Burt Bacharach, Alfie, dele e de Deus, para sonhar, acordado,cada vez mais, com a paz mundial !!!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Moro: “A Lava Jato está chegando ao fim”

Sergio Moro disse que a Lava Jato está chegando ao fim.

Porque ela foi um sucesso: debelou o maior esquema criminoso de todos os tempos.

Leia um trecho de seu discurso para a Universidade de Notre Dame:

“Apesar da recuperação completa de nossos direitos e liberdades democráticas em 1985, outros erros foram cometidos desde então. Parece que nós, como um povo, falhamos em prevenir o desvio e o abuso do poder público para ganhos privados. Então a corrupção cresceu e com o tempo espalhou-se, tornou-se endêmica ou sistêmica.

Entretanto, não há democracia real com corrupção disseminada e impunidade. Democracia exige governo de leis, instituições fortes e integridade.

Especialmente desde uma decisão famosa do Supremo Tribunal Federal brasileiro em 2012, no assim chamado Mensalão, os cidadãos brasileiros começaram a entender que a corrupção mina a eficiência da economia e a qualidade de nossa democracia.

A Operação Lava Jato é somente mais um grande passo na luta do povo brasileiro contra a corrupção disseminada (…).

Atualmente, a Lava Jato em Curitiba está possivelmente chegando ao fim. Vários casos já foram julgados e vários criminosos poderosos estão cumprindo pena após terem sido condenados em um julgamento público e com o devido processo legal.

Ainda há investigações e casos relevantes em andamento em Curitiba, mas uma grande parte do trabalho já foi feita.”


Imagem de Stephen Paddock divulgada pelas televisões locais.


DO EL PAÍS

J.M.AHRENS

A morte assumiu às 22h08 (2h08 em Brasília) o nome de Stephen Paddock. E o fez hospedada num quarto de 125 dólares (388 reais), cama king size e um enorme espelho no banheiro. Nessa latitude um tanto vulgar do universo, Paddock deixou de ser o homem sem graça, que vivia seus dias de contador aposentado com o deleite próprio de Las Vegas, para emergir como o autor da maior matança com arma de fogo da história dos Estados Unidos: 58 mortos, 515 feridos e um país em choque. “Um ato de pura maldade”, como disse o presidente Donald Trump.

O que aconteceu? Até agora, ninguém sabe ao certo. O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado, mas o FBI descartou a conexão. E os antecedentes até agora tampouco indicam uma pulsão assassina. Paddock era filho de um ladrão de banco que, segundo seu irmão, chegou a figurar na lista dos 10 mais procurados do FBI. Mas nem as fichas policiais de Las Vegas nem da cidade onde morava, Mesquite (18.000 habitantes), revelam algo mais suspeito que uma infração de trânsito. Ao contrário: sua rotina foi pontuada por hábitos muito comuns entre as pessoas que escolhem passar seus últimos anos em Nevada.

Aos 64 anos, o antigo funcionário da fabricante de armamentos Lockheed Martin frequentava cassinos para jogar pôquer, curtia os shows de música country e adorava voar e caçar. Tinha dois aviões em seu nome, um brevê de piloto e uma licença de caça no Alasca. Nada que indicasse sua loucura assassina. “Estamos em choque, horrorizados. Não entendemos como Steve pôde fazer isso. Não havia nada de estranho nele”, afirmou um familiar ao The Washington Post. “Isso é como a queda de um asteroide”, disse seu irmão à imprensa dos EUA.

As autoridades tampouco deram mais pistas. Apenas o xerife do condado, Joe Lombardo, foi um pouco mais longe ao equiparar Paddock com um “lobo solitário”. Um ente desconectado do mundo do crime e do terror, que agiu seguindo seus próprios impulsos. Mas essa hipótese, embora tranquilizadora num país obcecado com um possível massacre terrorista, não explica a sua ação. Esse ataque premeditado que buscou um alvo tão fácil quanto um show de música country.

A reconstrução policial mostra que Paddock chegou na quinta-feira ao gigantesco hotel Mandalay Bay. Em seu quarto, estrategicamente situado no 32.o andar, ele estocou pelo menos 10 pistolas e rifles. Prontos para matar. Com calma, esperou até a noite de domingo. Chegado o momento, quebrou o vidro e apertou o gatilho. Eram as 22h08. Seu objetivo estava logo ali. Cerca de 22.000 pessoas concentradas num espetáculo do cantor de country Jason Aldean, dentro do Route 91 Harvest Festival, realizado ao lado do hotel. Durante 30 segundos, os disparos foram confundidos com a música. Depois só se ouvia o ruído convulso, surdo, quase infinito das armas de Paddock semeando a morte.
Fotografia policial de Benjamin Hoskins Paddock, pai do suposto autor da matança de Las Vegas.
Fotografia policial de Benjamin Hoskins Paddock, pai do suposto autor da matança de Las Vegas. REUTERS

“Era um pesadelo de guerra. Não entendíamos quem disparava nem de onde, mas sabíamos que queriam nos matar”, contava ontem um sobrevivente na TV. O horror durou sete minutos. No chão ficaram mais de 50 mortos e 500 feridos.

A intervenção policial foi fulminante, mas fracassou na tentativa de prender Paddock. Ao contrário do que diziam as primeiras versões, o assassino não foi pego em seu quarto pela SWAT, a unidade policial de táticas especiais, mas se matou com as próprias armas.

Pouco se sabe sobre esse final, assim como sua vida. A implicação de sua companheira, no princípio considerada suspeita, fui diluindo com o passar das horas. E da busca realizada em seu domicílio em Mesquite, a 130 quilômetros de Las Vegas, até agora só se sabe que levou à descoberta de mais armas. O motivo da matança continua sendo um mistério. Mas a polícia não teme nenhum novo ataque. De algo tem certeza. Paddock era o princípio e o fim do terror.

BOM DIA!!!

out
03
Posted on 03-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2017


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

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03
Posted on 03-10-2017
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O plano do marqueteiro de Temer

Marqueteiro de Michel Temer, que hoje tem apenas 3% de aprovação popular, Elsinho Mouco falou ao Globo sobre seu plano para salvar a imagem do presidente:

“Vamos construir um compilado de ações do governo, que eu, por enquanto, batizei de Plano Temer. A ideia é ter o tamanho de um Plano Real, ser um Plano Marshall moderno.”

Mouco se refere ao plano econômico criado no pós-Segunda Guerra Mundial para reconstruir os principais países capitalistas afetados pela guerra.

Se for mesmo aprovada, a reforma da Previdência seria um dos fios condutores do Plano Temer; o problema é que, segundo Rodrigo Maia, ela será “menor do que o governo imaginava”.

Mesmo assim, a narrativa a ser emplacada em novembro, após a derrubada da segunda denúncia contra Temer em outubro, buscaria mudar a percepção de um presidente “reformista” para a de um “transformador”.

Haja marketing, Elsinho.

DO EL PAÍS

Pablo Ximénez de Sandoval

Os Estados Unidos acordaram na segunda-feira com o maior massacre a tiros de sua história. Um único suspeito, a partir do 32º andar de um hotel de Las Vegas (Nevada), matou ao menos 59 pessoas e fez mais de 500 feridos antes de se suicidar, cercado pela polícia. Ele atirou com armas automáticas, disparando em uma massa de cerca de 22.000 pessoas que assistiam a um show ao ar livre a poucas centenas de metros de distância.

Doze horas depois do massacre, os investigadores ainda não tinham ideia das motivações do agressor. O autodenominado Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque, algo que as autoridades receberam com ceticismo.

O autor da matança foi identificado como Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos que morava em Mesquite (Nevada), a 130 quilômetros a nordeste de Las Vegas. Paddock se suicidou pouco antes de os agentes entrarem em seu quarto, de acordo com o xerife do condado de Clark, no qual está localizada Las Vegas. Ao menos 30 armas são tidas como sendo de Paddock, entre as encontradas no hotel da cidade e depois, em sua casa. O chefe da polícia de Nevada, Joseph Lombardo, disse acreditar que é um “lobo solitário”. O suposto assassino tinha dez pistolas e várias armas longas no quarto de onde fez os disparos, de acordo com o oficial Kevin McMahill. Paddock, que não tinha antecedentes criminais graves, estava hospedado nesse quarto de hotel desde 28 de setembro.

Não durou muito. Menos de um minuto. No domingo à noite, milhares de pessoas assistiam ao último show de um festival de música country chamado Route 91. Jason Aldean tinha entrado no palco e começava sua apresentação. Às 22h08 (2h08 da madrugada de segunda-feira em Brasília), de acordo com a polícia de Las Vegas, os tiros começaram a ser ouvidos. Vários vídeos compartilhados em redes sociais mostram a banda confusa no palco. Várias testemunhas disseram que pareciam “fogos de artifício”. Então, a música parou. E nos vídeos se pode ouvir claramente: pa, pa, pa, pa, pa. Rajadas automáticas sobre a multidão, a esmo, vindas do alto do cassino Mandalay Bay. As pessoas começaram correr, tomadas pelo pânico.

A dimensão da tragédia ficou evidente desde o início. Primeiro, o Hospital Universitário de Las Vegas informou sobre “vários” feridos a bala que haviam chegado às suas instalações. À meia-noite, havia dois mortos confirmados. Duas horas depois, eram mais de 20. Em seguida, mais de 50 e mais de 400 feridos. O massacre foi tão grande que 12 horas depois dos disparos a polícia continuava a dar números assim, da ordem de dezenas e centenas.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque por meio de um comunicado da agência Amaq, um dos órgãos de propaganda jihadista. “O agressor é um dos nossos soldados, que se converteu ao islamismo há alguns meses”, afirma. “Ainda não se sabe da existência de algum vínculo entre o atirador e qualquer grupo estrangeiro conhecido”, disse um porta-voz do FBI em entrevista coletiva realizada na cidade. Seu nome não está em nenhuma base de dados de suspeitos de terrorismo. O fato de o EI assumir um ataque a tiros não significa necessariamente que o tenha organizado, que tenha participado dos preparativos ou da execução.

As investigações policiais dos atentados realizados na Europa nos últimos anos e assumidos pelo EI confirmaram vínculos operacionais do grupo jihadista com os terroristas em vários casos, inclusive os ataques mais graves, os do Bataclan, com 130 mortos, e os de Bruxelas, com 32 vítimas fatais. Na maioria dos atentados, o EI serviu de inspiração.

A polícia de Las Vegas investigou num primeiro momento um quarto do 32º andar do hotel Mandalay Bay. Em torno da meia-noite (hora local), a conta do Twitter da polícia confirmou que “um suspeito foi abatido” e advertiu: “É uma situação ativa”.

Nesses momentos de tensão e caos, era possível ouvir os agentes no rádio da polícia dando informações sem verificação sobre possíveis ataques a tiros em outros hotéis, como o Tropicana e o New York. A cidade inteira entrou em colapso durante horas, com interrupção do tráfego nas ruas e sob alerta tático até que depois das duas da madrugada a polícia concluiu que o atirador agira sozinho.

Um dos mortos é um agente da polícia de Las Vegas que estava de folga, enquanto colegas dele que estavam trabalhando ficaram feridos. Os agentes pedem “paciência” aos cidadãos porque “o processo de identificação dos feridos e dos mortos levará tempo”. O trecho sul da rua principal de Las Vegas, o chamado Strip, estava fechado na manhã de segunda-feira, criando grandes complicações no trânsito. Além disso, algumas saídas da rodovia 15, que atravessa a cidade de norte a sul, estavam fechadas. A possibilidade de que houvesse mais atiradores fez com que o aeroporto de McCarran, perto do Mandalay Bay, fosse fechado por algumas horas. Era impossível se aproximar do lugar dos acontecimentos. Enquanto isso, centenas de pessoas faziam fila no Hospital Universitário de Las Vegas para doar sangue, em resposta ao apelo das autoridades.

O massacre anterior de proporções semelhantes foi o que aconteceu em junho do ano passado, também por um único assassino com armas de assalto, na discoteca Pulse, em Orlando, Flórida. Morreram 50 pessoas, executadas uma por uma a sangue frio durante horas de assédio. A Pulse era uma boate gay. Esse dado forneceu pistas sobre a motivação do assassino desde o primeiro momento. No caso de Las Vegas, a origem da loucura continua sendo um mistério.
Trump não fala de posse de armas

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu suas condolências às vítimas no início da manhã. “Minhas mais calorosas condolências e simpatia às vítimas e às famílias do terrível ataque a tiros de Las Vegas. Que Deus as abençoe!”, escreveu em um tuíte. Políticos dos Estados Unidos e de outras partes do mundo também expressaram suas condolências às vítimas, entre eles o vice-presidente Mike Pence. Trump chamou o acontecimento de “ato de pura maldade” em uma conferência de imprensa. Na quarta-feira ele viajará a Las Vegas, depois de visitar Porto Rico na terça-feira para avaliar os danos provocados pelo furacão Maria na ilha.

Trump não citou a discussão sobre o controle de armas nos EUA. Horas mais tarde, em uma coletiva de imprensa, Sarah Sanders, porta voz da Casa Branca, evitou com essa frase a necessidade de um debate sobre a posse de armas nos EUA: “A única pessoa com sangue nas mãos é o atirador, esse não é o momento de irmos atrás de outros indivíduos ou organizações”. Hoje, calcula-se que aproximadamente 33.000 pessoas morram a cada ano nos Estados Unidos por disparos de armas de fogo, o que equivale a cerca de 93 por dia.