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Posted on 23-08-2017
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Bossazul de Bonfa!!! Boa noite!!!

(Gilson Noueira)


Tiago e Aroldo Cedraz: pai e filho

DO G1

Por Adriana Justi, Camila Bonfim e José Vianna, G1 PR, RPC e TV Globo

O advogado Tiago Cedraz – filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU) – é um dos alvos de busca da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (23) em Salvador, Brasília e Cotia (SP). Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na atual fase, batizada de Abate II.

Cedraz chegou às 11h na superintendência regional da Polícia Federal, em Brasília. Havia uma intimação da PF para que ele comparecesse ao local para prestar depoimento. Os mandados de buscas contra ele foram cumpridos na Asa Sul, bairro nobre de Brasília.

Segundo as investigações, o lobista Jorge Luz, que está preso em Curitiba, disse em depoimento que o advogado Tiago Cedraz intermediou conversas entre a empresa norte-americana Sargeant Marine e a Petrobras e que ele teria recebido US$ 20 mil em propina por isso. Cedraz recebeu os recursos em contas mantidas na Suíça em nome de offshores, ainda de acordo com as investigações.

A participação do Tiago e Sérgio Dantas foi esclarecida e revelada pelos operadores Jorge e Bruno Luz. Eles informaram que os dois advogados participaram das tratativas iniciais para a contratação da empresa Sargent Marine e que após a contratação, que contou com o apadrinhamento político de Cândido Vaccarezza, esses indivíduos também receberam valores de comissão.

A dupla disse ainda que os advogados foram afastados do grupo e posteriormente não receberam mais recursos. Conforme o delegado, existe a suspeita de que eles tenham participado de outros negócios na Petrobras.

O advogado divulgou nota reiterando “sua tranquilidade quanto aos fatos apurados por jamais ter participado de qualquer conduta ilícita”. Cedraz afirma ainda que “confia na apuração conduzida pela Força Tarefa da Lava Jato e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários”.

Operação Abate I

A operação Abate I, como foi chamada a 44ª etapa da Lava Jato, foi deflagrada na última sexta (18) e prendeu o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza pela suspeita de ter recebido propina em troca de um contrato obtido pela Sargeant Marine na estatal.

Ele foi solto quatro dias depois, mas terá que pagar fiança estipulada pelo juiz Sérgio Moro de R$ 1.522.700. Ainda assim, o ex-deputado é alvo de um dos mandados de busca da atual fase da Lava Jato.

O delegado Filipe Hille Pace afirmou, nesta quarta, que a PF não descarta pedir novamente a prisão de Vaccarezza. “Temos bastante material, muitas oitivas e pessoas para serem ouvidas, e esclarecimentos a serem prestados. Então, não posso descartar essa hipótese.”

Segundo Pace, a nova fase da Lava Jato já estava prevista quando Vacarezza estava preso. A PF não contava com a soltura, mas a corporação respeita a decisão do Sérgio Moro, disse o delegado. “Mas ela [nova fase] foi pedida em virtude de urgência que uma investigação com réu preso demanda. Como ele não está mais preso, digamos, não temos mais a mesma urgência, mas precisamos cumprir.”

Cândido Vaccarezza foi líder dos governos Lula e Dilma na Câmara dos Deputados. Ganhou fama de articulador hábil e ecumênico, com trânsito nas bancadas de partidos que tradicionalmente fazem oposição ao PT. Ele deixou o partido em 2016, após 35 anos de militância, e filiou-se ao PTdoB, que recentemente mudou de nome para Avante.

Após a prisão, a defesa do político negou as acusações. “Cândido Vaccarezza nunca intermediou qualquer tipo de negociação entre empresas privadas e a Petrobras. A prisão foi decretada com base em delações contraditórias, algumas já retificadas pelos próprios delatores. A busca e apreensão excedeu os limites da decisão judicial, confiscando valores declarados no imposto de renda e objetos pertencentes a terceiros sem vínculo com a investigação”, disse o advogado Marcellus Ferreira Pinto em nota.
O então deputado Cândido Vacarezza no plenário da Câmara dos Deputados, em 2013 (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados/Arquivo) O então deputado Cândido Vacarezza no plenário da Câmara dos Deputados, em 2013 (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados/Arquivo)

O então deputado Cândido Vacarezza no plenário da Câmara dos Deputados, em 2013 (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados/Arquivo)

Como funcionava o esquema

A participação dos advogados Thiago Cedraz e Sérgio Dantas no esquema foi esclarecida e revelada pelos operadores Jorge e Bruno Luz. Eles informaram que os dois advogados participaram das tratativas iniciais para a contratação da empresa Sargent Marine e que, após a contratação – que contou com o apadrinhamento político de Cândido Vaccarezza – os dois também receberam valores de comissão.

Os operadores disseram ainda que os advogados foram afastados do grupo e deixaram de receber recursos. Conforme o delegado, existe a suspeita de que Thiago Cedraz e Sérgio Dantas tenham participado de outros negócios na Petrobras.

O afastamento dos dois do esquema, segundo o delegado Filipe Pace, seria para acomodar o senador Edson Lobão. “Nós não temos atribuição para investigá-lo aqui, tanto que não foi tomada qualquer medida contra ele, nem visando angariar provas contra o senador”, disse.

Citado em delações

Nos últimos anos, Tiago Cedraz se tornou um nome recorrente na Lava Jato. Em julho de 2015, o advogado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em seu escritório de advocacia, o Cedraz Advogados.

Um dos delatores do esquema de corrupção que agia na Petrobras, o empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, afirmou que o filho de Aroldo Cedraz pediu R$ 1 milhão que seriam destinados ao ministro Raimundo Carreiro, que também integra o plenário do TCU.

Ao prestar depoimento aos procuradores da República, Ricardo Pessoa disse que os pagamentos enviados a Raimundo Carreiro estariam relacionados à licitação de uma das unidades da usina de Angra 3.

Já os pagamentos a Tiago Cedraz, acrescentou o delator, eram feitos para que o filho do então presidente do TCU repassasse informações privilegiadas e antecipadas sobre investigações e julgamentos no tribunal que envolvessem a UTC.

Além disso, em 2016, Pessoa entregou à Polícia Federal uma tabela que indicava pagamentos que somam R$ 2,2 milhões a Tiago Cedraz.

Na delação dos executivos e ex-dirigentes da Odebrecht, o nome de Tiago Cedraz voltou à tona. O ex-executivo da construtora Henrique Pessoa afirmou ao Ministério Público que ficou sabendo que Tiago teria sido contratado, por R$ 1 milhão, para “resolver um problema” que estava parado no TCU.

Em novembro do ano passado, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Aroldo Cedraz, Raimundo Carreiro e Tiago Cedraz.

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) deixa o prédio da Justiça Federal, em Brasília, após para prestar depoimento ao juiz Vaslliney de Souza Oliveira – 06/07/2017 (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

DA VEJA (ONLINE)

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, aceitou nesta terça-feira denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) por obstrução de Justiça. Com isso, o peemedebista passa à condição de réu e responderá a ação penal por ter, supostamente, atuado para evitar a delação premiada do corretor Lúcio Funaro.

Funaro, que assinou sua colaboração nesta terça, é considerado um homem-bomba para políticos do PMDB por conhecer como poucos a engrenagem da organização criminosa que atuava em esquemas ilícitos na Caixa Econômica.

Na decisão, o magistrado justifica que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-ministro atende os requisitos do Código de Processo Penal, pois “descreve de modo claro e objetivo fatos delituosos imputados a Geddel”.

Maravilha de canção e de lugar. Confira!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A lavanderia angolana

O New York Times publica uma grande reportagem sobre como o petróleo enriqueceu ainda mais os ricos e corruptos de Angola. E como Portugal é a lavanderia dos ricos e corruptos angolanos.

Faltou falar sobre Angola ser a lavanderia de ricos e corruptos brasileiros, assim como Portugal.

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Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


DO EL PAÍS

Daniel Haidar

Por unanimidade, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ação penal contra o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), acusado de receber mais de R$ 26 milhões em propinas de empresários por contratos da Petrobras. A denúncia demorou um ano e meio para ser analisada pelo Supremo. Collor é o terceiro senador a virar réu na Operação Lava Jato – Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) também já estão no banco dos acusados.

Relator da Operação Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin apresentou seu voto nesta terça-feira e o caso foi levado a julgamento após sucessivos pedidos de adiamento de Collor. Fachin votou pela abertura de ação penal contra o ex-presidente pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, mas não entendeu que havia provas para julgamento do ex-presidente pelos crimes de peculato e obstrução da Justiça. O voto de Fachin foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

A ação penal contra Collor foi apresentada em agosto de 2015, mas foi aditada (ampliada) em março de 2016 para inclusão de novos acusados. Agora, começam a ser apresentadas as defesas preliminares dos réus, e na sequência ocorrem os depoimentos de testemunhas e dos acusados. Ao fim do processo, Collor pode ser condenado a mais de 10 anos de prisão.

Nesta ação penal, Collor foi acusado de receber propina por contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras responsável pela distribuição de combustíveis, com as empresas Derivados do Brasil (DVBR) e UTC Engenharia. Nas investigações, ficou provado que Collor tinha ingerência sobre a BR Distribuidora e, por isso, estava entre os beneficiários do esquema de corrupção. Os pagamentos de propina foram feitos pelo doleiro Alberto Youssef para intermediários do senador. O suborno propiciou a compra de pelo menos cinco carros para Collor.

Também viraram réus Pedro Paulo Bergamaschi Leoni Ramos (ex-ministro de Collor e espécie de operador do ex-presidente) e Luís Pereira Duarte de Amorim (diretor de empresas de Collor) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Foram rejeitadas as acusações contra Eduardo Bezerra Frazão (diretor de empresas de Collor), Fernando Antonio da Silva Tiago (assessor parlamentar do senador), William Dias Gomes (também assessor parlamentar), Caroline Serejo Medeiros Collor de Mello (mulher do ex-presidente) e Luciana Guimarães de Leoni Ramos (mulher do ex-ministro Leoni Ramos), que deixam assim de responder à ação penal.
Outras absolvições

O senador, que deixou o poder num processo de impeachment em 1992, é um personagem frequente no Supremo e representativo da demora da Justiça, em especial da que envolve os políticos com foro privilegiado. Em 2014, durante sessão que absolveu o senador dos crimes de corrupção supostamente cometidos durante sua presidência, a ministra Carmem Lúcia citou que Collor já havia sido objeto de 14 inquéritos no STF e quatro ações penais. Em todos os casos foi absolvido por falta de provas.


Fábrica da cachaça 51 em Pirassununga.
PEDRO KIRILOS O Globo

DO EL PAÍS

Água que passarinho não bebe, marvada, caninha, pinga são apenas alguns dos inúmeros apelidos de uma das mais tradicionais bebidas brasileiras: a cachaça. No Brasil, essa aguardente de cana de açúcar é servida muitas vezes em doses puras, mas foi a caipirinha que deu a ela transcendência mundial e lugar cativo na carta de bebidas de qualquer restaurante. Hoje o Brasil produz cerca de 800 milhões de litros por ano. São cerca de 12.000 produtores no país, mas existem estimativas de associações regionais que elevam esse número para quase 15.000. No entanto, devidamente registrados no Ministério de Agricultura e Receita Federal são menos de 2.000 estabelecimentos, com 4.000 marcas.

Um das mais bem sucedidas é, sem dúvida, a Companhia Müller de Bebidas, dona da conhecida Cachaça 51. Sediada na região de Pirassununga, no interior de São Paulo, a companhia é hoje a maior produtora do segmento. Lidera as vendas no Brasil e também reina no mercado internacional em países como Espanha, Portugal e Itália, surfando no sucesso da caipirinha.

No ano passado, as exportações da Cachaça 51 cresceram em volume 13,8%, quase o dobro da média nacional das suas concorrentes brasileiras, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). No mercado espanhol, por exemplo, a marca representou mais de 40% de toda a cachaça brasileira consumida pelos espanhóis. Em Portugal, metade da cachaça vendida no país foi da marca. Na versão exportação, a bebida tem graduação alcoólica de 40% vol (no Brasil é 39%), não é adoçada e é 100% destilaria própria. A companhia já exporta para mais de 50 países e os planos são de continuar investindo em novos mercados.

No Brasil o consumo também é grande. A cada hora são servidos 374.000 doses de Cachaça 51 em algum ponto do país. A companhia possui uma rede de distribuição que abastece mais de um milhão de pontos de vendas, como bares, restaurantes, barracas de praia e padarias.

O êxito da marca se deve em grande parte ao seu fundador Guilherme Müller Filho. Brasileiro de origem alemã, ele fundou a empresa em 1959 e nunca tirou os olhos do seu produto. Enquanto o sócio cuidava da área financeira, era ele quem, no seu fiel caminhão Ford F8, transportava em tanques de madeira a cachaça produzida para os consumidores e empresas. A fórmula deu certo e o negócio prosperou. A origem do nome numérico “51″ sempre foi alvo de lendas entre os apreciadores da “marvada” deixando a marca mais atraente.
Com ou sem crise, a ‘marvada’ está lá. A caninha 51 vende 374.000 doses por hora no Brasil

Uma das versões diz que o 51 viria do número do tonel de armazenamento da melhor safra da cachaça. Outra lenda garante: 51 era a quantidade de doses que um mendigo de Pirassununga conseguiu tomar num único dia. A verdade é que a história do nome se perdeu com o passo do tempo e hoje nem a própria empresa sabe qual é.

No final da década de 70, a empresa lançou o slogan publicitário “51, uma boa ideia”, que caiu no gosto do povo e aumentou ainda mais a lista dos apelidos da cachaça na hora de pedir uma dose no bar.

A empresa que hoje é propriedade dos filhos de Müller, Luiz Augusto e Benedito – que travam disputas na Justiça pela herança herdada –, espera conquistar um marco inédito neste ano. A Cia Müller deve atingir a maior safra da sua história, já que estima processar 630.000 toneladas de cana de açúcar em seus canaviais. A super safra vai permitir que a destilaria envase, pela primeira vez, 100% da cachaça com cana totalmente própria. “Com isso, a Cia Müller mantém o controle de qualidade em todas as etapas de produção da cachaça”, explica Rodrigo Carvalho, diretor comercial de marketing, que calcula um faturamento de 766 milhões de reais da companhia em 2017. Com a autonomia, a expectativa também é que a média de produção de 200.000 litros de cachaça por ano seja mantida.

A conquista, no entanto, acontece em um momento no qual o mercado de cachaça vem padecendo uma pequena queda no Brasil. “A crise econômica tem prejudicado de forma generalizada todas as categorias. Nos últimos anos, o mercado de cachaça sofreu um declínio de volume de 3,5% ao ano. Mas, ao mesmo tempo, se observa um crescimento de consumo das chamadas cachaça premium, que são produtos mais sofisticados com maior valor agregado”, ressalta Carvalho. Visando esse segmento em ascensão, a empresa desenvolveu, há oito anos, a linha Reserva 51, envelhecida de quatro a cinco anos em barris de carvalho e finalizada em barris de vinho.
Herança colonial

Apesar da sofisticação atual de algumas cachaças, a bebida sempre foi popular e acessível. Criada há cerca de 500 anos, no início da colonização portuguesa, a cachaça é a segunda bebida mais consumida no país tropical, ficando atrás apenas da cerveja. São várias as versões existentes sobre a origem da bebida. Uma delas é que ela foi descoberta, por acaso, pelos escravos que trabalhavam na moagem da cana para produzir açúcar. Eles teriam deixado armazenar o caldo que se formava durante a primeira fervedura da cana e resolveram experimentar o líquido. Os escravos teriam sido os primeiros a se apaixonarem pela bebida que agradou também aos portugueses que começaram a levar a aguardente para Portugal.