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-10-2017


Amarildo, no jornal A Gazeta (ES)


Sede da ONU em Paris Francois Mori AP

DO EL PAÍS

Sandro Pozzi

Silvia Ayuso

Nova York / Paris

Cumprindo sua ameaça, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que irão se desligar da Organização das Nações Unidas para Educação, a Cultura e as Ciências (Unesco), em protesto contra o reconhecimento da Palestina como membro pleno dessa instituição. Washington considera que a Unesco, com sede em Paris, tem um claro “viés anti-Israel”, algo que a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, vem denunciando desde que assumiu o cargo.

A decisão se tornará efetiva em 31 de dezembro de 2018. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar “profundamente” a decisão do Governo norte-americano, que em 2011 já havia suspendido o pagamento das suas contribuições. A alta funcionária, perto do final do seu mandato, considera que a decisão afetará o “universalismo fundamental” para o trabalho da organização nos tempos atuais, marcados por um “aumento do extremismo violento e do terrorismo”.
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“O trabalho da Unesco é crucial para reforçar os laços do patrimônio comum da humanidade frente às forças do ódio e da divisão”, afirmou Bokova. “Em momentos nos quais a luta contra o extremismo violento exige renovados investimentos em educação e no diálogo entre as culturas para prevenir o ódio, é profundamente lamentável que os EUA se retirem da agência das Nações Unidas que lidera nessas questões”, acrescentou ela em um longo comunicado.

O recente reconhecimento da Cidade Velha de Hebron (Cisjordânia) como Patrimônio da Humanidade foi a gota d’água para o Governo de Donald Trump, que além disso busca formas de reduzir suas contribuições financeiras ao sistema da ONU como um todo. A primeira reação das Nações Unidas foi de preocupação pela medida anunciada pelo Departamento de Estado.

A ideia dos EUA é permanecerem na Unesco apenas na condição de observadores. O anúncio coincide com o processo de sucessão para a direção do organismo, no qual os principais aspirantes são a ex-ministra francesa de Cultura Audrey Azoulay e o diplomata catariano Hamad Bin Abdulaziz Al-Kawari.

O precedente de Reagan

Não é a primeira vez que os EUA deixam a Unesco. Já havia acontecido durante a presidência do também republicano Ronald Reagan (1981-89), quando Washington acusou a organização de adotar uma política favorável aos interesses da União Soviética, além de tachá-la de corrupta. George W. Bush recolocou os EUA em seus quadros 15 anos depois, por considerar que ela havia atenuado seu viés contrário ao Ocidente e a Israel.

O último litígio dos EUA com a Unesco se arrasta desde o Governo do democrata Barack Obama, que em 2011 passou a reduzir o financiamento à instituição em represália à admissão dos palestinos como membros plenos. Desde então, a dívida de Washington com a Unesco chega a 500 milhões de dólares. Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, os EUA elevaram o tom de suas críticas à organização.

A Unesco é conhecida por seu programa mundial para a preservação do patrimônio cultural. A agência financia também projetos no âmbito da educação nos países mais pobres do planeta, com iniciativas dirigidas ao empoderamento das meninas. Também conta com programas destinados à proteção da liberdade de imprensa e inclui entre suas atividades a conscientização sobre os horrores do Holocausto.