Um toque e a volta no tempo! Curta No BP!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

De: “gilson nogueira”

FANTASTIC!!! FANTATISQUE!!! FANTÁSTIC0!!!

ELLA PARA SEMPRE!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Deputados comemoram aprovação do relatório da reforma trabalhista.
Marcelo Camargo/Agência Brasil

DO EL PAÍS

Afonso Benites
Brasília

Por 27 votos a 10, a mais importante reforma trabalhista desde a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em 1943 foi aprovada na comissão especial da Câmara dos Deputados, o primeiro passo do texto na Casa. O projeto será levado aos deputados para votação em plenário nesta quarta 26. Os números da sessão desta tarde sinalizam que o Governo Michel Temer (PMDB) deve ter facilidade em aprovar uma de suas propostas prioritárias em tramitação no Legislativo. A análise dos parlamentares das mudanças nas regras trabalhistas, que precisa da maioria dos deputados presentes para passar, será um teste de força para a gestão peemedebista que pretende aprovar a reforma da Previdência, uma mudança constitucional que requer ao maioria qualificada na Câmara, ou menos 308 votos, para ser enviada ao Senado.

A votação desta terça ocorreu sem confrontos, apesar de o Congresso registrar dois protestos nas mais de sete horas de duração da sessão. Cerca de 300 servidores do Legislativo percorreram os corredores da Câmara em um ato contra as reformas trabalhista e da Previdência. Do lado de fora, aproximadamente 3.000 indígenas, segundo os organizadores do ato, tentaram ingressar na sede do Legislativo sem a autorização. Foram recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Os indígenas se manifestavam contra a paralisação na demarcação de terras e propostas de alterações legislativas sobre esse tema.
Tropa de choque de lobistas

O texto principal da reforma trabalhista prevê que o negociado entre trabalhadores e empregadores possa valer mais do que a letra da lei em casos como definição da jornada, intervalo para almoço e parcelamento de férias, por exemplo. A proposta também estabelece o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical e regulamenta modalidades de contratação como a do trabalho intermitente, por jornada ou hora de serviço, e também o trabalho remoto (veja aqui os principais pontos).

A votação na comissão foi encerrada sem a análise de 25 destaques, que são emendas apresentadas para tentar modificar o texto principal. Boa parte dessas propostas foi redigida por representantes de entidades patronais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e laborais, como o Sindicato Nacional dos Aeronautas e o sindicato dos metalúrgicos de São Paulo. Lobistas desses grupos estavam a todo momento municiando os parlamentares com informações para apresentarem as alterações legislativas. O relator da comissão especial, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), disse ter acatado algumas mudanças, como a que retira os pilotos de aeronaves das regras de contratação de serviços intermitentes.

No caso da CNI, o trabalho de lobby era o mais profissional. Uma equipe, formada por mulheres e homens, estava a postos com uma série de emendas a serem sugeridas aos parlamentares. Quando achavam que alguns deles poderia assinar a emenda, faziam uma rápida reunião informal do grupo e encaminhavam o documento ao deputado. A designada pela equipe para ser a portadora da proposta ao parlamentar era uma loira que poderia ser modelo publicitária. Simpática e concentrada, ela geralmente voltava ao grupo tendo garantido a assinatura desejada. Em certo momento, a contratada da CNI recebeu uma ligação em seu celular e diante da insistência do interlocutor, emendou: “Quando você está no tiroteio você desvia sua atenção? Então, agora estou numa batalha. Depois falamos.”

Por ora, a batalha da equipe da CNI saiu-se vitoriosa. Já os opositores capitaneados pelo PT e PCdoB e PSOL, derrotados no voto, agora esperam ao menos engrossar o coro das manifestações da sexta 28, para quando se convoca uma greve geral no país contra as reformas da gestão Temer.
Justiça do trabalho

Enquanto o front esquerdista no Congresso e nas centrais sindicais insiste que as mudanças precarizarão o emprego no Brasil e enfraquecerão poder de negociação dos trabalhadores, os defensores da proposta argumentam que é preciso acabar com a contribuição obrigatória sindical, tal qual no está no texto, para desmantelar a indústria que estimula a criação de novos sindicatos _são cerca de 11.000 sindicatos de trabalhadores e mais de 6.000 de empregadores.

Os críticos do projeto também temem que as novas regras dificultem o acesso à Justiça do Trabalho. Pelo texto, quem entrar com uma ação contra seu antigo empregador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e arcar com o gasto no processo, caso perca a ação. Atualmente, o empregado pode faltar a até três audiências. Os autores da proposta, por sua vez, dizem que é preciso deter a enxurrada de novas ações trabalhistas _só em 2016 foram mais 4 milhões, segundo o texto: “Até quando os tribunais trabalhistas suportarão esse volume de processos?” O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em sua cruzada para se descolar do Governo Temer, também criticou, acompanhado o líder do PT na Casa, Carlos Zarattini (SP): “Este projeto tira direitos trabalhistas e vai incendiar o país”.


Ella Fitzgerald em um show em Barcelona em 1966. EFE

DO EL PAÍS

Carlos Galilea

Ella Fitzgerald tinha a mesma idade que o primeiro disco de jazz. Também estaria completando ontem, 25 de abril, cem anos. Sua ascensão foi rápida: já em 1937 os leitores da revista Down Beat a elegeram como sua cantora favorita. Na década de cinquenta, o empresário Norman Granz a convenceu a deixá-lo conduzir a sua carreira, até então administrada por seu representante, Mo Gale, e o produtor de discos Milt Gabler. Em 1955, ela deixou a Decca, companhia fonográfica na qual passara vinte anos e com a qual gravava desde que começou como cantora da orquestra de Chick Webb com apenas 17 anos. Ela ainda não sabia, mas a chamada Primeira Dama do Swing estava prestes a se tornar a Primeira Dama da Canção.

Seus últimos discos não estavam vendendo bem e Ella se sentia frustrada. Em janeiro de 1956, levada por Granz, assinou contrato com a Verve. O primeiro projeto com o novo selo foi um LP duplo com canções de Cole Porter. Somente no primeiro mês, venderam-se 100.000 cópias. Entre fevereiro de 1956 –Elvis Presley acabara de chegar ao topo das listas de mais vendidos—e julho de 1959, Ella Fitzgerald gravou oito discos com alguns dos melhores títulos do grande cancioneiro norte-americano: aquele que floresceu desde os anos vinte até meados do século passado e no qual Bob Dylan cavava o seu caminho.

Os discos saíram entre 56 e 64, na seguinte ordem: Sings the Cole Porter Songbook, Sings the Rodgers & Hart Songbook, Sings the Duke Ellington Songbook, Sings the Irving Berlin Songbook, Sings the George and Ira Gershwin Songbook, Sings the Harold Arlen Songbook, Sings the Jerome Kern Songbook y Sings the Johnny Mercer Songbook. Atribui-se a Ira Gershwin o seguinte comentário: “Eu não sabia como eram boas as nossas canções até que ouvi Ella cantá-las”. Um último disco seria acrescentado à série em 1981, lançado pela Pablo Records e dedicado a um compositor da América do Sul: Ella abraça Jobim (Ella Fitzgerald Sings the Antonio Carlos Jobim Songbook).

Depois de sua morte, Frank Rich escreveu no The New York Times que, com seus songbooks, a cantora “realizou uma operação cultural tão extraordinária como a integração contemporânea de Elvis entre a alma branca e a afro-americana. Era uma mulher negra popularizando canções urbanas muitas vezes compostas por imigrantes judeus para um público predominantemente de brancos cristãos”.

Ella não tinha muita consciência daquilo que sua obra significou. E nunca deu margem a que o público pudesse achar que a letra de alguma das canções que interpretava se referisse à sua vida privada, a respeito da qual evitava falar. Becoming Ella: The Jazz Genius Who Transformed American Song, biografia que está sendo escrita pela professora Judith Tick e que deverá ser lançada em 2018, dará uma atenção especial para todo o contexto cultural em que viveu a cantora. A mulher que cantava com a espontaneidade inocente e alegre de quem provavelmente jamais deixou de ser uma criança. A mesma que dizia que gostaria de ter sido bonita e que afirmava que a única coisa melhor do que cantar é cantar ainda mais.

abr
26

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O adiamento do destino de Dirceu, que continua preso

José Dirceu, condenado a 11 anos e 3 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, está preso preventivamente desde julho de 2015.

Em fevereiro deste ano, Edson Fachin negou um habeas corpus do petista herdado de Teori Zavascki. A defesa recorreu, então, à Segunda Turma.

Na sessão de hoje, o atual relator da Lava Jato manteve seu voto contrário à liberdade de Dirceu, mas os colegas não quiseram apreciar o mérito da questão.

Estimulados por Dias Toffoli, os pares entenderam que era o momento apenas de acatar o pedido da defesa, feito inicialmente a Teori e, com a morte do ministro, transferido para Fachin. O HC seguirá, agora, seu trâmite natural na corte, com manifestações dos advogados e do MP.

Não há data para que o caso volte à pauta.

Enquanto isso, claro, Dirceu continua preso.

abr
26
Posted on 26-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-04-2017


Amarildo no diário A Gazeta (ES)