Fino Coletivo e Marcos Valle !!! Que venha o Sol !!!

BOA NOITE

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

AFASTAMENTO REMUNERADO PARA OS CONSELHEIROS

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro alvos da Quinto do Ouro e soltos hoje pelo ministro Felix Fischer ficarão afastados do trabalho por, pelo menos, seis meses.

Os salários continuarão caindo na conta deles.


A atriz Luisa Arraes e uma amiga em foto de seu Instagram.


DO EL PAÍS

André de Oliveira

São Paulo

Quando a figurinista Susllem Tonani tomou a decisão de publicar um texto acusando o ator José Mayer de assédio sexual sistemático (foram cerca de oito meses) estava sozinha e não estava. Sua decisão foi solitária, mas veio depois de anos de mobilizações feministas que buscam tirar da invisibilidade as mulheres e seus onipresentes relatos de assédios sofridos e emudecidos. E, se estava sozinha no momento da publicação, poucos dias depois se viu apoiada por uma mobilização de funcionárias que adotou a hashtag #MexeuComUmaMexeuComTodas e ganhou as redes sociais. Agora, analisam ativistas e pesquisadoras do tema, a história de Tonani é mais uma pedra, mais um marco, que oferecerá amparo para outras vítimas de abuso sexual em ambientes de trabalho.

“O caso trouxe para o centro do debate situações que ocorrem em empresas e instituições públicas, mas que ficam em geral restritas à vítima”, diz Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil. “A mobilização que se seguiu à denúncia revela união na defesa de direitos das mulheres em ambientes de trabalho, além de mostrar para outras empresas que políticas e mecanismos eficazes para que as queixas das trabalhadoras sejam escutadas são necessários”, argumenta Gasman. Em uma cartilha desenvolvida pela instituição das Nações Unidas, empresas privadas são orientadas a ter uma política de tolerância zero contra qualquer tipo de assédio, além de criar mecanismos claros, eficazes e de responsabilização de atos.

Segundo a diretora-executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, o assédio vivido por Tonani e o desenrolar dele foi exemplar por diferentes motivos. Primeiro, porque ao reagir e expor o caso, Tonani elevou o enfrentamento de assédios a um ponto sem volta: “É claro que outras mulheres que agora sofrem assédio em uma condição de invisibilidade vão se sentir encorajadas”. Segundo, porque apesar de um intervalo de alguns dias, a posição corporativa da TV Globo foi rápida e muito simbólica. “Estamos falando da maior emissora do Brasil e isso, com certeza, terá um impacto sobre os departamentos de recursos humanos e a mentalidade de muitas outras empresas no país”, diz Melo. Terceiro, por fim, está a carta de Mayer que, apesar de ser claramente de “redução de danos” e de fazer uma tentativa de individualizar a questão, como se esse episódio fosse um ponto fora da curva, não deixa de ser uma confissão.

A exposição do caso revela também que o assédio pode ter diferentes facetas, reflete Juliana Faria, criadora da Think Olga, ONG feminista. “O tipo de violência praticada por Mayer foi, antes de atingir o extremo, algo que as pessoas têm dificuldade de encaixar na cultura do estupro”, diz. “Se foi uma cantada, há quem diga que foi só uma palavra. Se foi passar a mão no cabelo, no ombro, há quem diga que foi só um carinho. Só que isso depende do consentimento. Houve consentimento? Tudo depende disso”, continua. E há um caminho que vítimas de assédio devem seguir? “É complicado falar de um passo a passo, porque a discussão não pode passar apenas pelo que a vítima deve fazer, mas por como a sociedade e as empresas lidam com o assédio”, completa.

Nesse sentido, Melo acredita que o caso representa um marco, pois ajudará também na percepção que há sobre o que é assédio e o que não é. “E, mais importante, é um marco que tem a ver com a percepção pública, criada a partir da mobilização das novas gerações, de não tolerar mais esse tipo de coisa”, diz Melo. “Culpar a idade, como fez Mayer, não dá. Mas, de fato, os tempos são outros e, se a Susllem tomou uma decisão sozinha, ela não estava, de fato sozinha”, completa. Uma prova concreta e numérica disso está, por exemplo, no aumento de ligações para o 180, número da Central de Atendimento à Mulher, do Governo Federal.

Criado em 2005, o serviço está disponível 24 horas por dia no Brasil e mais 16 países e tem como função orientar e encaminhar mulheres brasileiras vítimas de assédio – ou qualquer pessoa que queira fazer uma denúncia ou receber orientação sobre a legislação vigente. Se em 2015, o 180 já tinha batido recorde de atendimento, com 749 mil ligações; em 2016, ano dos últimos dados disponíveis, o número pulou para 1.133.345. O aumento exponencial é creditado não só ao enraizamento do serviço, mas também ao fato de que a violência contra a mulher está mais visível, mais gritante, como atesta o desfecho da história de assédio sofrida por Tonani.

abr
07
Posted on 07-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-04-2017


Clayton, no jornal O Povo (CE)


Operação policial em Belém, segunda cidade mais violenta do Brasil
Foto: Rúbio Marra / Futura Press


DO PORTAL TERRA BRASL

O Brasil foi o país com o maior número de cidades entre as 50 mais violentas do mundo em 2016, segundo a lista divulgada nesta quinta-feira (06/04) pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal. O país possui 19 municípios no ranking.

“Das 50 cidades da lista, 19 estão no Brasil, oito no México, sete na Venezuela, quatro nos Estados Unidos, quatro na Colômbia, três na África do Sul, duas em Honduras, uma em El Salvador, uma na Guatemala e uma na Jamaica”, afirmou a ONG.

Na décima posição no ranking, Natal é a cidade mais violenta do país, com 69,56 homicídios por 100 mil habitantes. O município é seguido por Belém e Aracaju.

A lista inclui ainda Feira de Santana (15º), Vitória da Conquista (16º), Campos dos Goytacazes (19º), Salvador (20º), Maceió (25º), Recife (28º), João Pessoa (29º), São Luís (33º), Fortaleza (35º), Teresina (38º), Cuiabá (39º), Goiânia (42º), Macapá (45º), Manaus (46º), Vitória (47º) e Curitiba (49º).

Com 130,35 homicídios por 100 mil habitantes, Caracas, na Venezuela, aparece no topo do ranking das mais violentas do mundo, seguida por Acapulco, no México, e San Pedro Sula, em Honduras. Segundo a ONG, a repetição da posição da capital venezuelana por dois anos seguidos confirma a crise criminal no país.

Em relação a 2015, duas cidades brasileiras deixaram o ranking no ano passado: Porto Alegre e Campina Grande.

Segundo a ONG, os níveis de violência na América Latina não são uma surpresa e refletem a impunidade. No Brasil, ela atinge 92% dos homicídios, na Venezuela, El Salvador e em Honduras, chega a 95%.

A lista da ONG é baseada no número de homicídios por 100 mil habitantes e analisa municípios com mais de 300 mil habitantes.

Tim Tim !!! Para todos os leitores e ouvintes do BP..

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Meirelles: “Mudanças mantêm os principais objetivos da proposta”

Henrique Meirelles acaba de divulgar uma nota sobre as mudanças autorizadas por Michel Temer na reforma da Previdência:

“A reforma da Previdência é necessária para garantir que todos os aposentados receberão seus benefícios no futuro. É uma necessidade, não é questão de posição política.

O governo propôs ao Congresso uma reforma robusta, capaz de enfrentar os gargalos e as injustiças do atual sistema.

O Congresso tem a palavra final quando vota uma proposta de emenda constitucional. A democracia pressupõe diálogo, troca de ideias para chegar a um consenso.

Hoje, o governo avançou na construção de um consenso visando a aprovação da reforma da Previdência.

As mudanças mantêm os principais objetivos da proposta enviada ao Congresso porque preservam o ajuste fiscal e beneficiam os mais pobres.”