DALLA E PAVAROTTI, ” CARUSO”,PARA APLAUDIR, DEITADO,NA CHEGADA DA NOITE OU AO DESPERTAR.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

Texto publicado pelo jornalista e publicitário Chico Bruno, em seu espaço no Facebook . Bahia em Pauta replica o belo texto e faz um registro:depois de larga temporada em Brasília, Chico Bruno, amigo do peito e da primeira hora deste site blog, está de volta Salvador. BP estende tapete vermelho para ele. Tim Tim!!!

(Vitor Hugo Soares)
==========================

MEMÓRIA

Bons tempos com o “Pessoal do Ceará”

Chico Bruno

Em fins dos anos 1969, início dos anos 1970 desembarquei de mala e cuia em Fortaleza, fugindo da repressão da ditadura civil-militar. Foi lá que passei a ser conhecido como Xico, abandonando o meu nome Francisco Emílio, fincado na certidão de nascimento.

Abrigado, por Manoel Eduardo Pinheiro Campos nos Diários Associados do Ceará, assinava meus trabalhos como Xico Bruno, nos jornais Unitário e no Correio do Ceará e também na TV Ceará, canal 2, onde trabalhei com os produtores musicais Belchior e Ednardo nos programas ao vivo da emissora de TV, o mais relevante, o Show do Mercantil, apresentado por Augusto Borges.

No fim do dia batia ponto no Estoril, na Praia de Iracema ou no Bar do Anísio, na Avenida Beira-Mar, onde se reunia o que em breve futuro viria a ser conhecido no país como o “Pessoal do Ceará”.

Lembro com muito carinho de uma personagem adorável conhecida como Pingo, que trajava quase sempre um macacão da Esso. Nunca soube o seu nome.

Ednardo, Belchior, Fausto Nilo, Fagner, Rodger, Téti, Amelinha, Augusto Pontes, Jorge Melo, Francis Vale, Ricardo Bezerra, Cláudio Pereira, Dedé, entre outros, alternavam o Estoril e o Anísio, bastiões culturais da cidade.

Foi desta forma que conheci Belchior, um profundo conhecedor do latim, da Bíblia, de romances franceses e das poesias de Vinícius de Moraes.

Infelizmente, em meados de 1970 segui para Salvador, enquanto o Pessoal do Ceará seguiu para o eixo Rio/S.Paulo. Mas, ficaram em minha memória os bons momentos vividos no Estoril e no Anísio.

A canção vai dedicada a Chico Bruno que, de volta à Bahia, recorda lindamente de seus encontros em Fortaleza com Belchior e o “Pessoal do Ceará”.

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

mai
04
Posted on 04-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-05-2017

DO EL PAÍS

Afonso Benites
Brasília

A reforma da Previdência foi aprovada na comissão especial criada para discutir o tema na Câmara dos Deputados. No primeiro teste do projeto considerado prioritário para o Governo Michel Temer (PMDB), a votação acabou em 23 votos a favor do projeto e 14 contra. Até o fim deste mês a proposta de emenda constitucional (PEC) número 287 de 2016, que altera as regras de aposentadorias de todos os trabalhadores, seguirá para ser analisada pelo pleno dos deputados, quando o quórum de aprovação é alto: de 308 dos 513 parlamentares. Depois, caso passe, será a vez do Senado analisar a PEC, antes que ela se torne lei.

Principal interessado, a gestão Temer (PMDB) agiu intensamente para a aprovação da proposta: trocou membros da comissão, prometeu cargos e fez diversas concessões com relação ao texto original apresentado no fim do ano passado. Outras várias mudanças ainda podem ocorrer até a proposta final seja votada pelo totalidade dos deputados. Para o Governo, a reforma é essencial.

Por enquanto, eis as principais alterações nas regras de aposentadoria aprovadas pela comissão:
Idade mínima e tempo de contribuição

A proposta inicial do Governo previa que todos brasileiros só teriam direito a se aposentar aos 65 anos de idade. Após críticas, o relator recuou e reduziu a idade mínima para as mulheres, 62 anos, e manteve a dos homens em 65 anos. Atualmente, é possível se aposentar de duas maneiras. Ou pela idade mínima, de 65 anos para homens e de 62 para mulheres – com 15 anos de contribuição cada um –, ou sem idade mínima com pelo menos 35 anos de contribuição para os homens e 30 para mulheres. Com a nova regra, o tempo mínimo de contribuição passa a ser de 25 anos para ambos os sexos.
Regra de transição

O trabalhador que quiser se aposentar antes da idade mínima poderá fazê-lo desde que pague um “pedágio” de 30% sobre o tempo que falta para se aposentar. Por exemplo, se um homem contribuiu por 26 anos e deseja se aposentar, ele precisará trabalhar 30% do tempo que falta na nova regra para consegui-lo: três anos ou 30% dos 9 anos faltantes para atingir os 35 anos de contribuição (como previsto na regra geral). Assim, ele terá a aposentaria, se desejar, com 29 anos de contribuição. A idade mínima para aderir a essa regra é de 53 anos para mulheres e de 55 para os homens. A transição valerá até 2038, quando a idade mínima (62 e 65) de aposentadoria prevalecerá.
Valor da aposentadoria

A proposta prevê que a aposentadoria será de 70% da média salarial da categoria mais porcentagem que aumenta progressivamente. Assim, quem se aposentar com 25 anos de contribuição receberá 76% da média salarial. Ou seja, um cidadão que recebe 2.000 reais por mês, se aposentará com 1.400. Ele só chegará aos 2.000 reais, quando completar 40 anos de contribuição.
Servidores públicos

Terão as mesmas regras da iniciativa privada. Homens se aposentam com 65 anos e mulheres, com 62. Hoje, precisam seguir duas regras. Para homens, 60 anos de idade com 35 anos de contribuição. E mulheres de 55 anos de idade com 25 de contribuição. Há exceções para professores, policiais e parlamentares.
Aposentadorias especiais

Professores e parlamentares poderão se aposentar aos 60 anos. Os policiais, aos 55. Entre os policiais estão os federais, os civis e os legislativos. No caso dos parlamentares, essa idade vale até 2020, quando a idade mínima começa a subir até atingir os 65 anos para os homens e 62 para as mulheres.
Trabalhador rural

Poderão se aposentar aos 60 anos, tanto homens quanto mulheres. As regras atuais preveem que homens se aposentam aos 60 anos e as mulheres com 55.
Pensão por morte

Atualmente, não pode ser inferior ao salário mínimo. As novas regras mantêm a vinculação ao salário mínimo. Mas estabelece o limite de dois salários mínimos para quem já recebe aposentadoria.
Benefício de prestação continuada

É um pagamento para idosos, portadores de necessidades especiais ou incapacitados para o trabalho desde que a renda familiar seja inferior a um quarto do salário mínimo vigente. O valor do BPC não pode ser inferior ao salário mínimo, como hoje. No entanto, a idade mínima para os idosos sobe de 65 anos para 68 anos.
Militares

O projeto do Governo Michel Temer não altera as regras para os militares das Forças Armadas ou das Polícias Militares. A gestão do peemedebista promete que fará novas regras para essas categorias futuramente. Atualmente, déficit de um militar para a Previdência é 32 vezes maior que o de um aposentado do INSS

mai
04
Posted on 04-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-05-2017

ESTOU VOLTANDO PARA CASA…

Estou voltando para casa…

A Veja clicou José Dirceu na saída da cadeia, após 639 dias:

Dirceu volta a Brasília

Sérgio Moro autorizou José Dirceu a seguir para Brasília, onde voltará a desfrutar da companhia da namorada Simone Patrícia e da filha de sete anos.

Antes de ser preso pela Lava Jato, a mansão do casal no Lago Sul era frequentada por políticos e membros do Judiciário. Dirceu costumava oferecer churrascos no fim de semana.

mai
04
Posted on 04-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-05-2017


Ronaldo, jornal do Comércio (PE)


Marcelo Medeiros na UnB. Arquivo Pessoal


DO EL PAIS

Beatriz Sanz
São Paulo

Marcelo Medeiros, professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e pesquisador visitante da Universidade de Yale está muito atento ao debate sobre a reforma da Previdência. Para ele, a reforma é necessária, mas não pode ser feita às pressas, nem deixar de lado as pessoas mais vulneráveis. Ele acredita que o Governo precisa rever algumas concessões, pensar em longo prazo e corrigir medidas como excluir estados e municípios da reforma.

Pergunta. A reforma da Previdência é necessária?

Resposta. Esta reforma não vai ser definitiva. O Brasil precisa de uma reforma da Previdência agora e, provavelmente, de outra em um futuro não muito distante. Mas ser a favor de reforma não significa aceitar qualquer reforma. Não dá para ignorar que o país é muito desigual e que a Previdência reflete isso. Uma fatia pequena das aposentadorias e pensões é responsável pela maior parte do gasto previdenciário. Se é para fazer economia, é nessas aposentadorias mais altas que a economia precisa ser feita. Tratar todo mundo da mesma maneira é injusto. Os mais pobres, que entram e saem do setor informal, têm que ter mecanismos de proteção dentro da reforma, senão a carga em cima deles é excessiva. A responsabilidade fiscal tem que andar de mãos dadas com a responsabilidade social.

P. Este é o momento ideal para fazer a reforma?

R. Seria melhor se FHC ou Lula tivessem feito. Os dois tinham muito apoio popular, tentaram e avançaram, mas muito pouco. Este é um momento político ruim para discutir a Previdência. O governo está fragilizado porque, na prática, não foi eleito para isso e o Congresso está sob acusações graves, tem pouca legitimidade para mudanças constitucionais. O risco de tomar decisões sem legitimidade é que elas podem ser mais facilmente revertidas no futuro. Veja a PEC que limitou os gastos públicos, por exemplo. É o Congresso fragilizado de hoje tentando mandar no orçamento de um Congresso que ainda vai ser eleito daqui a quinze anos. É difícil políticos aceitarem isso, é provável é que a PEC seja desmontada por governos futuros.

Mas o pior não é isso. Decisões apressadas e sem convencimento generalizado criam condições para que surjam governos populistas. Na próxima década teremos um país saindo de uma recessão, com restrição a gastos públicos, pressões de natureza econômica e social, e as duas forças políticas de equilíbrio, PT e PSDB, extremamente fragilizadas internamente e externamente. Em política é difícil prever o futuro, mas o caldo de cultura para o populismo está criado. Não é o caso de um embate entre direita e esquerda, é outra coisa. Populistas não têm ideologia.

P. Por que você diz que a reforma não é definitiva?

R. Em política e economia não existe isso de tudo ou nada. Não existe reforma definitiva, porque o mundo muda e as políticas têm que acompanhar a mudança. Nosso modelo de Previdência se encaixa bem em uma sociedade em que todo mundo tem emprego estável e de carteira assinada. Funcionaria bem na Europa de antigamente. Mas o trabalho no mundo inteiro está passando por uma transição, cada vez menos gente trabalha como empregado estável. Estão crescendo os trabalhos temporários por conta própria, como se a pessoa fosse uma empresa e não um empregado. Isso tem implicações para a Previdência, pois quem faz as contribuições para financiar a Previdência são os empregados formais. Advogados e médicos são exemplos da mudança, eles trabalham como empresas individuais ou coletivas e por isso pagam bem menos à Previdência. Isso também acontece com pessoas de renda mais baixa, a empregada doméstica regular vai sendo substituída pela diarista. Se isso continuar a forma de financiamento [da Previdência] terá que ser outra, algo como o Imposto de Renda, por exemplo. Como as mudanças já estão ocorrendo, é melhor começar a pensar nelas agora.

P: Mas e o trabalho hoje?

R: O mercado de trabalho no Brasil hoje tem três características que são importantes para a Previdência: muita informalidade, muita gente com renda baixa e uma diferenciação entre homens e mulheres. Muita informalidade significa que as pessoas não têm carteira assinada e, por isso, é difícil para elas contribuir para Previdência durante anos seguidos até atingir o mínimo de 25 anos para se aposentar. Renda baixa agrava o problema, pois é difícil para quem ganha pouco deixar de gastar com a família para contribuir como autônomo. Para cuidar de filhos e netos mulheres caem na informalidade ou saem do emprego durante um certo tempo e isso reduz seu tempo de contribuição, tornando mais difícil sua aposentadoria. Não se trata exatamente de uma escolha, mulheres não têm alternativas como creches e escolas em tempo integral. Combine essas coisas e a conclusão é uma só: existe uma parte grande da população brasileira que trabalha muito, mas terá grande dificuldade para cumprir 25 anos de contribuição e se aposentar. Os cálculos são de que para mais de um terço da população, esses 25 anos são tempo demais. Para as mulheres, aliás, é bem pior, quase metade terá grande dificuldade. É errado tratar todos da mesma forma, aposentadorias de baixa renda têm que ser mais acessíveis. Não é uma questão de mexer nas idades e sim nos tempos de contribuição para aposentadorias no valor mínimo.

P. Em um artigo escrito para a Folha de S. Paulo, economistas do governo afirmam que a reforma da Previdência tem que incluir o BPC (Benefício de Prestação Continuada) por conta de “distorções” no programa. Qual sua opinião à respeito?

R. Distorções no BPC não justificam reduzir seu valor. Se o BPC tem problemas administrativos, eles não vão ser resolvidos pela reforma da Previdência, tem que ser resolvido na esfera administrativa. Coisa, aliás, sobre a qual o governo não tem que reclamar, afinal ele tem o dever de administrar direito o BPC. Toda política precisa de ajustes contínuos, o BPC não é diferente. O governo se queixa de concessão por juízes, mas é preciso saber melhor o que está acontecendo. As linhas de pobreza do BPC são mais baixas que as do Bolsa Família, parte do problema pode ser que os juízes estão entendendo que isso é duro demais com idosos pobres. Não há nada de errado em levantar um debate público sobre quem merece proteção social no país e criar leis que reflitam escolhas sobre o que fazer com os idosos. Não precisa mudar a Constituição para isso. O que não pode haver é antipatia em relação à assistência social.

P. Então a reforma vai acabar sendo paga só pelos pobres?

R. Isso não é verdade. Há regras na proposta de reforma que são muito positivas e não afetam tanto os mais pobres. Um exemplo é o fim da aposentadoria por tempo de serviço. Essa medida afeta todo mundo, mas afeta mais os trabalhadores de renda mais alta. Mas existem trabalhadores de renda mais alta que estão sendo poupados sem nenhuma justificativa econômica para isso, só pelo receio de seu poder político. É muito ruim ter uma reforma dura com as mulheres e com os trabalhadores do setor informal enquanto militares e funcionários públicos de Estados e Municípios são deixados de fora. Não tem problema ter desigualdade se ela for criada para proteger os mais pobres. Mas então você cria a mesma regra para ricos e pobres e o primeiro gesto é dizer “é igual para todo mundo exceto certos grupos onde estão os mais ricos”? Não dá para começar uma reforma de forma ambígua e esperar que todo mundo confie na promessa de que esse problema vai ser enfrentado depois. Tem que haver um prazo limite para que Estados e Municípios façam suas reformas e a lei para mudar a aposentadoria dos militares tem que ser apresentada dentro do pacote político que discute a reforma geral.

P. A reforma da Previdência pode ter um impacto negativo na economia?

R. Tem impacto na economia, mas não dá para especular. As mudanças não têm grande impacto agora vão, começar a ser sentidas daqui a uma década. É difícil porque a gente não sabe como o Brasil será daqui a dez, vinte anos, principalmente no cenário atual onde a instabilidade é forte.

P. Como a reforma da Previdência pode impactar na vida das mulheres?

R. Na proposta inicial não havia preocupação alguma com as mulheres. O Congresso quer mudar isso. Se a proposta inicial não for alterada, o impacto negativo na vida das mulheres vai ser forte e não está claro que a economia feita compense. Por exemplo, há a ideia de impedir o acúmulo de aposentadorias e pensões. Isso por um lado tem que ser feito, para controlar aposentadorias muito altas. Mas precisa ser mais bem calibrado para aposentadorias de valor baixo, usando, por exemplo, um teto para o que pode ser acumulado, podendo até mesmo haver um certo desconto no valor final. Isso está sendo discutido agora e é mais sensato do que simplesmente proibir qualquer tipo de acumulação.

Tem muita gente falando de idades mínimas, mas para as mulheres mais importante que as idades são os tempos de contribuição obrigatórios, porque as mulheres saem do emprego formal para cuidar das crianças e demoram um pouco para voltar. Como isso não vai mudar facilmente, precisa ser levado em conta pela Previdência, os tempos de contribuição mínimos das mulheres têm que ser menores que os dos homens, ao menos para as aposentadorias de valor mais baixo.

Tudo isso tem um custo, portanto é preciso discutir as alternativas levando os gastos em consideração. Aliás, tem que discutir os custos dessas e das outras alternativas. A pergunta tem que ser “com custo do benefício que vamos dar para determinada categoria profissional, o que nós poderíamos fazer pelas mulheres ou pelos trabalhadores do setor informal”? A reforma foi feita correndo e não se discutiu alternativas. Não teve um debate muito claro. E é evidente que o Governo está tentando apressar o Congresso. Mas nós precisamos de uma reforma que seja socialmente e fiscalmente responsável. Uma coisa não pode existir sem a outra.