DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

EXCLUSIVO: EMÍLIO AJUDOU LULA ATÉ MESMO A ESCREVER A “CARTA AO POVO BRASILEIRO”

Emílio Odebrecht fez, em sua delação, um relato de como conheceu Lula, no início da década de 90, durante uma greve no setor petroquímico. Lula lhe foi apresentado por Mário Covas.

Desde então, o patriarca do Grupo Odebrecht cultivou uma relação de íntima amizade com o petista e o ajudou financeiramente em todas as campanhas que concorreu – mesmo nas que foi derrotado.

Emílio estima que tenha pago em média R$ 20 milhões a Lula por campanha, no caixa 2. Mas a relação não era apenas financeira. Eles se reuniam trimestralmente, desde que Lula chegou ao Planalto em 2003, para afinarem interesses.

O relato indica que Lula deve a Emílio Odebrecht sua trajetória política e mesmo a eleição à Presidência.

“A Carta ao Povo Brasileiro, feita com o propósito de acalmar o mercado financeiro, é um exemplo exato do tipo de apoio não financeiro que dávamos ao ex-presidente Lula. Essa carta tem muita contribuição nossa.”


Ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF,
em sessão nesta quarta-feira. ADRIANO MACHADO

DO EL PAIS

Afonso Benites
Gil Alessi
Brasília / São Paulo

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), já tomou a decisão de abrir quase uma centena de inquéritos com base na monumental delação de executivos da Odebrecht, a chamada delação do fim do mundo. A informação foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo no final da tarde desta terça-feira, e confirmada pela Corte horas depois. A investigação atingirá a cúpula do poder em Brasília: a lista de Fachin tem oito ministros do Governo Michel Temer, mais de um terço do Senado (29 senadores) e 39 deputados federais.

Em março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de 83 inquéritos com base nas colaborações da Odebrecht com a Justiça e, desde então, Brasília vive clima de suspense à espera dos novos atingidos pela megaoperação. De acordo com o jornal, Fachin tomou a decisão em 4 de abril, de maneira eletrônica. Esta é a segunda lista de inquéritos da Lava Jato a atingir o alto escalão político brasileiro. A primeira, em março de 2015, tinha 50 nomes.

A segunda lista de inquéritos abarca, no Senado, nove dos 22 senadores do PMDB. A bancada do PSDB também consta na relação: sete de seus 11 senadores. O PT tem quatro parlamentares da Casa Alta alvo de inquéritos. Na Câmara o PT foi o partido mais atingido pelos pedidos: 17 parlamentares da legenda de um total de 58 constam na lista do Estado de São Paulo. Em seguida aparece o PP, com 5 deputados na relação.

A lista, se confirmada, atinge o alicerce político da gestão Temer, com ministros próximos do presidente e centrais na articulação das reformas que o mandatário pretende aprovar no Congresso. Seja como for, Temer repetiu a auxiliares ainda nesta terça-feira que segue a regra que ele mesmo criou: só serão afastados os ministros que se tornarem réus na Lava Jato, informa Afonso Benites, de Brasília. Por ora, eles são, segundo o jornal, apenas alvos de inquéritos. Além dos nove ministros alvo de inquérito, existe a expectativa que Temer indique o ex-senador peemedebista Luiz Otávio Campos para assumir a secretaria nacional de Portos. O ex-parlamentar também é alvo da Lava Jato. Ele é ligado aos clãs Barbalho e Lobão, do PMDB.
Ministros

Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil

Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República

Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia

Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional

Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores

Blairo Maggi (PP), da Agricultura

Bruno Araújo (PSDB), das Cidades

Roberto Freire (PPS), da Cultura – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
Senadores

Romero Jucá Filho (PMDB-RR)

Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Paulo Rocha (PT-PA)

Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)

Edison Lobão (PMDB-PA)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Jorge Viana (PT-AC)

Lidice da Mata (PSB-BA)

José Agripino Maia (DEM-RN) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Marta Suplicy (PMDB-SP) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Ciro Nogueira (PP-PI)

Dalírio José Beber (PSDB-SC)

Ivo Cassol (PP-RO)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)

Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

José Serra (PSDB-SP)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Omar Aziz (PSD-AM)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Eduardo Amorim (PSDB-SE) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Carmo Alves (DEM-SE) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Deputados federais

Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara

Paulinho da Força (SD-SP)

Marco Maia (PT-RS)

Carlos Zarattini (PT-SP)

João Carlos Bacelar (PR-BA)

Milton Monti (PR-SP)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Nelson Pellegrino (PT-BA)

Betinho Gomes (PSDB-PE)

Jutahy Júnior (PSDB-BA)

Pedro Paulo Teixeira (PMDB-RJ)

Maria do Rosário (PT-RS)

Felipe Maia (DEM-RN) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Ônix Lorenzoni (DEM-RS)

Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE) – Fachin mandou pedido de volta à PGR em função da possível prescrição do suposto crime.

Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)

Cacá Leão (PP-BA)

Dimas Toledo (PP-MG)

Décio Lima (PT-SC)

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Antonio Brito (PSD-BA)

Arlindo Chignalia (PT-SP)

Arthur Maia (PPS-BA)

Celso Russomano (PRB-SP)

Daniel Vilela (PMDB-GO)

Fábio Faria (PSD-RN)

Heráclito Fortes (PSB-PI)

Zeca Dirceu (PT-PR)

Zeca do PT (PT-MS)

José Carneiro (PSB-MA)

Julio Lopes (PP-RJ)

Paulo Lustosa (PP-CE)

Rodrigo Garcia (DEM-SP) – Licenciado, é secretário do Governo de São Paulo.

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)

Vander Loubet (PT-MS)

Vicente Cândido (PT-SP)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

Tango fabuloso em fabulosa interpretação da “morocha garganta con arena” argentina, Adriana Varela.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
12


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

MOREIRA INDICOU PADILHA PARA RECEBER. TEMER ESCAPOU

Na abertura de inquérito por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, o PGR enquadrou Eliseu Padilha e Moreira Franco pela “solicitação de recursos ilícitos em nome do PMDB e de Michel Temer, a pretexto de campanhas eleitorais”.

Como O Antagonista antecipou, Moreira foi quem fez a solicitação e indicou Padilha para receber os recursos. Dos 10 milhões solicitados em jantar com Temer no Jaburu, R$ 4 milhões foram para Padilha, entregues a José Yunes.

Outro R$ 1 milhão foi direcionado a Eduardo Cunha. Para a PGR, há elementos contra Temer, mas ele está blindado pelo mandato presidencial.

abr
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Posted on 12-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-04-2017


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

abr
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O editor do ‘Post’, Martin Barron (à esq.)
junto a David Fahrenthold. Bonnie Jo Mount AP

DO EL PAIS

Cristina F. Pereda

Washington

O jornalismo dedicado a revelar casos de corrupção, os abusos de poder e as crises sociais como a epidemia do vício em opiáceos nos vários Estados norte-americanos ou os abusos sexuais nas universidades ocuparam as principais categorias dos prêmios Pulitzer, anunciados na segunda-feira em Nova York. Também houve um espaço dedicado ao presidente Donald Trump imerso em uma batalha contra os principais meios de comunicação do país, já que a organização premiou a reportagem do The Washington Post que desmascarou como o empresário mentiu sobre supostas doações a entidades de caridade.

O responsável pelo prêmio Pulitzer, Mike Pride, destacou, na segunda-feira, que no começo do segundo século desta que a é a maior honra do jornalismo norte-americano, o setor se encontra “imerso em uma revolução”. Pride reconheceu que os jornalistas contam atualmente “com ferramentas com as quais são antecessores não podiam nem sonhar”, mas que, em troca, isso significa apenas uma coisa: “Não sabemos qual será o resultado disso”.

O júri reconheceu a reportagem de um jornalista do Post, David Fahrenthold, que se serviu justamente dessas novas ferramentas para revelar as mentiras do presidente. Durante a campanha, Fahrenthold recorreu, em repetidas ocasiões, à ajuda de usuários do Twitter para suas investigações. Na segunda-feira, foi reconhecido “por sua persistência, que criou um modelo de jornalismo transparente na cobertura de campanhas políticas, ao mesmo tempo em que questionava as declarações de Trump sobre sua generosidade caritativa”.

A cobertura eleitoral também motivou outro prêmio, neste caso o de melhor comentarista, para a jornalista Peggy Noonan, do The Wall Street Journal. Os 19 membros do júri destacaram que Noonan “conectou, em belas colunas, os leitores com as virtudes de todos os norte-americanos durante uma das campanhas políticas mais divisível deste país”.

O júri preparou uma surpresa para o The Storm Lakes Times, um pequeno diário de uma cidadezinha de Iowa. Com uma tiragem de apenas 3.000 exemplares, um de seus donos, Art Cullen, ganhou o Pulitzer na categoria de editoriais graças a uma série em que desafiou várias empresas do setor agrícola que processaram a localidade.

Os prêmios Pulitzer são uma homenagem a Joseph Pulitzer, fundador da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia e, a cada ano, reconhecem os melhores trabalhos jornalísticos em jornais, revistas e sites, divididos em 14 categorias, como reportagens, fotografia, crítica e comentaristas. A seção dedicada às artes entrega sete prêmios para obras de literatura, teatro e música.

A prestigiosa categoria de melhor jornalismo de utilidade pública destacou o trabalho de uma repórter da organização de jornalismo investigativo ProPublica, sem fins lucrativos, que revelou como a polícia abusa das políticas de despejo para expulsar centenas de pessoas de seus lares a cada ano, especialmente pobres e de minorias raciais. O prêmio também agracia o New York Daily News, que investigou o caso junto com a ProPublica.

O The New York Times superou a barreira dos 120 prêmios em sua história com três novas condecorações. Pelo terceiro ano consecutivo, o diário levou o prêmio de melhor jornalismo internacional graças a uma reportagem sobre os esforços de Vladimir Putin para projetar o poder da Rússia no exterior. Os jurados atribuem ao Times “ter revelado técnicas que incluem o assassinato, o assédio online e o ato de plantar provas incriminadoras contra seus oponentes”.

O jornal nova-iorquino, acostumado a dominar os prêmios mais prestigiados do setor, também foi condecorado na categoria fotografia, com a série em que Daniel Berehulak retratou a campanha de violência nas Filipinas, e na categoria revista, por uma reportagem de C.J. Chivers dedicada a um veterano da Guerra do Afeganistão que sofre de estresse pós-traumático.

A organização que, todos os anos, regressa à Universidade de Columbia para premiar as melhores obras jornalísticas reconheceu o trabalho do diário Miami Herald e do grupo McClatchy sobre os Panama Papers, uma série que envolveu mais de 300 jornalistas em seis continentes “para expor a estrutura oculta e a escala global dos paraísos fiscais”.

O Pulitzer das artes reconhece obras sobre desigualdade

Um relato sobre a trajetória dos escravos afro-americanos até a liberdade foi premiado com o Pulitzer de melhor livro de ficção de 2017 por sua “inteligente fusão de realismo e alegoria que combina a violência da escravidão e o drama da fuga”, nas palavras do júri sobre a obra de Colson Whitehead.

Segundo os jurados, Underground Railroad é “um mito com ecos na América de hoje”. Na categoria de não-ficção, a Universidade de Columbia destacou a obra de Matthew Desmond, Evicted, que conta como os despejos em massa após a crise das hipotecas de 2008 condenou milhares de cidadãos à pobreza.

A obra Sweat, de Lynn Nottage, dedicada aos obstáculos enfrentados pelos trabalhadores dos Estados Unidos para atingir o sonho americano foi premiada na categoria de teatro, enquanto o prêmio de história foi dado para Blood in the Water, uma investigação sobre as consequências das revoltas na prisão de Attica, em 1971. A categoria de poesia também premiou uma obra dedicada às minorias raciais, reconhecendo Tyehimba Jess por seus poemas dedicados às noções de raça e identidade.

A nível local, o Pulitzer de 2017 premiou o The Salt Lake Tribune, o jornal do Utah que revelou “o tratamento perverso, punitivo e cruel” dado às vítimas de agressões sexuais na Universidade Brigham Young, a mais prestigiosa do Estado. A categoria de notícias urgentes destacou um jornal de Oakland, na Califórnia, por sua cobertura de um incêndio que provocou a morte de 36 pessoas. O júri afirmou que os jornalistas “expuseram as falhas da cidade na hora de tomar medidas que poderiam ter prevenido [a tragédia]”.