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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Silvio Santos na onda contra Moro

Em entrevista que vai ao ar no domingo, Silvio Santos questionou João Doria sobre 2018 e aproveitou para alimentar a mentira de que Sérgio Moro poderá ser candidato à presidência em 2018.

Doria disse que Moro já declarou que não entrará para a política, mas foi interrompido pelo apresentador. “Ele declarar, todo mundo declara, mas na hora, dizem que é a nuvem, né? Mudou a nuvem.”

Alguém avise Silvio Santos que a fraude da Caixa com o Panamericano está sendo investigada em Brasília.

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DO EL PAÍS

Pablo Guimón

Londres

A polícia de Londres informou que subiu para 12 o número de mortos no incêndio de grandes proporções que atinge um prédio de 24 andares e 120 apartamentos na zona oeste da cidade. No início da manhã, havia seis mortos. O número de feridos também foi atualizado de 64 para 74. Vinte deles estão em estado grave. Mais de 200 bombeiros foram acionados para extinguir o fogo e resgatar as vítimas no edifício Grenfell, na Latimer Road, no bairro de Notting Hill (North Kensington). As chamas (durante a noite) e a coluna de fumaça (durante a manhã) podiam ser vistas a quilômetros de distância. Cerca de 500 pessoas, incluindo muitas famílias jovens, viviam no prédio.

Dany Cotton, chefe da brigada de bombeiros, disse que até agora não se sabe qual foi a causa do grande incêndio na zona oeste de Londres, que provocou “uma situação sem precedentes”.
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A polícia, que continuava retirando moradores no começo da manhã, informou que várias pessoas foram atendidas por “diversos tipos de ferimentos”. As vítimas foram levadas para cinco hospitais diferentes, segundo Stuart Crichton, subdiretor de operações do Serviço de Ambulâncias de Londres. Várias testemunhas afirmaram ter ouvido gritos de socorro e visto pessoas presas tentando chamar a atenção dos bombeiros a partir de diversas janelas do edifício em chamas.
Sobe para 12 o número de mortos no incêndio em Londres

O incêndio começou por volta de 1h (21h de terça-feira em Brasília), por motivos ainda não esclarecidos, e afetou a maioria dos andares. Pela manhã, 40 caminhões e 200 bombeiros trabalhavam no local. As ruas próximas ao edifício foram interditadas, e os moradores dos arredores foram também retirados das suas casas, como medida de precaução.

Paul Munakr, que mora no sétimo andar e conseguiu escapar das chamas, contou que nenhum alarme de incêndio soou quando o fogo começou. “Enquanto eu descia pelas escadas, já havia bombeiros, realmente incríveis, que subiam na direção do fogo, tentado retirar o maior número possível de pessoas do edifício. Os alarmes antifogo não foram acionados dentro do edifício”, declarou.

A emissora BBC noticiou que o incêndio afetou todo o prédio, e que a estrutura pode desmoronar. Nas últimas horas, as testemunhas escutaram explosões e viram a queda de escombros do prédio, construído em 1974. “Estamos nos esforçando muito e em condições muito complicadas. Deslocamos muitos recursos e especialistas para o local”, disse Dan Daly, comissário-auxiliar dos Bombeiros de Londres, à BBC.

O prefeito da capital, Sadiq Khan, qualificou o incêndio como um “incidente grave” e disse que os bombeiros, a polícia e os sistemas de ambulâncias trabalham juntos no local.

O edifício foi reformado em maio do ano passado. As obras, que incluíram mudanças na fachada e no sistema de calefação, custaram 10 milhões de libras (42,2 milhões de reais, pelo câmbio atual), segundo o jornal Get West London. Antes e durante as obras, de acordo com a BBC, os moradores denunciaram problemas na segurança do edifício.

Até o momento em que esta reportagem foi concluída, os bombeiros já haviam chegado ao 21º. andar e estavam avaliando a segurança estrutural do prédio. A estimativa é que o imóvel ainda esteja suficientemente seguro para que os bombeiros possam trabalhar em seu interior.

Khan afirmou nesta quarta que há perguntas “que precisam ser respondidas” a respeito do desastre, já que alguns moradores resgatados contaram que haviam recebido orientações para ficar dentro dos apartamentos em caso de fogo, e a associação de moradores já havia manifestado a preocupação com o risco de incêndios no prédio.

“Estas perguntas são realmente importantes e precisam ser respondidas”, disse Khan à rádio BBC. “Em toda Londres temos muitos prédios de apartamentos e não podemos ter uma situação em que a segurança das pessoas esteja em risco porque se deu um mau conselho ou, se for o caso, como se relatou, que o prédio não tenha sido adequadamente cuidado ou mantido”.

O prédio inclui moradias sob proteção oficial, destinadas a famílias carentes, sob a administração das subprefeituras de Kensington e Chelsea.

DO G1/O GLOBO

Por G1 Rio

O jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do jornal “O Globo”, morreu no início da madrugada desta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, aos 63 anos.

Moreno morreu à 1h, de edema agudo de pulmão decorrente de complicações cardiovasculares, conforme informou “O Globo”. O corpo do jornalista será velado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio, a partir das 13h30.

A família ainda não decidiu se o corpo de Moreno será sepultado no Rio de Janeiro ou em Cuiabá, onde nasceu.

Um dos mais respeitados repórteres de política do Brasil, Moreno nasceu em Cuiabá (MT) e foi morar em Brasília na década de 1970. Há 10 anos vivia no Rio.

Moreno tinha mais de 40 anos de carreira. Trabalhou no jornal “O Globo” por cerca de 35 anos, onde chegou a dirigir a sucursal de Brasília. Nas redes sociais, amigos, artistas e políticos lamentaram a morte do jornalista.

Furos de reportagens

O primeiro grande furo de reportagem de Moreno foi no “Jornal de Brasília”: a nomeação do general João Figueiredo como sucessor do general Ernesto Geisel.

Durante o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, quando a própria CPI do PC Farias procurava uma prova cabal que ligasse o presidente aos cheques de “fantasmas” que vinham do esquema PC, foi Moreno que revelou que um Fiat Elba de propriedade do presidente tinha sido comprado pelo “fantasma” José Carlos Bonfim. Uma informação que ainda não era do conhecimento nem do relator da CPI, deputado Benito Gama, nem de seu presidente Amir Lando. A manchete de “O Globo” selava o destino do presidente.

Prêmio Esso

Moreno venceu o Prêmio Esso de Informação Econômica de 1999 com a notícia da queda do então presidente do Banco Central Gustavo Franco e a consequente desvalorização do real. O prêmio é um dos mais importantes no jornalismo brasileiro.

No fim da década de 1990, estreou sua coluna de sábado no jornal. Publicada até o último sábado (10), o espaço passou há alguns anos a ter o nome do próprio Moreno.

Desde 10 de março, comandava o talk show “Moreno no Rádio”, na CBN, às sextas-feiras à tarde. Era também o âncora do programa “Preto no Branco”, do Canal Brasil, e fazia participações frequentes na GloboNews.

Também em março, lançou o livro “Ascensão e queda de Dilma Rousseff”. É autor de “A história de Mora – a saga de Ulysses Guimarães”, lançado em 2013.

DO EL PAÍS

Jan Martínez Ahrens

Washington

Os Estados Unidos sentiram, na manhã desta quarta-feira, a vertigem de uma tragédia. Um homem disparou entre 50 e 60 balas contra um grupo de congressistas que jogavam beisebol na Virgínia, perto de Washington. O líder dos republicanos na Câmara dos Representantes, Steve Scalise, de 51 anos, o congressista texano Roger William e um guarda-costas ficaram feridos. O autor dos tiros, que também foi baleado, foi preso. Sua identidade ainda não foi divulgada. Todos os feridos se encontram em um quadro estável. O motivo do ataque continua sendo uma incógnita.


DO JORNAL O GLOBO

COLUNA/OPINIÃO

O ódio a bordo

por Míriam Leitão

Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo.

Sábado, 3 de junho, o voo 6237 da Avianca, das19h05, de Brasília para o Santos Dumont, estava no horário. O Congresso do PT em Brasília havia acabado naquela tarde e por isso eles estavam ainda vestidos com camisetas do encontro. Eu tinha ido a Brasília gravar o programa da Globonews.

Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo.

Fui uma das primeiras a entrar no avião e me sentei na 15C. Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiram olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas.

— Terrorista, terrorista — gritaram alguns.

Pensei na ironia. Foi “terrorista” a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim.

Uma comissária, a única mulher na tripulação, veio, abaixou-se e falou:

— O comandante te convida a sentar na frente.

— Diga ao comandante que eu comprei a 15C e é aqui que eu vou ficar — respondi.

O avião já estava atrasado àquela altura. Os gritos, slogans, cantorias continuavam, diante de uma tripulação inerte, que nada fazia para restabelecer a ordem a bordo em respeito aos passageiros. Os petistas pareciam estar numa manifestação. Minutos depois, a aeromoça voltou:

— A Polícia Federal está mandando você ir para frente. Disse que se a senhora não for o avião não sai.

— Diga à Polícia Federal que enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De nada.

Não vi ninguém da Polícia Federal. Se esteve lá, ficou na porta do avião e não andou pelo corredor, não chegou até a minha cadeira.

Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso.

Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias. Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: “quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo”, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas.

O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões, pousamos no Santos Dumont. A Avianca não me deu — nem aos demais passageiros — qualquer explicação sobre sua inusitada leniência e flagrante desrespeito às regras de segurança em voo. Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.

Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho.

(Com Alvaro Gribel, de São Paulo)

BOM DEMAIS!!! CONFIRA!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

María Martín

Rio de Janeiro

O juiz federal Sérgio Moro assinou nesta terça-feira primeira condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que é réu em outros nove processos na Justiça Federal e está preso no Rio desde novembro. Cabral foi condenado a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no marco da Operação Lava Jato. A sentença afirma que o ex-governador recebeu, entre 2007 e 2011, 2,7 milhões de reais em propina da construtora Andrade Gutierrez pelas obras de terraplenagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras. Moro decretou que o início do cumprimento da pena deverá ser em regime fechado.

O juiz de Curitiba, assim como fez com a mulher de Eduardo Cunha, absolveu a ex-primeira dama Adriana Ancelmo “por falta de prova suficiente de autoria ou participação”. Ela teria se beneficiado do dinheiro ilegal mas, para Moro, não há provas de que teria participado do acerto da propina. “Por mais que seja reprovável o gasto, em bens, do produto do crime de corrupção, isso não torna o cônjuge de agente público corrompido partícipe do crime de corrupção. Assim, Adriana de Lourdes Ancelmo deve ser absolvida da imputação de corrupção”, disse Moro num trecho da sentença. Adriana cumpre hoje prisão domiciliar por outros processos que correm na Justiça Federal no Rio.

O juiz condenou, também por corrupção e lavagem de dinheiro, o secretário de Governo do Rio, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho (10 anos e oito meses), e Carlos Miranda (12 anos), considerado o “homem da mala” de Sérgio Cabral. Os valores desviados não foram ainda recuperados, disse Moro, que apontou que há indícios de que Cabral e Wilson Carlos esvaziaram suas contas antes de se efetivar o bloqueio judicial bancário.

Cabral responde por outros nove processos na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, comandada pelo juiz Marcelo Bretas e cuja instrução é muito mais complexa pois incluiu supostos desvios em obras de infraestrutura de favelas ou a reforma do Maracanã. A estratégia de defesa de Cabral ante Bretas é a mesma adotada em depoimento a Moro: ele nega o recebimento de propina mas admitiu o uso de caixa 2. A Bretas, Cabral chegou a reconhecer que comprou joias para sua mulher, Adriana Ancelmo, com restos de campanha. Nas mãos de Bretas, que deve fechar sua primeira sentença no mês que vem, há uma extensa documentação que aponta que o ex-governador tem uma fortuna de 100 milhões de dólares no exterior.

Na sua sentença, Moro ainda se referiu à situação de grave crise que vive o Rio de Janeiro, em calamidade pública desde julho e sem recursos para pagar seus servidores públicos. “Não se pode ainda ignorar a situação quase falimentar do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com sofrimento da população e dos servidores públicos, e que [...] tem também sua origem na cobrança sistemática de propinas pelo ex-governador e seus associados, com impactos na eficiência da Administração Pública e nos custos dos orçamentos públicos”, diz o texto. “Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio. Ademais, as aludidas circunstâncias da cobrança da vantagem indevida [...] indicam ganância desmedida, o que também merece reprovação especial. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada”.

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Posted on 14-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-06-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“PSDB lembra PT aplaudindo Dirceu”

Carlos Fernando, procurador da Lava Jato em Curitiba, usou o Facebook para criticar os tucanos que aplaudiram Aécio Neves.

“O PSDB me lembra outro partido… Ah! Lembrei. O PT aplaudindo José Dirceu. Seja qual for o partido, o comportamento é o mesmo. Aplaudir quando se investiga o outro partido, e dizer que são perseguidos quando eles são os investigados.”

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Posted on 14-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-06-2017


Aroeira, no jornal O Dia (Rio)