Vários policiais em escola atacada nesta segunda-feira na Califórnia.
Rick Sforza AP


DO EL PAÍS

Joan Faus

O medo volta a sacudir San Bernardino, a leste de Los Angeles, na Califórnia. Duas pessoas adultas morreram nesta segunda-feira em um tiroteio em uma escola primária na cidade californiana, segundo anunciou a polícia. Os primeiros indícios apontam que a pessoa que abriu fogo se suicidou, mas se desconhece se o suposto atirador é uma das duas mortas confirmadas. Outras duas pessoas foram transladadas a um hospital com ferimentos de bala e não sabe qual é seu estado.

O ataque acontece um ano e meio depois que um casal de simpatizantes jihadistas matou 14 pessoas em um centro social de San Bernardino, no leste de Los Angeles.

Um dos poucos detalhes conhecidos é que o tiroteio aconteceu em uma sala de aula da escola Northpark. “Achamos que já não há ameaça”, anunciou em Twitter o sheriff Jarrod Burguan. “As operações policiais continuam na zona. No entanto, achamos que a ameaça não existe mais”.

A violência armada converte os EUA em uma anomalia no mundo desenvolvido. A cada dia, 89 pessoas morrem por disparos de armas de fogo, segundo média contabilizada pela Campanha Brady, um frente contra a violência por arma de fogo. Com 321 milhões de habitantes, calcula-se que há cerca de 270 milhões de armas de uso privado em solo norte-americano, um direito amparado pela Constituição. É a proporção mais alta do mundo: nove armas por cada dez cidadãos.

Depois da cada tiroteio em massa, crescem as vozes que pedem para restringir a venda de armas, mas todas as tentativas de reforma nos últimos anos fracassaram pelo temor de que as novas regras limitem liberdades e pela pressão da indústria armamentista.

O último debate profundo aconteceu após a matança em 2012 de 20 crianças e 6 adultos em uma escola de Connecticut. O então presidente Barack Obama propôs estender o controle de antecedentes, proibir rifles de assalto e limitar o número de balas. Não conseguiu os votos suficientes no Congresso para tanto.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

EXCLUSIVO: MARCELO ODEBRECHT CONFIRMA A MORO QUE LULA É O ‘AMIGO’

O Antagonista soube que Marcelo Odebrecht, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, acaba de confirmar que Lula é o ‘amigo’ das planilhas da propina da empreiteira.

Não resta mais qualquer dúvida de que Lula é o ‘amigo’, o ‘amigo de meu pai’ e ‘amigo de EO’. Como fez ao TSE, ele repetiu que Antonio Palocci é o ‘Italiano’ e Guido Mantega, o ‘Pós Itália’.

DEU NA COLUNA DE ARTUR XEXÉO , NO JORNAL O GLOBO. REPRODUZIDO PELA AUTORA TEATRAL E CRONISTA ANINHA FRANCO, EM SEU ESPAÇO NO FACEBOOK. BAHIA EM PAUTA REPRODUZ E RECOMENDA. (Vitor Hugo Soares)

CRÔNICA

Mexeu com a minha geração…

Artur Xexéo

José Mayer seguiu uma trajetória na televisão com personagens sedutores. Algumas das principais atrizes de telenovelas fizeram par romântico com ele, que, com a ajuda de autores e diretores, construiu uma imagem de galã irresistível. Mayer era, até muito pouco tempo, o garanhão das oito da noite. A gente sabia que a personagem de qualquer atriz que dividisse a cena com ele a certa altura da trama estaria apaixonada.

Na semana passada, quando foi acusado de assédio sexual por uma figurinista da Globo, Mayer, num primeiro momento, tentou fazer crer que a denunciante confundia realidade e ficção, ator e personagem. Que era a personagem da ocasião — o Tião Bezerra de “A lei do amor” — quem desrespeitava as mulheres.

“Sempre busquei e encontrei respeito e confiança em todos que trabalharam comigo”, disse ele numa nota oficial. Em menos de 24 horas, descobriu-se que quem confundia realidade com ficção era o próprio José Mayer.

Se não fosse assim, o que teria levado a atriz Letícia Sabatella a escrever “José Mayer não se emenda” numa rede social, quase ao mesmo tempo em que o ator se dizia cheio de “respeito e confiança”? Então o comportamento abusivo do ator era conhecido pelos colegas? Já se pode falar em comportamento abusivo porque, em seguida, o próprio José Mayer admitiu a culpa. Numa carta aberta, ele admitiu: “Tristemente, sou fruto, sim, de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas”.

Muita gente achou corajosa a carta de José Mayer. Pode ser. Mas foi equivocada também. A que geração ele se refere? Eu sei que estou acabado, que pareço mais velho, que não convenço ninguém como sedutor, mas sou dois anos mais moço que o ator. Ou seja, somos da mesma geração. E nunca aprendi que machismo pode ser confundido com brincadeira. Tenho orgulho da minha geração. Fui adolescente nos anos 60 do século passado, a década que Zuenir Ventura definiu como a que mudou tudo. Foi durante a minha adolescência que começou a revolução sexual. Vi a mulher ganhar independência com o uso da pílula anticoncepcional. Acompanhei a explosão da contracultura. Desde pequenininho, sei que homens e mulheres têm direitos iguais, e esse é o pensamento que marca a minha geração. Se, até hoje, José Mayer acha que seu desvio de comportamento — um desvio que ele mesmo admite, e só por isso estou falando disso aqui — tem a ver com a época em que nasceu, lamento que ele não tenha aproveitado toda a excitação que a mudança de costumes provocou a partir da metade do século XX.

“O mundo mudou”, escreveu José Mayer. “E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele”. Mudou mesmo. Mas mudou há 50 anos. Tristemente, o ator descobriu essa mudança só agora. Talvez seja tarde demais.

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Não quero que pareça implicância, mas se esse movimento neofeminista deixasse de usar expressões pretensiosas como “empoderamento” e “subalternidade”, tenho certeza de que a sua luta seria ainda mais bem-sucedida.

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Dona Candoca é, antes de tudo, uma crédula. Ela assiste às novelas e acredita que tudo que vê é verdade. É por isso que, de uns dias para cá, dona Candoca deu pra dizer que ninguém mais morre afogado no Brasil. Tem sempre um índio por perto, pronto para evitar qualquer tragédia. Isso porque, logo no primeiro capítulo de “A força do querer”, dois meninos que caíram num rio no Pará foram salvos assim por um índio que estava passando. Como, duas semanas antes, o mesmo tinha acontecido com o personagem de Chay Suede em “Novo mundo” (só que em vez de um rio era o Oceano Atlântico mesmo), e, numa novela anterior, “Velho Chico”, também havia índios salvando afogados, dona Candoca achou muito natural acreditar que a Globo estava mostrando uma tendência. A outra possibilidade seria apostar na falta de criatividade de nossos novelistas. E dona Candoca jamais iria por este caminho.

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Nos meses que antecederam a última entrega do Oscar, muito se falou de “The founder”, o filme que conta a história da expansão do McDonald’s de um sucesso local (uma lanchonete em San Bernardino, na Califórnia) para um fenômeno planetário. Que estaria indicado para a categoria de melhor filme, que Michael Keaton receberia mais uma indicação para melhor ator, que o roteiro deveria ser lembrado… Não aconteceu nada. “The founder” não ganhou uma só indicação, não foi um grande sucesso de bilheteria e passou despercebido pelos cinemas. Agora que está sendo exibido no Brasil, com o título esdrúxulo de “Fome de poder”, a gente entende por quê. Baseado numa história real, a de como um vendedor de mixers para fazer milk-shakes se torna dono da maior rede de lanchonetes do mundo, “Fome de poder” engana o espectador. A gente começa acompanhando a trajetória de um herói, de um empreendedor, de um homem que sabe aproveitar uma oportunidade e, quando o filme faz com que a plateia torça por esta personagem, ele mostra a verdadeira face de seu protagonista: um golpista, autor de um dos maiores “roubos” de toda a História. O público sente-se enganado por torcer por um mau-caráter. E dá vontade de nunca mais entrar num McDonald’s durante o resto da vida.


“Frank, April in Paris, para viajar no pensamento!”, sugere Gilson Nogueira ao enviar a preciosidade de suas minas musicais para o BP.

“Melhor ainda se a viagem for de verdade”, recomenda este editor, que jamais esquece a experiência impossível de ser repetida (com a mesma intensidade), como dizem os versos desta extraordinária canção sobre um começo de outono em Paris. Sentado em uma daquelas mesas, debaixo das castanheiras em flor, como canta, Frank, Ella e Armstrong, seguramente passageiros desta mesma e inesquecível viagem.

A versão de Frank é escolha de Gilson. A de Ella e Armstrong é do editor do BP. Existem muitas outras, igualmente fabulosas. Escolha a sua.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares)


Juiz Moro: só na metade do rio

DO EL PAÍS

Afonso Benites
Brasília

Quando o mês de abril mal tinha iniciado, a pergunta nos corredores do Congresso Nacional era de quando o relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, quebraria o sigilo judicial dos processos envolvendo os 77 acordos de delação da empreiteira Odebrecht e viriam à tona os nomes dos mais de cem políticos implicados na trama de corrupção. Uma semana se passou e a apreensão só aumenta em Brasília. Não só por causa do segredo que ainda está imposto sobre os processos, mas também porque o rol de delatores pode aumentar por causa de acordos que estão sendo costurados com o ex-governador Sergio Cabral (PMDB-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Até esta sexta-feira oito novos delatores haviam sido confirmados. Com isso, chega-se ao estratosférico número de 212 acordos de colaboração (tanto na primeira instância como no STF) em uma única investigação. Ainda assim, a operação atravessou “a metade do rio” e não tem data para acabar, conforme relatou ao jornal argentino Clarín o juiz Sergio Moro, responsável pelos processos que correm na primeira instância, em Curitiba. Até o momento, 335 pessoas já foram denunciadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A maioria dos partidos políticos foram citados nas investigações, entre eles o PT, PSDB, PMDB, PP, PCdoB, PR e PRB. A estimativa é que mais de 20 bilhões de reais tenham sido desviados só da petroleira Petrobras. Sendo que 10,3 bilhões foram recuperados por meio de repatriação de recursos que estavam escondidos no exterior ou com o bloqueio de bens dos envolvidos.

Diante disso tudo, o que esses novos delatores podem trazer de novo às investigações? Três deles devem afundar ainda mais o PT na lama da investigação. São eles, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, além de um funcionário deles André Santana. O trio admitiu ter recebido recursos de caixa dois em campanhas eleitorais petistas nos últimos anos.

Outro marqueteiro, Duda Mendonça (que foi investigado no mensalão do PT, e acabou absolvido), deve envolver tanto petistas, para quem trabalhou na gestão Luiz Inácio Lula da Silva, quanto peemedebistas, como Paulo Skaff, para quem fez campanha ao governo paulista em 2014. No grupo de novos colaboradores há ainda quatro membros da cúpula da joalheria H.Stern, o presidente, Roberto Stern, o vice-presidente, Ronaldo Stern, o diretor financeiro, Oscar Luiz Goldemberg, e a diretora comercial, Maria Luiza Trotta. Eles concordaram em pagar uma multa de 18,9 milhões de reais e em ajudar a Justiça desvendar como Sergio Cabral usou recursos ilícito para encher os cofres dele e de sua mulher, Adriana Ancelmo.

No caso da delação de Cabral, o Ministério Público Federal já está com uma proposta pronta para ser assinada por ele e, possivelmente, homologada pelo STF, na qual 97 pessoas estariam implicadas. Quem participa da negociação diz que há profissionais das mais diversas espécies: de político, a juiz; de doleiro a empreiteiro.

Já quanto a Cunha, deputados que mantiveram contato com seus defensores dizem que o ex-manda-chuva da Câmara está desiludido com o andamento de seus casos e está repensando a possibilidade de revelar tudo o que sabia de esquemas de desvios de recursos públicos. Na quinta-feira passada, Fachin negou mais um pedido de liberdade apresentado pelos advogados de Cunha, que já fora condenado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O juiz Moro estipulou sua sentença a 15 anos de prisão. O peemedebista é réu em outros dois processos e investigado em outros oito casos.

Enquanto congressistas e membros do governo se preparam para a onda de denúncias que está por vir, os próprios parlamentares tratam de propor novas leis como revide a alguns dos investigadores. Nas próximas semanas, deve retornar à pauta do Senado a nova lei de abuso de autoridade. Sua primeira versão prevê uma série de punições a juízes e promotores (ou procuradores) que “sujarem” a imagem de investigados e réus. Uma nova versão dela deve ser apresentada depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e entidades de classe sugeriram alterações.


Cenário do crime- (Foto: Reprodução)


DEU NO CORREIO24HORAS

Laura Fernandes (laura.fernandes@redebahia.com.br)

Um adolescente de 17 anos, torcedor do Bahia, morreu por volta das 20h deste domingo (9) no posto Shell da Avenida Vasco da Gama. O crime aconteceu após o término da partida entre Bahia e Vitória pelo Campeonato Baiano, vencida por 2 a 1 peli time rubronegro. Carlos Henrique Santos de Deus, 17 anos, tinha ido ao estádio assistir ao jogo e estava a caminho de casa quando foi atingido no abdômen e na perna, nas imediações do posto Shell, na Vasco da Gama. Ele completaria 18 anos no próximo dia 13 de abril.

Segundo testemunhas, a pessoa que atirou estava a bordo de um veículo, que parou próximo ao adolescente e outro amigo dele e disparou. Um frentista do posto disse que estava chegando ao posto no momento do crime. “Achei que fosse um atropelo. Todo mundo ficou em pânico, foi um corre-corre”, disse. Outro frentista afirmou que o atirador também vestia uma camisa do Bahia.

Além de Carlos Henrique, outro amigo dele foi atingido de raspão no pescoço e levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Geral do Estado (HGE). Não há informações sobre o estado de saúde dele. O pai do garoto, que não quis se identificar, se desesperou ao ver o corpo de Carlos Henrique. “Meu filho não é bandido, não. Esse desgraçado levou um pedaço do meu coração, mas ele vai pagar”, disse.

Sogro da vítima, o almoxarife Reinaldo Lourenzo, 43, lamentou a morte do genro. “Pai nenhum quer passar por isso, a gente quer morrer de velhice. Hoje se morre de tragédias como essa e a gente não pode fazer nada. Esse tipo de coisa tem que acabar. A gente tem que ter segurança, saúde e educação. Meu genro, menino de bem, saiu da Fonte Nova e passou por uma tragédia dessa”, afirmou. A filha de Reinaldo, uma adolescente de 14 anos, namorada de Carlos Henrique, acabou de passar por uma cirurgia no apêndice quando recebeu a notícia.

A polícia esteve no local, mas ainda não há informações sobre autoria e motivação do crime. Também não se sabe se o atirador estava em um carro particular ou numa van de transporte clandestino, já que há as duas versões, conforme testemunhas. As câmeras de segurança do posto registraram tudo e serão repassadas nesta segunda (10) para a equipe de investigação.

abr
10
Posted on 10-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-04-2017


Myrria, no jornal A Crítica (AM)

abr
10

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O Brasil é pior que monarquia absolutista

De Randolfe Rodrigues ao Correio Braziliense, sobre a excrescência do foro privilegiado no Brasil:

“O foro privilegiado como temos no Brasil só existe aqui. Nenhum país democrático do mundo tem a prerrogativa como nós temos. O foro privilegiado é um resquício aristocrático, só pertencente a monarquias absolutistas. E nem monarquias absolutistas têm foro para tanta gente. Temos foro para 33.387 pessoas.”

O Brasil é uma versão piorada da monarquia absolutista. Aqui, a ORCRIM briga para que a impunidade reine absoluta.