DO BLOG O ANTAGONISTA

Por 3 votos (Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes) a 2 (Edson Fachin e Celso de Mello), a Segunda Turma do STF acaba de conceder habeas corpus a José Dirceu.

O petista estava preso desde agosto de 2015 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito do petrolão. Antes, o petista cumpria pena em regime domiciliar por envolvimento determinante no mensalão.

Gilmar ainda vota, mas já antecipou que divergirá do relator, Edson Fachin.

O infinito Dick Farney, para ouvir e sonhar, na maresia pós mais um feriado do Brasil trabalhador.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

DA EDIÇÃO ONLINE DO JORNAL O POVO (CEARÁ)

O corpo do cearense Belchior foi enterrado, no fim da manhã desta terça-feira, 2, no cemitério Parque da Paz, em Fortaleza, no mesmo jazigo onde estão supultados seus pais. Antes, uma missa em homenagem a ele encerrou o velório do cantor e compositor no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. O corpo foi velado até as 7 horas desta terça-feira, 2, com 8 mil pessoas celebrando a vida e a obra do cearense.

Após a missa, acompanhada por cerca de 300 pessoas, o corpo foi levado ao cemitério Parque da Paz, onde ocorre o enterro fechado para familiares. A missa desta manhã foi celebrada pelo Frei Ricardo Régis.

Ao todo, mais de 11 mil pessoas passaram pelos velórios de Belchior, sendo que 8 mil pessoas na capital cearense e três mil em Sobral.

O corpo de Belchior foi levado no carro do Corpo de Bombeiros; o percurso foi pela Ildefonso Albano, avenida Abolição, Rui Barbosa, Monsenhor Salazar e BR-116, passando pelo viaduto do Makro, Alberto Craveiro, rotatória do Castelão e avenida Juscelino Kubitschek.



DO EL PAÍS

OPINIÃO

Xico Sá

30 ABR

O primeiro grande porre, no balneário do Caldas, em Barbalha (CE), foi sob efeito do disco “Alucinação” (1976). O vômito inaugural tinha um motivo, além da garrafa de aguardente Kariri com K: a estranheza diante da primeira dor de amor. Muitos amores depois, na conquista ou na perdição, lá estava o bigode também na vitrola. Belchior foi o cara que sempre cantou os fracassos e os triunfos desses rapazes latino-americanos sem dinheiro no bolso e vindos do interior.

O trovador do Ceará também embalou os roqueiros da metrópole e os corações selvagens dos subúrbios. Não por acaso, o comentarista Walter Casagrande (TV Globo), em plena decisão do campeonato paulista, deixou Ponte Preta x Corinthians de lado para dizer o quanto Belchior foi importante para traduzir as inquietações iniciais da sua geração a partir dos anos 1970.

Em diálogo com Beatles, Cego Aderaldo, Godard, Baudelaire, Dante, os Dylan (Bob e Thomas), Torquato Neto, Mário Faustino, Jorge de Lima, Albert Camus, Drummond, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga e com o avesso de Caetano Veloso –“nada é divino, nada é maravilhoso!”-, o cearense soube cantar as nossas dores naqueles momentos em que não sabemos direito diagnosticá-las. Só sabemos que deveras sentimos. Saca aquela melancolia do domingo à tarde?

Momentos em que só nos resta tomar um trago e levar a agulha para riscar de novo este angustiado “Coração Selvagem” no vinil: “Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão/ O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver/ E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza…”

No primeiro exílio, viagem ao redor do meu quarto de pensão da esquina da rua das Ninfas com rua do Progresso, no Hellcife, lá de novo estava Belchior, no começo dos 1980. “Minha rede branca/ Meu cachorro ligeiro/ Sertão, olha o Concorde/ Que vem vindo do estrangeiro/ O fim do termo “saudade”/ Como o charme brasileiro/ De alguém sozinho a cismar…”

No primeiro punhal de amor traído, no destino das inevitáveis partidas e na sensação de estranheza ou estrangeirismo, sempre haverá uma balada de Belchior. Ninguém interpretou melhor no Brasil essa permanente canção do exílio. O cearense é antes de tudo um cigano. O gênio de Sobral foi antes de tudo um exilado.
No inferno com Roberto

Sempre errante, cantou assim, em uma desconhecida canção do disco “Paraíso” (1982): “Um dia você me falou, em Andaluzia e em Valladolid/ Granada fica além do mar, na Espanha/ Molhou em meu vinho seu pão/ E também me falou em coisas do Brasil/ O FMI, Tom, poeta tombado na guerra civil…”

Falamos da faixa “E que tudo mais vá para o céu”, um diálogo-ruído com o inferno do rei Roberto. Na mesma música, o cara trata de uma certa dor do poeta Drummond e da asa negra da graúna alencarina. Ninguém celebrou mais a literatura brasileira em uma vida & obra musical do que Belchior. Nem mesmo Caetano, outro chegado nas citações das coisas que aprendeu nos livros.

Ainda com a agulha na mesma faixa do vinil, escuto um coro grego que diz assim: “Vá embora poeta maldito!/ O teu tempo maldito também já terminou”.

No que o trovador do Ceará responde: “E eu fui embora sorrindo, sem ligar pra nada;/ como vou ligar para essas coisas/ quando eu tenho a alma apaixonada? (…) “E eu quero mandar para o alto/ O que eles pensam em mandar para o beleléu/ E que tudo mais vá para o céu”.

Xico Sá, escritor e jornalista, é um dos autores do livro coletivo “Para Belchior com amor” (ed. Miragem, 2016).

Formidável Vanusa! Imenso Belchior!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Ato da CUT no Dia do Trabalhador, na Av. Paulista
FERNANDO BIZERRA EFE

DO EL PAIS

Os atos em comemoração ao Dia do Trabalhador na cidade de São Paulo ficaram marcados não apenas por manifestações e discursos contrários às reformas trabalhista e previdenciária, mas também pelo repúdio ao prefeito da cidade, João Doria Jr. Na Avenida Paulista, de cima do carro de som da Central Única dos Trabalhadores (CUT), diferentes líderes sindicais e políticos chamaram o prefeito de “grande parceiro do Governo Michel Temer”, “braço municipal das reformas”, “inimigo dos trabalhadores” e “autoritário”.

A irritação com Doria remonta a uma semana tensa em que ele chegou a declarar que quem pretendia aderir à greve geral do último dia 28 não era “trabalhador”, mas “vagabundo”. Além disso, o próprio ato deste 1º de Maio da CUT, que começou às 14h, chegou a ficar em suspensão depois que o prefeito tentou barrar na Justiça a realização do evento. Prefeitura e sindicalistas acabaram chegando a um consenso e a mobilização da Central ficou dividida em duas: o ato político na Avenida Paulista e uma comemoração com shows na Praça da República, região central da cidade.

Apesar do acordo, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse logo no início de seu discurso que a Prefeitura tinha descumprido ao impedir que o carro de som da entidade ficasse na altura do museu Masp. “A culpa de estarmos fazendo barulho na frente de um dos poucos prédios residenciais da avenida é do Doria!”, exclamou Freitas. Não era a primeira vez no dia que o prefeito era lembrado. Ainda de manhã, durante ato da Força Sindical, sindicalistas mencionaram Doria em seus discursos, segundo a Folha de S. Paulo. “Lave sua boca”, “o que você fez foi cretinice”, “vagabundo é você”, foram algumas das frases ditas.
Convergência de discurso

Não foi só nas críticas ao prefeito que os atos encontraram pontos de semelhança. Comandada por Paulinho da Força (SD), a Força Sindical integra a base do Governo de Michel Temer e foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), contudo, hoje, assim como na greve geral, manteve discurso afinado com o da CUT. Nos atos das duas entidades, a possibilidade de uma greve geral de dois dias, além de uma ocupação das ruas de Brasília no dia 8 de maio, quando a reforma da previdência deve começar a ser votada, foi aventada.

Ao EL PAÍS, o deputado federal Orlando Silva (PC do B), presente no ato da Paulista, disse que os atos de hoje mostram que “as diferenças entre os movimentos sociais diminuíram”. Segundo o deputado, neste momento o Governo Temer não tem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e terá muitos problemas para passar a trabalhista no Senado. “Em 2018, dois terços do Senado vai mudar por causa das eleições e ninguém vai se arriscar a voltar algo tão impopular”, diz.

O comentário de Silva ecoa uma declaração feita pelo presidente da CUT, momentos antes de discursar no carro de som: “Ontem falei com Renan [Calheiros] e acertamos uma reunião amanhã [2] em Brasília com a bancada do PMDB. O Senado já entendeu que essas reformas são um atentado e tem sinalizado que elas não vão passar”. Líder do PMDB no Senado, Calheiros tem sido visto como um dissidente pelo Governo de Michel Temer. Freitas ainda garantiu que nesta quinta-feira, 4, as centrais sindicais se reunirão para decidir os próximos passos que devem tomar.

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Posted on 02-05-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2017

Frank, no jornal A Crítica (SC)

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA
Temer fará corpo a corpo por Previdência

Michel Temer está reunido com ministros agora no Palácio da Alvorada. Ele disse que fará um corpo a corpo com os deputados para convencê-los a aprovar a reforma da Previdência..

A votação na comissão especial está marcada para quarta-feira, e deve ir a plenário no dia 20, caso o governo entenda que tem os votos necessários.

O corpo a corpo de um presidente da República é a caneta para nomear e demitir.