Temer e Aécio: erros e malfeitos no governo e na política…


…revelados em furo jornalístico histórico


ARTIGO DA SEMANA

Abate no aniversário: Temer- Aécio (PMDB-PSDB), um ano de governo

Vitor Hugo Soares

“Na política, como na ciência, o erro é o dramático preço da evolução rumo a verdade. São os deslizamentos, avalanches e quedas que conduzem aos cimos”.

(Ulysses Guimarães, um mestre da política brasileira, parlamentar, pensador, vidente.)

E por falar em erro: que maio, este de 2017, que mal acaba de ultrapassar a sua primeira quinzena! Salvo Ulysses, talvez, nem o mais iluminado dos videntes teria sido capaz de prever um terremoto tão devastador e de duração e efeitos ainda impossíveis de avaliar com precisão – depois de tantos e tão arrasadores sismos já produzidos pelo andamento da Lava Jato – em seu passo firme, amplo e desassombrado de investigação, julgamento e punição de corruptos e corruptores no Brasil.

Esta semana, em plena comemoração do primeiro ano de mando – pós impeachment da mandatária petista Dilma Rousseff – o senhor do poder da vez, Michel Temer (PMDB), e o senador Aécio Neves (PSDB), dois maiorais do novo comando da República, desabam em desgraça pontuada por acusações, indícios e algumas provas mais que comprometedoras de erros e graves desvios políticos e morais. Os dois – e outros mais do alto e do baixo clero – acabam de ser apanhados, como patos sedentos, nas armadilhas dos irmãos negociantes Wesley e Joesley Batista, donos da JBS e outras siglas, de estranho e maléfico império empresarial de alcance planetário, construído e inflado praticamente da noite para o dia nos anos petistas.

Em palavras que o brasileiro comum entende melhor: o tempo áureo da Friboi e outros abatedouros espalhados pelo País e pelo mundo. E da ascensão igualmente meteórica de empresários do tipo dos irmãos Batista, de Marcelo Odebrecht (condenado e preso em Curitiba) e Eike Batista, também condenado e recolhido a luxuosa prisão domiciliar no Rio de Janeiro. Desculpem a cara amarrada e as palavras indignadas e que podem transpirar aspereza, mas os dias são assim. E não falo aqui da canção Anos 70, nem do seriado da TV, mas nos dias que correm na “encruzilhada do Brasil”, para ficar com as palavras do juiz Sérgio Moro, ao analisar a realidade nacional.

Ironia suprema! No coração da nova tempestade política, governamental e moral pontuam um discípulo do senhor Constituição, Ulysses Guimarães, fundador e guia do antigo MDB (sigla que deu origem ao atual e PMDB), e o senador Aécio Neves, neto dileto de Tancredo Neves e seu maior herdeiro político. Delação dos irmãos Batista, já homologada pelo ministro Edson Fachin (condutor da Lava Jato, no STF, para aqueles com foro privilegiado), confirma um dos maiores e mais relevantes furos jornalísticos da história recente da imprensa brasileira. Fatos relatados e lançados ao conhecimento público, na quarta-feira, pelo jornal O Globo, através de um de seus mais competentes e incansáveis colunistas, um mestre na arte de caçar
informações submersas ou escondidas, por algum motivo: Lauro Jardim.

Na verdade, este feito relevante confirma, também, o conceito exposto por Esteban Rodriguez, na apresentação da sua antologia “Contra La Prensa” (Contra a Imprensa). O de que a história do mundo moderno é, de algum modo, a história do jornalismo. De sua vasta influência, de suas realizações e triunfos. “Não podia deixar de ser igualmente a história de uma atitude que não é irreconhecível nem secreta”… Bingo! Prêmio Esso e todos os demais prêmios mais importantes do nosso jornalismo e da imprensa, para este feito marcante do colunista Lauro Jardim.

Michel Temer é acusado de autorizar a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para obstruir e travar a Operação Lava Jato (um tsunami, como definiu o jornal espanhol El País), durante vergonhosa e desonrosa conversa, de um homem público, chefe de uma nação, com um empresário, carregado de cabeludos processos nas costas, em defesa imoral e evidente de interesses particulares e de informações privilegiadas. Tudo gravado pelo empresário, com um aparelho escondido no bolso do paletó, durante encontro clandestino na biblioteca do Palácio do Jaburu, altas horas da noite.
O mandatário da vez segue trilhas e roteiros recentes de outros antecessores. Nega tudo, mesmo as mais gritantes evidências. Em discurso bombástico diz e repete que não renuncia e que vai provar inocência no Supremo. O ministro Fachin já autorizou instalação de inquérito para investigar o que o presidente andou fazendo de errado às barbas da Lava Jato, em pleno exercício do seu mandato. Escândalo é pouco. Deve ser por estas e outras que a primeira dama, Marcela, vinha se queixando de perder o sono e de estar vendo vultos rondando nos ambientes palacianos de Brasília.

O tucano Aécio, presidente nacional agora licenciado do PSDB e afastado do Senado, foi igualmente gravado pedindo R$ 2 milhões aos irmãos Batista, para se defender das acusações da Lava Jato que já pesam sobre ele. O processo imoral e revoltante do repasse da grana dos donos da Friboi, seguido , gravado e documentado em imagens indignantes, passo a passo, praticamente sepulta a carreira política do neto de Tancredo. Andreia, jornalista, irmã e braço direito nas atividades do ex-governador de Minas, senador e candidato derrotado à presidência da República, acusada de intermediar a negociata, já foi recolhida, desde quinta-feira, a uma penitenciária feminina de Minas Gerais. Fred, primo e braço esquerdo, filmado a recolher a dinheirama destinada ao tucano, também já está preso. O ministro Fachin negou o pedido de autorização feito pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, para a Polícia Federal prender também o ex-presidente do PSDB, mas pelo andar da carruagem não é difícil prever que esta é uma medida adotada, para não jogar mais nitroglicerina na crise, e terá curta validade, salvo uma drástica interrupção dos fatos e dos feitos em andamento, a começar pelo conhecimento mais completo dos detalhes da delação dos irmãos da JBS.

Agora, antes do ponto final, o jornalista abre espaço para citação de mais dois pensamentos de Ulysses Guimarães, cruciais e de notável atualidade, diante dos fatos dramáticos desta semana que ficará na memória:
1 – “O poder não corrompe o homem, é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza, do próprio homem, do poder. Se o poder fosse corrupto seria maldito e proscrito, o que acarretaria a anarquia”.
2 – “Não há direito nem liberdade para o mal”.

Imortal Ulysses, na mosca!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Os Originais do Samba, para matar saudade sambando! E para fazer pensar.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

mai
20
Posted on 20-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-05-2017

DO EL PAÍS

Afonso Benites
Talita Bedinelli

Brasília

Na manhã desta sexta-feira, o presidente Michel Temer respirava com algo de alívio após a crise que atacou seu Governo dois dias antes, com a divulgação, pelo jornal O Globo de que ele havia sido gravado dando aval para a compra de silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Os áudios isolados, divulgados no final da quinta-feira, não deixavam claro que ele havia atuado para calar seu antigo aliado e, ainda que apenas nos bastidores, parlamentares já arriscavam sair em sua defesa, desqualificando as gravações. Mas durou pouco. Já na hora do almoço, o conteúdo total do inquéritos a partir das delações da JBS, liberado à imprensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a colocar o presidente contra as cordas. No material, Joesley Batista o acusa de receber pagamento de milhões em propina e caixa 2. Conta que Temer o ouviu, passivamente, descrever condutas criminosas. Fica evidente que Temer disponibilizou a ele, um investigado em várias operações na Justiça, um canal particular e colocou seu homem de confiança à disposição para, de acordo com Joesley, tratar de assuntos que pudessem beneficiar a gigante frigorífica em seus interesses. E, para piorar, esse interlocutor aceitou receber propina, o que filmado pelos investigadores.

Até a divulgação do material, o Planalto tentava conter os danos da delação da JBS. O presidente anunciou que faria uma perícia no áudio em que aparece. Mas quando todo o sigilo da investigação foi quebrado, e os vídeos das delações vieram à tona, Temer desistiu de fazer um novo pronunciamento à nação e dedicou o seu dia a conversar com aliados e a discutir estratégias de defesa com seu advogado. Seu defensor no Supremo Tribunal Federal é Antonio Mariz de Oliveira, o criminalista que só não se tornou ministro da Justiça porque criticou a Operação Lava Jato. Com a anuência de Edson Fachin, ministro do STF responsável pela operação, o presidente será investigado por três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação e constituição e participação em organização criminosa — neste caso, “por utilizar a estrutura partidária e o cargo para cometer crimes em prejuízo do Estado e da sociedade”.

No pedido de abertura de inquérito, o procurador- geral Rodrigo Janot avalia que o presidente teve conduta imprópria já estando à frente do comando do país. Em 3 de março deste ano, por volta das 22h40, ele recebeu o diretor da JBS no Palácio do Jaburu, sua residência oficial, para uma conversa de cerca de 30 minutos. O áudio, gravado como Joesley como tentativa de barganhar o acordo de delação premiada que acabaria conseguindo, demonstra que o empresário entra diretamente pela garagem do palácio, sem se identificar na portaria. O empresário, na delação, explica os motivos que o levaram a pedir o encontro diretamente com o presidente. Se antes conversava sobre os interesses da J&F, holding do grupo JBS, com ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, agora não poderia fazê-lo mais, por conta das investigações que atingiram a ambos. Ele queria saber quem, agora, seria o interlocutor do presidente.

Aos 11 minutos e 30 segundos, a conversa aborda o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável pela abertura do processo de impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Joesley afirma ao presidente que tem procurado manter uma boa relação com o ex-deputado, hoje preso. E escuta de Temer: “Tem que manter isso, viu?”. Para Janot, o áudio prova que o presidente deu anuência à compra do silêncio de Cunha, apesar das controvérsias públicas a respeito desta interpretação. Seja como for, a essa altura, esse trecho do áudio já havia perdido protagonismo isolado. Na divulgação completa do processo, a narrativa de Joesley já havia devastado a imagem do mandatário.

Na conversa gravada, Temer indicou como seu interlocutor o deputado Rodrigo Santos da Rocha Loures, seu ex-assessor especial no Planalto. Loures, agora afastado do cargo pela Justiça, seria o responsável, a partir de então, por tratar dos temas de interesse do empresário junto à Presidência da República. O presidente também deixa claro que as portas do Jaburu estão abertas a ele. As da garagem —para que os encontros não sejam públicos. “Fazemos como hoje (…) funcionou super bem”, afirmou o peemedebista.

Os encontros de Joesley passaram a ser, então, com o homem de confiança de Temer. Em 13 de março, Loures foi recebido pelo empresário na residência dele, no luxuoso Jardim Europa, em São Paulo, para tratar dos principais interesses políticos e comerciais da JBS, descreve Janot. A compra do silêncio de Cunha ou ao menos a combinação de versões foi discutida, de acordo com o procurador-geral. Joesley afirma ainda que tratou com o ex-assessor de Temer sobre como destravar negócios de seu grupo que dependem de algumas “posições-chave” no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Receita Federal, no Banco Central e na Procuradoria da Fazenda Nacional. Em troca de obter um decisão no CADE que favoreceria uma termelétrica do grupo, Joesley oferece 5% do lucro se o negócio prosperasse. “O deputado federal Rodrigo Loures, homem de total confiança de Michel Temer, aceita e recebe com naturalidade a oferta de propina, em troca de interceder em favor do grupo”, diz Janot.

A delação do magnata da JBS também é recheada de casos do passado. De como o futuro presidente estava preocupado pelos ataques que recebia nas redes sociais e pediu ao empresário que lhe bancasse uma campanha de marketing na Internet nos meses prévios ao impeachment de Dilma Rousseff. Ou como os dois, Joesley e Temer, se encontraram mais de 20 vezes desde 2010, quando se conheceram apresentados pelo então ministro de Agricultura, Wagner Rossi.

Após Wagner Rossi deixar a pasta, Joesley conta que Temer lhe pediu que pagasse ao ex-ministro um “mensalinho de 100.000 reais”. O pagamento “foi feito dissimuladamente por cerca de um ano”, afirma. O então vice-presidente voltou a telefonar o empresário em 2012 quando andava a procura de dinheiro para bancar a campanha de seu aliado, Gabriel Chalita, para a Prefeitura de São Paulo. O delator disse que entregou três milhões de reais por meio de caixa 2.

Um episódio envolvendo Temer foi considerado particularmente desabonador até mesmo por um delator. Ricardo Saud, outro executivo da empresa de carne que fez delação, contou que em 2014 o então vice-presidente pediu 15 milhões para a campanha dos seus aliados. Mas Temer, num ato “deselegante”, segundo Saud, ficou com um milhão para ele.
Perda de apoio

Apesar do timing da divulgação dos detalhes da delação da JBS ter privilegiado Temer – sexta-feira é um dia praticamente morto entre os políticos de Brasília –, o presidente viu ruir, diante disso, um importante apoio que teve no início de sua gestão, o de parte da mídia. O jornal O Globo, periódico que pertence à família Marinho, dona do maior conglomerado de comunicação do Brasil, publicou um editorial no qual defende a renúncia do presidente: “Este jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer. (…) Mas a crença nesse projeto não pode levar ao autoengano, à cegueira, a virar as costas para a verdade. Não pode levar ao desrespeito a princípios morais e éticos. Esses diálogos expõem, com clareza cristalina, o significado do encontro clandestino do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Ao abrir as portas de sua casa ao empresário, o presidente abriu também as portas para a sua derrocada.”

Na luta pela sobrevivência, o presidente sabe que terá severas dificuldades em recompor sua base – que já sofreu baixas consideráveis. Na quinta-feira passada, dezenas de parlamentares da oposição discursaram aos quatro ventos que ele deveria ser defenestrado do poder. Seus aliados, contudo, só diziam que o momento era de calma para acompanhar o desenrolar das investigações.

O pedido por cautela não é apenas para proteger Temer, mas a si próprios. Nos últimos meses, com a delação da Odebrecht, a Lava Jato havia migrado do núcleo que circundava o PT para a cúpula dos mais diversos partidos. Agora, a delação da JBS mostrava que haveria um “fim do mundo” ainda mais espetacular que o primeiro, reforçam a percepção de que a corrupção atingiu todos os níveis e quem ainda detém poder e voto no Congresso avalia qual a melhor estratégia para tentar escapar. Nas contas do “homem da mala da companhia”, o diretor de relações institucionais Saud, a empresa pagou 600 milhões de reais em propinas a 1.829 candidatos de 28 partidos. É este grupo ecumênico de atingidos que se divide entre os que pedem a queda imediata de Temer e os que pedem parcimônia.


Temer na TV durante pronunciamento de quinta-feira

O EL PAÍS

Felipe Betim

São Paulo

Lideranças políticas brasileiras, algumas delas presentes nas bolsas de aposta para disputar uma eleição presidencial – direta ou indireta –, reagiram à hecatombe política causada pelas últimas notícias envolvendo o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves. Em conversa gravada, o peemedebista trata com Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, de uma série de assuntos, como o de pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha, que atualmente está preso cumprindo pena, e até da compra de procuradores e juízes. Já o senador mineiro pediu, segundo ele mesmo confirmou, dois milhões de reais ao magnata para cobrir despesas referentes à Operação Lava Jato.

A ex-senadora e ex-candidata à presidência Marina Silva, da REDE, gravou um vídeo para dizer que “o presidente não está mais em condições de governar”, confirmando o que “a fraude de 2014 já sinalizava: nem Dilma e nem Temer teriam condições e legitimidade de conduzir o país”. Marina, que aparece bem colocadas nas pesquisas e deve sair candidata, conclui sua fala pedindo por eleições diretas: “O Congresso Nacional pode prestar um grande serviço pra sociedade brasileira aprovando a emenda apresentada pelo deputado Miro Teixeira que possibilita uma nova eleição direta, pra que a sociedade possa fazer a escolha daquele que, bom base em um programa, poderá fazer a transição nesse difícil momento que estamos atravessando”. Parlamentares da REDE apoiados pelo PSOL, que também faz oposição ao Governo Temer, protocolaram pedidos de impeachment na manhã desta quinta. Ambos os partidos pedem eleições diretas.

João Doria (PSDB), atual prefeito de São Paulo e outro possível candidato a presidência da república, também gravou um vídeo para pedir “equilíbrio e serenidade”. O tucano, que apoia o Governo Temer, diz que “os fatos são muito graves”, mas também afirma que as reformas levadas a cabo pelo Governo são essenciais “para gerar crescimento e emprego”. Devido ao seu bom desempenho eleitoral em São Paulo e a dúvida que paira sobre seus colegas de partido, atingidos pela Lava Jato, especula-se que Doria possa investir em uma candidatura presidencial.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também do PSDB, usou seu perfil no Facebook para dizer que a “grave crise atual deve dar-se no absoluto respeito à Constituição”. Isso poderia ser interpretado como um respaldo a que sejam realizadas eleições indiretas, o caminho natural caso Temer deixe o cargo. Neste caso, especula-se que o ex-mandatário poderia ser o escolhido pelo Congresso. Sobre isso uma possível renúncia de Temer, o tucano foi enfático: “Os atingidos por elas têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões. Se as alegações de defesa não forem convincentes, e não basta argumentar são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia”. Consultado por este jornal, o PSDB afirmou não ter ainda uma posição oficial a respeito de uma possível renúncia ou se apoiará eleições diretas ou indiretas.

Outro presidenciável que se pronunciou, mas de forma mais discreta, foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele lidera as pesquisas de opinião e já disse que quer ser candidato, mas depende de escapar de ser condenado pela Justiça. Ainda na noite desta quarta, seu perfil no Facebook divulgou duas fotos na qual aparecem o juiz Sérgio Moro acompanhado de Aécio e Temer. Nesta quinta, as fotos já haviam sido apagadas. De todas as formas, o PT lançou uma nota afirmando que não há “saída democrática sem o voto universal, livre e direto”.
Doria, Marina Silva, FHC… O que os políticos falaram sobre a delação da JBS

Ronaldo Caiado, do Democratas, que forma parte da base aliada do Governo, contrariou seu partido e pediu a renúncia de Temer. Em várias declarações, divulgadas em sua página do Facebook, disse defender a mudança na Constituição para a realização de eleições diretas. Ele é considerado um nome mais forte de seu partido e também é um provável candidato para as próximas eleições – seja lá quando elas se realizem. A posição oficial do DEM é cautela. O presidente José Agripino admitiu a gravidade das acusações, mas disse que “a hora é de aguardar consistência e confirmação dos fatos”.

Também usando sua página no Facebook, o ex-presidente Fernando Collor, que renunciou ao seu cargo em meio a um processo de impeachment, também pediu cautela. Concluiu dizendo que “as duas Casas Legislativas são responsáveis o suficiente para que possamos encontrar o nível de crescimento e igualdade social que desejamos”.

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Posted on 20-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-05-2017


Cazo, no jornal Comércio de Jahu (SP)

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Delator cita presidente da OAB-DF

O delator Francisco Assis, diretor jurídico da JBS, mencionou à PGR que parte dos R$ 4 milhões pagos inicialmente ao advogado Willer Tomaz, para arquivar a Greenfield, foram repartidos. “Falou que um terço do que cobrou foi pro Juliano Costa Couto, presidente da OAB-DF”