CRÔNICA/VIAGEM

Versailles: um alerta contra a ostentação

Maria Aparecida Torneros

Versailles, nos arredores de Paris. Fui em 2009. Beleza e luxo históricos.

A pompa da corte de Maria Antonieta que viveu uma realidade distante da pobreza da maioria da população francesa na época da queda da Bastilha e o período conturbado da Revolução Francesa.

Jardins magníficos e Palácio exuberante. Versailles abriga um museu visitado por milhares de turistas que constatam a riqueza de seus aposentos e presumem a distância daquela vida nababesca que devia ser um insulto à fome do povo francês sofrido com tanta desigualdade.

Versailles permanece como um alerta para o mundo atual pois a ostentação dos dirigentes não pode ultrapassar os limites do humano direito de sobrevivência digna de todas as classes sociais.

Paris ao longe ainda exala o cheiro da injustiça daquele tempo. Muita coisa aconteceu de lá para cá e o mundo ainda vê o atônito leque de governos que se distam das necessidades dos seus governados nos dias atuais.

Os ideais da Revolução Francesa estão mais vivos do que nunca!

Maria Aparecida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida.

Postado por Maria Apa

“Diz que não gosta de samba e acha o rock uma beleza”.

Grande Nora Ney!!! Imenso Bllly Blanco. Inesquecíveis ambos.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
22


DE A TARDE

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, enviou na noite desta quinta-feira, 21, à Câmara dos Deputados a segunda denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República (PGR) Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer.

A formalidade foi feita para cumprir a decisão da Corte, que autorizou o envio por 10 votos a 1 em julgamento concluído nesta tarde.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse que pretende encaminhar a segunda denúncia contra Temer “com total isenção”. Ela afirma que esse tema quase “paralisa” a Casa e precisa ter solução rápida. Por isso, pretende até até outubro já tenha uma decisão sobre o assunto.

Formalidade

A entrega coube ao diretor-geral do STF, Eduardo Toledo, que levou o documento à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.

No julgamento, os ministros seguiram entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin, no sentido de que cabe ao Supremo encaminhar a denúncia sobre o presidente diretamente à Câmara dos Deputados, sem fazer nenhum juízo sobre as acusações antes da deliberação da Casa sobre o prosseguimento do processo no Judiciário.

O entendimento do Supremo contraria pedido feito pela defesa de Temer, que pretendia suspender o envio da denúncia para esperar o término do procedimento investigatório, iniciado pela PGR, para apurar ilegalidades no acordo de delação da J&F, além da avaliação de que as acusações se referem a um período em que o presidente não estava no cargo, fato que poderia suspender o processo.

Tramitação

Com a chegada da denúncia, a Câmara dos Deputados deve fazer uma votação para decidir sobre a autorização prévia para prosseguimento do processo na Suprema Corte.

O Supremo não poderá analisar a questão antes do parecer da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de parlamentares que compõem a Casa.

A autorização prévia para processar o presidente da República está prevista na Constituição. A regra está no Artigo 86: “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”.

O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente, pelo suposto crime de corrupção, não foi autorizado pela Câmara. A acusação estava baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada de executivos da J&F.

set
22

OPINIÃO

México enfrenta a tragédia

EL PAIS

O terremoto que devastou o México na terça-feira voltou a testar a coragem dos mexicanos e a capacidade de resposta das autoridades e serviços de emergência. A natureza teve uma maneira trágica de lembrar o terremoto de 1985 que causou milhares de mortos e mais de um milhão de desabrigados. Aos mais de 220 mortos e centenas de feridos é preciso adicionar os graves danos materiais entre os quais se destacam as duas escolas que desabaram com os alunos dentro como resultado dos tremores.

O México merece toda a ajuda que possa precisar e solicitar nesses momentos. As expressões de solidariedade demonstradas por vários líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro Mariano Rajoy, devem ser acompanhadas – como certamente serão – pelo envio de equipamentos e materiais que possam ajudar no resgate e normalização da vida.

Embora a força da natureza seja imparável, o elevado número de edifícios desabados ou danificados – incluindo a redação do EL PAÍS na Cidade do México – torna necessário que os controles nos edifícios usem de maneira rigorosa todas as medidas técnicas disponíveis para minimizar os danos causados pelo terremoto. Da mesma forma devem melhorar, na medida do possível, os sistemas de alerta.

Em qualquer caso, o urgente agora é ajudar as vítimas. O México viveu uma tragédia da qual vai se recuperar, como sempre fez, mostrando a tenacidade e coragem dos seus cidadãos.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“É uma goleada contra quem apostava num enfraquecimento de Janot”

Arnaldo Jordy, líder do PPS na Câmara, sobre a derrota de Michel Temer no STF.

“Não prosperou a tese palaciana que queria engavetar a segunda denúncia ainda no âmbito do Judiciário. O que o STF fez foi respaldar o trabalho do ex-procurador-geral da República. Portanto, a decisão desta quinta-feira é uma goleada contra aqueles que apostaram num enfraquecimento de Rodrigo Janot e da própria denúncia.”

O deputado diz que a peça acusatória da PGR é densa e mostra a formação de um quadrilhão liderado pelo presidente da República.

“São denúncias sérias e consistentes contra Temer e nomes fortes do PMDB.”

Na primeira denúncia, apenas 1 dos 10 deputados do PPS — Arthur Maia, relator da PEC da Previdência — votou com Temer.

set
22
Posted on 22-09-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-09-2017


Alecrim, no portal de humor gráfico A Charge Online