Boa leitura para começar a semana no BP nesta segunda-feira, 30, véspera de outubro chegar ao fim. Ufa!

Texto reproduzido da página da autora teatral e cronista Aninha Franco. Originalmente publicado na Folha de S. Paulo. Confira. (Vitor Hugo Soares)

ARTIGO

Supremo constrangimento

Bernardo Mello Franco

O barraco que parou o Supremo Tribunal Federal na quinta-feira não foi um incidente isolado. O ministro Luís Roberto Barroso apenas expôs em público o que outros juízes da corte já diziam em privado. O incômodo com as práticas de Gilmar Mendes chegou ao limite.

O copo transbordou quando Gilmar abandonou o tema em julgamento para ironizar uma decisão de Barroso em outro processo. Deu-se o seguinte bate-boca: “Não sei para que hoje o Rio de Janeiro é modelo”. “Vossa Excelência deve achar que é Mato Grosso, onde está todo mundo preso”. “E no Rio, não estão?”. “Nós prendemos. Tem gente que solta”.

Irritado com a lembrança, Gilmar acusou o colega de ter soltado o ex-ministro José Dirceu, que ele próprio libertou há seis meses. Barroso perdeu a paciência e reagiu. Sem quebrar o protocolo, chamou Gilmar de mentiroso (“Vossa excelência normalmente não trabalha com a verdade”), parcial (“Vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu”) e defensor de corruptos (“Não transfira a parceria que vossa excelência tem com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco”).

Barroso também disse que o colega “destila ódio o tempo inteiro” e sugeriu que ele ouvisse “As caravanas”, de Chico Buarque. A letra é um tratado sobre as relações políticas e pessoais no Brasil de 2017.

Na semana que precedeu o bate-boca, Gilmar voltou a causar constrangimentos para a imagem do Supremo. Ao defender a portaria escravagista do governo Temer, o ministro declarou que seu trabalho é “exaustivo, mas não escravo”. Ele despacha em gabinete refrigerado, circula em carro oficial com motorista e recebe R$ 33,7 mil por mês.

No dia seguinte, a PF informou que Gilmar trocou 46 ligações criptografadas com o senador Aécio Neves, denunciado por corrupção passiva e obstrução da Justiça. Barroso deve ter pensado nisso ao criticar o “Estado de compadrio” e dizer que “juiz não pode ter correligionário”.

BOM DIA!!!

DO JORNAL DO BRASIL (ONLINE)

O Hospital Sírio-Libanês divulgou um boletim médico na tarde deste domingo (29) informando que o presidente Michel Temer retirou a sonda nesta manhã e confirmando que a alta está prevista para esta segunda-feira (30).

“O presidente Michel Temer foi submetido hoje pela manhã ao procedimento de retirada da sonda vesical. O paciente encontra-se estável e com previsão de alta para o início da tarde de segunda-feira.

Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Prof. Dr. Miguel Srougi e Dr. Felipe A. Barroso Braga.”

No final da manhã deste domingo, Temer recebeu a visita do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

O Palácio do Planalto também divulgou nota neste domingo, confirmando o procedimento e a previsão de alta para segunda-feira:

Nota à imprensa

O Presidente Michel Temer foi submetido hoje pela manhã ao procedimento de retirada da sonda vesical. O estado de saúde do Presidente é estável e a previsão é que ele tenha alta no início da tarde de segunda-feira.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Recuperação

O médico do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e cardiologista do presidente Michel Temer, Roberto Kalil Filho, afirmou no sábado (27) que o presidente está “clinicamente muito bem” e que deveria ter alta na segunda-feira (29). A expectativa é de que ele volte a Brasília na quarta-feira.
Miguel Srougi afirmou que Temer já havia feito uma cirurgia na próstata há sete anos
Miguel Srougi afirmou que Temer já havia feito uma cirurgia na próstata há sete anos

“Ele fez um procedimento em Brasília e depois deu entrada neste hospital no dia de ontem [sexta], onde foi revisado e passou pelo procedimento de ressecção da próstata. Clinicamente, ele está muito bem. Passou pela unidade semi-intensiva. Foi para o apartamento, está estável. Não houve nenhuma intercorrência e deve receber alta na segunda-feira”, disse Kalil.

Temer foi internado na noite de sexta com um quadro de retenção urinária por hiperplasia benigna da próstata (crescimento do órgão), que obstruiu a uretra.

O urologista Miguel Srougi afirmou que Temer já havia feito uma cirurgia na próstata há sete anos. “Todo homem que opera a próstata está sujeito a apresentar sangramentos. De quarta para quinta-feira ele teve um quadro de sangramentos e retenção urinária, e foi colocada em Brasília uma sonda. É desconfortável ficar dois, três dias com esta sonda, e era preciso removê-la”, disse.

Srougi informou que a próstata de Temer tinha voltado a crescer, formando uma rede de vasos sanguíneos, o que foi constatado no exame preliminar feito antes da cirurgia. Este conjunto de coágulos obstruindo a uretra foi retirado. “Agora, é muito difícil voltar a aumentar de novo, muito improvável, mas não impossível”, afirmou Srougi.

Por precaução, também foi feita uma biópsia para afastar a possibilidade da causa do problema ser um tumor maligno. Segundo Srougi, o resultado preliminar foi de que não há risco de câncer.

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Rodrigo Janot rebateu a declaração de Gilmar Mendes de que ele foi “o pior procurador-geral da história do país”.

O ex-PGR disse em Washington, segundo O Globo:

“Eu não sei (qual o motivo das críticas), eu não sei qual é o problema deste senhor. As críticas que ele faz não são só a mim não, ele faz críticas a várias pessoas e de uma maneira muito agressiva. Eu queria entender, a pergunta que eu recebo, e eu não sei te responder. Qual é a razão deste comportamento, o que se quer esconder com este comportamento? Isso ainda eu não consigo identificar. Agora, que tem uma cortina de fumaça tem, com certeza tem. Ninguém tem essa capacidade de odiar gratuitamente várias pessoas a não ser que tenha um problema de saúde. Antes eu não podia falar, agora eu posso, né? (Risos).”

Janot foi aplaudido de pé várias vezes ao falar de Gilmar.

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Posted on 30-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2017


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

DO EL PAÍS
Internacional
Begoña Gómez Urzaiz

Jacindamania, Jacinderella, Efeito Jacinda, Jacindaforia, Jassiah – mistura de Jacinda com Messiah, ou Messias… A imprensa da Nova Zelândia está começando a fazer o mesmo que os jornais esportivos fazem com Messi e Cristiano Ronaldo, esgotando os neologismos e hipérboles disponíveis para se referir à nova primeira-ministra do país, Jacinda Ardern.

De forma surpreendente, a trabalhista foi alçada à chefia de Governo na semana passada, quando Winston Peters, líder do partido A Nova Zelândia Primeiro, fiel da balança nas negociações do Parlamento, anunciou seu apoio ao Partido Trabalhista, liderado por Ardern, para substituir os conservadores do Partido Nacional, que passaram uma década no poder. Transcorridos 27 dias da inconclusiva eleição nacional, ela ficou sabendo pela televisão que se tornaria a terceira mulher a formar um Governo e a pessoa mais jovem a comandar o arquipélago desde 1856. Aos 37 anos, Ardern se une ao exclusivo clube dos líderes mundiais com menos de 40 anos, que tem entre seus integrantes também o francês Emmanuel Macron, de 39, e o austríaco Sebastian Kurz, de 31. Mas Ardern é, além disso, parte de um grupo ainda mais curioso: o dos políticos pop. São gente como o norte-americano Bernie Sanders e o britânico Jeremy Corbyn, que não ganharam (ainda) suas eleições mais importantes, enquanto outros já ascenderam ao poder, como o canadense Justin Trudeau. Mas todos têm em comum o ardor gerado entre seus seguidores, o que se traduz em comícios cheios de millenials, memes e merchandising.
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Se Jeremy Corbyn se transformou literalmente na principal atração do recente festival de Glastonbury, onde o público entoava o coro “Oh, Jeremy Corbyn” ao ritmo de Seven Nation Army, do White Stripes, e a campanha de Sanders inspirou uma coleção da grife Balenciaga, Ardern viu como um artista obtinha um faturamento considerável vendendo cartazes nos quais a representava como a Mulher-Maravilha, a Princesa Leia e o ícone feminista Rosie the Riveter. Também triunfa a ideia de representá-la com o agasalho preto e amarelo de Uma Thurman em Kill Bill, tendo em conta que seu rival, o ex-premiê conservador, se chama Bill English. Em lugar de uma espada japonesa, Adern ostenta um ramalhete de tulipas.
Jacinda Ardern caracterizada como Uma Thurman em ‘Kill Bill’.
Jacinda Ardern caracterizada como Uma Thurman em ‘Kill Bill’.

A imprensa internacional prestou atenção em Ardern pela primeira vez em agosto, quando ela acabava de se tornar o rosto visível do seu partido e enfrentava as primeiras perguntas sexistas. Numa de suas primeiras entrevistas a uma televisão após ser eleita, a política não teve constrangimentos em responder se desejava ter filhos e se o seu novo cargo atrapalhava os planos familiares. “Não tenho problemas em responder a isto. Tenho sido muito aberta ao discutir este dilema que muitas mulheres enfrentam”, afirmou.

Entretanto, quando um radialista afirmou dias depois que “a Nova Zelândia tem direito de saber se a sua primeira-ministra irá sair de licença-maternidade”, Ardern criticou o machismo inerente a essa situação e lhe respondeu visivelmente irritada: “É totalmente inaceitável em 2017 dizer que as mulheres precisam responder a essa pergunta no seu local de trabalho. A decisão de uma mulher sobre quando quer ter filhos não deveria predeterminar se elas recebem ou não uma oferta de trabalho”. De fato, a Carta dos Direitos Humanos de 1993 salienta que não se pode discriminar um empregado real ou potencial por ser pai ou mãe ou desejar sê-lo futuramente. É inadmissível, e em muitas legislações é inclusive proibido, perguntar numa entrevista de emprego se a candidata cogita ter filhos. O marido de Ardern, o apresentador de TV Clarke Gayford, já disse que considera “surreal” que “suas habilidades reprodutivas sejam discutidas publicamente”.
Ardern com o artista Sam Sharpe, que a transformou na princesa Leia.
Ardern com o artista Sam Sharpe, que a transformou na princesa Leia. FACEBOOK SAM SHARPE STUDIO

Mas foi em setembro que a Jacindamania começou para valer. O Partido Trabalhista recebeu 500.000 dólares neozelandeses (1,1 milhão de reais) em doações em apenas uma semana. Cerca de 3.500 voluntários se ofereceram para fazer campanha para ela. Sua posição favorável à legalização da maconha, sua promessa sanderiana de três anos de universidade grátis para cada neozelandês e suas habilidades como DJ vieram a calhar para ampliar a base juvenil do seu eleitorado. Quando seu oponente disse num debate que “agora que a poeira de estrelas [“stardust”, em inglês] assentou, começamos a ver a fragilidade das suas propostas”, seus seguidores reagiram criando um alter ego para a candidata: Jacinda Stardust, representada em cartazes e memes com o raio de Ziggy Stardust, personagem criado pelo músico David Bowie, pintado no rosto. Foram estampadas camisetas com os dizeres “Emmanuel & Justin & Angela & Bernie & Jacinda”, com a clássica fonte Helvética e aquele desenho tão viral quanto versátil que se adapta tanto para os nomes dos Beatles quanto para personagens mortos de Game of Thrones. Aliás, a inclusão de Angela Merkel nesse quinteto de líderes não deixa de ser intrigante.

Ardern explorou sua facilidade de comunicação com esse eleitorado/fã-clube, subitamente fascinado com o trabalhismo. Numa transmissão ao vivo no Facebook com o site Newshub, deleitou-se com as perguntas sobre Taylor Swift (gosta mais dela do que de Katy Perry, por ser amiga da estrela local Lorde, e está a favor da criticada Love What You Made Me Do), sobre o que prefere cantar nos karaokês (Aerosmith) e sobre qual é a melhor barrinha de cereais, mas passou por cima de questões relativas à crise dos rohingyas em Mianmar e o terrorismo islâmico. No dia da eleição, deixou-se fotografar com calça de moletom e camisa xadrez, pintando a cerca da sua casa, num gesto que parece tirado do Manual de Oportunidades Fotográficas de Justin Trudeau.

Agora que conseguiu formar um Governo com o Partido Verde e os nacionalistas do Nova Zelândia Primeiro, vem a parte difícil, a de contentar sócios tão díspares. O NZP propõe autorizar a entrada de apenas 10.000 imigrantes por ano e reduzir os impostos, ao passo que o seu próprio Partido Trabalhista recorda que o país se formou graças às migrações e busca fomentar a moradia social – além de conciliar o exercício do poder com a Jacindaforia, algo que não foi fácil para Trudeau e Macron.

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BOM DIA!!!

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DO G1/O GLOBO

Por G1 SP

Temer é submetido a cirurgia para diminuir o tamanho da próstata

Temer é submetido a cirurgia para diminuir o tamanho da próstata

O médico do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo e cardiologista do presidente Michel Temer, Roberto Kalil Filho, afirmou no início da tarde deste sábado (28), durante coletiva, que o presidente está “clinicamente muito bem” e que deve ter alta na segunda-feira (30). Ele deve retornar ao trabalho em Brasília na quarta-feira (1º), após dois dias de repouso em sua casa na capital paulista.

Temer passou, na noite de sexta-feira (27), por uma cirurgia nomeada de “procedimento de desobstrução uretal através de ressecção da próstata” no hospital e depois foi encaminhado para a unidade de terapia semi-intensiva. O presidente está com uma sonda, que deve ser retirada neste domingo (29).

“Ele fez um procedimento em Brasília e depois deu entrada neste hospital no dia de ontem [sexta] onde foi revisado e passou pelo procedimento de ressecção da próstata. Clinicamente, ele está muito bem. Passou pela unidade semi-intensiva, foi para o apartamento e está estável. Não houve nenhuma intercorrência e deve receber alta na segunda-feira”, disse Kalil.

Temer foi internado no Sírio na noite de sexta, com quadro de retenção urinária por hiperplasia benigna da próstata.

Segundo o médico Miguel Srougi, o procedimento na noite de sexta é comum em que já passou por cirurgia na próstata, como é o caso do presidente, que foi operado há 7 anos. “Todo homem que opera a próstata está sujeito a apresentar sangramentos. De quarta para quinta, ele teve um quadro de sangramentos e retenção urinária e foi colocado em Brasília uma sonda. É desconfortável ficar 2, 3 dias com esta sonda e ela precisava ser removida”, disse.

Ainda de acordo com Srougi, a próstata do presidente tinha voltado a crescer e formou uma rede de vásos sanguíneos, o que foi constatado no exame preliminar feito antes da cirurgia. Esta bola de coágulos de sangue, que obstruía a uretra, foi retirada, para evitar que o presidente voltasse a ter sangramentos.

“Ele tinha coágulos que sangraram. O sangramento iria se repetir. Agora, é muito difícil voltar a aumentar de novo, muito improvável, mas não impossível. Este problema está resolvido”, afirmou Srougi.

Conforme o urologista, o fato de Temer estar carregando uma bolsa de sonda por dois dias, estava atrapalhando, já que gera desconforto. “Isso cria um sofrimento psicológico, de alguém que se sente limiado com algo no corpo”, afirmou o médico.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Não há censura ou ódio do bem”

Do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, sobre a pancadaria iniciada na noite de sexta-feira por militantes de esquerda contrários à simples exibição de um filme sobre o autor Olavo de Carvalho:

“Lamentável o que aconteceu há pouco na Universidade Federal de Pernambuco antes da sessão do filme ‘O Jardim das Aflições’, de Josias Teófilo. Militantes tentaram impedir a exibição e o debate previstos, valendo-se de violência, coerção e ofensas. Houve agressões físicas. Há feridos. Trata-se de um comportamento inaceitável num país democrático.

Filmes devem ser exibidos livremente (com a devida classificação etária). O mesmo vale para exposições, peças de teatro e outras manifestações culturais. Como já escrevi aqui… Não há censura, intolerância, totalitarismo, ilegalidade ou ódio ‘do bem’. Viva a liberdade, a diversidade, o estado de direito, a tolerância e a democracia. Esta radicalização autoritária não interessa à cultura, à sociedade e ao país. Há uma Constituição. Há que respeitá-la!”

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Posted on 29-10-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-10-2017


Samuca, no Diário de Pernambuco