DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

URGENTE: POR 6 A 5, STF DECIDE A FAVOR DE AÉCIO

A presidente do STF desempatou o julgamento com voto a favor da necessidade de o Congresso avalizar medidas cautelares que impliquem afastamento de parlamentares.

A decisão tem impacto direto no caso de Aécio Neves, afastado do cargo de senador desde 26 de setembro, por decisão da Primeira Turma do Supremo.

No próximo dia 17, os senadores vão decidir se derrubam as cautelares impostas a Aécio — agora amparados pelo entendimento do STF.

BOA TARDE!!!

CLAUDIO LEAL – COLABORAÇÃO PARA A FOLHA • 07/10/2017 – 02:00

Quarenta e cinco anos após sua morte, o poeta Torquato Neto (1944-1972) segue uma trajetória de mito resistente da contracultura brasileira.

Em Teresina (PI), terra natal, a edição de textos desconhecidos vem iluminando pontos obscuros da obra do tropicalista, também associado à poesia marginal.

Em 2012, a revisita ao seu acervo resultou no lançamento de duas coletâneas de poemas inéditos, “O Fato e a Coisa” e “Juvenílias” (UPJ Produções), por iniciativa do publicitário e professor George Mendes, 60, primo do piauiense e curador do arquivo.

Um terceiro livro de inéditos expõe seu ofício de letrista, principalmente na fase posterior às canções “Geleia Geral” e “Marginália 2″ (com Gilberto Gil), que contribuíram para definir o programa estético do tropicalismo.

Três cadernos espiralados alimentaram “Fragmentos Poéticos – A Palavra em Construção”, a sair pela UPJ, volume revelador da carpintaria de Torquato em letras como as de “Nenhuma Dor” (com Caetano Veloso), “Todo Dia é Dia D” (com Carlos Pinto), “Andarandei” (com Renato Piau) e “Três da Madrugada” (com Carlos Pinto).

Uma onda torquatiana reforça as homenagens piauienses. O documentário “Torquato Neto: Todas as Horas do Fim”, de Eduardo Ades e Marcus Fernando, estreia no Festival do Rio neste sábado. E o tropicalista será o homenageado da 12ª Balada Literária, em São Paulo, entre 8 e 12 de novembro.

Ainda neste ano, a editora Autêntica levará às livrarias uma antologia poética selecionada pelo poeta e ensaísta Italo Moriconi.

“Fragmentos Poéticos” será lançado na 12ª Balada Literária, que neste ano prepara atividades em Teresina, Salvador e São Paulo, onde se encerra com o documentário “Todas as Horas do Fim”.

O livro procura manter a ordem dos cadernos, que chegaram a ser consultados na pesquisa de “Os Últimos Dias de Paupéria”, a primeira reunião de escritos de Torquato, organizada em 1973 pelo poeta Waly Salomão (1943-2003).

“Não devo dizer que seja a gênese de sua poesia, até mesmo porque a parte mais lida, ouvida, conhecida é aquela que referencia os tempos da tropicália. Melhor seria dizer que demarca os tempos pós-tropicália”, diz o curador George Mendes.

Mas “certamente”, segue ele, “o conteúdo dos cadernos permite conhecer mais a fundo o processo criativo, o estica, puxa, recorta, recupera que ganhará forma final”. Há poemas ou letras que não foram levados adiante, “embora registrem uma intenção, um bom fio da meada”.

A viúva de Torquato, Ana Duarte, que morreu aos 72 em 2016, entregou o acervo a Mendes em janeiro de 2010.

“Ana, você sempre disse que tinha queimado tudo!”, surpreendeu-se o publicitário, ao aceitar a oferta de livros, roteiros, fotos, quadros, recortes de jornais, postais, alguns discos –e os cadernos. Com o gesto, ela fechava um “ciclo pesado”.

Entre os projetos futuros, a Casa Torquato Arte & Criação, para abrigar o acervo, e o disco “Torquato Neto / Inéditas / Entre Nós”, produzido a partir de 17 poemas musicados por artistas do Piauí.

Torquato enfrentou o alcoolismo e a depressão, sofreu quatro internações e cometeu suicídio em 1972.

No prefácio de “Fragmentos Poéticos”, o letrista Carlos Rennó atenta para “a difícil e atormentada condição psíquica e emocional do autor” nas passagens em que são visíveis “a sua delicada tristeza, a solidão básica de sua existência, uma situação autoconsciente –nem por isso autopiedosa– de abandono”.

Dedicado ao jornalista e pensador da contracultura Luiz Carlos Maciel, o inédito “A Tragédia do Viaduto” – provavelmente escrito em novembro de 1971, depois do desabamento do viaduto Paulo de Frontin, que deixou 29 mortos na Tijuca– é um “poema-processo” que o país não permitiu caducar.

“Ainda vai cair muita corrupção na cabeça das pessoas”, repete o texto, em seus cinco versos datilografados numa folha solta.

Numa fase severa da ditadura militar, o governo Médici, Torquato preservou a atenção para a política enquanto transitava pelo desbunde.

“Você não tem que me dizer/ O número do seu mundo/ Você não me engana/ Este país não me engana/ E o futuro é claro e fundo”, anotou em um dos cadernos.

“Nos escritos há uma espécie de inventário feito por ele de músicas em parceria. Algumas não foram gravadas, mas desenvolvidas com artistas conhecidos”, conta Mendes, referindo-se às colaborações com Caetano, Gil, Jards Macalé, Toquinho, Luiz Carlos Sá e Luiz Melodia.

Em vida, Torquato editou 34 letras, número esticado para 100 desde a sua morte, graças às pesquisas no acervo.

Enquanto “Juvenílias” revela 56 poemas inéditos (1961-63), boa parte remontando à juventude no Piauí e na Bahia, “O Fato e a Coisa” –concebido mas jamais publicado por Torquato– reúne 29 poemas escritos entre 1962 e 1964, alguns deles citados na biografia “Pra Mim Chega” (Nossa Cultura), de Toninho Vaz.

O tema da morte, visitado em fragmentos autobiográficos e letras, ressurge. “Como um derradeiro suicida de após bomba/ procuro aniquilar o inseto impossível/ que continuo sendo/ a zumbir sobre minha própria cabeça/ em mirabolantes circunvoltas”, escreveu em “A Crise”.

“Mamãe, mamãe não chore. A vida é assim mesmo”

Magnífico e transversal Torquato.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

O Antagonista

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Paulinho: “Imposto já era”

Paulinho da Força, desanimado, disse a O Antagonista que está convencido de que a reforma trabalhista sepultou o imposto sindical obrigatório.

“Imposto já era. Estamos buscando uma alternativa.”

Ele afirmou que tem uma conversa marcada com líderes na próxima semana sobre o tema.

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Posted on 11-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-10-2017


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)


Carles Puigdemont, ao discursar diante do Parlamento Catalão.
David Ramos Getty Images


DO EL PAÍS

Talita Bedinelli

O presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, declarou nesta terça-feira, 10 de outubro, a separação da comunidade autônoma da Espanha, mas, ao mesmo tempo, suspendeu os efeitos da declaração de independência para tentar uma mediação com o Governo espanhol. “Hoje se escuta a Catalunha e ela é respeitada fora das nossas fronteiras. O sim pela independência ganhou um referendo sob uma chuva de golpes. As urnas nos dizem sim à independência e é por este caminho que vou transitar”, afirmou ele. “Assumo o mandato do povo para que a Catalunha se converta em um Estado independente em forma de República”. Desta forma, o presidente da Generalitat, como é conhecido o Governo catalão, proclamou a independência da comunidade autônoma, mas pediu para que nas próximas semanas o Parlamento suspenda os efeitos da declaração para que se empreenda um diálogo para se “chegar a uma solução acordada” com o Governo espanhol.

A Declaração Unilateral de Independência (DUI), que para o Governo espanhol não tem qualquer efeito, acontece pouco mais de uma semana depois da realização de um referendo, considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional da Espanha. Para os partidos separatistas, que afirmam que quem não tem legitimidade é o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, a declaração daria início à chamada lei de transitoriedade jurídica –o marco legal para consumar uma hipotética secessão. O objetivo da lei, também considerada ilegal pelo sistema jurídico espanhol, é funcionar como uma espécie de Constituição provisória até que a Constituição definitiva da República catalã entre em vigor.

A espera pelo anúncio estava carregada pela tensão acumulada nas últimas semanas, em que tanto pró-independentistas quanto aqueles contrários à separação tomaram as ruas. O Parlamento da Catalunha passou o dia cercado. Os Mossos d’esquadra (polícia regional catalã), impediam qualquer aproximação não autorizada do poder legislativo catalão, local onde, às 18h da Espanha (13h do Brasil), Puigdemont faria seu discurso mais importante desde o início da crise atual.

O que o político falaria ainda era uma incógnita: não estava claro se ele, de fato, faria a Declaração Unilateral de Independência, apesar de ter feito falas neste sentido. Enquanto isso, a Espanha segurava o fôlego, à espera do que iria acontecer a partir de então. Rajoy já havia afirmado em uma entrevista ao EL PAÍS, publicada no último domingo, que seriam empregados “todos os instrumentos que a legislação” permite para se evitar que o país fosse dividido.

Dez minutos antes das 17h (horário local), Puigdemont deixou o Palau de la Generalitat, como é chamada a sede do Governo catalão, rumo ao Parlamento. Ainda não se sabia se, de fato, haveria a declaração. O porta-voz catalão, Jordi Turull, havia comparecido pela manhã na reunião semanal do Governo, mas se negara a esclarecer o que o presidente pronunciaria no horário marcado. A convocatória dizia que o objetivo de Puigdemont era explicar “a situação política”, sem dar mais detalhes. Enquanto isso, dezenas de pessoas se reuniam perto dali, também na região central de Barcelona, para acompanhar seu discurso por um telão, instalado no Arco do Triunfo. E o Governo reforçava a segurança de aeroportos e estações de trem, segundo uma fonte policial informou à Reuters.
Catalunha independente
Manifestantes pró-independência acompanham o discurso de Puigdemont do lado de fora do Parlamento da Catalunha. Toni Albir EFE

O suspense aumentou quando, no horário marcado para a fala, ela foi adiada por uma hora. Fontes do Junts pel Sí (Juntos pelo Sim), a coligação independentista que governa a Catalunha, afirmaram ao EL PAÍS que havia uma discordância entre a conservadora Convergência e União (CiU), de Puigdemont, e os radicais de esquerda da CUP (Candidatura de Unidade Popular), aos quais o partido do presidente teve de se aliar após a eleição de 2015 para poder governar. A CUP queria submeter ao Parlamento a declaração de independência, e Puigdemont, não. Fontes da CUP afirmavam que haviam recebido o documento que seria lido por Puigdemont apenas uma hora antes de começar o pleno.

Finalmente, pouco após as 19h, o presidente do Governo da Catalunha caminhou até a tribuna e fez sua declaração. “As exigências da Catalunha sempre foram expressas de forma pacífica. O povo da Catalunha tem exigido a liberdade por muitos anos para poder decidir e não encontramos interlocutores no passado nem os encontramos agora”, disse ele.

A data da declaração havia sido marcada por Puigdemont dias depois do 1º de outubro, quando houve a realização do referendo considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional da Espanha. O órgão afirmou que a consulta não poderia ocorrer, visto que não estava prevista na Constituição do país. Os independentistas, entretanto, seguiram adiante, mediante o argumento de que a Constituição de 1978 é “hostil aos catalães” e que há no país um processo de “asfixia” da autonomia e de recentralização da comunidade.

Naquele domingo, sob forte repressão policial do Governo espanhol, o referendo ocorreu, ainda que sem garantias sobre a idoniedade da votação –antiseparatistas divulgavam fotos nas redes sociais em que afirmavam ter votado mais de uma vez, em diferentes colégios eleitorais. Dados divulgados pelo Governo da Catalunha afirmavam que 2.262.424 catalães participaram da consulta (42% do número de aptos a votar), com o “sim” obtendo quase a totalidade dos votos (90%). Muitos contrários à independência afirmaram que não votariam, pois isso legitimaria a consulta ilegal. Horas depois do anúncio de vitória por Puigdemont, a Comissão Europeia afirmava que o referendo era ilegal, mas pedia o diálogo e dizia que “a violência nunca pode ser um instrumento político”, em referência as cenas sangrentas vistas pelas ruas no domingo.

Diante da decisão do Governo de que declararia a independência unilateral, milhares de pessoas se concentraram no último 8 de outubro em Barcelona, em um protesto cujo tema era “recuperem a sanidade”. A marcha, convocada pela Societat Civil Catalana, foi histórica pelo seu tamanho e apontou que a comunidade autônoma estava distante de uma unidade —até então, as marchas dos independentistas eram as que levavam grandes números às ruas. Tudo isso aumentou ainda mais as pressões sob Puigdemont, que ao longo da semana viu diversas empresas deslocarem suas sedes para fora da Catalunha, diante da incerteza política.
O que é, afinal, a Catalunha?

T.B

A Catalunha é uma das 17 comunidades autônomas espanholas, unidades administrativas que repartem todo o país em regiões mais ou menos como os Estados no Brasil, mas com pouco mais de autonomia política, econômica e jurídica. A figura das comunidades autônomas surgiu na Constituição de 1978, após o final da ditadura franquista, onde o poder era extremamente centralizado. A ideia era, justamente, descentralizar o poder. Elas podem, portanto, aprovar leis e realizar as tarefas executivas que estejam estabelecidas em seu estatuto próprio. Têm, inclusive, um presidente, que no caso da Catalunha se chama Carles Puigdemont. O Governo que ele preside se chama Generalitat e há, ainda, um parlamento próprio, o Parlament.

A diferença entre a Catalunha e a comunidade autônoma de Madri, por exemplo, é que ela possui uma cultura e uma língua próprias (o catalão), assim como acontece, por exemplo, com o País Vasco e a Galícia. Ela está localizada no nordeste, na fronteira com a França, e é formada por quatro províncias: Girona, Lleida, Tarragona e Barcelona, que é a capital. E tem uma população aproximada de 7,5 milhões de habitantes (15% da população espanhola), o que a coloca como a segunda maior comunidade da Espanha (Andaluzia é a primeira).

DO EL PAÍS

Breiller Pires

O Brasil derrotou o Chile por 3 a 0 nesta terça-feira no Allianz Parque, em São Paulo, pela última rodada das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo 2018. Com o resultado, os chilenos estão fora do Mundial na Rússia, já que o Peru empatou com a Colômbia e ficou com a quinta colocação. Na repescagem, os peruanos, graças ao gol salvador de Paolo Guerrero, enfrentarão a Nova Zelândia.

No início do segundo tempo, a seleção brasileira abriu o placar com Paulinho. De volta à antiga casa, o ex-palmeirense Gabriel Jesus marcou os outros dois gols. Enquanto isso, em Quito, a seleção argentina, comandada por Lionel Messi, que anotou um hat-trick, fez 3 a 1 no Equador e arrancou uma sofrida classificação.

Além de Brasil e Argentina, Colômbia e Uruguai, que bateu a Bolívia por 4 a 2, também conseguiram vaga direta no Mundial. O Paraguai, que precisava de uma vitória para tomar o lugar do Peru na repescagem, perdeu em casa para a Venezuela por 1 a 0.