Dupla e especial dedicatória deste samba antológico de Ary Barroso, para dois amigos do peito e incentivadores da primeira hora do BP: a jornalista e escritora carioca, Maria Aparecida Torneros (Cida), e o paulista Luiz Fontana, o poeta de Marília. Ambos inabaláveis amantes da Bahia.Tim Tim!!!
(Vitor Hugo Soares)


A charge de Jorge Braga publicada no jornal O Liberal…


…e Renam com Temer: das confidências aos ataques.

ARTIGO DA SEMANA

Renan Calheiros: “Brutus” de peixeira no Senado

Vitor Hugo Soares

Publicada na edição de quarta-feira do jornal “O Liberal”, de Goiás, a charge política de Jorge Braga pode até não ser considerada uma obra prima por críticos mais rigorosos (e pelos petistas que detestam o moicano do cartunismo de Goiânia). Ainda assim, é um desenho digno de se tirar o chapéu nas redações e mesas do jornalismo gráfico brasileiro, de tantos representantes geniais desde a revista “O Malho”.

Traço de mestre que conhece de sobra o seu polêmico e sempre arriscado metier, rico no significado simbólico da crítica de contundente bom humor, o cartunista focaliza o jogo camaleônico do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, ao eleger como seu principal adversário e saco de pancadas o governo de Michel Temer: o companheiro de partido no PMDB, e até recentemente, “velho e querido amigo”, na rasgação de seda do começo do mando no Palácio do Planalto. Nas últimas semanas, (por motivos verdadeiros ainda submersos ou escamoteados, como é da prática do agressor), transformado no novo inimigo a ser destroçado e destronado.

Sei que é jornalisticamente complicado – e chato, muitas vezes – traduzir em palavras escritas, toda a carga de detalhes, informações, conteúdo crítico – além do poder de fazer sorrir e refletir ao mesmo tempo -, de uma boa charge. Faço isso, algumas vezes, para contextualizar e dar sentido à narrativa dos fatos e da conjuntura política analisados neste artigo, sobre o tempo e alguns homens desta fase temerária (mas estimulante e referencial sob vários aspectos), que o País atravessa. Ao mesmo tempo, também, para facilitar o entendimento ao leitor que não teve acesso à charge de J. Braga.

O desenho, no Diário de Goiânia, mostra os dois personagens principais vestidos em seus respectivos trajes habituais. O terno, camisa de colarinho branco e gravata dos embates de Brasília. O mandatário da vez, Michel Temer, aparece com uma peixeira enterrada nas costas. Cambaleante, ele encara, surpreso, a figura à sua frente e exclama: “Até tu, Renan?”.
Isso apenas, já seria suficiente para o impacto irônico que leva o sorriso ao rosto de quem observa o desenho. Expressividade e atualidade da mensagem poderosa e instantânea, inspirada na obra teatral (consagrada e imortalizada também no cinema) de William Shakespeare , que remete ao Século I A.C., na cena antológica em que o imperador romano Julio Cesar é vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo. Entre os membros da tramoia traiçoeira, o imperador identifica o seu filho adotivo Marcus Brutus.

Observando mais atentamente é possível ler, no cabo da peixeira, a frase “Fora Temer”. Preciosa cereja do bolo “servido” pelo artista aos leitores do diário da capital goiana, cidade quase colada à Brasília: o centro cada dia mais nervoso e explosivo do poder político nacional, onde Renan tem deitado e rolado, ultimamente, sabe-se lá confiado em que ou em quem. Mais provavelmente – arrisco a opinião- , na sua notória capacidade de mudar de pele, de cor e de comportamento, para servir e não raramente colher fartos e nem sempre bem explicados benefícios, (como demonstra, agora, sua encalacrada situação investigada pela Lava Jato) de quem quer que seja o dono do poder da vez. Assim tem sido desde o histriônico e desastroso governo do “caçador de marajás”, Fernando Collor de Mello.

Sob este ponto de vista é um achado, também no âmbito da imprensa, a reportagem sobre o affair Renan-Temer, publicada na edição brasileira do jornal espanhol El Pais, esta semana, às vésperas da comemoração do Dia do Jornalista, nesta sexta-feira, 7 de abril, em que escrevo este artigo. A começar pelo título: “O camaleão Renan Calheiros: a nova pedra no sapato de Temer”. O texto, assinado pelo repórter Afonso Benites, é primoroso desde a abertura. Quando afirma: “Renan Calheiros é o tipo do político que não dá ponto sem nó”. Na mosca!.

Na busca de fatos ou razões (próximas ou distantes) que possam explicar a artilharia pesada do ex-presidente do Senado, e atual líder do PMDB na Casa, contra o Palácio do Planalto (“com quem o chefe político de Alagoas demonstrava estar em sintonia até há alguns dias), a reportagem fala sobre a disputa por mais cargos no governo federal e, principalmente, apresenta o cenário eleitoral difícil e cavernoso para o senador, que tende a se complicar ainda mais até as eleições de 2018.

Benites aponta, ainda, para quatro fatos que pesam sobre Renan: “Ele é réu no Supremo Tribunal Federal, por desvio de dinheiro público. É investigado na Operação Lava Jato, articulou para manter os direito políticos de Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment e é aliado do governo impopular de Michel Temer”, anota. “A alternativa para dar a volta por cima seria, neste momento, tentar fazer o único movimento que ele poderia, que é se desvincular da gestão Temer. Nem que para isso seja necessário que o peemedebista camaleônico volte a se aproximar do ex-presidente Lula, um nome ainda forte no eleitorado nordestino e alagoano”.

Mais não digo, mas recomendo a leitura completa da reportagem do El Pais. Da minha parte, acho que tem mais caroço escondido debaixo desse angu. Muito mais. Mas também não digo, até porque ainda não sei um terço do rosário de certeza certa, como se diz na beira do São Francisco, o rio da minha aldeia, que desemboca em Alagoas e também guarda muitos segredos. Revele quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Outono

Djavan

Um olhar uma luz
ou um par de pérolas
mesmo sendo azuis
sou teu e te devo
por essa riqueza
uma boca que eu sei
não porque me fala lindo
e sim, beija bem
tudo é viável
pra quem faz com prazer
sedução, frenesi
sinto você assim
sensual, árvore
espécie escolhida
pra ser a mão do ouro
o outono traduzir
viver o esplendor em si
tua pele um bourbon
me aquece como eu quero
sweet home
gostar é atual
além de ser
tão bom

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Nada a acrescentar a não ser

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Marina Silva fala em conferência nos EUA.
Lpinfocus Divulgação


DO EL PAÍS

Um evento dos alunos brasileiros de Harvard e do MIT (The Massachusetts Institute of Technology), duas das universidades mais caras e com mais prestígio do mundo, transforma a cidade de Cambridge, em Massachusetts, nos EUA, em espécie de capital do establishment político brasileiro nesta sexta-feira e sábado. Com o objetivo ousado de reunir no mesmo espaço _e até na mesma mesa_ personalidades políticas, empresários, artistas, pensadores e ativistas de vários matizes, os organizadores tentaram variar os temas, mas acabaram vendo a crônica crise política brasileira dominar o debate.

Coube a Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente dos governos petistas e ex-candidata presidencial, abrir a terceira edição da Brasil Conference at Harvard & MIT, em um painel sobre sustentabilidade aconteceu. Em um dos prédios do MIT, com vistas para rio Charles e arranha-céus da região, Marina manteve a defesa de um projeto de baixa emissão de carbono como saída para o desenvolvimento sustentável, mas não conseguiu escapar do bombardeio de perguntas sobre a cena política, que vieram tanto da plateia como das redes sociais. “A Lava Jato é uma das coisas mais importantes que está acontecendo depois da reconquista da democracia. Se não podemos condenar a priori, não podemos inocentar a priori”, disse ela. “A Lava Jato está fazendo uma reforma política na prática”.

Quanto à proposta de reforma política em discussão no Congresso, a ex-senadora, agora na Rede, foi duríssima. Disse que se trata de uma “aberração”. Criticou a lista fechada para eleição legislativa, que é quando o eleitor escolhe um grupo de candidatos pré-definidos pelos partidos, porque o formato, segundo ela, dá ainda mais poder aos “caciques” das legendas e afasta ainda mais o eleitor.

Derrotada nas duas últimas campanhas à presidência da república (2010 e 2014), Marina evitou ser taxativa sobre 2018. “Não tenho como projeto de vida ser presidente. Tenho como projeto de vida que o Brasil seja um país melhor pra se viver”.
Dilma e Sérgio Moro

O discussão sobre a reforma política seguiu no evento, em painel que reuniu o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Antes de sua participação, Mendes falou aos jornalistas defendendo que a reforma política seja aprovada antes de 2 de outubro para já valer nas eleições de 2018. Vamos para a eleição de 2018, que é uma eleição grande, sem modelo específico. “Só com doação das pessoas físicas, que no Brasil não tem tradição, e muito provavelmente vamos ficar entregues ao crime organizado, a pessoas que já trabalham no ilícito ou a algumas organizações que têm modo próprio de financiamento”, disse ele. O presidente do TSE também defendeu o andamento da ação que julga a chama Dilma Rousseff-Michel Temer, de 2014, e que pode levar à cassação do peemedebista. Ele disse que a Justiça eleitoral é “célere” e afirmou que, independentemente do resultado, a ação promoverá uma reforma nas práticas políticas. “É talvez a decisão mais grave com a qual se defrontou o tribunal, senão a mais grave da sua história, e o tribunal terá que ter noção de suas responsabilidades”, disse.

Com a temática “diálogo que conecta”, a organização, que conta com o patrocínio da Fundação Lemann, do bilionário João Paulo Lemann (ele também será palestrante), e outras empresas, os estudantes brasileiros colocaram na mesma mesa o vereador Eduardo Suplicy (PT) e o filósofo Olavo de Carvalho, ícone conservador no Brasil. Neste sábado, agora em instalações de Harvard, também em Cambridge, o evento receberá a ex-presidenta Dilma Rousseff e o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, falarem. Não sentarão na mesma, porém. Eles serão entrevistados em sessões separadas.


“É muito complicado decidir com a faca no pescoço”

Mais cedo, alertamos que o cartola Coaracy Nunes pode ser solto nas próximas horas.

O desembargador Nery Júnior disse ao Estadão:

“Não posso adiantar. É muito complicado isso, para a gente da magistratura, decidir com a faca no pescoço. Tem um procurador do Ministério Público estadual dando entrevistas, falando, lançando dúvidas sobre a minha atuação. Ora, eu não estou disposto a ficar escutando essas coisas assim, não.”

abr
08
Posted on 08-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-04-2017


J. Bosco, no jornal O Liberal (GO)

abr
08
Posted on 08-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-04-2017


Policiais evacuam a zona do atentado em Estocolmo.
Fredrik Sandberg EFE

DO ELPAIS

O terror apareceu sexta-feira na capital sueca. Um caminhão invadiu um

DO EL PAIS

O terror apareceu sexta-feira na capital sueca. Um caminhão invadiu uma das principais ruas comerciais de Estocolmo, a conhecida Drottninggatan, e atropelou uma multidão matando pelo menos quatro pessoas. “Existe um grande número de transeuntes feridos”, afirmou a Polícia. Pouco depois, o veículo, que foi roubado pela manhã, se chocou com a fachada da grande loja de departamentos Ahlens. O primeiro-ministro do país, Stefan Löfven, disse em sua conta no Twitter que “a Suécia foi atacada” e que tudo indicava ter sido um “atentado terrorista”. A Polícia cercou todo o centro da cidade e divulgou a imagem na qual se vê, ainda que não claramente, um homem encapuzado, de barba, calça azul escuro e camiseta branca que supostamente está relacionado com o ataque. Um homem vinculado ao ataque foi detido, segundo a polícia.

“Estou trancada no escritório e estou com muito medo”, relata por telefone com voz trêmula Hanna S., uma sueca de 31 anos que trabalha na mesma rua em que o caminhão acelerou e iniciou sua investida, aterrorizando a multidão que costuma se reunir nesse ponto da capital nas tardes de sexta-feira. É uma ladeira cheia de cafés, terraços e padarias artesanais. “Estávamos trabalhando e de repente ouvimos muito barulho e gritos. Quando olhamos pela janela vimos marcas de pneus no chão e muito caos. Um pouco mais tarde, um colega viu uma grande coluna de fumaça” resultado do impacto do caminhão contra o centro comercial. Corremos para verificar na Internet e logo ficamos sabendo o que aconteceu”, conta a moradora.

As imagens dos primeiros momentos do ataque divulgadas pela edição digital do jornal Aftonbladet são apavorantes. Entre os gritos dos moradores é possível ver um caminhão movendo-se rua abaixo à grande velocidade e levantando muita poeira em seu caminho. Os transeuntes se esquivavam como podiam e olhavam incrédulos a terrível cena. Nas imagens é possível ver várias pessoas, talvez feridas, estendidas no chão. “Existem vários mortos e um grande número de feridos”, informaram por telefone os serviços de segurança suecos. As equipes de emergência receberam as primeiras ligações de alerta às 14h53 hora local (9h53 de Brasília). A Polícia “está trabalhando intensamente” para esclarecer o ocorrido, declararam por telefone os serviços de segurança do país escandinavo.
autor ataque estocolmo

Na tarde de sexta-feira o caminhão percorreu várias centenas de metros dessa rua comercial e terminou por bater em uma das esquinas da loja de departamentos Ahlens. E justamente na parte de baixo da loja se encontra a estação de metrô T-Centralen, autêntico eixo central dos transportes da cidade pelo qual passam todas as linhas.