Salvador com saudade de Henri, no calor e no frio!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

PGR “ficou a reboque das loucuras do procurador”, diz Gilmar

Gilmar Mendes, de volta do recesso, zombou do novo pedido de prisão de Aécio Neves — feito por Rodrigo Janot:

“Não posso emitir juízo sobre a Primeira Turma, isso é opinião do procurador e será considerado. Se recomenda que se leia a Constituição. Eu acho que é bom que atores jurídicos políticos leiam a Constituição antes de seguir suas vontades.”

O ministro acrescentou que a PGR “ficou a reboque das loucuras do procurador”.

Jeane Moreau no filme de Cacá Diegues, realizado em 1973. Além da magnifica atriz e intérprete que o cinema da França, do Brasil e do mundo perdeu nesta segunda-feira, vale prestar atenção atenção na participação do ator Antonio Pitanga. Um filme visionário, diante da Alagoas e do Brasil que vemos neste começo de agosto de 2017.

ADIEU, MOREAU.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO EL PAÍS

Daniel Haidar
São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir que seja decretada a prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB). A prisão já tinha sido rejeitada pelo ministro Edson Fachin em 18 de maio, mas Janot pediu que o plenário do Supremo reconsiderasse o pedido, o que nunca aconteceu. O caso acabou redistribuído para o ministro Marco Aurélio Mello, que negou novo pedido de prisão em 30 de junho. Nesta segunda-feira, Janot pediu a Mello que reconsidere o pedido e que, caso discorde da prisão, coloque o caso para análise da 1ª Turma do Supremo, na qual, além de Mello, fazem parte Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Rosa Weber.

O novo pedido de prisão ocorre em momento no qual Aécio se recompõe para enfrentar a Justiça. Após recuperar o mandato no fim de junho, por decisão de Marco Aurélio Mello – que também soltou a irmã de Aécio, Andrea Neves, e o primo, Frederico Medeiros, envolvidos no recebimento de propina para o senador –, Aécio também teve uma acusação arquivada na Comissão de Ética do Senado. Voltou à Casa, e retomou sua rotina. Ao mesmo tempo, ganha força política dentro do Governo Temer, que conta com seu apoio, a despeito dos tucanos contrários a se manter na base aliada do presidente. Neste sábado, compareceu a um jantar com o presidente Michel Temer (PMDB) no Palácio do Jaburu.

Para Janot, a prisão de Aécio continua imprescindível e urgente para as investigações. “O robusto acervo probatório carreado aos autos desta ação cautelar — com destaque para as provas colhidas no bojo das ações controladas e interceptações telefônicas, todas devidamente autorizadas pelo Ministro Edson Fachin — não deixam dúvidas de que, na época do pedido de prisão, tal como os demais requeridos, o senador Aécio Neves também estava tecnicamente em estado de flagrância em relação aos crime de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço a investigação criminal que envolve a organização criminosa”, destaca Janot no novo pedido.

Aécio é acusado de pedir e receber 2 milhões de reais de propina do frigorífico JBS. O pagamento foi feito pelo empresário Joesley Batista, sócio da JBS. E esse foi um dos trunfos do acordo de delação premiada do empresário. Como foi denunciado por Joesley, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal filmaram as entregas de dinheiro a um primo de Aécio e constataram até o destino da propina, a conta bancária de uma empresa do senador Zezé Perrella. O pedido de Aécio ficou documentado em mensagens e conversas telefônicas — a entrega foi filmada.

A defesa de Aécio até agora foi dizer que era, na verdade, um empréstimo para pagar advogados, embora nunca tenha feito qualquer movimento nesse sentido. Com o fim do recesso do Judiciário, o novo pedido de prisão terá de ser analisado. Prisões de senadores também precisam ser confirmadas pelo plenário do Senado Federal.

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Posted on 01-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Momento Antagonista: As férias de Bendine em Curitiba

Assista ao comentário de Claudio Dantas sobre a prisão preventiva de Aldemir Bendine.

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Posted on 01-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online


Anthony Scaramucci, na sexta-feira.
Foto:Jonathan Ernst REUTERS


DO EL PAÍS

Jan Martínez Ahrens

Joan Faus

Washington

O caos prossegue na Casa Branca. Donald Trump decidiu demitir Anthony Scaramucci do cargo de diretor de Comunicação apenas 10 dias depois de nomeá-lo. A saída de Scaramucci, um financista sem experiência política, foi um pedido de John Kelly, que nesta segunda-feira tomou posse como chefe de gabinete do presidente norte-americano.

Depois da destituição fulminante do porta-voz oficial, Sean Spicer, o multimilionário nova-iorquino entregou a delicada chefia de Comunicação a Scaramucci, um antigo tubarão de Wall Street. Mas em apenas cinco dias no posto ele arrastou a Casa Branca a níveis insólitos de baixeza e vulgaridade, depois que, em conversa com um jornalista, insultou altos funcionários da Casa Branca, como Reince Priebus, o então chefe de gabinete de Trump, que o presidente demitiu na sexta-feira.

Scaramucci, que se reportava diretamente a Trump, era um dos problemas com os quais Kelly teria de lidar, por isso ele optou por uma decisão salomônica.

Trump viu um perigo. Depois de seis meses de mandato o caos se instalou na Casa Branca a falta de conexão com o Congresso é maior a cada dia. Nenhum de seus grandes projetos legislativos seguiu em frente e alguns congressistas, como John McCain, já o desafiam em público. Superar essa fratura e pôr ordem interna será a missão de Kelly, um ex-general de marines. “Será um dos melhores da história”, previu Trump.

Não tem experiência política. Não se conhecem virtudes dele para a negociação. E tem como bandeira a deportação e expulsão de imigrantes. Kelly, um antigo chefe do Comando Sul e ex-secretário de Segurança Interna, de 67 anos, não é homem que outros governantes teriam nomeado para recuperar a sintonia e o consenso. Mas no jogo de Trump as comparações pouco importam. Criador de seu próprio e vertiginoso ecossistema, onde a fidelidade e a força encabeçam a cadeia trófica, a escolha de Kelly é sinal de que, longe de qualquer freio, o presidente da nação mais poderosa do planeta sempre está disposto a se radicalizar.

O maior desafio de Kelly consistirá em recompor o clima interno. A saída de Scaramucci parece indicar essa vontade. Seu segundo objetivo prioritário é estender uma ponte sólida na direção do Congresso. Uma tarefa que se tornou prioritária para um presidente que, apesar de ter maioria em ambas as Casas, não consegue alcançar velocidade de cruzeiro.

Os motivos são diversos, mas sempre fundamentados no mesmo ponto. A desordem que se apoderou da Casa Branca, com 26 assessores presidenciais e um chefe de Estado em permanente combustão, está erodindo sua base de apoio. As pesquisas revelam que a fratura social cresce, e escândalos como a trama russa alimentam a desconfiança no lado republicano.

Isso ficou claro na última semana. O Senado deixou em quarentena os planos de Trump de conseguir uma aproximação com Vladimir Putin. Com essa finalidade, uma ampla maioria de ambos os partidos blindou as sanções decretadas por Barack Obama contra o Kremlin pela ingerência eleitoral, de modo que o presidente não pudesse revogá-las. O resultado foi o anúncio da expulsão dos 755 funcionários da missão norte-americana na Rússia.

Agora que aproximação com Moscou ficou comprometida, senadores republicanos como Lindsey Graham propõem colocar sob proteção parlamentar a investigação sobre a trama russa liderada pelo promotor Robert Mueller. “Se ele for demitido, seria o começo do fim da Presidência de Trump”, alertou.

Nesse ambiente conturbado, a pulsão presidencial de dar ordens pelo Twitter e suas constantes e diversas reprimendas sobre a reforma da saúde aumentaram a sombra do caos e pressagiam dias difíceis para Kelly. O general tem a seu favor a própria dureza e a admiração por parte do presidente, de sua filha, Ivanka, e do genro, Jared Kushner. Mas esse mesmo apoio pode lhe custar caro. Como chefe de gabinete, uma espécie de primeiro-ministro na sombra, ele coordenará os principais eixos da política e, portanto, terá de enfrentar não só o círculo íntimo de Trump, mas também os rompantes presidenciais. Uma arma demolidora que seu antecessor sofreu na própria pele e que agora o general deverá assimilar sem perder a compostura. A demissão Scaramucci é uma manifestação inequívoca de quem manda.
O legado tóxico de Priebus

O general John Kelly herda um campo minado. Seu antecessor, Reince Priebus, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano, não conseguiu forjar uma aliança sólida com as maiorias parlamentares nem com as facções de poder da Casa Branca. Sobrecarregado em todas as frentes, seu curto mandato foi também sacudido pela tempestuosa forma de fazer política do presidente. O resultado foi devastador: caos na Casa Branca e fracasso contínuo no Congresso. Tudo isso levou a uma sensação de deriva na qual, à medida que a palavra do presidente perde força, emergem os líderes abertamente contrários, como John McCain, cujo voto foi decisivo contra o projeto republicano de revogar e substituir a reforma da saúde de Obama.