Ataque a tiros provoca pânico no festival de música Route 91 Harvest em Las Vegas, nos Estados Unidos David Becker AFP

DO EL PAIS (AO VIVO)

EL PAÍS

As últimas notícias

Mais de 50 pessoas morreram e outras 400 ficaram feridas depois que um homem abriu fogo em um festival de música country em Las Vegas, nos EUA. O atirador se matou em seguida

Um homem de 64 anos, identificado como Stephen Paddock, abriu fogo durante o festival Route 91 Harvest, deixando pelo menos 50 pessoas mortas e 400 feridas na noite deste domingo, dia 1º de outubro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Os tiros foram disparados durante apresentação do cantor country Jason Aldean, nas proximidades do hotel do cassino Mandalay Bay. De acordo com um porta-voz do hospital universitário local, 14 pessoas estão em estado grave. O atirador se matou antes da chegada da polícia.

O suposto atirador tinha oito pistolas e várias armas longas na sala do imóvel de onde ele fez os disparos, de acordo com o oficial Kevin McMahill
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Érica Saboya
De acordo com a polícia, o autor do massacre disparou da janela de seu apartamento contra as pessoas que estavam no festival, que reunia cerca de 30 mil pessoas
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Érica Saboya
O presidente Donald Trump lamentou as mortes por meio de sua conta no Twitter:


Arias, ganhador do Comunique-se: paixão que começou na Bahia.

DO EL PAÍS

OPINIÃO

Por que eu haveria de ir embora do Brasil?

Juan Arias

Da liberdade de informação dependerá em boa parte que o Brasil possa ressurgir de suas cinzas

Pouco depois de chegar ao Brasil como correspondente deste jornal, em 1999, conheci numa praia da Bahia um outsider, já idoso, que, rodeado de gente, recitava para si mesmo como um mantra: “Eu não vou embora da Bahia. Por que haveria de ir embora da Bahia?”. Levava nas mãos uma quentinha que alguém acabava de lhe dar.

Tinha razão. Por que haveria de ir embora da Bahia, aquele paraíso natural e de proverbial calor humano, onde ninguém lhe incomodava e ainda por cima lhe davam sua comida quente todo dia? Às vezes, algum leitor que não gosta das minhas colunas pergunta nos comentários “por que não volto para a Espanha”. E isso sempre me lembra o homem que se perguntava por que haveria de ir embora da Bahia.

Às vezes me perguntam, desta vez os amigos, se com tudo o que está acontecendo neste país não sinto vontade de voltar para a Europa. Não nego que às vezes a minha mulher, a poeta Roseana, brasileira, e eu, vendo as nuvens negras autoritárias que se adensam sobre este país, ficamos tentados pelos demônios. Mas só por instantes, porque entendemos que o Brasil, com sua multiplicidade de riquezas, não se esgota no triste espetáculo de seus políticos, que, com sua incapacidade, acabam permitindo a onda de violência que golpeia as grandes cidades. Ele é maior e mais rico e mais digno do que eles.

No hotel de São Paulo onde fui alojado pela organização do prêmio de jornalismo Comunique-se, que acabava de ganhar como melhor correspondente estrangeiro, recebi um telefonema, de Madri, do meu colega de jornal, o romancista Antonio Jiménez Barca, que foi diretor da edição brasileira do EL PAÍS e voltou a Madri para trabalhar na redação central. Surpreendeu-me quando me disse: “Juan, acredite em mim, se eu pudesse voltaria para o Brasil. Aí os problemas são graves, mas reais, e por isso acabam tendo solução, enquanto aqui os inventamos, e assim vai”. Ele se referia ao drama que a Espanha está vivendo com a pretendida separação da Catalunha.

Foi Jiménez Barca quem, no momento de deixar o Brasil, onde me dizia que muitas coisas lhe incomodavam, acabou me confessando, ao vir se despedir de mim aqui em Saquarema, que este país havia lhe dado algo muito importante: “Ele me ensinou a ser feliz”. Não era pouco. Ele havia se impressionado com o que chamei, ao receber o prêmio, de “outro Brasil”, aquele hoje ofuscado pelos desmandos de seus governantes que acabaram envenenando os ânimos de um povo naturalmente pacífico e conciliador. É o Brasil que outro colega espanhol do jornal, Tom Avendaño, está descobrindo. Um país tão diferente, diz, “da rigidez idiossincrática da Espanha. E tão criativo”. E acrescentou: “E sem terremotos, nem tsunamis, nem terrorismo, nem separatismos”.

Encontrei-me em São Paulo, depois do prêmio, com a jovem redação do jornal, 99% brasileira, que me acolheu com esse calor humano e me confirmou o que eu havia dito de improviso na noite anterior durante a cerimônia do prêmio. Existe esse Brasil, hoje eclipsado por seus problemas políticos, mas que continua presente em seu sangue. Meu desejo, depois de já ter escrito milhares de artigos sobre este país polifacético, mas que nem em meio às crises perde sua vocação de felicidade, é que não descarrile arrastado pelo veneno criado ultimamente pela política, e que acabou ofuscando as peculiaridades do país. É, disse-lhes, referindo-me aos jovens jornalistas, o Brasil sobre o qual quero continuar escrevendo, apesar dos meus já 50 anos neste ofício. Para que ressurja o Brasil que sempre deslumbrou o resto do mundo, confio nesta nova geração de jovens jornalistas e empreendedores, vacinados contra as velhas e estéreis ideologias e com vontade de construir um país mais saudável, mais moderno e menos desgarrado.

Volto hoje a vista para trás, quando minha geração começou a entrar no jornalismo, em plena ditadura militar na Espanha, onde cada linha das nossas crônicas era revisada e profanada pelas mãos de censores incultos do regime, e me dou conta de que os jornalistas brasileiros de hoje, além de imensamente mais bem preparados intelectualmente que nós na época, podem escrever, se quiserem, em liberdade. Meu desejo é que não se deixem seduzir pelos cantos de sereia de nenhum tipo de autoritarismo ou de populismo fácil, ou pior ainda, de servilismo ao poder, que seja. De sua liberdade de informação dependerá em boa parte que possa ressurgir de suas cinzas esse Brasil capaz de ensinar muitas coisas sobre como viver a vida. E de a vivermos juntos, não encetados em inúteis brigas tão pouco brasileiras.

Encerro esta crônica, escrita com o coração, para agradecer a avalanche de felicitações recebidas por meu prêmio. É impossível para mim responder a cada um como eu gostaria. Quero apenas destacar uma mensagem de um dos grandes mestres do jornalismo deste país, Clovis Rossi, da Folha de S.Paulo, a quem me aconselharam a ler quando cheguei ao Brasil, junto com o grande antropólogo Roberto DaMatta. Clovis me escreve, com simpática ironia, que não estava de acordo com terem me dado o prêmio como correspondente “estrangeiro”, já que, segundo ele, poucos jornalistas são “tão brasileiros como você”. Considerei esse o melhor elogio.

Sinto muito por esses poucos leitores que desejariam que eu fosse embora do Brasil. A eles respondo como o outsider da minha história: “Por que eu haveria de ir embora Brasil?”. Aqui encontrei não só sua comida quente, que eu adoro e que aprendi a comer toda junta no mesmo prato, símbolo da riqueza cultural, étnica e religiosa brasileira, mas também um mundo novo por descobrir. Nele continuarei vivendo e mergulhando em suas riquezas. E continuarei a amá-lo, apesar de todos os pesares.

Obrigado a todos.

Nathalie
Gilbert Bécaud
La place Rouge était vide
Devant moi marchait Nathalie
Il avait un joli nom, mon guide
Nathalie
La place Rouge était blanche
La neige faisait un tapis
Et je suivais par ce froid dimanche
Nathalie
Elle parlait en phrases sobres
De la révolution d’octobre
Je pensais déjà
Qu’après le tombeau de Lénine
On irait au café Pouchkine
Boire un chocolat
La place Rouge était vide
J’ai pris son bras, elle a souri
Il avait des cheveux blonds, mon guide
Nathalie, Nathalie
Dans sa chambre à l’université
Une bande d’étudiants
L’attendait impatiemment
On a ri, on a beaucoup parlé
Ils voulaient tout savoir
Nathalie traduisait
Moscou, les plaines d’Ukraine
Et les Champs-Élysées
On a tout mélangé
Et l’on a chanté
Et puis ils ont débouché
En riant a l’avance
Du champagne de France
Et l’on…
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Chega mais, Outubro. A casa é sua.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Polícia Nacional retira manifestantes de praça.
Luca Piergiovanni EFE

DO EL PAÍS

Apesar da ofensiva judicial e policial das últimas semanas contra a consulta, centenas de colégios eleitorais abriram em toda a Catalunha, em um ato de desafio ao Governo

Miquel Noguer

Barcelona

A Generalitat, o Governo catalão, conseguiu abrir durante o domingo, 1 de outubro, a maior parte dos 2.315 colégios eleitorais previstos. Dentro havia urnas e cédulas que centenas de voluntários tinham conseguido introduzir apesar dos controles policiais dos últimos dias. Mas a situação não foi normal em absoluto durante todo o dia, pois ficou claro que o referendo não ofereceria qualquer garantia legal. O Governo local não soube explicar nem a origem da listagem de eleitores utilizada nem o método que se usaria para contar os votos, que continuava na última hora da noite em meio a grandes dificuldades técnicas.

A situação de excepcionalidade se tornou ainda mais patente devido aos constantes fechamentos de colégios pela Polícia Nacional e pela Guarda Civil. Os Mossos, a guarda catalã, também acabaram fazendo isso em alguns casos, mas a inação da polícia catalã foi a tônica geral durante as primeiras horas do dia, descumprindo claramente a determinação do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha que mandava impedir a abertura de todos os centros.

A polícia local se omitiu também da exigência de tirar das seções eleitorais os ativistas que as tinham ocupado nos últimos dias para impedir a entrada da polícia. Em todos os casos, os Mossos argumentaram que sua intervenção podia aumentar o risco de tumultos, especialmente pela presença de menores em tais sedes eleitorais.

A situação estourou às oito e meia da manhã, quando efetivos da Polícia Nacional realizaram o desalojamento de colégios eleitorais de Barcelona e das principais cidades. A Guarda Civil fez o mesmo em municípios menores. No total, foram fechados 319 colégios, segundo dados da Generalitat.
Colégios eleitorais com barricadas e sem garantias

A imagem do dia com centenas de pessoas tentando votar pacificamente em muitos colégios eleitorais habilitados pela Generalitat teve sua outra face nos múltiplos distúrbios que se registraram em outras dezenas de centros de votação. Em alguns deles, grupos de ativistas montaram barricadas para impedir que a polícia se apossasse das urnas e do material eleitoral. Em alguns casos, as urnas voltaram a aparecer depois que os registros e colégios reabriram. No final do dia, ninguém da organização tinha dado detalhes sobre a contagem e suas garantias.

A situação provocou várias cenas de uso da força para romper as correntes humanas que os manifestantes tinham formado para proteger os colégios eleitorais. Agentes da Polícia Nacional usaram a força em cerca de vinte escolas de Barcelona. Em algumas, como o instituto Ramón Llull, em Jaume Balmes, e a Escuela Mediterránea, dispararam contra os eleitores. Um jovem teve de passar por cirurgia depois do impacto de uma bala de borracha no olho.

Pelo menos seis tribunais catalães abriram diligências durante o domingo para investigar se os Mossos d’Esquadra desobedeceram a ordem do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha de impedir o uso de locais públicos para realizar o referendo de independência deste domingo.

O objetivo do Governo era desmontar o referendo nos principais centros populacionais confiscando urnas e material eleitoral. A ação da Polícia pela força em centros eleitorais provocou 761 feridos, segundo a Generalitat. Duas vítimas tiveram de ser hospitalizadas. Em Lleida um homem de 70 anos sofreu um infarto durante a desocupação de um colégio e foi levado ao hospital em estado crítico.

Entre os colégios que foram fechados estava o do presidente catalão, Carles Puigdemont, em Sant Julià de Ramis (Girona). A operação da Guarda Civil para fechá-lo foi especialmente espalhafatosa, já que os agentes tiveram de utilizar um porrete para entrar e o fizeram na presença de dezenas de câmeras de televisão que esperavam a chegada do presidente.

Apesar dessas cenas, incluindo a das retiradas das urnas à força com votos dentro, milhares de pessoas continuaram dirigindo-se aos centros de votação. A Generalitat também estimulou isso durante todo o dia, apesar das batidas policiais que ocorriam em toda Catalunha. No entanto, a principal mensagem tanto de Puigdemont como de outros membros de seu gabinete foi dirigido às autoridades europeias, que tentavam provocá-las para que se ofereçam como mediadores do conflito.

O conselheiro da Presidência, Jordi Turull, foi o rosto mais visível da autoridade local durante todo o dia. Depois das batidas policiais e do fechamento de colégios eleitorais, afirmou em um pronunciamento sem perguntas que a Espanha é “a vergonha da Europa” e que o país está em uma “situação comprometida”, pois “terá de acabar respondendo diante dos tribunais internacionais”, previu. Puigdemont denunciou em um vídeo, depois de votar em um colégio alternativo, a “repressão enlouquecida com violência injustificável contra pessoas pacificamente concentradas” nos colégios eleitorais. “O Estado espanhol, em uma nova operação de repressão contra a população que quer exercer seu direito de votar não impediu que muita gente tenha votado mesmo assim”, afirmou.

Quando ainda não tinha transcorrido sequer um terço do turno eleitoral, o vice-presidente catalão e líder da Esquerra Republicana, Oriol Junqueras, foi o único que insistiu na ideia de que o referendo era vinculante, apesar da absoluta falta de garantias.

O Governo central viveu o dia em clima de tensão máxima. Tentou transmitir a imagem de controle da situação, mas não foi capaz de esconder sinais de grande preocupação. O pronunciamento da vice-presidenta do Governo ao meio-dia tentava responsabilizar Puigdemont pelo que estava acontecendo quanto à ordem pública. Rajoy não apareceu até as oito e quinze da noite, quando muitos colégios continuavam a receber eleitores. Rajoy insistiu na ideia de que na Catalunha não houve um referendo, mas uma “mera encenação”. “Demonstrou-se que o Estado tem recursos para se defender”, disse, e anunciou que se pronunciará no Congresso. Também anunciou uma rodada de contatos com “todos” os partidos com representação parlamentar.
Processo de “negociação”

A atuação do Governo e as imagens de uso da força desgostaram o líder do PSOE, Pedro Sánchez, que transmitiu seu descontentamento ao presidente do Governo. “Com a mesma contundência que apoiamos o Estado de direito pedimos ao presidente do Governo que cumpra sua função”, disse Sánchez em sua fala posterior à de Mariano Rajoy. O líder socialista propôs “um processo de negociação com o Governo da Generalitat”.

O Ciudadanos demorou a manifestar seu apoio à ação do Executivo. Fontes do partido reclamaram que não tinha se impedido de votar e consideraram que tinha havido “violência” nas ruas.

Do exterior também vieram algumas críticas depois das demonstrações de apoio ao Governo apresentadas nas últimas semanas pelos governos alemão, francês e a Comissão Europeia. Ontem, o presidente da Finlândia, Sauli Niinsistö, disse que “as negociações devem começar” depois de afirmar nas redes sociais que a “situação na Espanha parece séria”. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, também criticou os fatos. Condenou “todas as formas de violência” e lançou uma chamada “ao diálogo político”.

A reação na rua repercutiu também nos sindicatos. A ameaça de uma greve geral na Catalunha subiu de nível com as cenas de uso de força policial que ocorreram durante boa parte do dia. Apesar de os sindicatos majoritários, UGT e Comisiones Obreras, não serem partidários da greve geral que algumas centrais pouco representativas defendem, apoiam uma “grande mobilização” em “defesa das instituições catalãs”, explicaram fontes desses sindicatos. O vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, se reuniu com eles à tarde para tentar acordar uma estratégia de mobilização. As matrizes nacionais dos sindicatos instaram “partidos e Governos” a “canalizar a situação” da Catalunha no sentido de “cenários de diálogo” pela via da “negociação, deliberação e democracia”.
Votações questionadas pela queda do sistema

A fragilidade do sistema computadorizado da votação e o fato de o comparecimento ser universal —com a possibilidade de votar em qualquer seção— gerou a suspeita de que não havia controle quanto a votar-se mais de uma vez. O sistema, quando funcionava, era o seguinte: um mesário introduzia o número de registro (DNI) do eleitor no celular que verificava que a pessoa estava na lista elaborada pela Generalitat. Outro mesário anotava o nome e o número em um papel e, por último, o voto era introduzido na urna. Quando o sistema caía, o controle passava a ser totalmente manual, sem conferência no aplicativo da listagem, e se explicava que os dados seriam introduzidos no sistema quando este funcionasse.

out
02

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O anti-Lula sem Lula

João Doria se lançou como um anti-Lula.

E não está disposto a abrir mão do posicionamento só porque Lula poderá ficar inelegível.

“Lula estará no páreo mesmo se não for candidato”, disse o prefeito de São Paulo à Folha. “Se ele não for, talvez até com mais força, porque vai se apresentar como vítima de todos. Haverá maior força e vigor de Lula defendendo, se não for sua candidatura, a do PT. É ilusão achar que, se Lula estiver inelegível, ele estará inabilitado para fazer campanha.”

Sobre a eventual pulverização no campo da centro-direita se Lula estiver fora, Doria afirmou:

“É preciso ver como se comporta essa área de centro, entre centro-esquerda, centro-direita. Quem terá o discurso inovador, quem terá o discurso motivador, o discurso aglutinador. Os outros discursos você já conhece. É a esquerda e a extrema-esquerda com Lula ou preposto, e a direita, extrema-direita, com o [deputado federal] Jair Bolsonaro.”

out
02
Posted on 02-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-10-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online


Neilton, ex-botafoguense com faro de gol no Leão

DEU NO CORREIO DA BAHIA

O Vitória é um adversário a se temer, pelo menos quando o assunto é jogo fora do Barradão. Com a 3ª melhor campanha como visitante desse Campeonato Brasileiro, o Leão terá uma verdadeira prova de fogo neste domingo (1º), às 16h, contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos.

O jogo é mais desafiador que os demais. Isso porque de um lado, o rubro-negro conquistou 20 dos seus 29 pontos na casa dos outros. Longe de Salvador, fez 12 jogos, venceu metade, empatou dois e perdeu apenas quatro. A campanha como visitante só é inferior à do líder Corinthians e à do Grêmio. E mais: desde que Mancini assumiu o time, em julho, o Vitória está invicto fora de casa. Sob o comando do treinador, foram quatro triunfos e um empate.

O Leão chegou a esta 26ª rodada com a 5ª melhor campanha do returno. Conquistou 10 dos 18 pontos que estavam em jogo, venceu metade das seis partidas que disputou, empatou uma e perdeu duas.

Só que do outro lado tem o Botafogo. O adversário está ainda melhor que o Leão e faz a melhor campanha do returno. O alvinegro também disputou 18 pontos e conquistou 15. Venceu cinco dos seis jogos que fez e tropeçou apenas contra a Ponte Preta. O time comandado por Jair Ventura ocupa a 6ª posição na tabela, com 40 pontos.

Se o Vitória está em busca do seu quinto triunfo seguido como visitante, o Botafogo está sedento para chegar ao quinto triunfo seguido no Brasileirão. O alvinegro vem de triunfos contra Bahia, Flamengo, Santos e Coritiba.

Apesar da bela campanha, o Botafogo está ferido. O time vem de duas eliminações seguidas. A primeira foi no fim de agosto, quando foi despachado pelo Flamengo da Copa do Brasil. Menos de um mês depois, perdeu para o Grêmio e deixou a Libertadores.

“No momento de dificuldade, a gente usa o tempo para equilibrar o emocional, que tem um peso muito forte. Quando você vem de eliminações acontece isso. Existe dificuldade para o Botafogo chegar e se manter nos últimos jogos da Série A. Além do desgaste de ter jogado na Libertadores, Copa do Brasil e estadual, tem jogos difíceis que decidem vagas importantes. Por esse lado, acho que o emocional pesará”, avalia Mancini.

Desfalques

O Leão terá desfalques para a partida. Fernando Miguel não se recuperou de fascite plantar e segue dando lugar a Caíque. Kieza, lesionado, virou desfalque de última hora.

Na lateral direita, Patric volta de suspensão e substitui Caíque Sá, machucado. Juninho também está fora e Geferson joga na esquerda. No lugar de Kanu, Mancini estuda se dará chance a Fred ou Bruno Bispo, ou se escalará Ramon, colocando Fillipe Soutto como volante. André Lima recuperado de lesão, e Cleiton Xavier, após suspensão, retornam.