O Brasil perde um símbolo da arte da interpretação.Saudades!!!

Morre Nelson Xavier. Viva Nelson Xavier.Sempre.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O ator Nelson Xavier morreu na madrugada de hoje (10) em Uberlândia (MG). Ele estava com 75 anos. A causa da morte não foi divulgada. Em 2004, o ator havia sido diagnosticado com câncer de próstata, mas no Festival de Gramado de 2014, ele anunciou que estava livre da doença.

Um comunicado público do falecimento foi feito nas redes sociais pela sua filha, Tereza Villela Xavier. “Ele virou um planeta! Estrela ela já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre”, escreveu.

De acordo com a filha, seu corpo será levado para o Rio de Janeiro e deverá ser cremado amanhã (11) em cemitério ainda não determinado. Além de Tereza, Nelson Xavier deixa outros três filhos e esposa, a atriz Via Negromonte.

Carreira

Nascido em São Paulo, o ator tinha uma carreira extensa na televisão brilhou intensa e nacionalmente como protagonista da série “Lampião”, da TV Globo), no cinema e no teatro. O início de sua trajetória cinematográfica se mistura com o Cinema Novo, um movimento criado por jovens nas décadas de 1960 e 1970 que buscavam superar a falência das grandes produtoras através da realização de filmes de menor custo e mais reflexivos, que combatiam as alienações culturais.

Entre seus trabalhos desta época estão os filmes dirigidos por Ruy Guerra, como Os deuses e os mortos, de 1970. Do mesmo diretor, ele participou também de A Queda, em 1978, trabalho que lhe rendeu o prêmio Urso de Prata no Festival de Berlim. Em 1967, Nelson Xavier atuou em O ABC do Amor, uma obra de três episódios filmados pelo brasileiro Eduardo Coutinho, pelo argentino Rodolfo Kuhn e pelo chileno Helvio Soto em seus respectivos países.

Ele integrou ainda o elenco de filmes como Dona Flor e seus Dois Maridos, dirigido em 1976 por Bruno Barreto, e Narradores de Javé, dirigido em 2003 por Eliane Caffé. Em 2010, foi protagonista da cinebiografia Chico Xavier, na qual interpretou o médium, sob a direção de Daniel Filho. Na televisão, seu último trabalho foi na novela Babilônia, em 2015. Ele também atuou em títulos como Gabriela, Pedra Sobre Pedra, Renascer, A Favorita e Senhora do Destino.

Na dramaturgia, em que deu seus primeiros passos como ator, Nelson Xavier ficou marcado por integrar o elenco de peças de diretores renomados integrantes do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos das décadas de 1950 e 1960, que tinha como objetivo fazer desta arte uma ferramenta de transformação social. Em 1959, subiu aos palcos em Eles Não Usam Black-tie, escrita por de Gianfrancesco Guarnieri. Também atuou em Julgamento em Novo Sol, em 1962, de autoria de Augusto Boal.

Nelson Xavier ainda poderá ser visto na telas em novo trabalho. Ele protagoniza o filme Comeback, de Erico Rassi, que retrata a história de um ex-pistoleiro aposentado que reage com violência à hostilidade do mundo que o cerca. Apresentado pela primeira vez no Festival do Rio do ano passado, o título está previsto para chegar aos cinemas brasileiros no próximo dia 25. Na semana passada, a distribuidora O2 Play Filmes divulgou o trailer do filme.

Agência Brasil Agência Brasil


DO EL PAÍS

Gil Alessi

São Paulo 9 MAI 2017 – 16:12 BRT

Nesta quarta-feira o ex-presidente Luiz lnácio Lula da Silva ficará frente a frente com o juiz Sérgio Moro pela primeira vez. Sentado no banco dos réus, o petista terá que depor sobre o caso do tríplex no Guarujá com valor estimado de 3,7 milhões de reais. De acordo com denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato, o imóvel foi ofertado a ele pela empreiteira OAS como parte do pagamento de propinas devido ao PT referente a três contratos obtidos pela empreiteira junto à Petrobras. Localizado no edifício Solaris, o imóvel se tornou uma dor de cabeça para Lula e alvo de uma guerra de versões sobre a real titularidade do apartamento. Neste processo – o petista já é réu em outros quatro casos -, ele responderá pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Ainda não há prazo para que Moro termine o julgamento, uma vez que ainda irá ouvir dezenas de testemunhas, 87 apenas da defesa do ex-presidente. Caso seja condenado, o petista ainda poderá recorrer à segunda instância.

A defesa de Lula tentou adiar o depoimento, alegando que não tinha tido tempo de analisar cerca de 100.000 páginas anexadas após um pedido seu pela Petrobras ao processo, mas o recurso foi negado. Em setembro de 2016, ao apresentar a denúncia contra o ex-presidente, o procurador Deltan Dallagnol chegou a afirmar que ele era o “maestro de uma organização criminosa”. A apresentação foi marcada pela exibição de um controverso powerpoint no qual todas as setas – “José Dirceu”, “Petrolão”, “Mensalão” e “Vértice comum” – convergiam para o nome de Lula. O ex-presidente, no entanto, não foi denunciado formalmente por formação de quadrilha.

No mesmo processo Lula também é julgado pelo recebimento de vantagens indevidas por parte da construtora, que teria arcado com os custos do transporte e armazenamento de seu acervo presidencial. A defesa alega que este tipo de prática é comum com ex-presidentes, e que diversas empresas colaboram com a manutenção dos acervos e dos Institutos criados pelos ex-mandatários após o término do mandato.

A denúncia da força-tarefa da Lava Jato, de que o tríplex seria “reservado” a Lula, foi reforçada pelos depoimentos de executivos da OAS, dentre eles o ex-presidente da empreiteira, Leo Pinheiro, que negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. No entanto, a defesa de Lula afirma que as provas concretas apresentadas são bastante tênues e que Lula jamais foi proprietário.

Entenda o caso.

De quem é o tríplex?

Formalmente o apartamento está registrado em nome da construtora OAS. O imóvel foi assumido da Bancoop, cooperativa insolvente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Após adquirir o empreendimento, a empresa reformou o tríplex com seus próprios recursos, a um custo estimado de mais de um milhão de reais.

Lula nunca foi dono de nenhuma unidade do Solaris?

O ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia, morta em fevereiro deste ano, adquiririam em 2005 uma cota de investimento no prédio. Como a Bancoop, responsável pela obra, teve dificuldades financeiras, em 2009 a OAS comprou o empreendimento. Foi dado um prazo para que os detentores de cotas vendessem sua parte ou adquirissem o imóvel. Segundo o Instituto Lula, Marisa, a titular da cota, “perdeu a assembleia e o prazo [para optar com relação à compra do apartamento] em 2009. Perdeu assim a unidade que estava reservada para eles, a 141. Mas seguiu com o valor investido no empreendimento, declarado no Imposto de Renda”.

Por que a acusação diz que a unidade em questão estava reservada para a Lula?

O Ministério Público, endossado por alguns executivos da OAS, afirma que o apartamento seria repassado a Lula e seu valor seria abatido dos créditos que o PT teria a receber por conta de propinas de contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras. A defesa do ex-presidente reafirma que, segundo os próprios funcionários da OAS, formalmente o imóvel sempre foi da empresa.

Mesmo após ter desistido do imóvel no Guarujá em 2009, Lula o visitou em 2014 na companhia do empreiteiro Léo Pinheiro

O tríplex não é o único imóvel ligado a Lula que a força-tarefa acredita ser fruto de propina: existe também a polêmica envolvendo um sítio em Atibaia, que também seria um presente de empreiteiras para o ex-presidente. Este caso é investigado em outro processo.

O ex-presidente chegou a visitar o imóvel?

Mesmo após ter, de acordo com a defesa, desistido do imóvel no Guarujá em 2009, Lula o visitou em 2014 na companhia do empreiteiro Léo Pinheiro. De acordo com informações preliminares, a empresa gastou mais de 1 milhão de reais na reforma do tríplex, que incluiu a instalação de um elevador privativo no apartamento. O Instituto Lula afirma que “o valor da cota [adquirida em 2005] foi mantido aguardando a conclusão do edifício. Quando ele foi concluído, visitaram uma unidade, a 164 A, para avaliar a compra”. Em 2014 Lula e Marisa desistiram de adquirir o tríplex: “Mesmo tendo sido realizadas reformas e modificações no imóvel (que naturalmente seriam incorporadas ao valor final da compra), as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento”, diz a nota do Instituto Lula.

A mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, e um dos filhos do casal também visitaram o local em 2014, na companhia de funcionários da empreiteira.

Que provas e depoimentos corroboram a versão do Ministério Público?

Em depoimentos vazados à imprensa, Leo Pinheiro teria afirmado que acertou com o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que o valor do imóvel seria abatido dos crédito que o partido tinha com a OAS fruto de propina. “Nesse contato, perguntei para João Vaccari se o ex-presidente Lula tinha conhecimento do fato, e ele respondeu positivamente”, teria dito o empreiteiro. Roberto Moreira Ferreira, que trabalhou na construtora até o início de 2017 e era responsável pelas benfeitorias feitas no tríplex, afirmou a Moro que a unidade estava “reservada” para Lula.

Os advogados de Léo Pinheiro entregaram à Justiça documentos para endossar a tese de que Lula seria o beneficiário final do tríplex. Entre as provas estão registros de que veículos registrados em nome do Instituto Lula passaram pelos pedágios rumo a Guarujá entre 2011 e 2013. No entanto, os documentos não apontam que eles se dirigiram para o edifício Solaris.

Além disso, foram anexados e-mails com a agenda do ex-presidente onde constam encontros com Pinheiro, e registros telefônicos de conversas entre o empreiteiro e pessoas ligadas ao Instituto Lula.

Léo Pinheiro também teria afirmado em seu depoimento que o ex-presidente pediu, em 2014, que ele destruísse as provas que pudessem incriminá-lo. Como isso foi dito durante a oitiva feita ao juiz Moro, não consta na denúncia do Ministério Público, mas provavelmente Lula será questionado pelo magistrado sobre o assunto.

O que a defesa diz sobre o fato do imóvel estar “reservado” para Lula?

De acordo com a defesa de Lula, documentos apresentados “provam que a empresa [OAS] não somente era dona, mas usava seu apartamento tríplex no Guarujá como garantia em contratos com terceiros”. Ou seja além da OAS ser proprietária de fato do imóvel, “se dispôs a entregá-lo a terceiros em caso de necessidade”. “Se o apartamento estivesse destinado ao ex-presidente da República, a OAS jamais o teria oferecido como garantia em um contrato”, afirmam os advogados do petista, que dizem também que a propriedade consta na recuperação judicial da companhia como parte do patrimônio.

Samba do bom, para comemorar a vida! Mesmo com eles jogando contra!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


TELA DE CINEMA

Talento e Honestidade

Maria Aparecida Torneros

Assisti ontem Encontrando Forrester

O escritor Willian Forrester se torna amigo do estudante Jamal. Este também promete na arte literária mas aos 16 anos além de negro, pobre e inteligente, conta com a sincera dignidade para sobreviver ali no Bronks.

O lado de New York que abriga o ex jornalista ganhador do prêmio Politzer, cujo único livro virou lenda assim como seu paradeiro.

Jamal era honesto. Tinha talento para o basquete e para as letras. Forrester foi encontrado pelo adolescente e se auto-redescobriu.
Quando decide comparecer na high school e ler a carta de Jamal, reaparece para os que o julgavam morto ou perdido.

Ele decide retribuir a lealdade do jovem aprendiz de vida.

Para este, ele deixa herança e muitos livros.

Forrester tem uma chance de viver o aconchego de uma família pois trazia a dor da perda da sua muito tempo atrás.

Jamal virou filho e irmão dele. Pupilo e confidente. Fiel escudeiro e herdeiro. Um grande intérprete vive Forrester: Sean Conery.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Jaques Wagner (PT-BA) recebeu da Odebrecht 12 milhões de dólares em “vantagens indevidas”, segundo delatores da empreiteira.

Ao rebater as acusações, o ex-governador da Bahia alegou que “alguém” do seu próprio governo, não ele, negociou propina.

“Pergunta à Odebrecht e a Cláudio Melo [ex-diretor de relações institucionais da empreiteira] por que ele não pegou a obra da Via Expressa. Ele não pegou porque alguém do meu governo, que não me interessa falar, parece que já tinha vendido a ele a obra na contrapartida de alguma grana. E eu digo [disse]: ‘se você pagou adiantado, pagou mal pago, porque aqui vai ter licitação’”, contou Wagner durante o programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, na segunda-feira (8).

Segundo ele, a empresa vencedora da licitação derrubou em 18% o valor da obra.

O Antagonista obteve o áudio da entrevista.

Wagner, que também foi ministro do governo de Dilma Rousseff, não quis revelar o nome do criminoso, nem se lhe aplicou qualquer sanção.

“Alguém tentou dar uma acertada”, disse.

“Um corrupto”, comentou um jornalista.

“Eu imagino que sim. Ia receber uma bola”, completou Wagner.

O petista se limitou a negar que o sujeito faça parte do governo atual, de seu sucessor Rui Costa (PT), do qual virou secretário de Desenvolvimento Econômico, garantindo o foro privilegiado.

“A pessoa não aprontou mais porque eu não deixava. Eu descobri porque Cláudio Melo veio falar comigo e disse que interpretou que a obra era deles”.

Ouça abaixo o trecho principal.

mai
10
Posted on 10-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-05-2017


Iotti, no jornal Zero Hora (RS)


Adolescente vítima de estupro coletivo deixa delegacia.
Gabriel de Paiva Agência Globo

DO EL PAIS

María Martín

Rio de Janeiro

A mãe de um dos jovens suspeitos de participar no estupro coletivo de uma menina de 12 anos no Rio entregou o filho à polícia nesta terça-feira. O menor, cujo depoimento pode ajudar a esclarecer a dinâmica do crime, seria um dos –pelo menos– cinco jovens que participaram do abuso, cerca de três semanas atrás, em uma favela da Baixada Fluminense, na região metropolitana. Ele teve “total participação no ato”, afirmou a O Globo a delegada responsável pelo caso, Juliana Amerique.

Emerique já adiantou na segunda-feira que esperava a colaboração dos familiares dos agressores para prender os culpados. “Na maioria dos casos acabam sendo os pais que apresentam os menores. Ninguém quer se furtar de um crime tão nefasto, tão violento, ter uma resposta”, disse. Além do depoimento do rapaz, nesta terça poderia ser ouvido também o pai da vítima que, junto à família, deve entrar no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, mudar de Estado e de identidade.

Além de estuprá-la e agredi-la com tapas durante uma hora, os rapazes gravaram parte do abuso com o celular e divulgaram o vídeo em redes sociais. Foi assim que, só três semanas depois, a tia da menina ficou sabendo do acontecido ao ser avisada de que um vídeo da sobrinha estava sendo espalhado no Facebook. Nas imagens pode-se ver a resistência da menina assim como algumas das frases dos agressores. “Tapa o rosto da novinha”, dizem enquanto a garota abraça uma almofada na altura da cabeça. Em outro momento, um dos estupradores alerta: “Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é tu”. Após a denuncia da tia, na sexta-feira, a Polícia Civil ouviu a mãe e a vítima, que sofre com o julgamento não só das redes sociais, mas também do seu círculo próximo de amizades.

Como numa repetição do roteiro do caso do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio há menos de um ano, comentários na rede, inclusive de pessoas que dizem conhecer a menor, a apontam como culpada e não como vítima. “É muito ruim a existência de julgamentos na Internet, até em seu círculo de amizades. Está sendo um grande susto na vida dessa menina”, disse a delegada Emerique.

Os envolvidos no crime devem responder por estupro de vulnerável, castigado com até 15 anos de prisão. Os investigadores têm certeza de que não houve “nenhum tipo de anuência” da vítima, mas mesmo havendo consentimento a lei brasileira considera estupro o ato sexual com menores de 14 anos. Os agressores e quem promoveu a divulgação das imagens também podem responder por crimes relacionados à produção e divulgação de material pornográfico de uma menor de idade que podem supor até oito anos de cárcere.