CRÔNICA/VIAGENS

Itália:na memória e no coração

Maria Aparecida Torneros

Terra “piu” bela. Realmente belíssima.
Itália de história universal e Itália de romance épico. A mesma Itália de regiões integradas que completaram 150 anos de União quando eu estive lá em 2011.

Itália de Veneza apaixonante. Onde na Praça San Marco pude sintonizar a época medieval de sua glória mercantilista.

Itália da pizza e do gelatto delicioso. Terra também do bom vinho e de oração com tantas cidades religiosas e tantas igrejas na lendária Roma.

Aquela Itália de Pompéia, Napole e Capri encantadora.

A mesma nação onde se vai ver Milão e sua moda de vanguarda e se visita lugares de peregrinação como Padova e Assis.

Na linda Roma me surpreendi vivendo um sonho. A grandiosidade do Coliseo. O Vaticano imponente. As ” muchachas de lá Plaza España” que são mesmo tão bonitas. A magia da Fontana de Trevi e do Castelo Santangelo. As estátuas da fundação da cidade. Rômulo e Remo alimentados pela loba.

Pietá e Davi de Miguelangelo. A capela Sistina. A audiência do Papa nas quartas feiras.

O mistério da Torre de Pizza e o Museu a céu aberto que é Florença.

Berço de leis. Roma dos Imperadores nos aquece a alma com suas paisagens e ruínas. Locação de tantos filmes. Imagens de suas cidades como Siena na Toscana. Romeu e Julieta amantes eternos.

Cada lugar daquele país está no meu coração dessa Itália que deixa na gente inúmeras recordações e muita saudade.

Cida Torneros, jornalista, poeta, escritora, mora no Rio de Janeiro, na Vila famosa de Noel e Martinho, onde edita o Blog da Cida.

“Quiero el Sur, su buena gente y su dignidad”.

Grande Goyeneche!!! Imenso Piazzolla!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
21

DO EL PAÍS

Federico Rivas Molina

Mendonza (Argentina)

O Mercosul decidiu entrar com tudo na crise da Venezuela, como nunca fez antes. Os presidentes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, os quatro membros plenos do bloco regional sul-americano, pediram hoje a Nicolás Maduro que suspenda a eleição da Assembleia Constituinte prevista para 30 de julho. O vice-chanceler argentino, Guillermo Raimundi, adiantou o conteúdo do texto que será assinado nesta sexta-feira pelos presidentes reunidos na província de Mendoza, na Argentina. “O pedido é que a Venezuela se abstenha de convocar essa eleição porque é um passo na direção não desejada, que é a do diálogo entre as partes em conflito”, disse o diplomata. O documento terá a assinatura dos presidentes Mauricio Macri (Argentina); Michel Temer (Brasil); Tabaré Vázquez (Uruguai) e Horacio Cartes (Paraguai).

A Venezuela já está suspensa do bloco há seis meses por não atender às diretrizes de adequação econômica, como a tarifa externa comum. Raimundi esclareceu que agora a ideia é de passar da pressão comercial à política, isto é, que a Venezuela inclusive perda o direito de participar das reuniões do bloco com voz mas sem voto, como poderia fazer agora se não tivesse se autoexcluído. Não está nos planos, no entanto, a expulsão da Venezuela, porque “seria contraproducente”, disse o diplomata argentino. Tampouco haverá uma escalada de sanções comerciais (previstas nos estatutos do bloco). “Não faremos nada que possa afetar a população venezuelana, que sofre violência política e crise econômica. Principalmente porque acreditamos que a situação da Venezuela é conjuntural e que quando houver um acordo por meio do diálogo com a oposição poderá voltar a fazer parte do Mercosul”,

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

CNI: “Aumento dos impostos penalizará ainda mais as empresas”

A Confederação Nacional da Indústria avaliou que “o aumento dos impostos anunciado pelo governo penalizará ainda mais as empresas, que estão com as finanças debilitadas pela recessão”.

“A elevação dos tributos drena recursos do setor privado para o setor público. Provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia’, afirmou o presidente da entidade, Robson de Andrade.

A CNI destacou, ainda, que a carga tributária brasileira é a mais alta entre os países emergentes e voltou a defender a agenda das reformas, “especialmente a da Previdência Social, para melhorar o ambiente de negócios e buscar o ajuste fiscal de longo prazo, necessários para o restabelecimento da confiança dos empresários e dos consumidores e à recuperação da economia”.

O equilíbrio das contas públicas, acrescentou Andrade, deve ser perseguido pela contenção dos gastos e não pelo aumento dos impostos.

jul
21
Posted on 21-07-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-07-2017


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

Por G1, Brasília

O assessor especial para Assuntos Internacionais dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, morreu aos 76 anos nesta quinta-feira (20), em São Paulo, vítima de infarto, informou o PT.

Marco Aurélio Garcia foi um dos fundadores do PT e ocupou a função de secretário de Relações Internacionais do partido. Era professor aposentado de história de Universidade de Campinas (Unicamp).

Enquanto esteve no Palácio do Planalto, ele despachou de uma sala no terceiro andar, localizada a poucos metros do gabinete presidencial. Entre os funcionários, ele era chamado de “professor”.

Em texto publicado na internet, o PT afirmou que Marco Aurélio Garcia foi um “importante líder” na construção e execução da política externa brasileira, além de ser um dos “grandes apoiadores” do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do fortalecimento das relações do Brasil com países do hemisfério sul, principalmente na África e na América Latina.
Marco Aurélio Garcia, ex-assessor de Lula e Dilma, em imagem de 2015 (Foto: asil)

Biografia

Segundo o site do PT, o ex-assessor especial de Lula e de Dilma nasceu em Porto Alegre (RS) e atuou no movimento estudantil de esquerda.

Nos anos 1960, foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e vereador em Porto Alegre. Nos anos 1970 viveu na França e no Chile e voltou ao Brasil em 1979 para ajudar a fundar o PT.

Ainda de acordo com o site do partido, Marco Aurélio Garcia é formado em filosofia e em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele tinha ter pós-graduação na Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais de Paris

Além de professor da Unicamp, ele também foi professor na Universidade do Chile, na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e nas universidades Paris VIII e Paris X, na França.

Na área política, segundo o site do PT, Marco Aurélio foi secretário de Cultura de Campinas (1989-1990) e de São Paulo (2001-2002), além de vice-presidente do PT de outubro de 2005 a fevereiro de 2010.

Nas eleições de 1994, 1998 e 2006, ele coordenou o programa de governo de Lula e, em 2010, o de Dilma.

No governo Lula, Marco Aurélio ajudou o Brasil a expandir embaixadas na África. O assessor especial do presidente também atuou na aproximação do país com o regime de Hugo Chávez na Venezuela.
O ex-assessor especial de Lula e de Dilma Marco Aurélio Garcia, durante entrevista em janeiro de 2015 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) O ex-assessor especial de Lula e de Dilma Marco Aurélio Garcia, durante entrevista em janeiro de 2015 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-assessor especial de Lula e de Dilma Marco Aurélio Garcia, durante entrevista em janeiro de 2015 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Repercussão

Logo após a confirmação da morte de Marco Aurélio, políticos manifestaram pesar. A ex-presidente Dilma divulgou nota (leia a íntegra mais abaixo) na qual se referiu à morte do “amigo querido” como “extremamente dolorosa”.

“Hoje é um dia de dor para todos nós, que compartilhamos com ele seus muitos sonhos, histórias e lutas. Era um amigo querido, de humor fino e contagiante, sempre generoso e cheio de ideias, dono de uma mente arguta e brilhante”, afirmou.

O ex-presidente Lula também divulgou nota, na qual disse que Marco Aurélio Garcia foi um intelectual “brilhante” e um militante “incansável” desde a juventude. O “professor”, acrescentou, contribuiu muito para o Brasil (leia a íntegra da nota mais abaixo).

“A credibilidade política e pessoal por ele alcançada permitiu que Marco Aurélio Garcia desempenhasse, em sintonia com o Itamaraty, relevante papel na construção e execução de uma nova política externa, ativa e altiva, soberana e fraterna, com um legado que é reconhecido internacionalmente e hoje faz falta para o Brasil”, disse Lula.

O PT, em nota assinada pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que Marco Aurélio Garcia destacou-se como um dos mais importantes “arquitetos” da integração latino-americana e da ampliação das relações do Brasil com países da África e dos Brics. “Ele contribuiu decisivamente para que o Brasil tivesse uma política externa ativa e altiva”, diz trecho da nota (leia a íntegra ao final desta reportagem).

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse no Facebook que Marco Aurélio Garcia foi “muito importante” para o governo Lula na condução da política externa, “uma época em que o Brasil era respeitado no cenário mundial”.

Também na rede social, o deputado Paulo Teixeira (SP), um dos vice-presidentes do PT, relembrou o “papel importante” de Marco Aurélio Garcia na formulação e na execução da política externa brasileira, que “sempre esteve ao lado da democracia e dos trabalhadores”.

Em entrevista em São Paulo, Márcio Macêdo, outro vice-presidente do PT, afirmou que o momento é de “dor” porque o partido perdeu “um companheiro e amigo de todos”.

Na mesma entrevista, o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP),disse que a participação “forte” de Marco Aurélio Garcia no governo foi um dos fatores para o “sucesso” que o Brasil teve no exterior entre 2003 e 2015.

No Twitter, o ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro Tarso Genro publicou: “Faleceu Marco Aurélio Garcia, amigo fraterno, grande quadro da esquerda e militante histórico do PT. Ser humano excepcional. Dor e luto.”

Vice-presidente do PT, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha também comentou o assunto. Para ele, a esquerda perde “um dos seus maiores pensadores e incentivadores da solidariedade internacional”.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela ex-presidente Dilma:

NOTA DE PESAR

Dilma Rousseff: “Meu amigo querido, Marco Aurélio Garcia”

A morte do professor Marco Aurélio Garcia, meu amigo querido, é extremamente dolorosa. Desfrutei pela última vez de sua companhia há três semana. Conversamos sobre a vida e os momentos terríveis que o país atravessa.

Hoje é um dia de dor para todos nós, que compartilhamos com ele seus muitos sonhos, histórias e lutas. Era um amigo querido, de humor fino e contagiante, sempre generoso e cheio de ideias, dono de uma mente arguta e brilhante.

Meus sentimentos ao filho Leon, ao neto adorado Benjamin, aos familiares e todos os seus amigos.

É muito duro saber que não terei mais sua companhia, nem o prazer de ouvir sua poderosa gargalhada.

Um dia terrível para quem luta por um mundo melhor, com justiça social. Um dia muito, muito triste.

Dilma Rousseff

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo ex-presidente Lula:

Marco Aurélio Garcia foi um intelectual brilhante e um militante incansável, desde a juventude. Fundador e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, assessor especial da Presidência da República, professor, contribuiu muito para o Brasil com sua capacidade de formulação teórica e, igualmente, pela articulação política que tecia de maneira respeitosa e não sectária.

Apaixonada pela ideia de integração da América Latina, foi interlocutor assíduo e qualificado das diversas forças democráticas do continente. A credibilidade política e pessoal por ele alcançada permitiu que Marco Aurélio Garcia desempenhasse, em sintonia com o Itamaraty, relevante papel na construção e execução de uma nova política externa, ativa e altiva, soberana e fraterna, com um legado que é reconhecido internacionalmente e hoje faz falta para o Brasil.

Nossa solidariedade aos familiares e amigos de Marco Aurélio Garcia.

Instituto Lula

Leia abaixo a íntegra da nota do PT:

NOTA DE PESAR

O Partido dos Trabalhadores (PT) lamenta profundamente a morte do companheiro Marco Aurélio Garcia, nesta quarta-feira (20/07), vítima de um infarto fulminante aos 76 anos de idade. Marcou Aurélio dedicou toda sua vida à militância política, ao socialismo e ao PT.

Marco Aurélio foi presidente nacional e secretário de Relações Internacionais do PT, sendo uma figura especial na construção do partido no decorrer de sua história. Também foi secretário municipal de Cultura de Campinas (1989-1990) e São Paulo (2001-2002).

Durante 13 anos, ocupou o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Nesse período, destacou-se como um dos mais importantes arquitetos da integração latino-americana, e da ampliação das relações do Brasil com países da África e dos Brics. Ele contribuiu decisivamente para que o Brasil tivesse uma política externa ativa e altiva.

Iniciou sua trajetória política no movimento estudantil, e ficou exilado no Chile e na França durante a ditadura militar. Retornou em 1979, e no início dos anos 80 filou-se ao PT. Atualmente, fazia parte do conselho curador da Fundação Perseu Abramo, onde contribuía com a reflexão sobre os rumos da política nacional e internacional. Era professor aposentado de História na Universidade de Campinas (Unicamp).

Estendemos nossa solidariedade nesse momento tão difícil à família e amigos.

Estamos muito tristes com a perda tão repentina de nosso companheiro e amigo. Marco Aurélio fará falta para o PT e para o Brasil.

Gleisi Hoffmann – presidenta nacional do PT

Leia abaixo a íntegra da nota da bancada do PT no Senado:

NOTA

A bancada do PT no Senador Federal lamenta profundamente o falecimento do querido professor Marco Aurélio García.

Fundador do PT, Marco Aurélio García, mais conhecido como MAG, foi um intelectual brilhante que sempre esteve a serviço das causas populares e de um Brasil soberano.

Formado em direito e filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pós-graduado pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, MAG era professor licenciado do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas, tendo sido também professor da Universidade do Chile, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Chile) e das Universidades de Paris-VIII e Paris-X (França).

Após ter sido secretário de relações internacionais do Partido dos Trabalhadores por mais de dez anos, além de secretário de cultura dos municípios de Campinas e de São Paulo, MAG se converteu num dos grandes formuladores da política externa “ativa e altiva” dos governos do PT.

Com essa política, desenvolvida em perfeita harmonia com o chanceler Celso Amorim, o Brasil superou a vulnerabilidade externa de sua economia, amealhou vultosos superávits comerciais, diversificou suas parcerias estratégicas, investiu fortemente na integração regional, no multilateralismo e na cooperação Sul-Sul, tendo alcançado protagonismo internacional muito elevado. Com efeito, foi ao longo dessa política externa que MAG contribuiu para formular e implantar que o Brasil conseguiu um prestígio mundial inédito, com Lula se convertendo em um verdadeiro líder internacional, cortejado e respeitado em todos os foros.

Lamentavelmente, MAG nos deixa em um momento em que o Brasil se torna um país menor, apequenado e envergonhado pelo golpe dos corruptos, que nos fez regredir ao status de republiqueta de bananas e que aposta numa política externa omissa e dependente dos desígnios estratégicos dos EUA. Um país hoje dominado por gente mesquinha e entreguista, que tenta criminalizar aqueles que, como MAG, sempre lutaram por um Brasil maior.

Neste momento crítico, a memória de MAG estará sempre presente naqueles que acreditam num Brasil forte, próspero e independente.