DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Vídeo: Os tiros de Bolsonaro

Um dia após chegar a Miami, Jair Bolsonaro disparou à sua lista de contatos do WhatsApp um vídeo, gravado na manhã deste domingo, no qual aparece praticando tiro ao alvo no clube Gun World of South Florida, com uma pistola .50 (“ponto cinquenta”).

“Para nós evitarmos aquele problema do policial civil, militar, PRF, ao abater um inimigo que estava atirando nele e ser condenado por excesso, por ter dado mais de dois tiros, quem sabe no futuro a gente possa botar essa arma para ser usada no Brasil. É um tiro só. É um saco de cimento no peito do bandido. Acabou a história”, diz o deputado.

Bolsonaro mostra, então, o furo na região central do alvo atingido por ele e diz:

“Até que não estou tão mal assim, tá ok? Isso é os Estados Unidos. Isso eu quero para o meu Brasil. Tamos juntos. Valeu.”

Assista:

DO BLOG O ANTAGONISTA

O humor de Cunha e Palocci

A Coluna do Estadão informa que, enquanto Eduardo Cunha oscila de humor na prisão, Antonio Palocci mantém sempre o mesmo temperamento.

“Médico de formação, o comportamento do ex-petista é comparado ao de um cirurgião que não treme a mão na cirurgia.”

Ao contrário de Lula, que ficou tamborilando os dedos e passando a mão no bigode, Palocci, de fato, não tremeu no depoimento em que entregou a Sérgio Moro o comandante máximo.

A verdade, mesmo que incompleta, é mais relaxante e libertadora que o silêncio e a mentira.

CRÔNICA

O Time de Deus

Gilson Nogueira

O Bahia está, de novo, com novo técnico. Ele, como o vendedor de geladinho que merca seu sustento na tarde calma de outubro da capital do berimbau, quer ver o time afinado e, com isso, conseguir os pontos que necessita para continuar na Serie A do Brasileirão, no ano que vem. Tomara! Além de sorte, algo muito maior o tricolor de aço vai precisar, de agora em diante, para fazer valer o lema que carrega desde que foi fundado, em Salvador, no ano de 1931 do século passado, aquele que, praticamente, moldou a cara e a cabeça do mundo em que vivemos. Mundo, alias, que se transforma tão velozmente, nos dias que correm, como as roletas dos cassinos da terra do grande Barack Obama, o presidente que os Estados Unidos deveriam eleger, novamente, se possível fosse. Na cabeça dos democratas, como eu, o negão continua dando as ordens. Com o carisma que faz morrer de inveja o atual ocupante da Casa Branca.

Com todas as credenciais para trazer de volta ao seio do universo dos que almejam o fim das desigualdades e a garantia da paz mundial, Obama, certamente, deve ter tomado conhecimento do sapecaiaiá, como se diz na gíria das ruas e arquibancadas soteropolitanas, que o tricolor de aço levou, no ano passado, se não estou enganado, de um tal de Orlando City, que tem no talentosíssimo Kaká sua maior estrela. Foram 7 a 1 para os filhos de Tio Sam, em cima dos pupilos do então treinador do maior time do mundo, Guto Ferreira, hoje, no Internacional de Porto Alegre. E ai, pergunto-me, enquanto o ruído de marretas quebrando parede perto de minha casa rompe o silencio e faz-me recordar uma celebre máxima do esporte das multidões, aquela que diz que camisa não ganha jogo. Concordo, em parte. Tratando-se de Bahia, afirmo que sim. Refiro-me, com todas as letras, ao time que me apaixonou quando o vi, pela primeira vez, na inocência futebolística dos meus 10 anos de idade, ou menos, no verdadeiro templo do futebol fora do Eixo Rio-São Paulo, a lendária Fonte Nova, aquela, de um só lance de arquibancada, de concreto armado, no bairro de Nazaré, onde os deuses do futebol marcavam encontro para assistir o Bahia atuar. E, mais importante, onde o povo sorria, na catarse gloriosa do cotidiano da bola. Hoje, em lugar da geral, o vazio dos que elitizaram a maior praça esportiva do Nordeste. Uma cerveja, ali, seja de que marca for, perde para o suor da alegria do mais humilde torcedor.
ok!
O que tinha aquele time de diferente dos demais, o que levava seus atletas ao triunfo fosse onde fosse o local do jogo, que atmosfera era aquela que unia multidões de desconhecidos em um só abraco, indago. Era algo indescritível. E, até hoje, quase ninguém soube explicar.Uma coisa,porem, é certa. Nada é maior no Bahia que o seu lema. Na atualidade, urge que os seus jogadores, titulares e reservas, intuam o que ele propõe e se compenetrem ,mais e mais, a cada partida,de que ser jogador do Esporte Clube Bahia não é o mesmo que atuar em qualquer outro clube. Ser Bahia significa ter um Compromisso com Deus. O do Futebol !!!

Gilson Nogueira é jornalista.

Grande capítulo , sábado, da novela de Glória Peres, A Força do Querer, que vai chegando ao final em pleno pique. A presença do sambista Nelson Sargento na gafieira Estudantina deu o toque especial ao capítulo de ontem do folhetim da Globo.

Dá-lhe, Sargento!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Uma tragédia pessoal não deveria ser utilizada para manipular a opinião pública”

O condenado Lula aproveitou o suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier para defender a imposição de limites na atuação de policiais federais, do MPF e do Poder Judiciário. O advogado Kakay se posicionou na mesma linha “contra os excessos”. A OAB de Santa Catarina, também.

A resposta a toda essa turma vem na “Nota pública sobre a Operação Ouvidos Moucos”, que O Antagonista reproduz abaixo:

“A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina (AJUFESC) ao tempo em que lamentam a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier e se solidarizam com sua família nesse momento de dor, vêm a público repudiar afirmações de eventuais exageros na Operação Ouvidos Moucos.

Ao contrário do que vem sendo afirmado por quem quer se aproveitar de uma tragédia para fins políticos, no Brasil os critérios usados para uma prisão processual, ou sua revogação, são controlados, restritos e rígidos.

Uma tragédia pessoal não deveria ser utilizada para manipular a opinião pública, razão pela qual as autoridades públicas em questão, em respeito ao investigado e a sua família, recusam-se a participar de um debate nessas condições.

Os integrantes das respectivas carreiras, não apenas na referida operação, como também no exercício de suas demais atribuições funcionais, norteiam-se pelos princípios da impessoalidade e da transparência, atuando de forma técnica e com base na lei.

_Brasília, 7 de outubro de 2017_

*Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE)*

*Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)*

*Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF)*

*Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina (AJUFESC)*”

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Posted on 08-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-10-2017


Mario, jornal Tribuna de Minas (MG)

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A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz em 2014. Susan Walsh AP


DO EL PAÍS

O Prêmio Nobel da Paz começou a ser oferecido no primeiro ano do século XX. Desde então, foram agraciadas 103 pessoas e 23 organizações. Eis um dado curioso: a idade média dos ganhadores é de 61 anos. Em 2017, o prêmio pacifista foi para a campanha internacional para proibir as armas nucleares, uma coalizão de organizações não governamentais de cerca de 100 países. Veja aqui quem ganhou o Nobel da Paz no ano em que você nasceu:

1901. Frédéric Passy (França) e Henri Dunant (Suíça)

1902. Charles Albert Gobat (Suíça) e Élie Ducommun (Suíça)

1903. William Randal Cremer (Reino Unido)

1904. Instituto de Direito Internacional (Bélgica)

1905. Bertha von Suttner (Áustria-Hungria)

1906. Theodore Roosevelt (Estados Unidos)

1907. Ernesto Teodoro Moneta (Itália) e Louis Renault (França)

1908. Fredrik Bajer (Dinamarca) e Klas Pontus Arnoldson (Suécia)

1909. Auguste Beernaert (Bélgica) e Paul d’Estournelles (França)

1910. Gabinete Internacional Permanente para a Paz (Suíça)

1911. Alfred Hermann Fried (Áustria) e Tobias Asser (Holanda)

1912. Elihu Root (Estados Unidos)

1913. Henri La Fontaine (Bélgica)

1914. Não foi entregue

1915. Não foi entregue

1916. Não foi entregue

1917. Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Suíça)

1918. Não foi entregue

1919. Woodrow Wilson (Estados Unidos)

1920. Léon Bourgeois (França)

1921. Christian Lous Lange (Noruega) e Hjalmar Branting (Suécia)

1922. Fridtjof Nansen (Noruega)

1923. Não foi entregue

1924. Não foi entregue

1925. Austen Chamberlain (Reino Unido) e Charles Gates Dawes (Estados Unidos)
Theodore Roosevelt

1926. Aristide Briand (França) e Gustav Stresemann (Alemanha)

1927. Ferdinand Buisson (França) e Ludwig Quidde (Alemanha)

1928. Não foi entregue

1929. Frank Billings Kellogg (Estados Unidos)

1930. Lars Olof Nathan Söderblom (Suécia)

1931. Jane Addams (Estados Unidos) e Nicholas Murray Butler (Estados Unidos)

1932. Não foi entregue

1933. Sir Norman Angell (Reino Unido)

1934. Arthur Henderson (Reino Unido)

1935. Carl von Ossietzky (Alemanha)

1936. Carlos Saavedra Lamas (Argentina)

1937. Visconde Cecil de Chelwood (Reino Unido)

1938. Comitê Internacional Nansen para os Refugiados (Suíça)

1939. Não foi entregue

1940. Não foi entregue

1941. Não foi entregue

1942. Não foi entregue

1943. Não foi entregue

1944. Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Suíça)
O gabinete britânico da coalizão durante a Primeira Guerra Mundial. Arthur Henderson era o presidente da direção de Educação
O gabinete britânico da coalizão durante a Primeira Guerra Mundial. Arthur Henderson era o presidente da direção de Educação Getty Images

1945. Cordell Hull (Estados Unidos)

1946. Emily Greene Balch (Estados Unidos) e John Raleigh Mott (Estados Unidos)

1947. American Friends Service Committee (Estados Unidos) e Friends Service Council (Reino Unido)

1948. Não foi entregue

1949. Lord (John) Boyd Orr of Brechin (Reino Unido)

1950. Ralph Bunche (Estados Unidos)

1951. Léon Jouhaux (França)

1952. Albert Schweitzer (França)

1953. George Catlett Marshall (Estados Unidos)

1954. Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) (Suíça)

1955. Não foi entregue

1956. Não foi entregue

1957. Lester Bowles Pearson (Canadá)

1958. Georges Pire (Bélgica)

1959. Philip J. Noel-Baker (Reino Unido)

1960. Albert Lutuli (África do Sul)

1961. Dag Hjalmar Agne Carl Hammarskjöld (Suécia)

1962. Linus Carl Pauling (Estados Unidos)

1963. Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Suíça) e Liga de Sociedades da Cruz Vermelha (Suíça)

1964. Martin Luther King (Estados Unidos)

1965. Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) (Estados Unidos)

1966. Não foi entregue

1967. Não foi entregue

1968. René Cassin (França)

1969. Organização Internacional do Trabalho (Suíça)

1970. Norman E. Borlaug (Estados Unidos)

1971. Willy Brandt (República Federal da Alemanha)

1972. Não foi entregue

1973. Henry A. Kissinger (Estados Unidos) e Lê Ð?c Th? (República Democrática do Vietnã, que recusou o prêmio)

1974. Eisaku Sat? (Japão) e Seán MacBride (Irlanda)

1975 Andrei Dmitrievich Sakharov (União Soviética)

1976. Betty Williams (Reino Unido) e Mairead Corrigan (Reino Unido)

1977. Anistia Internacional (Reino Unido)
Martin Luther King
Martin Luther King Getty Images

1978. Menachem Begin (Israel) e Mohamed Anwar Al-Sadat (Egito)

1979. Madre Teresa (Índia)

1980. Adolfo Pérez Esquivel (Argentina)

1981. ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Suíça)

1982. Alfonso García Robles (México) e Alva Myrdal (Suécia)

1983. Lech Wa??sa (Polônia)

1984. Desmond Tutu (África do Sul)

1985. Associação Internacional de Médicos para a Prevenção da Guerra Nuclear (Estados Unidos)

1986. Elie Wiesel (Romênia)

1987. Óscar Arias Sánchez (Costa Rica)

1988. Forças de Paz da ONU (ONU)

1989. O XIV Dalai Lama Tenzin Gyatso (Tibete)

1990. Mikhail Sergeyevich Gorbachev (União Soviética)

1991. Aung San Suu Kyi (Myanmar)

1992. Rigoberta Menchú Tum (Guatemala)

1993. Frederik Willem de Klerk (África do Sul) e Nelson Mandela (África do Sul)

1994. Yitzhak Rabin (Israel), Shimon Peres (Israel) e Yasser Arafat (Autoridade Palestina)

1995. Conferência Pugwash (Canadá) e Joseph Rotblat (Reino Unido)

1996. Carlos Felipe Ximenes Belo (Timor Leste) e José Ramos-Horta (Timor Leste)

1997. Campanha Internacional para a Proibição das Minas Antipessoais (Estados Unidos) e Jody Williams (Estados Unidos)

1998. David Trimble (Reino Unido) e John Hume (Reino Unido)

1999. Médicos Sem Fronteiras (Suíça/França)

2000. Kim Dae Jung (Coreia do Sul)

2001. Kofi Annan (Gana) e Organização das Nações Unidas

2002. Jimmy Carter (Estados Unidos)

2003. Shirin Ebadi (Irã)

2004. Wangari Maathai (Quênia)
Rigoberta Menchú Tum
Rigoberta Menchú Tum Getty Images

2005. Mohamed El-Baradei (Egito) e Agência Internacional de Energia Atômica (Áustria)

2006. Banco Grameen (Bangladesh) e Muhammad Yunus (Bangladesh)

2007. Al Gore (Estados Unidos) e Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas

2008. Martti Ahtisaari (Finlândia)

2009. Barack Obama (Estados Unidos)

2010. Liu Xiaobo (China)

2011. Ellen Johnson-Sirleaf (Libéria), Leymah Gbowee (Libéria) e Tawakkol Karman (Iêmen)

2012. União Europeia

2013. Organização para a Proibição de Armas Químicas (Holanda)

2014. Kailash Satyarthi (Índia) e Malala Yousafzai (Paquistão)

2015. Quarteto para o Diálogo Nacional da Tunísia (Tunísia)

2016. Juan Manuel Santos (Colômbia)

2017. Campanha internacional para proibição das armas nucleares