DO G1/O Globo

Por Guilherme Mazui, G1, Brasília

Alvo de “fogo amigo” dos partidos que integram o chamado “centrão”, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), afirmou nesta terça-feira (15) que não teme deixar o comando da articulação política do Palácio do Planalto por pressão de parte da base aliada. Desde que o PSDB rachou na votação da denúncia contra Michel Temer, as cadeiras ocupadas por tucanos na Esplanada dos Ministérios passaram a ser objeto de cobiça dos deputados do “centrão”.

Imbassahy participou na manhã desta terça – ao lado do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha – da solenidade de posse dos novos integrantes do Conselho Nacional de Juventude, realizada em um auditório dos anexos do Palácio do Planalto.

Ao final do evento, o ministro da articulação política foi questionado por jornalistas sobre o desejo dos partidos do “centrão” de ficar com a Secretaria de Governo, pasta que faz o meio-campo político do Planalto com o Congresso Nacional. Ao responder, o tucano disse que não tem qualquer receio de deixar o primeiro escalão.

“Não temo nada”, enfatizou Imbassahy aos repórteres.

Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, os líderes do “centrão” já têm apontado, em conversas reservadas com integrantes do Planalto, o atual líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), para a vaga de Imbassahy.

O “centrão” é uma aliança de partidos de centro-direita com posições conservadoras, com destaque para PP, PR, PSD, PTB e PSC. O bloco informal foi idealizado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Depois de abandonar Dilma Rousseff às vésperas da votação do impeachment, o “centrão” passou a apoiar Temer no parlamento.

Na votação da denúncia de corrupção apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o presidente da República, os votos do “centrão” foram decisivos para evitar que a acusação fosse analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os líderes do “centrão” cobram do presidente cargos que estão com o PSDB, cuja bancada se dividiu na votação da denúncia. Além da Secretaria de Governo, os tucanos ocupam outros três ministérios: Cidades, Relações Exteriores e Direitos Humanos.

Afago palaciano

Na solenidade desta terça-feira, Imbassahy foi elogiado pelo chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que também participou do evento. Ao saudar os presentes, Padilha cumprimento o tucano, um “companheiro” de lutas.

O chefe da Casa Civil afirmou que Imbassahy tem um “excepcional desempenho à frente da secretaria de Governo, uma secretaria que tem a responsabilidade de fazer o governo estar em todos os lugares, especialmente no Congresso Nacional”.

Conforme o G1 apurou, o governo tentará conter as cobranças do “centrão” para não precisar mexer na articulação política, uma vez que o próprio Imbassahy retornou ao mandato de deputado federal para votar contra a denúncia da PGR.

Além disso, o Planalto não tem a intenção de melindrar a direção do PSDB neste momento. Pelo contrário, Temer tem investido em uma reaproximação com o principal partido de sua base aliada de olho nos votos para aprovação no plenário da Câmara dos Deputados da reforma da Previdência.

Em mais um movimento de afago ao PSDB, Temer vai receber nesta terça no Palácio do Planalto o presidente licenciado da legenda, senador Aécio Neves (MG), que tem sido um dos principais defensores da aliança com o PMDB dentro do tucanato.

Na entrevista que concedeu nesta terça no encerramento da solenidade do Conselho de Juventude, Imbassahy também foi questionado por repórteres sobre as exonerações de nomes apadrinhados por deputados que votaram contra Temer na análise da denúncia. O ministro afirmou que tem conversado com os líderes, em uma processo para “harmonizar” a base do governo.

O tucano destacou que a votação não era “simples”, mas que levava em conta a “dignidade” de Temer. Conforme Imbassahy, cada parlamentar fez a sua opção. “Agora cabem as consequências que virão com muita naturalidade”, ponderou.

Genial e maravilhoso Cartola, e ainda é pouco para qualificar este ser poeta e artista que orgulha um povo. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

ago
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Posted on 15-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-08-2017

DO BLOG DE MARIA APARECIDA TORNEROS (RIO DE JANEIRO)

Frases da Vó Maria Rachel Gerardi que completou 100 anos em julho
Você está Feliz? Isso é que importa.
Saia da mesa sempre com fome!
Comer só o necessário.
Capaz que eu tenha essa idade…
De certo estou mentindo?
Estão pensando que não me mando mais?
Quem está com Deus nunca está só!
A preguiça é a mãe do diabo.
Tenha sempre bom diálogo.
Dorme com os anjinhos e acorda com os passarinhos.
Coma salada e legumes. Como porque é bom para a saúde.
Como velhinha estou bem.
Não trabalhe muito!!!
Ninguém manda em mim!
(As frases vieram na lembrancinha da sua festa dos 100 anos que aconteceu em Maringá no Paraná. Minha amiga Vera foi e trouxe o delicado mimo pra mim)

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. Editora do Blog da Cida

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Posse da PGR: “Como os seus colegas vão me receber?”

O Antagonista apurou que Raquel Dodge sempre quis que a sua posse fosse no auditório da PGR.

No encontro no Jaburu, Michel Temer pediu para pensar, pois preferia o Palácio do Planalto.

“Como os seus colegas vão me receber?”, perguntou Temer, preocupado com a cerimônia se transformar em ato de desagravo a Rodrigo Janot.

Eles chegaram a cogitar uma posse rápida, para poucas pessoas, no Planalto, com a presença de Temer, e a transmissão do cargo na PGR, sem a presença de Temer.

ago
15
Posted on 15-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-08-2017


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

DO EL PAÍS

Amanda Mars

A pressão de sua própria Administração e de numerosos republicanos levou nesta segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fazer uma retificação e condenar explicitamente os movimentos extremistas, como o da Ku Klux Klan (KKK) e os neonazistas, depois da tragédia ocorrida no sábado em Charlottesville (Virgínia) em razão das marchas de supremacistas brancos. “O racismo é o mal e aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e matadores, incluindo a KKK, os neonazis e outros grupos de ódio, repugnantes a tudo o que queremos nos Estados Unidos”, disse Trump durante uma breve declaração na Casa Branca.

O presidente tinha recebido uma enxurrada de críticas por suas ambíguas palavras no sábado, depois que um motorista simpatizante do nazismo atropelou um grupo de manifestantes antifascistas e matou um deles, rejeitou “a violência de muitas partes”. Dois dias depois, chegou à condenação.

A posição que havia adotado estava cada vez mais distante do restante de seu governo. O secretário da Justiça, Jeff Sessions, que tem um passado pontilhado de acusações de racismo, não teve problemas nesta segunda-feira em qualificar o ocorrido como terrorismo, como havia feito no dia anterior o conselheiro de Segurança Nacional de Trump, o general H. R. MacMaster. “Encaixa-se na definição de terrorismo em nosso estatuto”, disse Sessions na rede ABC. No dia anterior, o vice-presidente, Mike Pence, também havia acusado diretamente os grupos extremistas, ao contrário de seu chefe: “Não se pode tolerar o ódio, a violência de grupos neonazistas, de supremacistas brancos ou da Ku Klux Klan”, enfatizou durante viagem à Colômbia.

Esta crise castigou Trump. A última pesquisa do Gallup sobre a popularidade do presidente, feita entre sexta-feira e domingo – com a polêmica sobre sua reação a Charlottesville em brasa –, coloca-o no ponto mais baixo de seu mandato. A taxa de aprovação geral caiu a 34%, um nível extraordinariamente baixo para um governante que não está lidando nem com recessão nem com guerra. Entre os republicanos, 79% o apoiam, 10 pontos abaixo do total quando chegou à Casa Branca, em 20 de janeiro.
Juiz nega liberdade sob fiança para o suspeito

O Departamento de Justiça abriu uma investigação federal de direitos civis em razão do ataque com um carro durante os distúrbios entre supremacistas e antifascistas. Trump confirmou a medida nesta segunda-feira depois de se reunir com o secretário da Justiça e o chefe do FBI, Christopher Wray. No mesmo dia, o juiz de Charlottesville encarregado do caso negou a liberdade sob fiança a James Alex Fields, o jovem de 20 anos, simpatizante dos neonazistas, detido como suposto autor do atropelamento em massa.

O grosso dos eleitores do empresário nova-iorquino em 8 de novembro era de republicanos, eleitores conservadores fiéis ao partido, mas entre seus seguidores figuram também grupos de ódio como o KKK e os neonazistas seduzidos pela guinada nacionalista que o agora presidente prometeu, bem como seus slogans contra a imigração. E Trump tem sido vacilante na hora de rechaçá-los. O ataque racista a Charlottesville e as 48 horas que levou para condená-lo é o caso mais famoso. Nos Estados Unidos estão registrados cerca de 900 grupos de ódio, mas normalmente eles se situam à margem da política, órfãos do foco midiático. Agora saíram das cloacas, leram a vitória de Trump como um reforço a sua tese e intensificaram marchas e atos públicos.

O presidente se encontrava nesta segunda-feira em Washington para tomar parte de reuniões de trabalho, como havia anunciado na semana passada, mas não fez a “grande coletiva de imprensa” da qual havia falado na sexta-feira. Nesse dia, previa-se que o tema principal da entrevista seria a escalada da tensão com a Coreia do Norte, mas a violência racista desatada em Charlottesville mudou a agenda. “Independentemente da cor de nossa pele, vivemos sob as mesmas leis, saudamos a mesma grande bandeira e fomos feitos pelo mesmo Deus”, ressaltou, diante dos jornalistas, que não puderam fazer perguntas.

Tinha acordado com a demissão de um dos altos executivos do conselho empresarial que o assessora na Casa Branca, o afro-americano Kenneth Frazier, da farmacêutica Merck. “Como executivo-chefe da Merck e por razão de consciência pessoal, sinto a responsabilidade de me posicionar contra a intolerância e o extremismo”, disse em um comunicado. O presidente reagiu ao ataque em sua conta de Twitter e escreveu com raiva: “Agora que Ken Frazier da Merck Pharma se demitiu do Conselho Manufatureiro Presidencial, terá mais tempo para baixar os preços extorsivos dos medicamentos!”. Na rede social continuava fiel a seus rompantes.