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Posted on 18-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-05-2017

DO BLOG O ANTAGONISTA

O G1 publicou a imagem de Andrea Neves na penitenciária.

Guarde para sempre.

Bom dia, se for possível e se o barulho do terremoto político em Brasília deixar!!!

(Vitor Hugo Soares)


Clientes compram carne em açougue de São Paulo.
Sebastião Moreira/EFE

DO EL PAÍS

Gil Alessi

São Paulo

Os irmãos goianos Joesley e Wesley Batista, responsáveis pela holding J&F, dona da JBS, uma das maiores companhias de carne do mundo, apareceram na lista dos 70 maiores bilionários brasileiros da revista Forbes em 2016. Mas as empresas da família também colecionam menções menos nobres, em inquéritos e investigações policiais. Nesta quarta-feira, eles se transformaram no epicentro do terremoto político com a revelação do jornal O Globo de que fecharam acordo de delação premiada na Operação Lava Jato e que Joesley gravou o presidente Michel Temer dando aval para que comprassem o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba. Tudo numa operação combinada com a Procuradoria-geral da República que não nega nem confirma as informações.

Para além de Temer, uma delação do grupo tem potencial explosivo porque a JBS, dona das marcas Friboi, Seara e Vigor, se tornou a maior doadora de campanhas eleitorais de 2014, superando até a tradicional doadora Odebrecht, agora também delatora.

O grupo já havia sido notícia na semana passada. Na sexta-feira (12), foi a Operação Bullish, que atingiu a JBS, gigante do ramo dos frigoríficos. A suspeita das autoridades é que a empresa tenha sido beneficiada com aportes irregulares da BNDESPar, subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com as investigações, os repasses feitos à companhia foram realizados depois que a empresa de consultoria Projeto, do ex-ministro petista Antônio Palocci, foi contratada – ele está preso em Curitiba por seu envolvimento na Operação Lava Jato. As transações teriam provocado prejuízos aos cofres públicos.

A operação jogou luz nos negócios de um dos maiores bancos públicos do país, que se tornou sócio minoritário da JBS (com 21% das ações) durante o processo de internacionalização da empresa, iniciado durante o Governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Wesley foi levado a depor e Joesley foi alvo de mandato de condução coercitiva, mas estava fora do país. O ex-presidente do Banco Luciano Coutinho também deve prestar depoimento. Outros 37 funcionários do BNDES foram ouvidos pela polícia. Antes das revelações desta quarta, era o envolvimento de Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula, o que mais atemorizava o mercado financeiro. O petista negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato que pode colocar o foco das investigações nos bancos, e ajudar a desvendar esquemas de corrupção para além das empreiteiras.

Apesar dos problemas, tanto o banco quanto a JBS estão com boa saúde financeira. O BNDES registrou um lucro líquido de 373 milhões no primeiro trimestre de 2017 com retração de 76% ante o mesmo período de 2016. Já BNDESPar teve lucro líquido de 1,2 bilhão nos primeiros três meses do ano, revertendo prejuízo de 1,8 bilhão no ano passado. A JBS também vai de vento em popa: reverteu um prejuízo líquido de 2,7 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2016 e teve lucro líquido de 422,3 milhões de reais no mesmo período deste ano.

Os repasses supostamente irregulares teriam sido feitos para que o frigorífico adquirisse a americana Pilgrim’s e e incorporasse a Bertin S.A. Eles foram feitos a partir de junho de 2007. Um deles totalizou 3,5 bilhões de reais, feitos via compra de debêntures com a finalidade de fortalecer o caixa da empresa. Os aportes fizeram parte da política formulada pelo ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, de incentivar a formação de “campeãs nacionais”. Sob essa diretriz e com o apoio do Banco, a JBS, fundada há mais de cinco décadas, tornou-se de 2003 até os dias de hoje uma das dez maiores exportadoras de carne do mundo – seus produtos são vendidos em mais de 150 países.

“Não é função do BNDES transformar a empresa em um grande player mundial”

Para a Polícia Federal, estes aportes feitos à JBS provocaram prejuízo de cerca de 1,2 bilhão de reais aos cofres públicos, provocados pela compra de ações a um preço supostamente superior ao de mercado. Thiago Mitidieri, presidente da Associação dos Funcionários do BNDES, criticou este argumento. “Ninguém tem bola de cristal para saber qual será o futuro [das ações]. Todos os analistas consultados [antes da compra] apontaram preço maior por ação do que o BNDES pagou”, diz. De acordo com ele, não é possível falar em “prejuízo” uma vez que o Banco ainda é detentor das ações. “Quando você compra uma ação na Bolsa você só sabe se vai ter lucro ou prejuízo na hora da venda”, explica. Mitidieri também aponta que a JBS “é a maior empresa de carnes do mundo, graças ao apoio do BNDES. Como podemos ter prejuízo se o patrimônio da empresa só cresce?”. A Associação também ameaçou declarar greve caso a presidência do Banco não faça uma “defesa contundente” da entidade.

As controvérsias vão além do problema do valor das ações, e alguns críticos apontam para o próprio modelo de financiamento do banco. O professor do Insper Sérgio Lazzarini critica o modelo utilizado pelo BNDES de “formar campeãs nacionais via internacionalização”. Ele cita estudos segundo os quais os benefícios sociais dos aportes tendem a ser maiores “quando são feitos a boas empresas menores, principalmente do ponto de vista da geração de bons empregos”. Para Lazzarini, o capitalismo brasileiro sempre se baseou em uma relação promíscua com troca de favores entre o setor público e o privado.

O ex-presidente do BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros, critica o investimento “exagerado” do banco na JBS. “Não é função do BNDES transformar a empresa em um grande player mundial”, afirma o economista que esteve à frente da instituição entre 1995 a 1998, durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso. Barros afirma, no entanto, que muitas vezes o Tribunal de Contas da União não tem “condições técnicas para avaliar operações financeiras mais sofisticadas”. Ela cita como exemplo problemas enfrentados com o Tribunal durante sua gestão: “Tínhamos uma carteira imensa de ações da Telebras, e fomos vendendo as ações. O TCU, por exemplo, pegava a cotação que nós vendemos, pegava a cotação do dia e falava “olha, deixaram de ganhar” . Mas fomos em frente, liquidamos a carteira do banco, e depois o mercado despinguelou. Ai o TCU ficou quieto”. Ele nega, no entanto, que haja um “aparelhamento político” no BNDES como o encontrado pela Lava Jato na Petrobras.

O professor Lazzarini cita ainda exemplos de grandes empresas, como a Ambev, do ramo de bebidas, que se internacionalizaram com forte investimentos do capital privado, diferentemente da JBS. “Melhor seria que o Banco tivesse estimulado o empreendedorismo doméstico”, diz. De acordo com Lazzarini, alguns dos problemas enfrentados atualmente pela J&F com a Justiça podem se dever em parte a estes “aportes controversos e erráticos”. “Sem justificativas claras por parte do Banco para estas operações, se abre espaço para controvérsia. É preciso ser criterioso, afinal de contas é dinheiro público”, afirma.
Em um ano cinco Operações

A Operação Bullish é apenas o último dos problemas da J&F com a Justiça. No último ano outras quatro operações da Polícia Federal também tiveram como alvo empresas da holding. Em julho de 2016 foi a Operação Sépsis, que investigou pagamento de propinas para obtenção de recursos do fundo de investimento do FGTS. Em setembro do mesmo ano foi a vez da Operação Greenfield, que focou no recebimento irregular de fundos de pensão por parte da Eldorado Celulose. Em janeiro de 2017 a J&F foi investigada pela Operação “Cui Bono?” por supostamente ter se beneficiado da concessão de créditos pela Caixa Econômica Federal em um esquema que envolveria o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e o ministro Geddel Vieira Lima. Dois meses depois a Operação Carne Fraca apurou o pagamento de propinas para que carnes irregulares da JBS fossem vendidas.

Em nota a JBS informou eu “sempre pautou o seu relacionamento com bancos públicos e privados de maneira profissional e transparente”, e que “o investimento do BNDES na companhia (…) obedeceu a regras de mercado e dentro de todas as formalidades”. Ainda segundo o frigorífico, “esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa”.

A defesa de Luciano Coutinho afirmou que “todas as operações com a JBS foram feitas dentro da mais absoluta regularidade, e Coutinho está e sempre esteve à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos solicitados por autoridades sobre a questão”. Seus advogados disseram que ainda não tiveram acesso aos autos, mas têm “convicção de que demostrará, ao longo do processo, a lisura de todas as ações realizadas durante sua gestão”.


Jorge Haroldo Marques, fundados do ICV: encontro em Itaparica

Um desenganado, 40 anos depois

Vitor Hugo Soares

O geólogo ambientalista Jorge Haroldo S. Marques , fundador do Instituto Caminhando para a Vida (ICV), passou aos 23 anos, recém casado e com a esposa grávida – quando ele ainda era estudante da UFBA – por uma dessas experiências dramáticas que a gente só imagina possíveis de acontecer nos grandes romances dramáticos, no teatro, ou principalmente no cinema.

Diagnosticado com câncer ósseo condrossarcoma em estágio avançado, não cabendo mais o tratamento indicado, que é o cirúrgico ele foi retirado da mesa de cirurgia em um hospital de São Paulo e mandado de volta para casa,na Bahia.A expectativa de vida do paciente foi estimada em menos de um ano. Não havendo solução ao abrigo dos tratamentos convencionais, Jorge resolveu adotar tratamento alternativo, a partir a partir do estilo de vida revitalizante como possibilidade de cura, ou minorar sofrimentos diante do terrível parecer médico que acabava de receber. Não poderia ter feito escolha mais feliz e benéfica para ele, seus familiares e, de alguma forma, para todos os que presenciaram e partilharam desta incrível vivência.

Hoje, 40 anos depois, “gozando de saúde plena e muita vitalidade”, como ele próprio revela, às vésperas de começar a conduzir neste domingo, 21,o encontro que durará sete dias em um recanto de repouso, meditação e lazer, na Ilha da Itaparica (BA) , o fundador do ICV aprendeu, com o tempo e com a vida, lições fundamentais. Uma delas: “é uma certeza científica consagrada em todo o mundo que a combinação de dieta saudável com exercícios psicofísicos e atitude serena diante dos fatos da vida é o procedimento mais efetivo para se viver com saúde ou recuperá-la”.

“Outro aprendizado: “Cuidar de si mesmo é uma decisão solitária, que não dá para se terceirizar. É a pessoa consigo mesma, diante das suas fraquezas e dos seus talentos”.

“Estamos reforçando o convite para a vivência de imersão por 07 dias, com meditação, alimentação e exercícios psicofísicos pra reflexão e revalorização das nossas atitudes diante da vida. Trata-se de um trabalho pioneiro aqui na Bahia, indicado para adultos e adolescentes”, afirma o geólogo ambientalista fundador do Instituto ICV.

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Abaixo um relato informativo sobre o condutor do encontro que começa domingo em Itaparica:

Jorge Haroldo de S. Marques, fundador do Instituto Caminhando Para a Vida (ICV), autor do livro de mesmo nome, tem 64 anos, é Geólogo com mestrado em Meio Ambiente. A seguir ele faz um resumo de uma passagem da sua vida, que o levou a escrever o livro e a fundar o Instituto.
Nos idos de 1976, quando então contava 23 anos de idade, casado e com a esposa grávida da primeira filha, fui diagnosticado com câncer ósseo condrossarcoma em estágio avançado, não cabendo mais o tratamento indicado, que é o cirúrgico. Fui retirado da mesa de cirurgia e mandado de volta para casa. A expectativa da minha vida foi estimada em menos de um ano.
Não havendo solução ao abrigo dos tratamentos convencionais, resolvi adotar o estilo de vida revitalizante como alternativa de cura, o que me pareceu consistente porque iria potencializar o sistema imunológico do corpo, favorecendo a recuperação da minha saúde.
Passei a me alimentar com determinados alimentos naturais, integrais, específicos para o meu caso. O modo de cozimento e a mastigação me foram especialmente recomendados, para que pudesse absorver o máximo de nutrientes possível. Além disso, adotei práticas de meditação voltadas para o autoconhecimento. E segui a vida.
O sistema imunológico correspondeu positivamente, defendendo com vigor a integridade do meu corpo, evitando o espalhamento da doença através de metástase, comum nesses casos.
Os anos se passaram e os vivi como uma pessoa absolutamente normal, gozando de plena saúde, sem que fosse preciso ingerir qualquer tipo de medicamento, graças puramente ao estilo de vida revitalizante.
Quase 10 anos depois, em 1985, submeti-me a uma cirurgia para retirada do tumor, que não havia desaparecido. Diferentemente de 10 anos atrás, quando não pude ser operado por conta de metástase, dessa vez pude, sim, ser operado, porque o meu corpo o havia finalmente isolado, tendo este sido removido integralmente. Nas palavras do doutor, eu fiquei completamente curado, os ossos vizinhos ao tumor estavam íntegros.
Hoje, 40 anos depois, acredito que muitas doenças tidas como incuráveis, o são apenas no limite dos atuais conhecimentos científicos; que estes limites podem ser ultrapassados. No meu caso isso ocorreu porque procurei fazer a minha parte ao adotar um estilo de vida revitalizante.

“Nos veremos lá”, convida Jorge Haroldo Marques.


Molon (PMDB) pede impeachment já de Temer


DO EL PAÍS

São Paulo

O presidente Michel Temer negou na noite desta quarta-feira que tenha solicitado pagamentos para garantir o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha, preso desde outubro. A informação foi divulgada por reportagem do jornal O Globo sobre a tentativa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, de fechar uma delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou um pedido de impeachment de Temer com base na reportagem de O Globo.

Palácio do Planalto:

“O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.”

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DO BLOG O ANTAGONISTA E O GLOBO

“Palocci era o professor de política”

Joesley Batista, segundo O Globo, contou que contratou Antonio Palocci como consultor quando a JBS começou sua escalada. “Palocci atuava mais como uma espécie de professor de política” ao empresário.

Ele garantiu que Palocci nunca se meteu em seus pleitos no BNDES — a tarefa era de Mantega. Mas admitiu que o ex-ministro de Dilma e Lula pediu a ele doação de campanha, via caixa dois. E o dinheiro, claro, foi dado.