Letra (em parceria com Aldir Blanc), música e interpretação. Tudo com a marca da originalidade e da perfeição que Edu (ave rara da canção brasileira) empresta à sua arte e ao seu ofício. Confira.

A canção vai dedicada a Gabriela Vallejos-Permenter, Gabee: ave rara que, mesmo vivendo na distante Califórnia, habita entre nós (na Bahia que ela ama), plena de humanismo, sensibilidade e generosidade.

Neste 5 de junho do aniversário de Gabee, nas asas da canção de Edu seguem os parabéns e votos de felicidades para este ser verdadeiramente especial. Beijos de muito afeto e admiração do tio e padrinho.
(Hugo e Margarida)

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)
(


O presidente Michel Temer e o tucano Aloysio Nunes.
Beto Barata PR


DO EL PAIS

Afonso Benites
Talita Bedinelli

Brasilia / São Paulo

Em 29 de março de 2016, Dilma Rousseff teve a certeza de que não terminaria seu mandato. O PMDB, principal sigla de sustentação de sua base no Congresso, estava oficialmente fora do Governo petista. Rousseff enfrentava uma crise política aguda. E sem os 68 deputados peemedebistas viu avançar na Câmara seu processo de impeachment sem qualquer resistência. Pouco mais de um ano depois, o presidente Michel Temer teme que seu destino seja parecido, ao ver o principal partido de sua base aliada rachar. Na versão 2017 da crise política brasileira, o PSDB tornou-se o PMDB. E o desembarque dos tucanos poderia significar a ruína de Temer.

As movimentações nos bastidores andam a passos largos. Mas para tomar qualquer decisão o partido pretende esperar o avanço do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começa na próxima terça-feira. Ainda que o processo trave, com o pedido de vistas de um ministro mais aliado ao Governo, apenas o voto do relator do processo, Herman Benjamin, já pode ser suficiente para uma decisão final, se for muito duro. Esta etapa precede o voto de qualquer ministro, momento em que a vista poderia ser pedida, adiando o processo. Ironicamente, a ação contra ele no TSE foi proposta pelos próprios tucanos que hoje são aliados.

Os caciques do PSDB defendem parcimônia, de olho nas reformas que podem ser implementadas pelo Governo Temer. Sabem que um mandato-tampão dificilmente daria a seu detentor o cacife para seguir com medidas tão polêmicas. Em um artigo publicado no EL PAÍS neste domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que o partido não apelou “ao muro”, mas à “prudência”. “Disse no início do atual Governo que ele atravessaria uma pinguela (…) O Governo Temer tem feito um esforço, até maior do que se imaginaria possível, para rearranjar uma situação institucional e financeira desoladora. Apoiei a travessia e espero que a pinguela tenha conserto”. O ministro tucano das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, também afirmou nesta sexta-feira que o PSDB não era a “madame Bovary”, que insatisfeita com o casamento decidiu trair o marido.

Mas enquanto os caciques do partido tentam manter a sensação de normalidade, um movimento entre a bancada do PSDB já reúne 20 dos 46 deputados da legenda a favor do rompimento com o Governo Temer. Eles defendem a entrega de todos os quatro ministérios que ocupam, mas a manutenção do apoio à pauta legislativa da gestão.

Essa ruptura só não ocorreu ainda porque alguns dos líderes tucanos, como o senador cearense Tasso Jereissati e o governador paulista Geraldo Alckmin pediram cautela para que qualquer decisão fosse tomada. Temer se reuniu na última segunda-feira com FHC e Jereissati, atual presidente interino do partido. Uma reunião com Alckmin também estava agendada para sexta-feira, para tentar conter a rebeldia da ala paulista do partido. Nesta segunda-feira, os tucanos paulistas podem tomar uma posição como a da seção estadual do partido no Rio, que no último dia 20 pediu a renúncia do presidente e a saída dos ministros do partido do Governo.

“Há quem diga que, se deixarmos a base, ocorrerá um efeito cascata que acabará com o Governo. Mas temos de tomar uma posição. Não faz sentido continuarmos com os cargos”, afirmou o deputado pernambucano Daniel Coelho, um dos rebeldes do Congresso. Na mesma linha segue o deputado Eduardo Barbosa, de Minas Gerais. “Já deveríamos ter saído antes, quando estourou a delação. Não saímos porque ainda temos ministros que querem seguir e porque não encontramos uma solução para substituir Temer”, disse em referência a Aloysio Nunes Ferreira e Antônio Imbassahy (da Secretaria de Governo da Presidência).

Na visão da ala que defende a ruptura, as reformas na atual crise política têm menos chances ainda de passar com Temer. Coelho e Barbosa, por exemplo, chamam atenção para o fato de que a reforma da Previdência não tem garantia de votos da base, mesmo que Temer siga no cargo. Os dois dizem que votarão contra a atual proposta de emenda constitucional.

Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília, David Fleischer, a ala mais jovem do PSDB, que defende a ruptura, está mais preocupada com as dificuldades em disputar a reeleição, no ano que vem, caso sejam associados a um governo altamente impopular como o de Temer. “O PSDB pode até não sair oficialmente, mas ficará dividido, o que é muito ruim para a imagem do partido”, afirma. “Os que querem ficar estão esperando para ver, porque acham que pode vir coisa pior. Não o julgamento do TSE, que deve acabar adiado, mas uma eventual delação do ex-deputado Rocha Loures”, afirma o professor, em referência ao ex-assessor de Temer, que foi flagrado recebendo propina da JBS e foi preso no sábado por decisão do relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Constrangimentos preventivos

Gustavo Guedes, um dos advogados de Michel Temer, acusou Rodrigo Janot de tentar constranger o Tribunal Superior Eleitoral.

“Temos indicativos de que virão movimentos e iniciativas de Janot às vésperas do julgamento do TSE na tentativa de constranger o tribunal a condenar o presidente. Nos preocupa muito o procurador-geral da República se valer de toda a estrutura que tem para tentar constranger um tribunal superior.”

Os indicativos do constrangimento seriam o atraso no envio das perguntas pela Polícia Federal para o depoimento por escrito de Temer e as informações que chegaram ao Palácio do Planalto de que o Ministério Público Federal tem novas gravações contra o presidente a serem divulgadas nos próximos dias.

A Veja, na verdade, noticiou que a PGR guarda gravações inéditas em que Rodrigo Rocha Loures diz que a propina era para Temer.

“Essas gravações viriam a ser divulgadas entre hoje (domingo) e amanhã (segunda) na tentativa de constranger o TSE. Isso é um aparente armazenamento tático de gravações, ou seja, quando não se usa o material ao ter conhecimento dele, mas só quando há interesse em utilizá-lo.”

Já isso que faz a defesa de Temer é um discurso tático de constrangimento preventivo para evitar que Janot denuncie o presidente antes do julgamento da chapa e que os ministros do TSE – bem como o povo brasileiro – se deixem influenciar pelas revelações da PGR.

jun
05
Posted on 05-06-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-06-2017


Frank, no diário A Notícia (SC)


Menina posa com um policial antes do show de Ariana Grande em Manchester, neste domingo. Nigel Roddis EFE


DO EL PAÍS

María R. Sahuquillo (Enviada especial)

ManchesterE

Candace diz que não tem medo. Inquietação, sim, mas não medo. “Não podemos ficar em casa, assustados. É o que os terroristas querem, e não podemos permitir isso”, comenta esta jovem mãe que foi com a filha Ella, de 11 anos, ao show que a ídolo pop Ariana Grande apresenta neste domingo em Manchester com outras grandes estrelas em homenagem às vítimas do atentado terrorista de 22 de maio, quando um jihadista se explodiu na saída do espetáculo da artista na Manchester Arena, tirando a vida de 22 pessoas.

Além disso, neste domingo os espectadores do One Love Manchester também lembram os sete mortos e as dezenas de feridos do atentado deste sábado em Londres. Um novo golpe para o Reino Unido, que em três meses sofreu três ataques terroristas. Os dois anteriores foram assumidos pelo Estado Islâmico. O deste sábado ainda não foi reivindicado por nenhum grupo de linha islamista.

Mas britânicos como Candace e Ella, ou como Holly, Lotte e Molly, de 15 anos, que comparecem emocionadas com suas mães para ver Ariana Grande, não querem perder o uso dos espaços públicos, apesar do medo e da ameaça. “Meus pais estavam preocupados, mas no final decidimos que tínhamos de vir”, conta uma das meninas, vestida, como suas amigas, com uma camiseta rosa e o cabelo com um penteado de dois coques. As três estiveram no show do dia 22 e por isso puderam entrar de graça neste domingo.

“Todos somos Manchester e todos somos Londres”, canta um grupo de garotas na fila para entrar no estádio de Crickett Old Trafford, junto ao campo da equipe de futebol Manchester United, no qual mais de 130.000 pessoas — segundo divulgado pelas autoridades — escutaram Ariana Grande e outros artistas, como Katy Perry, Coldplay, Justin Bieber, Robbie Williams, Pharrell Williams, Miley Cyrus, Take That, Usher, Black Eyed Peas, Little Mix e Niall Horan, da boy band One Direction, que Olivia aguardava com ansiedade. Chegou ao show acompanhada de sua amiga Emily. Ambas as jovens, de 19 anos, estiveram na Manchester Arena e contam que sentiram muito medo porque não conseguiam encontrar seus pais, que tinham ficado de buscá-las no retorno para casa.

Junto a elas, um grupo de policiais observa dezenas de garotos e garotas tirarem selfies nos cartazes que a organização colocou na entrada, uma espécie de photocall que é a atração da tarde. A chuva que caía até duas horas antes em Manchester deu lugar ao sol. As autoridades reforçaram ao extremo as medidas de segurança e tanto a região de Old Trafford como o centro da cidade estão cheias de policiais e pessoal de apoio.

Joseph Harris não esteve no show anterior de Ariana Grande, mas decidiu ir a este com a filha de nove anos. “Ela estava tão animada que não pude dizer não. Quando soubemos, nos mobilizamos para conseguir entradas”, conta ao lado da menina, que não consegue parar de se mexer, nervosa. Harris e a filha conseguiram um dos 35.000 ingressos postos à venda pelo equivalente a 165 reais. Esgotaram-se em questão de minutos.

A arrecadação do show — os organizadores esperam o equivalente a mais de 8 milhões de reais — será doada a um fundo criado para ajudar as vítimas do atentado de maio, que abalou o Reino Unido. Não só se trata do maior atentado dos últimos anos no país, mas também se voltou contra um público especialmente jovem, que tinha ido desfrutar o que pensavam seria uma das noites mais bonitas, o show de um dos ícones pop que tem milhões de seguidores em todo o mundo. No ataque morreram várias crianças — a mais jovem, de apenas oito anos.