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Posted on 09-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-10-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer quer mais segurança no avião presidencial

O Planalto abriu licitação melhorar o sistema de monitoramento eletrônico do AeroTemer, informa o Radar.

O governo está disposto a gastar até 14 mil reais com a instalação de novos equipamentos no avião presidencial, incluindo uma câmera com visão infravermelha que capta imagens no escuro.

Deve ser para captar os 3% de popularidade de Temer.


DO EL PAÍS

OPINIÃO

Quais os rumos do país?

Fernando Henrique Cardoso

Quando ainda estava na presidência, eu dizia que o Brasil precisava ter rumos e tratava de apontá-los. Nesta quadra tormentosa do mundo, cheia de dificuldades internas sente-se a falta que faz ver os rumos que tomaremos.

Com o fim da Guerra Fria, simbolizado pela queda do Muro de Berlim em 1989, se tornou visível o predomínio dos Estados Unidos. Desde antes do final da Guerra Fria, por paradoxal que pareça, em pleno governo Nixon – do qual Henri Kissinger era o grande estrategista – começou uma aproximação do mundo ocidental com a China. Com a morte de Mao Tse Tung e a ascensão de Deng Xiao Ping, os chineses puseram-se a introduzir reformas econômicas. Iniciaram assim, ao final dos anos 1970, um período de extraordinário crescimento. A partir da virada do século passado, o peso cada vez maior da China na economia global tornou-se evidente. No plano geopolítico, porém, os chineses buscaram deliberadamente uma ascensão pacífica, escapando à “armadilha de Tucídides” (a de que haverá guerra sempre que uma nova potência tentar deslocar a dominante).

Enquanto a China não mostrava todo seu potencial econômico e político, tinha-se a impressão de que o mundo havia encontrado um equilíbrio duradouro, sob a Pax Americana. A Europa se integrava, os Estados Unidos e boa parte da América Latina se beneficiavam do comércio com a China e a África aos poucos passava a consolidar a formação de seus estados nacionais. As antigas superpotências, Alemanha e Japão, desde o fim da Segunda Guerra Mundial haviam adotado a “visão democrático-ocidental”. No início do século XXI, apenas a antiga União Soviética, transmutada em República Russa, ainda era objeto de receios militares por parte das alianças entre os países que formaram a OTAN. Como ponto de inquietação restava o mundo árabe – muçulmano.

Na atualidade, o quadro internacional é bem diferente. Com a “diplomacia” adotada por Trump, a Coreia do Norte desenvolvendo armas atômicas, as novas ambições da Rússia, as tensões nos mares de China e o terrorismo, há temores sobre o que virá pela frente. Os japoneses veem mísseis atômicos coreanos passar sobre suas cabeças, os chineses se fazem de adormecidos, o Reino Unido sai da União Europeia, os russos abocanham a Crimeia e os americanos vão esquecendo o Acordo Transpacífico (TPP ou Trans Pacific Partnership Agreement) abrindo espaço à expansão da influência dos chineses na Ásia e deixando perplexos os sul-americanos que faziam apostas no TPP. Também perplexos estão os mexicanos, ameaçados pela dissolução do NAFTA, outro dos alvos de Trump. A inquietação americana pode aumentar pelas consequências da política chinesa de construir uma nova rota da seda, ligando a China à Europa através da Ásia e do Oriente Médio, bem como pela aproximação entre Pequim e Moscou.

É neste quadro oscilante que o Brasil precisa definir seus rumos. Toda vez que existem fraturas entre os grandes do mundo se abrem brechas para as “potências emergentes”. Há oportunidades para exercermos um papel político e há caminhos econômicos que se abrem. Não estamos atados a alianças automáticas e, a despeito de nossas crises politicas, erros e dificuldades, estamos em um patamar econômico mais elevado do que no tempo da Guerra Fria: criamos uma agricultura moderna, somos o país mais industrializado da América Latina e avançamos nos setores modernos de serviços, especialmente nos de comunicação e nos financeiros. Podemos pesar no mundo sem arrogância, reforçando as relações políticas e econômicas com nossos vizinhos e demais parceiros latino-americanos.

Entretanto, nossas desigualdades gritantes são como pés de chumbo para a formação de uma sociedade decente, condição para o exercício de qualquer liderança. As carências na oferta de emprego, saúde, educação, moradia e segurança pública, ainda são obstáculos a superar.

Pelo que já fizemos, pelo muito que falta fazer e pelas oportunidades que existem, há certa angústia nas pessoas. A confusão política, o descrédito de lideranças e partidos, se expressa na falta de rumos. A opinião pública apoia os esforços de moralização simbolizados pela Lava Jato, mas quer mais. Quer soluções para as questões sociais básicas, e também para os desafios da política, que precisam ser superados, caso contrário o crescimento da economia continuará baixo e a situação social se tornará insustentável. O Congresso, por fim, aprovou uma “lei de barreira” e o fim das coligações nas eleições proporcionais. Foram passos tímidos, na forma como aprovados, mas importantes para o futuro, pois levarão à redução do numero de partidos, com o que se poderá obter maior governabilidade e talvez menos corrupção.

Entretanto, quem são os líderes com a lanterna na proa e não na popa? A crer nas pesquisas de opinião, os políticos mais cotados para vencer as eleições em 2018 mais se parecem a um repeteco do que inovação, embora haja entre alguns que estão na rabeira das pesquisas quem possa ter posições mais condizentes com o momento. E boas novidades podem emergir. Alguns dos que estão à frente ainda insistem em suas glórias passadas para que nos esqueçamos de seus tormentos recentes, e pouco dizem sobre como farão para alcançar no futuro os objetivos que eventualmente venham a propor.

Se não organizarmos rapidamente um polo democrático (contra a direita política que mostra suas garras), que não insista em “utopias regressivas” (como faz boa parte das esquerdas), que entenda que o mundo contemporâneo tem base técnico-científica em crescimento exponencial e exige, portanto, educação de qualidade, que seja popular e não populista, que fale de forma simples e direta dos assuntos da vida cotidiana das pessoas, corremos o risco de ver no poder quem dele não sabe fazer uso ou o faz para proveito próprio. E nos arriscamos a perder as oportunidades que a História nos está abrindo para ter rumo definido

Como pede o tempo de primavera no hemisfério sul.

BOM DIA !!!

(Vitor Hugo Soares)

DO PORTAL TERRA

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que não vê relação na piora de sua avaliação, conforme mostrou pesquisa publicada neste domingo, 8, do Instituto DataFolha, com as viagens que tem feito no Brasil e para outros países. “Eu não creio que haja relação embora seja um direito das pessoas fazerem o seu juízo. Eu sou prefeito de uma cidade global, a capital do Brasil”, respondeu ele, a jornalistas, em evento, em São Paulo.

Segundo Doria, ao fazer viagens, também faz políticas públicas, como, por exemplo, na área da saúde, na qual tem feito acordos operacionais com outras prefeituras para a compra de medicamentos em escala em troca de redução de custos. “No exterior, temos buscado financiamento e investimentos para o amplo programa de desestatização da cidade de São Paulo que começa a ser implementado no último trimestre do ano “, explicou o prefeito.

Disse ainda que como “bom gestor” precisa olhar São Paulo como uma “cidade global” uma vez que é a maior do País e da América Latina. “O que for necessário vamos fazer ainda que isso possa provocar um momentâneo desgaste. Estou fazendo isso pelo bem da cidade e de seus cidadãos”, garantiu ele, que tem recebido críticas por suas viagens terem relação com uma pré-campanha para disputar a Presidência do Brasil.

Conforme levantamento do Instituto Datafolha, publicado hoje, dia 08, pelo jornal Folha de S. Paulo, 49% dos paulistanos acreditam que suas viagens pelo Brasil trazem mais prejuízos do que benefícios à cidade. No entanto, 35% dos entrevistados aprovam a iniciativa. A maioria (77%) vê benefício pessoal a Doria enquanto 14% acreditam que São Paulo é beneficiado.

Há, contudo, uma divisão de opiniões quanto à frequência de viagens do prefeito. Enquanto metade dos paulistanos consultados acredita que Doria viaja mais do que deveria, 40% consideram a frequência adequada.

Neste sábado, 7, Doria estava em Belém (PA) para acompanhar o Cirio de Nazaré e essa semana ele viaja para a Itália. O prefeito disse que vai aproveitar o feriado no Brasil para “viajar e trabalhar enquanto muitos estarão descansando e orando”. A viagem à Itália, a convite do prefeito de Milão, segundo ele, visa à assinatura de um “amplo” acordo operacional nas áreas de cultura, revitalização urbana, educação e empreendedorismo, e com o prefeito de Veneza, na área cultural para a Bienal de Veneza e de São Paulo. Doria afirmou ainda que apresentará o programa de desestatização da cidade às empresas e indústrias italianas.

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Posted on 09-10-2017
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Aroeira, no jornal O Dia (RJ)