Jerry Adriano: apresentação memorável
no São João de Irecê (BA) no ano passado.

DO PORTAL TERRA BRASIL

O cantor Jerry Adriani, um dos ídolos do movimento da Jovem Guarda, morreu hoje (23) aos 70 anos no Rio de Janeiro. Adriani se tratava contra um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio.

Jair Alves de Souza, o Jerry Adriani, nasceu em 29 de janeiro de 1947, na cidade de São Paulo. Seu primeiro disco, Italianíssimo, em que ele interpretava canções italianas, foi lançado em 1964. Seu segundo disco, Um Grande Amor, fez grande sucesso e ele passou a apresentar o programa Excelsior a Go Go, na TV Excelsior.

Depois o cantor apresentou ainda o programa A Grande Parada, da TV Tupi, e atuou em filmes, como Essa Gatinha É Minha, ao lado de Peri Ribeiro e Anik Malvil e com direção de Jece Valadão. Atuou ainda nos filme Jerry, a Grande Parada e Jerry em Busca do Tesouro.

Um de seus últimos trabalhos foi a gravação do CD e DVD Acústico ao Vivo, em 2008. Entre seus grandes sucessos estão as músicas Doce, Doce Amor, Querida, Tudo que É Bom Dura Pouco e Amor Querido.

Enmanuel Macron (centro) teve 23,7% dos votos, enquanto a Marine Le Pen (extrema-direita) teve 21,7% dos votos, segundo pesquisa boca de urna do instituto Ipsos para o jornal Le Monde. Se confirmada a projeção, o segundo turno será disputado pelos dois em 7 de maio. Foto: AFP

Vai para Olívia Soares. Seguidora da imensa legião de Jorge. Salve!!!

(Vitor Hugo Soares)


Peritos trabalham em salão improvisado
na identificação das vítimas.Divulgação.


DO PORTAL G1

Por Lislaine dos Anjos, G1 MT

Peritos identificam corpos das vítimas da chacina em assentamento de Mato Grosso

Os corpos dos nove trabalhadores rurais assassinados na área de Taquaruçu do Norte, a mais de 350 km da zona urbana de Colniza, município a 1.065 km de Cuiabá, apresentam sinais de tortura, segundo os técnicos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) que realizaram os exames de necropsia neste sábado (22).

O crime ocorreu na quarta-feira (19), mas a polícia apenas tomou conhecimento do caso no dia seguinte, devido à dificuldade de acesso à área rural. O crime seria motivado por disputa de terras na região e foi cometido por um grupo encapuzado, segundo testemunhas. Uma força-tarefa foi montada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) no município para a investigação do crime.

Segundo a perícia, todos os corpos apresentavam marcas de violência e sinais de tortura. Alguns dos corpos foram amarrados e outros decapitados, além de apresentarem marcas de enxadadas e facadas, não apenas de tiros. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos duas vítimas foram assassinadas a golpes de facão e o restante por tiros de uma arma calibre 12.

“Foi o caso mais desafiador e com o emprego de maior violência. Nunca havia pego um caso com tamanhas proporções”, disse o perito criminal Daniel Soares, em entrevista à TV Centro América.

Os trabalhos da perícia foram realizados em um salão localizado ao lado do cemitério de Colniza. Oito das nove vítimas já foram identificadas, sendo que três delas seriam do estado de Rondonônia. Conforme a perícia, todas as vítimas são homens com idade entre 23 e 58 anos.

A suspeita é de que o último homem ainda não identificado seja natural de Alagoas, mas a polícia aguarda o envio de documentos do estado para confirmar a identidade.
Peritos trabalharam em um sal´ão improvisado para identificar e liberar os corpos das vítimas (Foto: TVCA/Reprodução) Peritos trabalharam em um sal´ão improvisado para identificar e liberar os corpos das vítimas

Peritos trabalharam em um salão improvisado para identificar e liberar os corpos das vítimas .

‘Clima de medo’

Segundo os policiais civis e militares que estão atuando na investigação do crime, o clima é de medo em Taquaraçu do Norte, onde moram cerca de 100 famílias. Os moradores estão abalados e assustados e a segurança no local foi reforçada.

Neste sábado (22), as testemunhas do crime começaram a ser ouvidas pela polícia. Segundo o comandante da Polícia Militar em Colniza, tenente Hélio Alves Cardoso, até o momento as investigações apontam que as vítimas estavam começando um loteamento irregular na região. Todos os homens assassinados foram encontrados dentro de suas casas.

“Tem uma estrada, por onde essa quadrilha deve ter passado, e uns barracos ao longo dela. Eles foram entrando e executando, barraco por barraco, as pessoas que estavam dentro deles”, disse.

Até o momento, a polícia acredita que o crime tenha sido cometido por quatro suspeitos. Os policiais devem retornar ao local do crime no domingo (23), quando pretendem trabalhar na identificação dos suspeitos.
Homens foram assassinados a golpes de facão e a tiros, segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso .
Chacina

Inicialmente, ainda na quinta-feira, a Secretaria Estadual de Segurança Pública tinha informações de que sete pessoas tinham morrido no ataque. O número oficial, de nove mortes, foi confirmado na sexta-feira (21), após a chegada de forças policiais no local do crime.

De acordo com o governo, a suspeita é que os autores do crime sejam capangas de fazendeiros da região. A área chamada de Taquaruçu do Norte, segundo a Sesp-MT, fica em uma região de conflito agrário.

Às urnas, franceses! Sem perder a fé, apesar de tudo, nos princípios condutores da França: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Mesmo que isso não sejam mais que propósitos, que belos propósitos que são. Para qualquer povo e qualquer país.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Opinião

EDITORIAL

A União Europeia é imaginável sem o Reino Unido, mas inviável sem a França. Por isso toda a Europa se preocupa, e muito, com o perfil de alguns dos candidatos que disputam no domingo o acesso ao segundo turno das eleições presidenciais francesas.

Três dos quatro candidatos que, em empate técnico, encabeçam as pesquisas, questionam as políticas da União. Marine Le Pen propõe, além da institucionalização da xenofobia, um referendo para abandonar o clube, o conservador François Fillon pede a devolução de competências e o ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon pede uma renegociação dos tratados. Le Pen, que tem o apoio de Trump, simpatiza com Putin, ao que se somam Fillon e Mélenchon. Isso dá uma ideia de quais são hoje as aspirações e inquietudes dos cidadãos franceses que já em 2005 rejeitaram a Constituição Europeia.

O antieuropeísmo francês é uma péssima notícia para o continente e muito negativa para a Espanha. Apenas Emmanuel Macron, o centrista independente, liberal e progressista, que lidera as pesquisas, defende abertamente a UE e lança uma mensagem positiva sobre a França e a globalização. Sua vitória insuflaria de otimismo e confiança a França no futuro e seria a melhor resposta do Velho Continente ao Brexit e ao populismo de Donald Trump, além do que, cresce em casa.

O país que marcou o mundo com o Iluminismo e a Revolução é hoje uma nação com medo dos ataques terroristas realizados por cidadãos radicalizados pela influência jihadista e preocupada com a ameaça ao seu modelo social por causa da concorrência de outras nações mais dinâmicas em um mundo sem fronteiras. Por causa de tudo isso crescem as correntes nacionalistas, xenófobas e populistas que também afetam outros países europeus. Mas a vitória de Macron está longe de garantida.

Nunca nos últimos sessenta anos tinha chegado quatro candidatos tão empatados. Nunca antes também a eleição presidencial tinha sido organizada sob o estado de exceção e com um novo atentado três dias antes da votação. Nem nunca antes tinha ficado tão evidente a possibilidade de que nenhum dos dois grandes partidos que estruturaram a política francesa (o socialista e o republicano) fosse governar o país.

Se as pesquisas permitem alguma certeza é a da eliminação do Partido Socialista, agora no poder. Muito abaixo nas pesquisas, o candidato Benoït Hamon escolhido nas primárias abertas do seu partido em janeiro poderia sofrer a humilhação de não chegar nem a 10% dos votos. É outra característica transfronteiriça: a crise da social-democracia, que continua procurando seu lugar nas sociedades modernas às quais tanto contribuiu no passado e a ascensão da extrema esquerda que promete coisas impossíveis e compartilha propostas com a extrema direita.

A Europa precisa da França aberta e pró-europeia que já foi, um país disposto a avançar; não a se fechar. E, acima de tudo, precisa derrotar o populismo, de esquerda ou de direita. Esta eleição é central para poder abrir o caminho da recuperação do reformismo saudável e do europeísmo convencido.


Fillon, Le Pen, Macron e Mélenchon: os favoritos
nas eleições francesas. JOEL SAGET ERIC FEFERBERG AFP

DO EL PAÍS

Paris

Tudo está aberto no primeiro turno das eleições presidenciais francesas. A França se prepara para eleger o sucessor do presidente François Hollande em meio a uma incerteza pouco usual a esta altura. Quatro candidatos chegam à reta final com chance de ficar entre os mais votados em 23 de abril e assim passar para o segundo turno, em 7 de maio. As pesquisas revelam empate entre a nacional-populista Marine Le Pen, o conservador François Fillon, o centrista Emmanuel Macron e o esquerdista Jean-Luc Mélenchon.

“É inédito haver quatro candidatos”, diz Gérard Courtois, veterano cronista do Le Monde e autor da recém-publicada Parties de Campagne, uma história das eleições presidenciais na V República. “É um reflexo do envelhecimento dos partidos do Governo. São os partidos que governaram por 40 anos e que não souberam resolver o desemprego, a dívida, a competitividade da economia. Há 40 anos não há um orçamento francês sem déficit. E o resultado são 2 bilhões de dívida. O pagamento da dívida é o encargo mais alto do país, mais que o da educação nacional. Os franceses sabem disso e dizem: a direita governou, a esquerda governou, nenhuma encontrou as boas soluções, experimentemos outra coisa.”

Le Pen e Macron teriam cerca de 22% dos votos, segundo pesquisa do Le Monde publicada na sexta-feira. Mélenchon, 20%, e Fillon, 19%. A maioria das pesquisas mostra números parecidos. Com os quatro aspirantes dentro da margem de erro, a fotografia é de um final de corrida em que qualquer um pode vencer e qualquer um pode ir para o segundo turno. O socialista Benoît Hamon, afetado pela fuga de votos para o centro de Macron e a esquerda alternativa do ex-socialista Mélenchon e sua França Insubmissa, cai para 7,5%, o que o aproxima perigosamente dos candidatos sem representação no Parlamento.

A igualdade entre os quatro candidatos resulta da fragmentação do sistema de partidos. Somente um, Fillon, candidato pelos Republicanos, pertence a uma das grandes famílias políticas que estruturaram a V República. A outra é a socialista.

Explica-se, também, pelas anomalias da campanha. A primeira novidade foi que o presidente Hollande, o mais impopular em décadas, recusasse tentar a reeleição. A segunda, que Fillon, que era considerado vencedor e que agia quase como um presidente de fato, fosse golpeado pelo vendaval de uma investigação judicial pelos supostos empregos fictícios de sua mulher e seus filhos. A terceira novidade é a irrupção, na estagnada paisagem francesa, de Macron, um jovem ex-banqueiro e ex-ministro sem nenhuma experiência eleitoral. A quarta é a consolidação da Frente Nacional, de Le Pen, o velho partido da extrema-direita que tem a ambição de deixar de ser um partido de oposição e finalmente governar. A novidade final é o arranque inesperado nos últimos dias — o momentum, diriam os norte-americanos — de Mélenchon, autêntico voto útil do eleitor puro de esquerda diante da escolha entre ele e o socialista Hamon.

Empatados na liderança desde janeiro, quando surgiu o caso Fillon, e a uma distância clara de seus perseguidores, a vantagem de Le Pen e Macron foi corroída. Le Pen fez sua campanha na defensiva. Embora seu projeto seja de ruptura com o sistema, ela é, junto com Mélenchon, a única candidata que se apresenta às eleições presidenciais pela segunda vez. Uma veterana. Dependendo do ponto de vista, uma velha política. Diferentemente de Mélenchon, que não esteve em primeiro plano como ela nesse período, sua mensagem não soa tão fresca.

O problema de Macron, com o novo partido Em Marcha!, é que seus apoios são sempre voláteis. É de centro líquido: nem de esquerda, nem de direita, muito pelo contrário. A vantagem: apela a um amplo segmento de eleitores. A desvantagem: a indefinição. E se apresentar como o candidato da ruptura com o sistema ao mesmo tempo em que desfruta do apoio de figuras importantes desse mesmo sistema – ex-primeiros-ministros socialistas, como Manuel Valls, veteranos centristas como François Bayrou, ex-colaboradores de Jacques Chirac, provavelmente o próprio Hollande – obriga-o a se enquadrar ao círculo em que vive.

Fillon chega ferido aos últimos metros, mas vivo. Com a credibilidade seriamente danificada pela denúncia judicial que pesa sobre ele, mas com uma resistência de ferro. Se a França é sociologicamente de direita, o candidato dos Republicanos tem campo para mobilizar os seus na última hora.

Mélenchon, o homem do momento, suavizou os ângulos mais abruptos da sua personalidade e aperfeiçoou o seu programa. Ancorado na esquerda francesa tradicional, propõe um movimento transversal, com acentos patrióticos e populares com os quais conecta-se com partidos como o Podemos, da Espanha.

Em sua história das eleições presidenciais, Courtois compara as campanhas com um momento único da democracia, um ritual febril no qual o povo se projeta em seus políticos, um grande teatro no qual os franceses “convertem-se em diretores exigentes e imprevisíveis, descartando roteiros escritos de antemão, ditando a intriga e impondo a dramaturgia”. “Agora, é o teatro do absurdo. É Ionesco. É ‘Esperando Godot’”, afirma, em referência ao autor desta corrente, Eugène Ionesco, e à obra de Samuel Beckett. “Mas”, lembra Courtois, “Godot nunca chega.”

As pesquisas nebulosas podem dar origem a surpresas. Qualquer um dos quatro pode passar para o segundo turno. A última comoção em uma noite eleitoral aconteceu em 21 de abril de 2002, quando Jean-Marie Le Pen, o pai de Marine, foi ao segundo turno ao superar o socialista Lionel Jospin. Agora, a surpresa não seria a vitória de Le Pen, mas outro cenário. O triunfo de Mélenchon e Le Pen seria, para o sistema, um terremoto maior que o de 2002.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Frases da semana: “Lula é um bajulador de Emílio Odebrecht”

O Brasil se revela em poucas palavras. Veja:

O epitáfio

“No dia em que o Lula cair, acaba o PT.”

Flavio Bierrenbach, jurista, sobre o futuro dos companheiros do comandante máximo

“A relação de Lula com Emílio Odebrecht é de bajulador.”

Paulo Delgado, petista histórico, sobre o hábito de Lula criticar “as elites” em público e adulá-las em particular

“Lula se colocou a serviço das empreiteiras”

Luciana Genro, ao constatar que seu antigo líder não passa de uma grande pelego

Réquiem petista

registradora.”

Noam Chomsky, um petista americano, num lapso de realismo

Todos juntos

“Estava sendo cúmplice de um sistema eleitoral corrupto e negativo.”

De João Santana a Sérgio Moro, no papel de réu arrependido

“Todos os candidatos sabiam.”

Monica Moura a Sérgio Moro, enfatizando que não existem inocentes na política

Justiça aos homens de bem

“Há um arrastão para desmoralizar homens públicos de bem.”

Renan Calheiros, da tribuna do Senado, na esperança de criar um arrastão de homens de bem

“A República Federativa da Corrupção se estendia por todos os níveis da federação e era democraticamente distribuída entre Eikes e Marcelos, entre todos que podiam pagar.”

Do procurador Carlos Fernando, da Lava Jato, sobre o verdadeiro país em que vivemos

“Este Moro é capaz de tudo, é um negócio sem precedentes…”

Carlos Zarattini, ainda espantado com o fim da impunidade

“Delação não é prova.”

Geraldo Alckmin, lulando

Um ano sem Janete

“Com Dilma, nada disso teria sido possível e estaríamos próximos da Venezuela.”

Miguel Reale Jr., a O Antagonista, sobre a luz no fim do túnel

“O impeachment foi a melhor coisa que poderia ter ocorrido para o nosso país.”

Janaína Paschoal, a O Antagonista

“Sinceramente, a opinião da ex-presidente Dilma não faz a menor diferença”.

João Doria sobre Dilma o equiparar a um potencial Trump, em 2018

Foro, pra que te quero

“Não sei se é oportuno tentar fazer uma mudança casuística, diria quase ‘macunaímica’ agora.”

Gilmar Mendes, um ministro macunaímico

“Falar em açodamento nesse projeto é uma brutal injustiça.”

Edison Lobão, o Esquálido sobre a pressa em aprovar a lei de abuso de autoridade

“Pela madrugada! Santa Periquita! É de uma má-fé cínica…”

Roberto Requião, a quem só restaram as interjeições para defender o foro privilegiado

Pancadão sindicalista

“Tem que ser no pau, igual os militares fizeram.”

Manifestação de policiais sindicalistas que invadiram o Congresso

abr
23
Posted on 23-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-04-2017


Myrria, no jornal A Crítica (AM)