Um lindo canto chileno e uma canção magistral do baiano Caetano Veloso, para festejar o18 de setembro, data do aniversário (cumpleaños) de Oscar Vallejos, uma pessoa verdadeiramente especial e merecedora do meu grande afeto e amizade pessoal há décadas: amigo, ex-cunhado e irmão do coração.São as palavras que bastam nesta mensagem de parabéns e votos de dias cada vez mais felizes. O resto está dito nas letras e nas melodias das canções. Tim Tim, mi compadre!!!



FERNANDO VICENTE

DO EL PAÍS

OPINIÃO

AS ILUSÕES PERDIDAS

Mario Vargas Llosa

Filho e neto de tiranos, tirano ele mesmo e especialista no assassinato de familiares, ninguém se preocupou muito quando o jovem balofo e um tanto palhaço Kim Jong-un (tem agora 33 anos e pesa 130 quilos) tomou o poder na Coreia do Norte. No entanto, na atualidade o mundo reconhece que quem parecia apenas um pequeno sátrapa rapazola e malcriado materializou o sonho de seu avô, Kim Il-sung, fundador da dinastia e da Coreia do Norte, pois tem em suas mãos a chave de uma catástrofe nuclear de dimensões apocalípticas que poderia fazer o planeta retroceder à idade das cavernas ou, pura e simplesmente, desaparecer nele toda forma de vida. Sem deixar de tremer, é de tirar o chapéu: que proeza macabra!

Quando em outubro de 2006 a Coreia do Norte levou a cabo sua primeira prova nuclear, ninguém prestou muita atenção, e os cientistas ocidentais ignoraram aquele experimento ridicularizando-o: ter bombas atômicas estava fora do alcance dessa satrapia miserável e faminta. E, de todo modo, se as coisas ficassem sérias, a China e a Rússia, mais realistas que seu cachorrinho norte-coreano, o colocariam na linha. Naquela época ainda teria sido possível conter de uma vez Kim Jong-un mediante uma ação militar limitada que pusesse fim aos seus sonhos de transformar seu país numa potência nuclear e servisse de punição preventiva ao “Brilhante Camarada”, como os norte-coreanos chamam o senhor do país.

Hoje em dia já não é possível aquela ação militar, por mais que o presidente Trump tenha ameaçado a Coreia do Norte com “uma fúria e um fogo jamais vistos no mundo”. E não é pela simples razão de que, em primeiro lugar, aquela ação já não seria “limitada”, e sim de grande envergadura – o que significa milhares de mortos –, e, em segundo lugar, porque a resposta de Kim Jong-un poderia causar outra matança gigantesca nos próprios Estados Unidos, ou na Coreia do Sul e Japão, e quem sabe desencadear uma guerra generalizada na qual todo o sinistro paiol nuclear em que se transformou o mundo entraria em atividade. Pereceriam assim milhões de pessoas.

Esta perspectiva parecerá absurda e exagerada a muita gente racional e sensata, que está a anos-luz desse jovem extremista que goza de poderes absolutos em seu desditoso país, ao qual, provavelmente, a condição de deus vivente a que foi elevado pela adulação e a submissão de seus 25 milhões de vassalos faz viver uma alienação narcisista demencial que o induz a acreditar naquilo que alardeia: que a minúscula Coreia do Norte, dona agora de uma bomba várias vezes mais poderosa que as que se abateram sobre Hiroshima e Nagasaki, pode, se quiser, ferir de morte os Estados Unidos. Poderá não fazer o país desaparecer, mas lhe infligir, sim, danos monumentais se for verdade que sua bomba de hidrogênio é capaz de ser acoplada a um desses mísseis que, pelo visto, já poderiam alcançar as costas norte-americanas.

A racionalidade e a sensatez levaram os países ocidentais a responder ao desafio nuclear norte-coreano com sanções que, aprovadas pelas Nações Unidas, foram se intensificando em consonância com os experimentos nucleares de Pyongyang, sem chegar, porém, pela oposição da Rússia e China, aos extremos que os Estados Unidos desejavam. De todo modo, conviria reconhecer a verdade: essas sanções, por mais duras que sejam, não servirão para absolutamente nada. Em vez de obrigar o líder stalinista a dar marcha à ré, lhe permitirão, como as sanções econômicas dos Estados Unidos a Cuba, que – assim como fazia Fidel Castro – responsabilize Washington e os demais países ocidentais pela penúria econômica que suas políticas estatistas e coletivistas acarretaram à sua nação. Pois bem, grande paradoxo, as sanções só são eficazes contra sistemas abertos, onde há uma opinião pública que, afetada por elas, reage e pressiona seu Governo para que negocie e faça concessões. Mas, contra uma ditadura vertical, fechada por inteiro contra toda atividade cívica independente, como é a Coreia do Norte, as sanções – que, por outra parte, jamais chegam a se materializar por completo, pois proliferam os Governos que a violam, além dos contrabandistas – não afetam a cúpula nem a nomenclatura totalitária, só o povo, que tem de apertar cada vez mais os cintos.

As sanções não servem: lhe permitirão culpar os EUA da penúria que suas políticas acarretam

Quem acredita que as sanções podem amansar Kim Jong-un cita o exemplo do Irã: por acaso lá não funcionaram? Sim, é verdade, as sanções causaram tanto dano econômico e social ao regime dos aiatolás que a hierarquia se viu obrigada a negociar e pôr fim a seus experimentos nucleares em troca de sua remoção. Embora em ambos os casos se trate de ditaduras, a iraniana está longe de ser um regime unipessoal, dependente exclusivamente de um sátrapa. O Irã tem uma estrutura ditatorial religiosa que permite uma ação cívica, dentro, claro está, dos parâmetros rígidos de obediência à “legalidade” emanada do próprio sistema. No próprio regime há diferenças, às vezes grandes, e uma ação cívica é capaz de ocorrer.

Se as coisas são assim, o que cabe fazer? Olhar para o outro lado e, pelo menos os crentes, rezar aos deuses para que as coisas não piorem, ou seja, que um erro ou acidente não ponha em marcha o mecanismo de destruição que poderia gerar uma guerra atômica? Isto é, de certo modo, o que está acontecendo. Basta ver a imprensa. Se o que está em jogo é, nada mais nada menos, a possibilidade de um cataclismo planetário, o tema deveria continuar ocupando as primeiras páginas e os comentários centrais no mundo das comunicações. O experimento de uma bomba de hidrogênio ocupa por um ou dois dias um lugar de destaque nos jornais e televisões; depois, passa para o terceiro ou quarto lugar e, por fim, um execrável silêncio recai sobre o assunto, que só será ressuscitado com um novo experimento – seria o sétimo –, o qual acarretaria novas sanções, etcétera.

Como chegamos a esta situação? Em muitíssimos sentidos o mundo foi melhorando nas últimas décadas, dando passos gigantescos nos campos da educação, dos direitos humanos, da saúde, das oportunidades e da liberdade, deixando para trás as piores formas de barbárie que ao longo de tantos séculos causaram sofrimentos atrozes à maior parte da humanidade. Para uma maioria de seres humanos, o mundo é hoje menos cruel e mais habitável. E, no entanto, jamais esteve a humanidade tão ameaçada de extinção como nesta era de prodigiosas descobertas tecnológicas e onde a democracia – o regime menos desumano de todos os que se conhecem – deixou para trás e praticamente desaparecidos os maiores inimigos que a ameaçavam: o fascismo e o comunismo.

Não tenho nenhuma resposta a essa pergunta que formulo com um gosto de cinza na boca. E temo bastante que ninguém tenha uma resposta convincente sobre por que chegamos a uma situação em que um pobre diabo certamente inculto, de inteligência primária, que nas telas parece uma caricatura de si mesmo, tenha sido capaz de chegar a ter nas mãos a decisão de que a civilização continue existindo ou se extinga em um sabá de violência.

Leila Pinheiro e OSRJ – Catavento e Girassol (Guinga & Aldir Blanc)

Formidável, Cida, grande escolha da preciosa mina musical de seu blog!!!. BP aplaude e reproduz para seus leitores e ouvintes. A participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro é simplesmente um luxo na majestosa interpretação de Leila da composição de Guinga e Aldir.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


José Batisa Sobrinho, o Zé Mineiro, de volta
ao comando da JBS-Friboi.


DO G1

José Batista Sobrinho , fundador da JBS e pai de Wesley e Joesley Batista, foi escolhido por unanimidade pelo conselho de administração da empresa como novo presidente. A reunião ocorreu neste sábado (16) e foi comunicada neste domingo pela JBS.

A troca de comando ocorre após a prisão de Wesley, então presidente da empresa, na semana passada. Segundo comunicado da JBS, Batista Sobrinho (que ganhou fama de negociante dono de um açougue com o apelido de Zé Mineiro) vai completar o mandato em curso.

A decisão fortalece a presença da família Batista na empresa e contraria pedido do segundo maior acionista da companhia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de afastar os Batista do comando a JBS.

Batista Sobrinho criou a empresa em 1953 como um pequeno açougue em Anápolis (GO) e foi seu primeiro presidente. Ele passou o comando dos negócios a seus filhos, mas se manteve como membro do conselho de administração da companhia.

“Fico orgulhoso de reassumir a empresa que fundei”, afirma José Batista Sobrinho, no comunicado da JBS.

O conselho de administração aprovou também a criação de um “Time Global de Liderança”, uma espécie de comitê executivo para assessorar o presidente na tomada de decisões. Esse time terá como os seguintes membros:

Gilberto Tomazoni, presidente global de operações;
André Nogueira, presidente da JBS nos EUA;
Wesley Batista Filho, presidente da divisão de carne bovina da JBS EUA – é filho de Wesley Batista.

Os conselheiros da empresa concordaram que a companhia terá que buscar um novo diretor financeiro para a JBS.

“Neste importante momento da empresa, a maior prioridade definida pelo Conselho de Administração é garantir o sucesso do negócio e a prosperidade dos colaboradores, acionistas e todos os stakeholders”, afirma Tarek Farahat, presidente do Conselho de Administração da JBS. Farahat assumiu a presidência do conselho após a renúncia de Joesley ao cargo em maio.

Prisão dos Batista

A troca do presidente da JBS ganhou caráter de urgência após a prisão de Wesley Batista na última quarta-feira pela Polícia Federal. Até então, ele estava à frente da JBS, que é a maior empresa do setor de carnes do mundo.

A prisão de Wesley ocorre em um momento em que a JBS está executando um plano de venda de ativos de R$ 6 bilhões. A companhia também está em negociação com bancos credores para alongar sua dívida.

Ele foi acusado de uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro. A JBS fez operações no mercado de câmbio e ações entre abril e 17 maio de 2017, data de divulgação de informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da J&F e a Procuradoria Geral da República (PGR). No dia seguinte à divulgação, o dólar disparou 8%.

O irmão Joesley Batista também foi alvo de mandato de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal no mesmo dia, mas já estava preso desde o domingo (10), por outra acusação. O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu o pedido de prisão temporária por conta de indícios de que Joesley tenha omitido informações na delação feita à PGR – o que anularia o acordo que lhe garante imunidade.

Disputa entre família Batista e BNDES

Desde que os irmãos Joesley e Wesley Batista confessaram sua participação em esquemas de corrução em seus depoimentos no acordo de delação premiada, o BNDES tenta afastá-los do comando da JBS.

O BNDES é o segundo maior acionista da JBS, com participação de 21,3% no capital total da empresa por meio do seu braço de participações, o BNDESPar. A FB Capital, empresa que reúne os negócios da família Batista, detém 42% da empresa.

O banco de fomento informou em agosto que iria defender em assembleia de acionistas que a JBS abra um processo de responsabilidade contra os irmãos Wesley e Joesley Batista e outros ex-executivos da empresa por prejuízos causados à companhia. O banco também pedia a saída de Wesley Batista da presidência executiva da companhia.

A assembleia de acionistas estava marcada para o último dia 1º, mas foi suspensa pela Justiça. O BNDES tinha conseguido uma liminar que impedia que a família Batista votasse na assembleia, mas os irmãos Batista conseguiram suspender a assembleia por 15 dias.

Após a prisão de Wesley Batista, o BNDES voltou a defender a troca de comando na JBS. Na última quarta-feira (13), o banco defendeu a abertura de um processo de seletivo para a escolha do novo presidente “em caráter definitivo para a JBS”.

“Qualquer que seja o desenrolar destes fatos, contribuiria para o melhor interesse da companhia, e para a sua preservação e sustentação, o início de uma renovação de seus quadros estatutários”, disse o banco estatal.

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Posted on 18-09-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-09-2017


Paixão, na Gazeta do Povo (PR)

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Silêncio da família de Geddel incomoda governo

Sob a ótica dos amigos também denunciados de Michel Temer, Geddel Vieira Lima vai delatar, confirma Andréia Sadi.

“E agora o principal temor do Planalto é que Geddel explique que aquele valor (os R$ 51 milhões encontrados no bunker do ex-ministro em Salvador) tinha mais donos. De olho nisso, palacianos já adotaram um discurso-vacina para afastar qualquer ligação com peemedebistas na ativa. Afirmam que, se Geddel for explicar o dinheiro, pode ser que o ligue a (Eduardo) Cunha, de quem tinha se aproximado nos últimos tempos.”

Mais:

“Lembram aliados do presidente que, no dia seguinte da primeira prisão, em julho, apareceu no Palácio do Planalto o irmão do ex-ministro, o deputado Lucio Vieira Lima, diferentemente do que ocorreu” dessa vez.

“Para palacianos, o silêncio da família Vieira Lima é ensurdecedor: Geddel não é Joesley Batista, e, se falar, tem potencial para se transformar no verdadeiro homem-bomba do Planalto de Temer.”