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Posted on 20-09-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-09-2017

DO EL PAÍS

Javier Lafuente

O México voltou a tremer com força pela segunda vez em duas semanas. Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira o centro do México. Ao menos 224 pessoas morreram em diferentes zonas — 86 delas na capital do país, 71 em Morelos e 43 em Puebla, 12 no Estado do México, quatro em Guerrero e um em Oaxaca —, segundo a Agência de Proteção Civil. Contudo, espera-se que a cifra de vítimas aumente com o passar das horas. O terremoto ocorreu no dia exato em que se cumpriam 32 anos da pior tragédia que viveu o país: um outro terremoto que deixou 10.000 mortos em 1985.

Às 13h14, hora local (15h14 de Brasília), o solo reverberou novamente no México, apenas 10 dias após o terremoto de maior magnitude (8.2) em 85 anos. Esta terça-feira, com epicentro nos limites de Morelos e Puebla, foi menor, mas a proximidade com a capital causou danos muito maiores. Caos e pânico tomaram a cidade. Mais de 40 edifícios desabaram, incluindo duas escolas. Em um deles, Rebsamen, o presidente, Enrique Peña Nieto, confirmou ainda na noite de terça, que pelo menos 21 crianças morreram e outras 30 ainda estavam desaparecidas. No final da noite, a cidade ainda estava ferida, mas o trabalho de resgate não parou para tentar tirar os sobreviventes dos escombros. A solidariedade dos cidadãos, que tomaram as ruas para colaborar com as vítimas, foi incontrolável.

“Foi o terremoto que mais senti”, era um dos comentários mais repetidos entre os moradores da capital, acostumados a vivenciar os tremores, mas nunca de forma tão violenta. O tremor atingiu com força os bairros de Roma e Condesa, áreas que sofreram muito na tragédia de 1985. A avenida de Amsterdã, uma rua circular da Condessa, era, no final da tarde, uma corrente humana contínua que tentava ajudar os afetados pelo colapso de vários edifícios. Na esquina da rua Laredo as pessoas estavam lutando para remover os escombros da melhor maneira possível. Viviana Ortiz, uma vizinha da rua de Monterrey, viu sua casa colapsar. “O bloco colapsou horrivelmente, completamente. Havia uma enorme nuvem de fumaça e se escutou um trovão arrepiante”.

A capital acordou com a lembrança do terremoto ocorrido há mais de três décadas. Como ocorre em todo 19 de setembro, realizou-se uma simulação de evacuação na Cidade do México. Duas horas após o teste, os alarmes sísmicos não soltaram o alerta, ao contrário do que aconteceu duas semanas atrás, no outro terremoto. A maioria dos sensores está localizada em áreas costeiras, não no interior do país. E o epicentro do terremoto ocorreu em Morelos, no centro do México e apenas a 100 quilômetros da capital mexicana. Não houve falha técnica, de acordo com fontes oficiais: o tremor não pode ser detectado a tempo de a população partir em direção aos locais seguros.

Após o terremoto, houve cortes no serviço de eletricidade —3,8 milhões de pessoas foram afetadas— e na telefonia, o que aumentou a tensão devido à impossibilidade de localizar pessoas. Com o passar do tempo, a Telmex, a maior companhia telefônica do país, abriu sua rede Wi-Fi na capital. As operações no aeroporto foram suspensas por algumas horas, depois que um dos terminais foi afetado pelo terremoto.

“Não fumem! Há vazamentos de gás!”, gritavam membros socorristas da Proteção Civil enquanto corriam pelas ruas pouco após o terremoto —um minuto que pareceu durar uma eternidade.

O epicentro do terremoto foi a 12 quilômetros a sudeste de Axochiapan, localidade do Estado de Morelos, a uma profundidade de 57 quilômetros, de acordo com o Serviço Nacional de Sismologia. O órgão informou através do Twitter que a magnitude do tremor foi de 7.1, ao fazer uma atualização de um primeiro informe em que dizia 6.8.

No Estado de Puebla relata-se que houve a queda das torres de uma igreja local, a Igreja de Cholula. O Estado de Morelos também reportou danos, e o governador Graco Ramirez anunciou a ativação dos serviços de emergência. Dezenas de edifícios caíram na Cidade do México, com alguns deslizamentos de terra gravados em vídeo e transmitidos por redes sociais.

O presidente do país, Enrique Peña Nieto, que estava a caminho do Estado de Oaxaca no momento do terremoto, convocou o Comitê Nacional de Emergência para avaliar a situação e coordenar as ações. Peña Nieto anunciou a implantação de 3.000 soldados na capital.

A magnitude do terremoto resultou em mensagens de apoio de líderes internacionais, como o colombiano Juan Manuel Santos, que expressou sua “solidariedade” com o governo e o povo mexicano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Deus abençoe o povo da Cidade do México, estamos com você”.

O Itamaraty divulgou uma nota em que afirma ter recebido “com profunda consternação” a notícia, trasmitiu suas condolências às famílias das vítimas e expressou solidariedade ao povo e ao governo mexicano. Na nota, publicada às 19h06, o governo brasileiro afirmava que não havia registro de brasileiros entre as vítimas. Acompanhe aqui as informações ao vivo sobre o terremoto no México.

DO EL PAÍS

OPINIÃO

Duas mulheres à frente da Justiça no Brasil

Juan Arias

O vendaval da corrupção político-empresarial que assola o Brasil colocou o exercício da Justiça no centro da atenção da sociedade e seus tribunais na posição mais destacada.

A conjunção de duas mulheres assumindo a máxima autoridade judicial neste momento não deixará de ter repercussão já que, se existe uma instituição dominada pelos homens, é a Justiça e seus tribunais.

Mudará algo na Justiça do Brasil esse forte componente feminino no topo da pirâmide? Até que ponto a influência masculina que domina a Justiça permitirá a essas duas mulheres expressar-se com toda a riqueza de suas personalidades?

A presença feminina na vida pública brasileira é quase testemunhal. No Congresso, só 10% são mulheres e, às vezes, para se defender do domínio masculino, caem na tentação de se esquecerem de ser mulheres para imitar os homens.

Mudará com as duas mulheres o modo de fazer justiça no Brasil impedindo que se politizem os tribunais ou que se justicialize a política? O desafio não é fácil nem pequeno, mas, se for vencido, pode ser um momento de liberação e de equilíbrio entre as instituições. Daí a curiosidade em uns e o medo em outros para saber que caminhos vão tomar essas duas mulheres e até que ponto saberão livrar-se da “proteção” que vão querer lhes oferecer os homens dado que, no subconsciente masculino, a mulher, mesmo no topo do poder, precisaria ser monitorada pelos homens.

Sem dúvida, tudo dependerá da personalidade de Raquel e Cármen Lúcia, de serem capazes de imprimir seu selo à Justiça em um de seus momentos históricos mais delicados e turbulentos, com toda uma classe política acusada de ilegalidade e em busca de mecanismos legislativos para salvar a própria pele e sair ilesa do incêndio.
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Por isso os olhos da sociedade estão voltados para a biografia dessas duas mulheres no comando do mundo judicial. Talvez o mais positivo de ambas seja que nenhuma delas aparece como protagonista ou populista, mas como executivas sérias e respeitadas em seu campo, com biografia sem sombras. Se lhes falta biografia de novela, mostram, por outro lado, sobejo preparo jurídico e acadêmico. A nova procuradora Dodge doutorou-se em Direito na Universidade de Brasília e se especializou em Direitos Humanos na renomada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a mesma em que se formou o juiz Moro, paladino da Lava Jato.

O que a sociedade pede hoje às duas mulheres à frente da Justiça é que se limitem a seu papel profissional sem querer invadir a esfera da política, e que sejam capazes de atuar atendo-se estritamente aos cânones do Direito.

Ambas, Dodge e Cármen Lúcia são reconhecidas como mulheres valentes, discretas, pouco propensas a oferecer carne de polêmica aos meios de comunicação e com grande sensibilidade na defesa das minorias e na luta contra a corrupção. Cármen Lúcia chegou a dizer que, na política brasileira, “o cinismo venceu a esperança”, e Dodge já foi ameaçada de morte por grupos de extermínio contra os indígenas e combateu o trabalho escravo. Seu lema é que a Justiça deve ser “rápida”. É uma crítica à lentidão dos processos que acaba favorecendo os poderosos incriminados e punindo, ao mesmo tempo, os presos comuns esquecidos no inferno dos presídios.

Se Cármen Lúcia e Dodge forem capazes de fazer que o exercício da Justiça seja igual para todos, sem classes privilegiadas, e corrigir eventuais abusos na nobre guerra da Lava Jato contra a corrupção a fim de evitar que desvios da lei possam ofuscar sua eficácia, já terão dado uma contribuição à Justiça que vive momentos tensos e perigosos.

Nos evangelhos há uma cena em que os fariseus tentam fazer Jesus cair em uma armadilha. Perguntam a ele se é justo pagar tributos. O profeta lhes mostra uma moeda com a efígie de César e diz: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Se Cármen Lúcia e Dodge conseguirem, apesar de todas as pressões que sofrerão por parte dos corruptos, dar à Justiça o que lhe exige o Direito, deixando a política aos políticos, terão contribuído não só para pacificar o país, como também para enobrecer a Justiça devolvendo a ela o papel que lhe outorga a Constituição.


De uma ouvinte na área de comentários do youtube:

The Happenings gravou este sucesso em 1966. PermaneceuI no ranking do Billboard Top 100 for 12 semanas .

Hoje, como sempre, uma paixão que perdura.
Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Lúcio diz que não fala com Temer e ministros desde a prisão do irmão:
“sou agrônomo, não defendo nem “desdefendo” uma delação”


DO ESTADÃO/ A TARDE

Igor Gadelha

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou nesta terça-feira, 19, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que não é capaz de opinar sobre a possibilidade de o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), seu irmão, fechar um acordo de delação premiada com a Justiça. Lúcio disse não poder emitir opinião sobre o assunto, porque do presídio da Papuda, em Brasília, onde o ex-ministro está preso em regime fechado desde 7 de setembro.

“Não defendo nem ‘desdefendo’ (sic) que Geddel faça delação. O que defendo é que ele tem que ter amplo direito de defesa e o benefício da dúvida”, afirmou o deputado federal. “Não posso emitir opinião, porque quem é responsável pela defesa é ele e o advogado dele. Sou agrônomo. Ninguém sabe o que está passando pela cabeça dele lá dentro”, acrescentou Lúcio, após insistência da reportagem. O deputado afirmou ainda que Geddel fará sua defesa “no momento adequado” e só vai se pronunciar “nos autos do processo”.

Após duas semanas longe da Câmara, Lúcio retomou a atividade parlamentar nesta terça-feira. Ele não registrava presença na Casa desde o dia 5 de setembro, mesmo dia em que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em dinheiro vivo em caixas e malas guardadas dentro de apartamento em Salvador, cidade onde Geddel e Lúcio moram. O imóvel pertence a um empresário, que informou ter emprestado o apartamento para Lúcio. Agentes da Polícia Federal encontraram as digitais de Geddel nas notas.

Lúcio afirmou que, durante o período de afastamento, ficou cuidando da mãe, idosa, por orientação médica. Segundo ele, a prisão do irmão afetou muito a mãe, que já é acometida por outros problemas de saúde. “Da minha parte, não tenho informações para dar (sobre possível delação de Geddel). Vocês devem se dirigir à defesa dele. Estou preocupado em cuidar da minha família e continuar exercendo meu mandato como sempre fiz, levando recursos para os municípios que represento”, afirmou o deputado, sem querer comentar sobre a origem dos R$ 51 milhões.

O parlamentar baiano afirmou ainda que, desde a prisão de Geddel, não falou com o presidente Michel Temer ou com ministros que dão expediente no Palácio do Planalto sobre o assunto. “Não falei com nenhuma pilastra do Palácio do Planalto sobre isso. Mas, se necessitar tratar de temas de interesse do meu Estado, vou sem nenhum constrangimento”, afirmou, dizendo desconhecer qualquer temor do Planalto de que seu irmão venha a fazer delação premiada, como mostrou o Estadão nesta terça-feira.

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as projeções para as eleições presidenciais do Brasil em 2018, revela hoje uma sondagem da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA.

Para medir a expectativa de desempenho dos pré-candidatos ao Governo brasileiro, a sondagem simulou três cenários para um primeiro turno.

No primeiro cenário, Lula da Silva aparece com 32,4% da preferência dos eleitores, seguido do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, com 19,8%, da ambientalista Marina Silva, com 12,1%, do ex-governador do Ceará Ciro Gomes, com 5,3%, e do candidato derrotado nas últimas presidenciais, o senador Aécio Neves, que têm 3,2% da preferência dos eleitores.

Na segunda projeção, Lula da Silva mantém 32,0% das intenções de voto, Jair Bolsonaro 19,4%, Marina Silva 11,4%, e foi incluído o Governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que aparece com 8,7%, seguido de Ciro Gomes, com 4,6%.

No último cenário, Lula da Silva tem 32,7% das preferências dos eleitores, Jair Bolsonaro 18,4%, Marina Silva 12,0%, e foi mencionado o prefeito da cidade de São Paulo, João Doria, com 9,4%, seguido de Ciro Gomes, com 5,2%.

Numa segunda volta, a sondagem indica que o ex-chefe de Estado brasileiro venceria todos os candidatos indicados.

Apesar do bom desempenho, o levantamento mostrou que Lula da Silva tem um índice de rejeição de 50% dos entrevistados.

A sondagem apresentou também uma avaliação dos índices de aprovação do atual Governo e da popularidade pessoal do Presidente do Brasil, Michel Temer.

O Governo brasileiro teve aprovação de apenas 3,4% dos entrevistados, e uma avaliação negativa de 75,6%. Para 18,0% dos entrevistados a avaliação do Governo é regular e 3,0% não souberam opinar.

Já a aprovação do desempenho pessoal de Michel Temer atinge 10,1% contra 84,5% de desaprovação, enquanto outros 5,4% não souberam opinar.

A sondagem CNT/MDA foi realizada de 13 a 16 de setembro de 2017. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

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Posted on 20-09-2017
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Paixão, na Gazeta do Povo (PR)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fuga da Lava Jato para Portugal

Na Folha, Clóvis Rossi comenta reportagem do jornal português Expresso: pelo menos três citados na Lava Jato solicitaram o “visto gold” que Portugal dá a quem investe no país.

Um deles é Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez. Em 2014, antes de sua condenação a 18 anos, ele comprou um imóvel de mais de R$ 5 milhões em Lisboa.

Outro é Sérgio Andrade, principal acionista da empreiteira, que comprou imóvel na capital portuguesa no mesmo ano, por R$ 2,5 milhões.

Pedro Novis, da Odebrecht, também adquiriu uma propriedade em Lisboa, por R$ 6,3 milhões —e também em 2014. Todos pediram o visto, que dá direito à obtenção de cidadania portuguesa cinco anos depois da concessão.

2014, lembra Rossi, foi o ano em que a Lava Jato começou a ganhar velocidade.

“Se não é um sinal de que [os citados tinham] a intenção de fugir do Brasil, não sei o que mais poderia sinalizar tal pretensão”, comenta o colunista.