DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Marqueteiro del Brasil

Edinho Barbosa, que já trabalhou para o PT e atuou nas campanhas de Eduardo Campos e Marina Silva, trabalhou no marketing de Lenín Moreno, que venceu as eleições no Equador.

A informação é de Vera Magalhães.

Abrindo a semana, de Mancini, na Cidade da Bahia de todos os pesadelos!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DO G1

Por G1, Brasília

Em mais um capítulo da ofensiva nas redes sociais contra o presidente Michel Temer, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), classificou neste domingo (2) de “errático” o governo do colega de partido e ironizou recentes decisões políticas do chefe do Executivo. Em um novo vídeo publicado no Facebook, o parlamentar alagoano afirmou que “quem não ouve erra sozinho”.

No vídeo de apenas 15 segundos de duração, Renan critica a sanção, por parte de Temer, do projeto aprovado no mês passado pela Câmara que trata da terceirização. O presidente sancionou o texto na última sexta (31) com três vetos.

O ex-presidente do Senado também voltou a disparar na internet contra a reforma da Previdência Social capitaneada pelo governo Temer. Neste vídeo, Renan diz que as eventuais mudanças nas regras previdenciárias irão punir os “trabalhadores” e o “Nordeste”.

“A sanção presidencial da tercerização irrestrita e a insistência do governo em fazer essa reforma da Previdência, que pune trabalhadores e o Nordeste, significa dizer que o governo continua errático. E quem não ouve, erra sozinho”, disse Renan no vídeo.

‘Drenar energias’

Na última quinta (30), o líder do PMDB já havia disparado contra a reforma da Previdência proposta pelo Executivo federal e, em outro vídeo publicado nas redes sociais, criticou as medidas econômicas adotadas pela administração Temer.

Na ocasião, ele afirmou que as iniciativas anunciadas pelo governo, como corte de gasto e elevação de impostos, vão “drenar energias” de uma economia “que não consegue se levantar”. Pela manhã, o senador já havia criticado a reforma da Previdência.

Na véspera, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, haviam anunciado cortes no Orçamento, fim das desonerações da folha de pagamento para vários setores e cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para cooperativas, entre outras medidas, com o objetivo de cobrir um rombo de R$ 58 bilhões no orçamento.

“Corte de investimento público, reoneração da folha, aumento de imposto, terceirização geral, tudo isso junto só vai drenar as energias de uma economia que não consegue se levantar”, reclamou Renan, na ocasião, em uma postagem nas redes sociais.

‘Diálogo’

No vídeo publicado no Facebook na quinta-feira, Renan Calheiros afirmou que “o governo precisa conversar antes”.

Ele também declarou que a bancada do PMDB, que tem 22 senadores, não foi ouvida pelo governo Temer antes do envio da reforma previdenciária ao Congresso Nacional.

“Essa terceirização vai causar um impacto muito grande na economia brasileira. Do ponto de vista do desemprego, da precarização, da rotatividade, de mais acidente, de menos arrecadação e, consequentemente, de mais impostos”, declarou Renan.

abr
03
Posted on 03-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-04-2017


Fraga, no portal de humor gráfico A Charge Online

abr
03

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Carne Fraca: PF vai indiciar 37 pessoas

A Polícia Federal deve indiciar formalmente 37 pessoas, como resultado da Carne Fraca.

Segundo o Correio Braziliense, as acusações vão de corrupção, crime de advocacia administrativa e fraudes nas fiscalizações. Haverá, também acusações de crimes contra a saúde pública e contra os direitos do consumidor.

Funcionários de grandes empresas, como BRF e JBS, estarão entre os indiciados pela PF.


Militares colombianos atuam no resgate dos sobreviventes
da avalanche de Mocoa. AP

DO EL PAÍS

Sally Palomino
Ana Marcos

Na noite da sexta-feira, os habitantes de Mocoa, uma cidade de 45.000 habitantes no sul da Colômbia, foram dormir com o ruído das chuvas que, como todos os anos, atingem seu povoado amazônico em abril. Poucas horas depois que se deitaram, os filhos de María Clemencia Ordóñez, moradora do bairro de La Independência, notaram como seus quartos começavam a se alagar. A água chegava até sua cama. Pouco tempo depois, uma avalanche de pedras, paus e barro arrasou sua casa e todos os seus pertences. “Mas estamos vivos, tivemos sorte”, diz a mulher. Na madrugada de 1.º de abril choveu em Mocoa como nunca havia chovido em 25 anos.

Os três rios que atravessam essa cidade de gente humilde não aguentaram o volume de água e transbordaram. A corrente foi levando em sua passagem as casas de barro, areia e tijolo oco de 17 bairros, 50% de Mocoa. “Pedimos à polícia e ao Exército um helicóptero aqui em Los Pinos, corremos perigo de morte, a água já chega na metade da casa”, escuta-se dizer com desespero Laura Montoya em um dos pedidos de ajuda por telefone registrados na noite fatídica. Como Laura, muitos moradores salvaram suas vidas subindo no telhado de suas casas à espera de socorro. “Estamos no telhado, por favor, um helicóptero ou algo, ajudem, tem crianças, tem idosos, tem muitas pessoas aqui, faço um apelo aos organismos de socorro, ao prefeito, a todos que por favor nos ajudem”, ouve-se em outra gravação.
PUBLICIDADE

Muitos outros moradores de Mocoa não tiveram essa sorte. A avalanche não os poupou. O último balanço é de mais de 200 mortos, 200 feridos e mais de 100 desaparecidos. A magnitude da tragédia se explica ao analisar as casas humildes dos habitantes de um dos povoados da Colômbia profunda. Escondido do Estado em plena região amazônica. Acessível por estradas precárias. Atravessado por três rios caudalosos que nascem em uma grande cordilheira.

O bairro de San Miguel foi uma das primeiras zonas varridas do mapa pela água. “Aqueles que puderam sair das casas correram para a parte alta do povoado, mas muitos não conseguiram. Isto é algo inexplicável”, diz María Eugenia Portilla a muitos quilômetros de Mocoa, em Boyacá, no centro da Colômbia. Ela relata as palavras de sua família, com a qual não pode falar há três horas. O transbordamento derrubou torres de energia elétrica. “Às 11h15 da noite uma irmã me chamou, mas não deu tempo de responder. Depois, minha filha, que vive perto, avisou-me, disse que havia uma emergência. Não voltei a saber de nada até as 4h da madrugada, quando pudemos voltar a entrar em contato. Quase todos conseguiram fugir”, diz, com a voz entrecortada.

Sua mãe, de 83 anos, teve de ser resgatada com o auxílio da comunidade. A ajuda humanitária tem demorado a chegar por causa do difícil acesso à zona. A porta de sua casa, uma das poucas que se mantiveram de pé depois da avalanche, estava bloqueada por lama e pedras. Não deu tempo de retirar nenhum pertence.

“Estas horas têm sido de muita angústia e impotência. É a pior tragédia que meu povoado já viveu, e por isso agora sim o país está olhando”, explica ela entre lágrimas. Yovani Bravo Portilla ? sobrinho de María Eugenia ?, sua mulher e seus filhos estão desaparecidos.

O Governo do presidente Juan Manuel Santos montou um Posto de Comando Unificado do qual se coordena o trabalho de mais de mil membros da polícia e do Exército, da Cruz Vermelha, da Unidade de Gestão de Riscos e de outros organismos especializados em tarefas de resgate. Mocoa, enquanto isso, seca as lágrimas e olha para o céu ameaçador esperando que as chuvas previstas sejam mais benevolentes.