Está confirmada, tristemente para a imprensa baiana e nacional, a notícia da morte do jornalista e diretor da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) Antônio Jorge Moura, divulgada mais cedo nesta quarta-feira (4/10) por sua irmã, Solange Moura na página do jornalista no Facebook. Antonio Jorge Morre aos 65 anos.

A causa da morte repentina (até ontem ele postou notas e comentou notícias em sua página no Facebook), foi um infarte fulminante enquanto dormia em seu apartamento.

Formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da UFBA, Antonio Jorge Moura começou sua carreira no extinto Jornal da Bahia, onde daria os primeiros e seguros passos para se transformar em um dos mais brilhantes, competentes e corajosos repórteres de sua geração, e durante décadas de múltiplas atividades no campo da comunicação social, incluindo marketing e assessoria políticia, atividades em que foi um dos pioneiros na Bahia, tendo assessorado Rômulo Almeida, quando o notável e saudoso político e planejador econômico presidia o PMDB baiano. Foi editor de Política do Correio da Bahia durante anos. Sua atuação de profissional “fuçador”, corajoso, inteligente e de texto envolvente, foi marcante principalmente nos anos 70, no jornalismo dos chamados anos de chumbo e de resistência da imprensa na Bahia contra a censura e pela liberdade de expressão. Então, Antonio Jorge trabalhou nas sucursais de O Globo e, depois, teve destacada passagem pela sucursal do Jornal do Brasil, em Salvador. Fez mais, muito mais, no jornalismo que se esvazia, enormemente, com a sua partida sem aviso prévio. “Na dura”, como ele gostava de dizer, em seu jeito todo próprio de falar sem meias palavras.

O sepultamento será nessa quinta-feira (5), às 16h, no Cemitério Jardim da Saudade, Capela H.

A Diretoria da ABI divulgou nota lamentando a morte.

“Tão tristes quanto surpresos, recebemos esta lamentável informação sobre o falecimento do jornalista Antônio Jorge Moura. Sempre o admiramos pela conduta ilibada no desempenho das atividades de comunicação, e notória era a sua dedicação aos assuntos da ABI, o que nos levou a nomeá-lo diretor da Casa de Ruy Barbosa recentemente, missão para a qual ele vinha se dedicando com muito afinco. O seu passamento, certamente, causa pesar aos que integram a imprensa baiana e fará falta nos trabalhos que se realizam na ABI. Aos familiares, manifestamos nossas condolências”, diz a nota, assinada pelo presidente da ABI, Walter Pinheiro.

O jornalismo da Bahia perde, de repente, um de seus mais vibrantes e destacados profissionais. Este editor do Bahia em Pauta perde um de seus maiores e mais generosos amigos e companheiros de vida e de profissão. Luto, Honras e Saudades!!!

(Vitor Hugo Soares)

17:50 | 04/10/2017

CRÔNICA/ TEMPO, TEMPO

90`s: anos Sampa de uma carioca

Maria Aparecida Torneros

Encontro esta foto e minha memória traz a saudade de trabalhos diversos. Atendi por um longo tempo a antiga Associação de Empresários Espanhóis de São Paulo com serviços de Assessoria de Imprensa e organização de eventos. Tinha me aposentado na Prefeitura do Rio depois de 25 anos de trabalho. Como estava com meus quarenta e tantos, aceitei o freela em São Paulo e a foto mostra um dos Congressos em que participei, justamente o desta imagem, com duas jornalistas espanholas, assistindo e anotando uma palestra.
Ainda não tinha cabelos brancos e trabalhava muito entre Rio e São Paulo, além de dar aulas na Universidade no Rio de Janeiro.

Em Sampa, minha vida era sempre correria. Foi uma época de exercer a profissão e ganhar dinheiro para dar uma casa aos meus pais.
Meu filho ficava no Rio com minha mãe e meu pai, na maior parte do tempo mas falávamos por telefone diariamente.

São Paulo é uma metrópole apinhada, focada na luta pela sobrevivência e minhas atividades incluíam vida noturna e diurna intensas, com muitos encontros, almoços, jantares e coquetéis de negócios ou comemorações.

Foram anos em que aprendi muito e abri mão de vida pessoal em função de trabalho.

Fiz amigos e amigas. Alguns perdi de vista, outros, ocasionalmente, falam comigo.

Eu frequentava o clube espanhol no Cambuci e era fã da sua “paella” nos domingos.
Morei em hotel, e também me hospedei em casa de amigas, a espanhola Maria Luiza, em Moema, e a paulistana Vera Pastorelli, na Freguesia do O. Voltei a Trabalhar em cargo em comissão no Município do Rio a convite do Prefeito Luiz Paulo Conde em 1999.

Meu período de atividades em Sampa foi de quase quatro anos.
Experiência importante e extenuante. Cidade multifacetada que conheci bem. Gosto da garra da Paulicéia. Amo a Avenida Paulista . A Livraria Cultura do Conjunto Nacional e o MASP. O restaurante Terrace Itália era um point dos empresários espanhóis e lá fomos muitas vezes apreciando do Alto a grande cidade. Mas lugares como a Praça da República e o Largo do Arouche eram especiais naqueles tempos. Gostava da Igreja da Consolação e da estação da Luz. Vida cultural pra todos os gostos . Os bares da Vila Madalena começavam a proliferar nos anos 90. O Morumbi e o Pacaembu eram bairros chiques. Os engarrafamentos astronômicos a gente sempre saía com antecedência para os compromissos. E grandes distâncias como por exemplo a extensa avenida 23 de maio a gente sonhava driblar pegando metrô com muitas baldeacoes. Transportes lotados. Uma vez lembro que peguei engarrafamento na Augusta às duas da manhã voltando para o hotel.

São Paulo surpreende. Entontece mas atrai nossa sede de produzir.
Ultimamente quando visito Sampa, fico na casa da Lília, minha filha “postiça”, que mora no Paraíso, na Abílio Soares.
Há 6 anos que não vou lá. Preciso ir e rever pessoas e lugares. Sinto falta daquele frenesi paulista . Estive em 2010 para lançar um dos meus livros na Bienal, e voltei em 2011 para me despedir de uma amiga que estava internada no hospital das Clínicas, a Dalva, que logo faleceu.
Com ela, um ano antes, tinha ido no Bar Brahma assistir o show de Elza Soares. Naquela noite tão alegre nem podia imaginar que um ano depois ela partiria desta vida.
Mas é assim a vida. Hoje para homenagear os que já se foram. Os que amamos e todos que nos legaram algum convívio em nossa história.

Saudades, todos nos deixaram.
Os mais próximos, claro, lembramos no dia a dia e chega a doer.
Entretanto, seguimos, e s.
Aqui estou olhando esta foto em que eu tinha uns 45 ou 46, e me voltava freneticamente para a profissão.

Passaram-se 20 anos em que meus dias foram mudando muito. Veio a segunda aposentadoria e daqui a 2 anos, se tiver saúde, chegarei aos 70. Meu oficio agora, como escritora, exerço devagar, gosto de poder relembrar tantos momentos e tantas histórias. Para mim isso quer dizer que lutei e luto ainda para valorizar e descrever este milagre que é a própria vida.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, na vila famosa de Noel, onde edita o Blog da Cida, postagem original deste artigo.

Augusta, Angélica, Consolação, que saudade de Sampa.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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04


“Querem evitar que eu volte. Mas estou tranquilo”, disse Lula no Rio

DE A TARDE/ESTADÃO

Fernanda Nunes e Constança Rezende

Em tom de campanha, debaixo de chuva, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na tarde desta terça-feira, 3, no centro do Rio, próximo às sedes da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), num ato pela soberania nacional.

Em seu discurso, Lula citou o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Concellier Olivo, que se matou na última segunda-feira, após acusações feitas em operação da Polícia Federal que investiga desvio de recursos públicos para projeto de educação a distância.

“Não tenho pretensão de me matar. Vou enfrentar. Já provei minha inocência. Quero que provem uma única culpa”, disse Lula, complementando em seguida que seus opositores são responsáveis pela apressada morte de dona Marisa. “Querem evitar que eu volte. Mas estou tranquilo”, disse.

O ex-presidente ainda fez referências a mártires históricos que tiveram mortes prematuras pelas suas biografias políticas: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Tiradentes. Sobre JK, disse que morreu sendo acusado de ter um apartamento na zona sul carioca que não tinha. Já Tiradentes foi enforcado sem que conseguissem “acabar com os ideais libertários da população”, segundo o ex-presidente.

A um público formado principalmente por sindicalistas da CUT e de empregados de empresas estatais, Lula falou por cerca de meia hora, vestindo o jaleco laranja usado por funcionários de plataformas da Petrobras. Disse que não é uma pessoa, mas uma ideia. E que vai voltar para a Presidência outra vez. “Se preparem porque o povo trabalhador vai voltar a governar esse País”, discursou.

Lula ainda comparou o governo de Michel Temer a gerentes das Casas Bahia. “Estão vendendo tudo”, ironizou.

O ato começou por volta das 11h e contou com a presença de empregados da Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, BNDES e Casa da Moeda, que tomaram a Avenida Rio Branco, uma das principais do centro da cidade. Quando Lula começou a falar, por volta das 16h, mais da metade já tinha ido embora, por causa da chuva. Pouco depois das 17h os manifestantes se dispersaram sem que houvesse qualquer confronto com policiais.

DO BLOG O ANTAGONISTA

Renan apela: ‘Melhor dissolver o Senado’

Renan Calheiros diz que, se o Senado não abrir votação hoje sobre o afastamento de Aécio Neves, é melhor “dissolver o Senado e entregar a chave ao STF, como na ditadura, com todo o respeito”.

Renan também afirma que o país precisa de um “pacto de navegabilidade”, para garantir o equilíbrio entre os “pudêres”.

Ah, sim, e também aproveita para atacar o governo, dizendo que a economia continua parada.

É um legalista, mas não muito legal.

out
04
Posted on 04-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-10-2017


Jorge Braga, no jornal O Popular (GO)


Rei Felipe VI de Espanha faz pronunciamento.

DO EL PAÍS

Lluís Pellicer

J. J. GÁLVEZ

Guillem Andrés

Barcelona

Dois dias após o referendo pela independência da Catalunha, o rei Felipe VI fez, nesta terça-feira, um pronunciamento nas redes de televisão espanholas no qual acusou a Generalitat (Governo local catalão) de agir fora da legalidade e da democracia e de tentar “quebrar a unidade da Espanha”. Segundo o rei espanhol, as autoridades catalãs tomaram decisões que “violaram sistematicamente as regras, provando uma deslealdade inadmissível aos poderes do Estado, os quais representam na Catalunha. Ameaçaram a harmonia e a convivência na sociedade catalã”, afirmou.

O pronunciamento foi feito em meio a uma greve geral apoiada pelo governo catalão. Menos da metade das empresas da região funcionam nesta terça-feira em protesto contra a violência policial durante o pleito no último domingo. Quase todas as escolas fecharam por falta de estudantes, 75% dos trabalhadores da saúde pública não foram trabalhar, os portos de Barcelona e Tarragona estão paralisados e há problemas nas estradas, com congestionamentos quilométricos. O presidente da Generalitat (governo regional catalão), Carles Puigdemont, pediu à população que não fosse “levada por provocações” e que realizasse um “protesto cívico”. Enquanto isso, a pressão se estende para a polícia e a Guarda Civil em muitos pontos na Catalunha e milhares de pessoas tomaram as ruas.
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De acordo com o sindicato patronal de pequenas e médias empresas, o Pimec, a adesão também foi muito grande entre os comerciários. Cerca de 85% das lojas da cidade amanheceram com as portas fechadas. Muitas lojas e bares de bairros de Barcelona, como Sant Antoni, Eixample e Sants, estão fechados. Também se juntaram à paralisação cadeias de supermercados como o Bon Preu e Condis e até mesmo escritórios de entidades financeiras. Piquetes informativos percorreram ruas pedindo aos comércios abertos que fechassem. No Passeio de Gràcia, onde as grandes lojas decidiram abrir, estabelecimentos como a Uniqlo e a Zara foram obrigados a fechar. De fato, clientes da empresa Inditex precisaram sair pela porta dos fundos, na rua Casp, após a loja aderir ao fechamento.
O rei Felipe VI, durante pronunciamento sobre o referendo catalão, nesta terça-feira.

Outros piquetes se concentraram, por exemplo, diante de estabelecimentos da rede de supermercados Mercadona no bairro do Poblenou de Barcelona e Reus (Tarragona). O estabelecimento da rua Nàpols, no bairro do Eixample, precisou fechar as portas. Um porta-voz do Mercadona afirmou que a empresa não está vivenciando mais episódios de piquetes do que em qualquer outra greve geral e afirmou que quase todos os seus mais de 200 estabelecimentos continuam abertos. A empresa lembrou que acertou na segunda-feira uma paralisação de duas horas com seus funcionários após se tornar público o comunicado dos sindicatos CC OO e UGT e os sindicatos patronais Pimec e Cecot apoiando a chamada “paralisação de país”. Os funcionários combinaram parar entre 14h e 16h para criticar a ação policial de domingo sem que, de acordo com essas fontes, em nenhum caso isso repercuta em suas folhas de pagamento.

O comércio de bairro se uniu majoritariamente à paralisação convocada. No bairro de Sant Antoni, a movimentada rua Urgell amanheceu como se fosse domingo. Nessa rua, a cafeteria da rede Bracafé colocou um cartaz informando que na terça-feira estaria fechada o dia todo. Esse aviso também estava nas janelas de charcutarias, redes de supermercados, produtos eletrônicos e agências bancárias do banco Sabadell. No bairro do Eixample Esquerre, a situação era parecida. “Tancat per dignitat” [“fechado por dignidade”], justificava um cartaz no bar Gelida, na esquina entre Urgell e Diputació. Nessa área farmácias abriram com serviços mínimos e também fecharam academias, bares e lojas de todos os tipos.

No bairro de Sants, a metade dos comércios começou o dia com as portas fechadas. Um piquete informativo descia pela rua Sants e, pacificamente, lhes informava sobre a greve. Muitos deles fechavam então os estabelecimentos, mas depois alguns reabriram. Um grupo de grevistas entrou depois na loja do McDonald´s da estação de Sants.
Confusão na Educação

Praticamente todas as escolas catalãs fecharam suas portas nesta terça-feira pela falta de alunos, que não foram aos colégios seguindo a convocatória de “paralisação de país” apoiada pelo Governo catalão, que na segunda-feira autorizou as escolas a fecharem se os alunos não fossem. O secretário geral do sindicato de docentes Ustec-STEs, Ramon Font, explicou à agência EFE que a organização convocou uma greve geral prévia no setor educacional e a previsão era de que o acompanhamento seria superior a 80%.

Na tarde de segunda-feira, o Departamento de Educação enviou uma carta às escolas em que dava liberdade aos colégios de participarem da greve geral do setor e da paralisação geral. A carta afirmava que em ambos os casos os serviços mínimos estariam garantidos, explicou Font.

No caso de participarem da greve geral, os serviços mínimos decretados consistiam em um membro da diretoria no ensino médio e um membro da diretoria no primário mais um docente para cada seis unidades, explicou Font, que informou que muitas escolas “consideraram abusivos os serviços mínimos decretados pela Educação”.

Por outro lado, no caso de um colégio decidir participar da “paralisação de país”, esse tem a obrigação de atender às famílias que comparecerem, afirmou Font, e se “não forem à escola, ela poderá fechar”. Ramon Font chamou a convocatória de paralisação como “fechamento patronal” e disse que se trata de uma figura “insólita e inédita”.

O sindicalista criticou que o fato de “participar da convocatória de paralisação e da greve geral causou muita confusão no setor” e considera que “hoje a paralisação no ensino será praticamente total”.


Multidão protesta na Plaza Universidad de Barcelona nesta terça-feira
Santi Donaire EFE