DO BLOG O ANTAGONISTA

URGENTE: DONO DA JBS GRAVOU TEMER EM OPERAÇÃO PARA COMPRA DO SILÊNCIO DE CUNHA

O Globo revela que Joesley Batista e seu irmão Wesley gravaram Michel Temer indicando seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures para atuar numa operação de compra de silêncio de Eduardo Cunha.

Segundo a reportagem, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Cunha e a Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados.

Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Segundo O Globo, disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.


Assessor filma Doria enquanto ele fala a investidores em Nova York.
Foto: Prefeitura Municipal de São Paulo

DO EL PAÍS

Gil Alessi
São Paulo

Desde que Fernando Henrique Cardoso passou a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2003 os tucanos sonham em voltar ao Planalto. O senador José Serra tentou duas vezes e perdeu. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi derrotado uma vez, e recentemente Aécio Neves completou o rol de fracassos eleitorais do PSDB na seara. A disputa interna que jamais abandona os tucanos ganhou de vez um neófito, o prefeito de São Paulo, João Doria. Em Nova York para receber um prêmio e falar a investidores, Doria, que ocupa seu primeiro cargo eletivo apenas desde janeiro, flertou abertamente com uma candidatura em 2018 — o mais claro que chegou até agora ao falar do tema. Em entrevista à agência Bloomberg, disse que concorreria caso fosse escolhido em prévias no PSDB: “Respeitando a democracia, por que não?
Assessor filma Doria enquanto ele fala a investidores em Nova York.

Num cenário de terra arrasada na política com a Operação Lava Jato, o prefeito que se apresenta como “gestor” ganha destaque e foi o tucano mais bem posicionado nas simulações de 2018 publicadas pelo Datafolha no começo do mês _nas quais Lula, alvo da artilharia máxima da operação, segue em primeiro. Incluído pela primeira vez no levantamento, Doria, que tem buscado polarizar com o petista nas redes sociais, apareceu com entre 5% e 11% dos votos a depender do cenário. E, à diferença do ex-presidente e dos demais tucanos, com baixa rejeição: 16%. “Será o candidato do PSDB para presidente da República aquele que tiver a melhor posição na opinião pública para vencer o PT e o Lula”, lançou o prefeito dias atrás.

A maior parte dos analistas adverte que é cedo para fazer prognósticos com tanta antecedência e num cenário eleitoral instável, inclusive na economia. Mas, feitas as ressalvas, dizem que já são claros, logo de partida, os vários obstáculos que Doria enfrentará para pôr seu nome na cédula de forma competitiva. O primeiro deles será o de vencer a guerra interna no PSDB. Depois, o de ter uma administração convincente e bem avaliada e explicar ao eleitor sua eventual saída precoce do posto, sem falar na necessidade de calibrar seu discurso por vezes intempestivo e de “se inventar” no resto país, especialmente Nordeste, onde Lula segue forte.

Guerra interna

Apadrinhado político do governador Alckmin, Doria agora caminha em campo minado ao tentar atrair atenção para o seu nome, inclusive internacional, sem melindrar o mentor que apostou nele para a prefeitura e ganhar o carimbo de “traidor”. Alckmin não esconde sua ambição de concorrer em 2018, não sem constrangimentos. Na viagem que compartilham nesta semana em Nova York, o governador tem sido obrigado a dedicar muito tempo tanto para comentar as chances do pupilo como para negar sinais de rompimento.

“Doria é um candidato natural, porque os grandes tucanos estão em maus lençóis. O Alckmin, além da Operação Lava Jato, tem o problema dos trens [escândalo do trensalão]”, afirma o cientista político Davi Fleischer, da Universidade de Brasília. Outros nomes presidenciáveis do PSDB, José Serra e Aécio Neves, também tem de responder a acusações na Lava Jato.

Ainda assim, não é tarefa fácil ser um outsider na máquina partidária e um sinal evidente foi a exclusão do prefeito neotucano do programa gratuito do PSDB na TV no começo do mês. Luciano Dias Dias, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos, acredita que Doria só tem chances de ser escolhido pelo partido caso Alckmin seja carta fora do baralho. “Existe uma fila partidária que costuma ser seguida. Aécio tentou em 2014, agora é a vez de Alckmin. Todo o marketing que o Doria tem não se traduz em possibilidade dele se candidatar pelo PSDB, tampouco em votos”.
Coleira e Nordeste

Na capital paulista, Doria surfa em uma onda de popularidade, impulsionado por algumas medidas polêmicas que cumprem sua promessa de campanha, como o aumento da velocidade nas marginais. Usando o mesmo mote da disputa eleitoral, o de João Trabalhador, o tucano e ex-apresentador de TV imprimiu um ritmo de reality show à comunicação da prefeitura, com crescimento importante de seguidores nas redes sociais. Por outro lado, também chama a atenção reações suas consideradas agressivas ou desproporcionais, como chamar de “vagabundo” quem aderiu à greve geral de março contra as reformas do Governo Michel Temer ou jogar fora uma flor recebida de uma ativista crítica do novo aumento das mortes nas marginais.

“Pelas reações de Doria, alguém terá que pôr uma coleira nele e não deixar que ele reaja com seu instinto. Ele também vai ter que aprender a responder sobre o imponderável e sobre coisas que ele não sabe, coisa que se aprende fazendo muitas campanhas, mas que tem gente para ensinar”, diz Fernando Limongi, da Universidade de São Paulo.

Doria tem buscado falar de temas nacionais que possam consolidá-lo como nome anti-Lula nacionalmente. Foi assim durante a greve geral e foi assim nos dias que antecederam ao depoimento de petista na Operação Lava Jato, na semana passada. O deputado federal Heráclito Fortes (PSB-Piauí) encorajou Doria a alçar voo fora de São Paulo, afirmando que em seu Estado natal todo mundo pergunta “quem é esse Doria”. O tucano comemorou, e usou as redes sociais para dizer que fica “feliz em saber que nosso trabalho está despertando curiosidade em todo país”. Mas ao contrário do que faz crer o parlamentar piauiense, a tarefa de conquistar os Estados onde Dilma Rousseff bateu Aécio em 2014 não será fácil num terreno onde o PT segue forte. “Doria terá que ser inventado no Nordeste, sua imagem (terá de ser) construída. Isto não vai ser fácil de se fazer, sobretudo sem apoio de redes partidárias e com pouco dinheiro”, diz Limongi.

O cientista político Adriano Oliveira, da Universidade Federal do Pernambuco, aposta que caso mantenha o mesmo discurso “liberal de empresário” usado em São Paulo, Doria terá dificuldades de conquistas os eleitores do Norte e Nordeste. “Essa retórica que opõe o João trabalhador, empresário, gestor, ao que ele considera como sendo o PT corrupto tem vazão em parte dos brasileiros. Mas outra parcela da população dessas regiões é estadólotra [favorável a uma maior presença do Estado], defende as políticas sociais da era Lula”, afirma Oliveira. Logo, para obter sucesso em âmbito nacional, Doria teria que “incorporar a ideia de que o Estado deve ajudar quem precisa”.

O professor também aponta que é preciso separar o petismo do lulismo: “Quando Doria foi eleito o PT estava no auge da crise com o impeachment de Dilma e a Lava Jato. Mas o Lula já começou a se reerguer, o lulismo é maior do que o petismo”. É no Nordeste, por exemplo, que o presidente Michel Temer (PMDB) tem seu maior índice de rejeição: 67%, de acordo com pesquisa Ibope divulgada no final e março. Durante os governos petistas a região passou por um “ciclo virtuoso”, que trouxe crescimento econômico, distribuição de renda e uma série de políticas desenvolvimentistas.

O historiador Altemar da Costa Muniz, da Universidade Estadual do Ceará, acredita que as críticas constantes de Doria a Lula podem ser um empecilho ao prefeito para conquistar o eleitorado nordestino. “A popularidade do ex-presidente ainda é muito grande na região, principalmente nas camadas mais populares. Basta ver a multidão que acompanhou Lula na inauguração não-oficial de um trecho da transposição do São Francisco em março”, diz o professor. Ele também afirma que o eleitor nordestino é menos volátil. “O eleitorado paulista é atípico. Elege Fernando Haddad e na sequência João Doria. Vota na Luiza Erundina e depois em Paulo Maluf. Nesse sentido o eleitorado do Nordeste é mais compreensível, ele surpreende menos com guinadas”, afirma.

Dias, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos, acredita que não é possível generalizar o comportamento do eleitor do Norte e do Nordeste. “Acho que nas capitais do Nordeste o efeito Doria seria semelhante ao que ocorre em São Paulo. Salvador, por exemplo, elegeu e reelegeu um prefeito de direita [Antônio Carlos Magalhães Neto]”, diz. Segundo o professor, os eleitores do interior tem uma tendência a votar em candidatos do Governo. “Foi assim desde a época do Fernando Henrique Cardoso. Esse eleitorado tende a votar em candidatos governistas, então o sucesso o fracasso de Doria com essa parcela da população dependeria do apoio do PMDB”, afirma.

Com informações de Carla Jiménez e Flávia Marreiro.

Fabulosa Karen. Sempre!

BOM DIA !!!

(Vitor Hugo Soares)


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)


DO G1/O GLOBO

O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília, derrubou a decisão do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que havia suspendido a permissão de funcionamento do Instituto Lula.

No despacho, Ricardo Leite havia justificado que, mesmo que o instituto do ex-presidente desenvolva projetos de cunho social, há indícios “veementes” de “delitos criminais” que podem ter sido iniciados ou instigados na sede da entidade, em São Paulo.

ENTENDA: A denúncia que envolve um imóvel para Instituto Lula

Logo após o desembargador suspender a decisão do juiz, o advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, divulgou vídeo no Facebook no qual disse que a decisão do tribunal é “muito bem fundamentada”, que apresenta “relevantes fundamentos jurídicos” e demonstra não ser possível determinar o encerramento das atividades do instituto sem “base legal”.

“É uma decisão que, sem dúvida, significa um passo importante para restabelecer o estado de direito e também para colocar um obstáculo nesta perseguição incrível que está sendo feita em relação ao ex-presidente Lula através de diversas acusações frívolas e infundadas”, declarou o advogado (relembre a suspensão das atividades do instituto no vídeo abaixo).
Juiz federal determina a suspensão das atividades do Instituto Lula

Juiz federal determina a suspensão das atividades do Instituto Lula

Entenda o caso

De acordo com a força-tarefa da Operação Lava Jato, a construtora Odebrecht adquiriu um terreno em São Paulo para que o Instituto Lula construísse uma nova sede em troca de contratos firmados pela empreiteira com a Petrobras. A nova sede, porém, não saiu do papel.

Ao suspender as atividades do instituto, na semana passada, o juiz Ricardo Leite relatou ao longo do despacho que, ao depor à Justiça Federal, o próprio Lula comentou que o instituto já foi alvo de fiscalização da Receita Federal.

Soares Leite acrescentou, entretanto, que, no mesmo depoimento, o ex-presidente não comentou que teria ocorrido, pelo menos, uma operação atípica que levou o Fisco a suspender a isenção fiscal da entidade referente ao ano de 2011 por suspeita de desvio de finalidade.

Além disso, os técnicos da Receita contestaram, segundo o juiz, doações de duas entidades sem fins lucrativos que, juntas, destinaram R$ 1,5 milhão ao Instituto Lula entre 2013 e 2014.

Ainda segundo o juiz, Lula também mencionou em depoimento que chamava pessoas para conversar na sede do instituto para discutir assuntos que não tinham relação com assuntos sociais. O magistrado destacou que essas conversas com aliados ocorriam no instituto “sem qualquer agendamento” ou “transparência em suas atividades”.

Na avaliação do juiz, há indícios abundantes de que o Instituto Lula se trata de um local com “grande influência no cenário político do país” e que várias “tratativas” que ocorreram na sede da entidade geraram “várias linhas investigativas”.

“Não se sabe o teor do que ali foi tratado, mas, por depoimentos testemunhais (mais especificamente o depoimento [do ex-presidente da construtora OAS] Léo Pinheiro prestado perante a Vara Federal em Curitiba), bem como o de várias investigações em seu desfavor, há veementes indícios de delitos criminais (incluindo o descrito nesta denúncia) que podem ter sido iniciados ou instigados naquele local”, enfatizou.

Versão do instituto

Na semana passada, após a decisão de Ricardo Leite, o Instituto Lula divulgou nota à imprensa na qual reafirmou ter uma história de 26 anos “dedicados a apoiar a transformação da sociedade brasileira, superar a desigualdade, promover o desenvolvimento e apoiar a construção da democracia no Brasil e no mundo.”

Em outro trecho, ressaltou que, na mesma casa onde funciona há mais de duas décadas, surgiram projetos que resultaram em programas como Fome Zero, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Luz Para Todos.

“Em agosto de 2011, o Instituto Cidadania passou a se chamar Instituto Lula e continuou funcionando no mesmo endereço. Como Instituto Lula, promoveu debates públicos dentro e fora do país, reuniu estudiosos, acadêmicos, sindicalistas, empresários, jovens, religiosos, embaixadores, artistas, técnicos e produtores culturais, ativistas de redes sociais, blogueiros, jornalistas, representantes de movimentos sociais, de ONGs e dirigentes, além de autoridades e governantes do Brasil e de muitos outros países”, dizia a nota.

“O Instituto compartilhou sua produção com a sociedade em eventos, publicações e com ferramentas de educação e pesquisa como o Memorial da Democracia e o Brasil da Mudança”, concluia.

mai
17
Posted on 17-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-05-2017


Aroeira, no jornal O Dia ((RJ)


DO BLOG O ANTAGONISTA

EXCLUSIVO: WESLEY RESPONSABILIZA JOESLEY PELA CONTRATAÇÃO DE PALOCCI

O Antagonista obteve com exclusividade o depoimento de Wesley Batista à Polícia Federal no âmbito da Operação Bullish, deflagrada na sexta-feira passada.

Questionado sobre a contratação da Projeto Consultoria, de Antonio Palocci, o dono da JBS responsabilizou o irmão Joesley Batista. Disse ainda que conheceu Palocci em eventos sociais, “mas nunca tratou nada com ele”.

Wesley contou ainda que, até junho de 2011, seu irmão era o responsável por “eventuais empréstimos, financiamentos ou participações societárias do BNDES/BNDESPar”.

Pelo visto, Joesley – que ainda está no exterior – tem muito a contar.

mai
17
Posted on 17-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-05-2017


DO EL PAÍS

Luis Pablo Beauregard
México

A violência contra jornalistas no México atinge um ritmo vertiginoso. Em apenas 48 horas, sete repórteres foram detidos por criminosos no Estado de Guerrero. Nesta segunda-feira, Javier Valdez, um dos maiores especialistas em narcotráfico, foi assassinado em Sinaloa. A subdiretora de um jornal de Jalisco foi vítima de um atentado em que seu filho morreu. Os jornalistas se tornaram protagonistas do noticiário policial em um país que assiste com preocupação a um forte aumento do número de homicídios.

O assassinato de Valdez, o sexto jornalista morto em 2017, provocou uma reação de peso nas redes sociais, sobretudo da própria categoria. O crime levou alguns veículos de comunicação a agirem. O jornal digital Animal Político fará uma paralisação nesta terça-feira. “Queremos protestar contra a impunidade nesses assassinatos e exigir que as autoridades ajam. Chega de mensagens de condenação; queremos resultados concretos. Matam-se jornalistas no México porque nada acontece”, afirma o site nas redes sociais.

A revista Elos, publicação do escritor e historiador Héctor Aguilar Camín, também se somou a esta iniciativa nascida dos nulos resultados oferecidos pelo Governo: nenhum suspeito relacionado aos seis crimes contra jornalistas foi detido. Também aderiram a este protesto, chamado #Undíasinperiódicos (um dia sem jornais), as publicações Noroeste, Vice, Cultura Colectiva News, Luces del Siglo, Lado B, Zona Franca, Proyecto Puente, Kaja Negra, Horizontal, El Siglo de Durango, Tercera Vía, El Popular de Puebla e Contraseña.

Nesta terça-feira estava previsto o lançamento de um manifesto nos jornais Reforma e La Jornada, o lar jornalístico de Valdez, assinado por vários colegas do profissional assassinado. Os 38 jornalistas, acadêmicos e escritores fazem perguntas: “Quantos crimes mais devemos esperar? Quem continua nessa lista negra de profissionais sérios dos nossos meios de comunicação? Como viver em um país onde o trabalho honesto e digno deve ser sacrificado, abandonado, ou então esperar a covardia do assassinato? Por que ninguém se ocupa com responsabilidade da morte de jornalistas? Pode uma democracia sobreviver sem liberdade de expressão?”.

As questões mais amargas foram deixadas para o final. “Quem responderá à mãe e aos filhos de Javier Valdez sobre seu assassinato? Quem dará consolo a sua esposa e irmãos? Quem fará justiça?” O texto é assinado por Carmen Aristegui, Lydia Cacho, Denise Dresser, Daniel Lizárraga, Élmer Mendoza, Martín Moreno, Jorge Ramos, Javier Sicilia e Jorge Volpi, entre vários outros.

A morte de Valdez também agitou as esferas políticas mexicanas. O presidente Enrique Peña Nieto condenou o assassinato e enviou suas condolências à categoria. “Não é de condolências que precisamos, presidente. É justiça o que se exige”, respondeu-lhe o jornalista Salvador Camarena.

Andrés Manuel López Obrador, o líder do Movimento de Regeneração Nacional e um dos aspirantes à sucessão de Peña Nieto, pediu ao mandatário que faça um chamado à paz, detenha a guerra e substitua a fracassada estratégia de segurança. “Meu pesar por Javier e outras vítimas do irracional”, escreveu em sua conta do Twitter. Manuel Clouthier, deputado federal independente por Sinaloa, disse que a morte de Valdez é uma “mensagem clara de quem pretende desestabilizar o Estado”. O governador Quirino Ordaz reuniu-se nesta noite com a cúpula de segurança em Sinaloa e com o prefeito de Culiacán, Jesús Valdés.
Atentado em Jalisco

O México não havia acabado de assimilar o assassinato de um de seus mais importantes cronistas do narcotráfico quando outra notícia se espalhou como pólvora. Sonia Córdova, subdiretora comercial do El Costeño, um pequeno jornal no município de Autlán, no sudoeste de Jalisco, foi vítima de um atentado. Córdova viajava em seu automóvel na companhia do seu filho, Jonathan Rodríguez Córdova, quando foi atacada por homens armados. O rapaz, de 26 anos, morreu, e Córdova foi levada com ferimentos a um hospital de Guadalajara. O marido dela é o dono do jornal. A imprensa local informa que Jonathan havia sido sequestrado em duas ocasiões.