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DO PORTAL METRO1

Douglas Carvalho

O maior acionista e um dos fundadores da empreiteira OAS, Cesar Mata Pires, morreu nesta terça-feira (22/8), em São Paulo. O empresário foi vítima de um infarto fulminante. Pires, que, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, negociava acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), caminhava pelo bairro do Pacaembu, na capital paulista, quando sofreu o infarto.

As informações são da coluna de Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.

A construtora é um dos principais alvos da maior operação contra corrupção da história do Brasil, a Lava Jato.

A empreiteira, segundo seu próprio site, foi criada em 1976, na Bahia, com atuação no setor de engenharia e infraestrutura. “Hoje, é um conglomerado multinacional brasileiro, de capital privado, que reúne empresas presentes em território nacional e em mais de 20 países.”

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Posted on 22-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2017

CRÔNICA/CINEMA
João, o filme: música, vida, exemplo

Lúcia Jacobina

Não sei se é o sorriso contagiante ou a postura descontraída ou se a sublime e arrebatadora música de Bach que ele encarna como nenhum outro pianista brasileiro o que mais me atrai nele, o fato é que João Carlos Martins me emociona, desde que o assisti pela primeira vez. Estávamos na década de oitenta do século passado, aqui em Salvador, quando o Teatro Castro Alves anunciou o concerto de João Carlos Martins e Arthur Moreira Lima executando os Prelúdios de Bach e Chopin. Já naquela época, eles eram dois famosos pianistas de prestígio internacional, cada qual em sua área específica, João Carlos como um dos notáveis intérpretes de Bach e Arthur, da música de Chopin. Aquela noite no TCA foi memorável, desde o começo, com o palco ainda escuro, apenas iluminado por um foco de luz em um dos pianos que começou a soar com as primeiras notas do Prelúdio nº 1, de Bach e ainda no enlevo do restante da melodia, destacou-se outra luz focalizando a entrada de Arthur que se sentou no segundo instrumento para logo em seguida ouvirmos os primeiros acordes do Prelúdio nº 1 de Chopin. Dalí em diante, exatamente quarenta e seis prelúdios se sucederam não mais na ordem numérica, mas de acordo com a influência que teriam exercido as composições do mestre do barroco na criação do mais expressivo dos românticos. Desde então, o sentimento que presidiu a escuta jamais me abandonou e sou agradecida à indústria fonógrafa por algum empresário ter tido a iniciativa de gravar aquele magnifico encontro sonoro e o editar em LP e depois em CD, pois de tempos em tempos recorro a minha discoteca para renovar a agradável lembrança, em cuja gravação, por ter sido realizada ao vivo durante uma das apresentações da dupla em Nova York, no final ouvem-se demorados e entusiásticos aplausos, o que atualiza e reforça minha convicção de ter presenciado naquele concerto a um momento especial da música desses dois notáveis compositores.

Todo esse introito muito pessoal inclusive, de como fiquei conhecendo João Carlos Martins, é para fazer uma recomendação aos cultores de música clássica e ao público baiano em geral para não deixar de ir assistir ao filme “João, o Maestro” atualmente em cartaz nas salas de cinema do circuito comercial, sobre a história de nosso grande pianista já conhecida de todos os brasileiros, contada em livros e documentários anteriores, através de palestras por ele próprio proferidas, relatando a saga de sua vida. O eixo Rio-São Paulo certamente deve ter acompanhado com maior atenção sua carreira musical, enquanto o resto do país ficou alheio. Nessas duas capitais, a presença de sua música e os intervalos de silêncio representados por longos períodos de recuperação dos acidentes com suas mãos devem ter sido sentidos pelo grande público da música clássica, como também nos grandes palcos do mundo onde ele costumava se apresentar.

Eis agora a oportunidade de acompanhar o relato cinematográfico de uma vida martirizada e ao mesmo tempo espetacularmente fascinante de um ser que o destino marcou com um talento excepcional para a música de piano, para logo depois golpear de forma cruel, incapacitando-lhe sucessivamente as duas mãos e retirando-lhe não só a destreza requerida pelo instrumento, mas deformando-as irremediavelmente. Mesmo à custa da obstinação de João que foi titânica embora não suficiente para reverter a incapacidade física, a grande música e mais especificamente a fidelidade a Johann Sebastian Bach continuou a presidir sua trajetória,iniciada nacarreira solo como pianista agora substituída pela experiência coletiva na regência da Orquestra Bachiana Filarmônica, fundada por ele em 2004. eNada se iguala à oportunidade de ver a dramatização desses momentos por grandes atores guiados por um roteiro bem urdido que utiliza a narração linear entremeada de flashbacks, introduzindo a presença do menino prodígio no artista promissor e no talentoso músico que ele se tornou como adulto. Além de assinar o roteiro, Mauro Lima dirige com disciplina e segurança o longa-metragem cuja produção é do experiente Luiz Carlos Barreto em conjunto com Caravela e Globo Filmes. Contando com figurino, ambientação e fotografia impecáveis, a película se insere por seu esmero técnico entre as grandes cinebiografias atualmente realizadas a nível internacional.
Além de oferecer ao espectador a oportunidade de ouvir as grandes interpretações de João Carlos ao piano, a notável coragem revelada em enfrentar e superar as adversidades com música constitui uma extraordinária lição de vida!

Lúcia Leão Jacobina Mesquita é ensaísta e autora de “Aventura da Palavra”.

Maravilhoso bolero!!! Maravilhasa Nana!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO G1/BLOG DO CAMAROTTI

O presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou ao Blog que não vai renunciar ao comando interino do partido. Tasso acrescentou ainda que, se o presidente licenciado da legenda, senador Aécio Neves (MG), quiser reassumir o mandato, ele cumprirá o regimento interno.

“Não precisa pressionar pela minha saída. Esse é um gesto unilateral do Aécio. Se ele quiser reassumir o comando do PSDB, é um direito dele. Agora, da minha parte, não vou arredar [recuar] o pé!”, disse Tasso.

O senador cearense também disse que identificou o movimento de tucanos governistas que tentam colocar outro vice-presidente no comando do PSDB. “Se Aécio quiser colocar outro vice, ele que faça isso! É só reassumir o partido e fazer a mudança”, ressaltou.

Na avaliação de Tasso, os tucanos governistas querem usar a propaganda partidária do PSDB que criticou o “presidencialismo de cooptação” como pretexto para tirá-lo do comando da legenda.

“Estão querendo aproveitar o momento para fazer uma onda para me tirar do comando do partido. No filme [programa de televisão], não há uma acusação contra Temer. Não há qualquer acusação para quem votou no governo. Estão superestimando o filme para fazer a mudança no partido”, desabafou.

O senador disse também que não se arrepende da linha adotada pelo programa partidário. Segundo ele, é preciso avaliar junto aos eleitores o efeito do programa. “Minha intenção foi esta: a de abrir um debate”.


Ministro do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira. Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil

DO EL PAÍS

Heloísa Mendonça

Em meio a uma série de propostas para tentar diminuir o rombo nas contas públicas brasileiras, o Governo de Michel Temer anunciou, na semana passada, uma nova previsão para o salário mínimo do ano que vem: 969 reais, dez reais a menos do que os 979 reais previstos inicialmente. A nova estimativa foi calculada por conta da queda da inflação nos últimos meses e das projeções mais recentes do índice, que define o reajuste salarial.

A notícia, que toca um tema sensível para a maioria dos trabalhadores brasileiros, no entanto, foi mal interpretada, desagradou a muitos e acabou caindo na ‘boca do povo’ de forma enviesada: o Governo estaria reduzindo em 10 reais o ganho de quem recebe o salário mínimo hoje. O apresentador José Luiz Datena, do popular “Brasil Urgente” da Band, foi um dos que alardeou a notícia, ao dizer que o Governo iria “tirar” dez reais do salário mínimo. Hoje, 45 milhões de brasileiros ganham o equivalente a um salário mínimo no país. “Isso é uma calamidade, um tapa na cara da sociedade. Se isso é feito em qualquer país, o povo saía na rua e quebrava tudo, tinha revolução”, disse Datena durante o programa da última sexta-feira.

A fala do apresentador e a má repercussão de um salário mais enxuto viralizaram de tal modo na internet que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, precisou entrar em cena rapidamente, através de um vídeo difundido nas redes sociais do Governo neste final de semana. Na gravação, o ministro afirmou que eram falsas as notícias que estavam circulando a respeito do salário mínimo, desmentindo o corte e esclarecendo que a eventual diminuição acontece com o reajuste do salário para 2018, ou seja, o valor que será corrigido no ano que vem sobre os atuais 937 reais.

Oliveira explicou que na verdade a queda de dez reais no salário mínimo é resultado de uma nova projeção da inflação, menor do que a prevista inicialmente, o que portanto virá a impactar no valor do reajuste do salário mínimo de 2018. “Não é verdade que o governo reduziu o salário mínimo. O que está valendo hoje, para 2017, é o salário mínimo de 937 reais, e para 2018 vale o que está na lei. Ou seja, o salário mínimo será reajustado pela inflação”, disse o ministro, que ainda pediu ajuda para divulgarem o seu vídeo.

O salário mínimo no Brasil é reajustado de acordo com a variação do PIB de dois anos antes [que em 2016 teve queda de 3,6%, portanto não incrementa o salário], mais o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que pode fechar o ano com alta de 4,2%. Inicialmente, porém, a expectativa do Governo era de uma inflação de 4,5%. Mas a recuperação lenta da economia e o desemprego ainda em alta têm mantido o consumidor reticente na hora de fazer compras o que faz os preços caírem.

Por isso, o reajuste do salário será menor do que o Governo havia anunciado em abril, ao enviar ao Congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que traz as projeções de gastos e receitas
Críticas contra privilégios

Além de afirmar o salário dos trabalhadores brasileiros estava sendo diminuído, o apresentador Datena tocou em um dos temas mais criticados atualmente: o alto custo do funcionalismo público. O jornalista sugeriu que os gastos com os 513 deputados, cerca de um bilhão de reais por ano, deveriam ser reduzidos com corte de pessoal em um país que fala em ajuste fiscal. “É justo tirar 10 reais do trabalhador brasileiro, esse pessoal está brincando. Esses políticos estão gozando da cara do brasileiro”, disse o apresentador.

No Twitter, os usuários utilizaram a hashtag #salariominimo para questionar a redução da estimativa do próximo ano. “Ao mesmo tempo em que se tira R$10 do salário paga-se R$500.000,00 a um juiz federal. Viva!”, criticou um dos usuários em referência ao juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da 6ª Vara da Comarca de Sinop, a 503 km de Cuiabá, que recebeu 503. 900 reais em vencimentos em agosto. O valor corresponde a 536 salários mínimos.

Para reduzir parte dos gastos do rombo estimado em um déficit de 159 bilhões neste ano, o Governo tentou mostrar que também está cortando na própria carne ao anunciar o congelamento do reajuste salarial dos servidores do próximo ano, o cancelamento de reajuste de cargos comissionados e a redução do gasto com a ajuda do custo nas transferências de funcionários para outros Estados. Todas as medidas, no entanto, necessitam do aval do Congresso ainda.

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Posted on 22-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2017


Frank, no diário A Notícia (SC)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Moro barra 10 milhões para João Santana

O juiz federal decidiu hoje bloquear novamente 10 milhões do casal João Santana e Mônica Moura, relata o G1.

Moro havia liberado o dinheiro dos dois na última quinta (17), mas mudou de ideia. Ele disse ter cometido “lapso” ao liberá-lo sem avaliar os argumentos dos advogados da União.

Os advogados haviam argumentado que decisão da Justiça Federal da Bahia impedia liberar qualquer quantia para o casal. A Fazenda Nacional afirmou que essa liberação poderia dar prejuízo ao erário.