A cerimônia fez parte programação pelos festejos da Independência do Brasil na Bahia

DO CORREIO DA BAHIA

Da Redação, com Bruno Wendel

Ex-diretora do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, professora da UFBA, membro da Academia de Letras da Bahia, Consuelo Pondé de Sena era conhecida pelo empenho de lutar pelas causas da Bahia. Foi com essa lembrança que familiares, amigos e ex-colegas homenagearam durante uma missa a historiadora, morta em 2015 aos 81 anos. A cerimônia, que aconteceu na manhã deste sábado (1) na Igreja São Pedro dos Clérigos, faz parte programação pelos festejos da Independência do Brasil na Bahia. A missa foi encerrada com o Hino ao Dois de Julho.

A tradicional missa foi promovida pela Arquidiocese do Salvador, a Fundação Gregório de Mattos e o Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IHGB). O filho de Consuelo, Eduardo Pondé de Sena, esteve presente na homenagem e falou da alegria para a família receber a homenagem póstuma.

“É uma justa homenagem. Ela sempre colocava a família e a história da Bahia em primeiro lugar. Era conhecida por conta do trabalho e a dedicação às causas do estado. Sempre foi muito popular. Desde a morte, nossa família vem recebendo homenagens de gente que nem conhecemos. Ela era uma pessoa assertiva. Falava o que pensava e amava defender a história da Bahia”, disse emocionado. Durante a celebração ele também leu uma carta em agradecimento

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Janot: “Ninguém vai passar recibo. Tem que se olhar a narrativa”

De Rodrigo Janot, ao alegar que denunciar o presidente da República não é algo que lhe dá prazer:

“Queria passar ao largo disso, mas tenho que cumprir minha missão.”

Ele relembrou uma frase antiga dentro da PGR para defender, segundo o G1, que as provas contra Michel Temer são mais do que suficientes para se apresentar uma denúncia.

“Não é possível que, para eu pegar um picareta, eu precise tirar uma fotografia dele pegando a carteira do bolso de outro. Ninguém vai passar recibo. Esse tipo de prova é satânica, é quase impossível. Tem que se olhar a narrativa.”

Ouviu, Lula?

jul
02
Posted on 02-07-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-07-2017


DO EL PAÍS

Xosé Hermida

São Paulo

Um presidente pode sobreviver com uma rejeição de 80% dos eleitores, uma denúncia do procurador-geral por receber subornos e um programa de reformas impopulares? Esse presidente –que nem sequer ganhou nas urnas, mas chegou ao poder através de uma conspiração parlamentar– tem, além disso, oito ministros sob investigação por corrupção. O país inteiro pôde ouvi-lo falar às escondidas com um bilionário corrupto, que lhe relata suas manobras enquanto o presidente dá mostras de assentimento. O país inteiro viu as fotos de seu principal assessor pegando uma mala com 500.000 reais das mãos de um enviado do empresário corrupto. Sobre sua relação com esse bilionário, que agora trata de “bandido notório”, o presidente mentiu ostensivamente: negou, por exemplo, que este lhe tivesse emprestado seu jato particular, até que as provas o deixaram em evidência.

Tudo isso –e muito mais– aflige o presidente do Brasil. A situação de Michel Temer parece desesperadora, mas ele não se rende. Com uma linguagem quase bélica anunciou que lutará pelo cargo até o fim, mesmo com o risco de aprofundar a interminável crise política que sacode o país há quatro anos. Temer vem perdendo apoio político e econômico. Alguns tão importantes quanto o do império midiático do Grupo Globo ou do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas ele ainda tem um punhado de aliados. O primeiro, o Congresso, onde dezenas de parlamentares, começando com os presidentes das duas câmaras, compartilham as dificuldades de ser investigados por corrupção. E também alguns grupos empresariais que contribuíram decisivamente, há 14 meses, para a queda da presidenta Dilma Rousseff. Os movimentos sociais supostamente apartidários que em 2016 inundaram as ruas contra a insuportável corrupção do PT, depois de 13 anos no poder, se conformam agora com postar memes no Facebook. No Supremo Tribunal Federal há juízes que já demonstraram vontade de tirar Temer do apuro. E tampouco fraqueja a fidelidade da direita pura, convencida de que “é pior um honesto incompetente do que um corrupto competente”, nas palavras do seu guru, o jornalista Reinaldo Azevedo. Até respeitáveis vozes internacionais como a revista The Economist pediram que continuasse com o argumento de que não é para tanto. “A política no Brasil é como um House of Cards sob os efeitos de ácido”, disse ao Financial Times o diretor do banco de investimentos BTG Pactual, Steve Jacobs, defensor de Temer.

“O mercado ainda o apoia”, diz Thiago de Aragão, diretor de Inteligência da consultoria de análise política Arko Advice. “A situação é instável, mas o seria ainda mais se acontecesse algo tão drástico como a queda de um presidente”. A crise explodiu em junho de 2013 com os primeiros protestos populares contra Dilma Rousseff. Em seguida, foi agravada pela eclosão da Operação Lava Jato, que aos poucos foi revelando uma monumental teia de corrupção envolvendo os principais partidos. Mais tarde, se abateu sobre o país a pior recessão de sua história. E, finalmente, chegou o impeachment de Dilma. Em seguida, foi a vez de Temer, vice-presidente com o PT, e o PMDB, uma das anomalias do sistema político brasileiro: apesar de ser o maior partido, nos últimos anos renunciou a disputar a cúpula do poder, preferindo obter seus dividendos com alianças de conveniência com a direita ou a esquerda.

“O mercado viu em Temer a oportunidade de implementar reformas econômicas e afastar o risco de medidas populistas, como as do PT”, diz Aragão. A necessidade dessas reformas vem sendo o mantra do Governo e dos setores que o apoiam, fechando os olhos à corrupção. Com Temer tão enfraquecido, o programa está em perigo, mas os investidores ainda acreditam que algo pode ser salvo. Aragão considera que o Governo levará adiante a reforma trabalhista em tramitação e, embora não consiga apoios no Congresso para a mais questionada reforma da previdência, “pode implementar entre 25% e 35% do seu conteúdo com medidas provisórias”.

As convulsões políticas estão tendo um efeito econômico, como demonstra o anúncio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a redução da previsão de crescimento para este ano, que era de um modesto 0,5%. “A crise política e, sobretudo, o atraso na reforma da previdência, afetaram a economia”, diz o analista da Arko Advice. “Mas política e economia são coisas diferentes. Embora tenham áreas comuns, se comportam de forma independente”. Assim, o mercado não teme grandes sobressaltos, de acordo com Aragão, e trabalha com a hipótese de que Temer aguentará. Segundo seus cálculos, o presidente tem garantido o apoio de cerca de 250 deputados, muito mais do que os 171–um terço da Câmara– necessários para rejeitar a denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot.

Fernando Limongi, professor de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo, também apostava na continuidade de Temer até que os últimos acontecimentos o fizeram mudar de opinião: “É difícil fazer previsões porque tudo acontece muito rápido, mas agora começo a acreditar que cairá. Com a estratégia de Janot de dividir a acusação em três denúncias acredito que vai ser muito difícil que ele resista”.

Para Limongi a crise que começou com os protestos de 2013 deu uma guinada decisiva quando a Lava Jato parou quase totalmente de punir o PT para avançar até o núcleo central do sistema partidário. Para ele foi esse o fator que desencadeou o impeachment. “Temer foi colocado para tentar parar a Lava Jato. E ele fracassou”, argumenta. O professor diz que os grandes partidos brasileiros mergulharam em “uma estratégia suicida, irracional, uma política de destruição mútua que consistiu em alimentar as investigações para prejudicar o adversário quando a qualquer momento poderiam se voltar contra eles mesmos, como acabou acontecendo”.

A Lava Jato revelou, de acordo com Limongi, que entre PT, PMDB e PSDB havia “uma convergência de projetos e interesses” muito maiores do que os grandes partidos aparentavam à sociedade. “É só ver que eram financiados pelas mesmas empresas”, argumenta. “E, no entanto, por razões que nunca entenderei, se empenharam em encenar uma hiperpolarização entre eles. Fala-se muito da polarização, quando é apenas uma questão de uma pequena elite. Se você olhar para as sondagens, a maioria da sociedade não está polarizada”.

Mesmo que Temer caia, o fim da crise ainda está distante. A sombra da corrupção envolve quase todos os principais atores políticos, incluindo o candidato mais bem colocado nas pesquisas para as eleições de 2018, Luiz Inácio Lula da Silva, que por estes dias espera aquela que pode ser a primeira condenação dos cinco processos judiciais abertos contra ele. O país não entrará numa certa normalidade até eleger um presidente sem o peso das suspeitas, diz Limongi, que conclui com um resquício de ironia: “Estou otimista, mas a situação é trágica”.

jul
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Posted on 02-07-2017
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Jarbas, no Diário de Pernambuco

jul
02
Posted on 02-07-2017
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Fotos do casal e convidados, após a cerimônia.
MARCOS BRINDICCI REUTERS


DO EL PAÍS

Rosário

O casamento de Lionel Messi e Antonella Rocuzzo se realizou tal como esperado: sob um cuidadoso hermetismo. Com centenas de pessoas esperando para ver algum de seus ídolos e um pacto de silêncio semelhante ao que os jogadores da seleção argentina têm com a imprensa local. Assim, o tapete vermelho colocado em um dos setores do luxuoso hotel cassino City Center lotou de jornalistas chegados de todas as partes do mundo e que, em vão, rogaram por um depoimento dos convidados que decidiram se mostrar. Perto das nove da noite, o casal se apresentou diante da imprensa com uma alegria indisfarçável. Lionel, com um estilo sóbrio, de terno preto, camisa branca e gravata cinza, e uma flor branca como detalhe. Antonella, com um elegante vestido de sereia branco e elaborada renda nas costas. Os noivos se beijaram diante dos gritos e aplausos da imprensa e exibiram o documento do registro civil.

Também vieram cumprimentar os culés Cesc Fábregas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Sergio Busquets, Luis Suárez, Jordi Alba e Samuel Eto’o e os alvicelestes Sergio Agüero, Maxi Rodríguez, Ever Banega, Fernando Gago, Angel Di María, Sergio Romero, Lucas Biglia, Mariano Andújar, Javier Mascherano e Ezequiel Lavezzi. Todos com as respectivas companheiras, que deslumbraram com modelos cheios de brilhos. Entre os homens, quem chamou a atenção foi Cesc, com um casaco que tinha nas costas uma profusão de lantejoulas. Os únicos que falaram com a mídia, embora sucintamente, foram Jorge, Celia e Maria Sol Messi, que disseram estar emocionados com a festa. “É a partida mais importante de Lionel” disse o pai dele.

A privacidade começou dias atrás, com a chegada dos convidados à cidade de Rosário, e continuou nesta sexta-feira, com os retardatários. Às 11h58 chegaram a cantora colombiana Shakira e Gerard Piqué, o casal mais esperado. Foram em um voo privado que aterrissou no aeroporto Ilhas Malvinas, da localidade de Fisherton. Ela, com jaqueta preta e chapéu da mesma cor, foi a protagonista do suspense do dia, já que muitos especularam que iria subir no palco com a cantora Karina –a mulher de Agüero– e o grupo de cumbia pop Maramá. Por volta das 16 horas chegou ao mesmo local outra das estrelas convidadas, o craque brasileiro Neymar, com o lateral Dani Alves, que semanas atrás se derreteu em elogios a Messi em uma entrevista na qual destroçou Diego Armando Maradona.

As imediações do hotel se encheram de fanáticos que, desde muito cedo, esperavam por uma foto de seus ídolos. E também de policiais, cerca de 300. “A tua bandeira de origem hoje festeja a tua lua de mel. Obrigado, Lionel”, estava escrito em uma bandeira com as cores vermelho e preto na porta do hotel. É de Lautaro Giorgio, de 19 anos, que com três amigos foi ao local para que Messi soubesse que o acompanham. “É nosso ídolo e nós lhe devemos tudo.” O craque culé jogou pouco tempo na equipe de Rosário. No entanto, sempre expressou em público sua torcida por essas cores. “É mais que jogar no clube, o que ele representa com seu nome e que diga que é torcedor ou fanático pelo Newells’ vai além de ter jogado. Que jogue é um sonho que todos temos. Seria genial poder vê-lo com a vermelha e preta, e nesse dia vamos fazer pelo menos mais três bandeiras para ele”, comentou o jovem.

O mesmo tom sóbrio teve a decoração das mesas, todas pretas e com detalhes claros que destacavam a louça antiga, especialmente alugada para a ocasião, como também as cadeiras, de vidro estilo Tiffany, que fizeram brilhar os trajes dos convidados. Segundo se soube, foi das poucas despesas feitas pela família Messi, já que o lugar foi cedido em troca, e as lembranças –uma simples caixa que contém um vinho com seu correspondente saca-rolhas e um pote de doce de leite, sobremesa favorita do Pulga– são de fabricação artesanal. Até o DJ é um amigo da família.

Lombo assado, cazuela de molejas (um guisado de moelas) e chorizo bombón (tipo de linguiça argentina), regados com os melhores vinhos da Argentina deram prosseguimento à incursão carnívora que foi o deleite dos convidados durante as últimas 72 horas. Também havia um serviço de sushi. Calorias que os convidados, na maioria jogadores de futebol, terão de queimar antes do início da temporada. Mas haverá tempo para isso. Até para Messi, que viverá seus primeiros dias de casado com sua esposa na fazenda que tem na localidade de Arroyo Seco, distante 40 quilômetros de Rosário, para o sul, na estrada em direção a Buenos Aires.

Mas nem tudo é cor de rosa. O arcebispo da cidade de Rosário não autorizou o casal a montar uma capela no inexpugnável reduto do City Center, por isso ali só foi realizada a cerimônia civil, talvez o momento mais emocionante da noite. Um juiz de paz amigo da família se encarregou de casar os noivos em apenas 15 minutos em um tablado colocado debaixo de dois arcos de vidro, e com os dois filhos do casal, Thiago e Mateo, como testemunhas.

“Messi e Antonella Roccuzzo pediram então para se casarem hoje na Catedral, situada na esquina das ruas Buenos Aires e Córdoba, a um par de quadras do Monumento Nacional à Bandeira, um lugar em que, no final, os noivos e suas famílias desistiram de fazer a cerimônia religiosa por questões de segurança”, disseram pessoas chegadas ao casal e fontes da Igreja de Rosário, citadas pela agência Telam. Um porta-voz da hierarquia eclesiástica rosarina disse ao jornal local La Capital que “isso da capela em um cassino foi rejeitado por uma questão histórica, sempre há muita resistência da Igreja ao jogo e muito mais em um caso de tanta exposição midiática”