Paz e Amor !!!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueiro)

abr
02


DO PORTAL TERRA BRASIL

A ex-embaixatriz Lúcia Flecha de Lima morreu hoje (2) em Brasília, aos 76 anos, vítima de um câncer. Ela era casada com o diplomata aposentado Paulo Tarso Flecha de Lima, ex-embaixador brasileiro em Washington, Roma e Londres e ex-secretário geral do Ministério das Relações Exteriores.

O presidente Michel Temer lamentou a morte em sua conta na rede social Twitter. “Recebi com grande pesar notícia do falecimento da embaixatriz Lúcia Flecha de Lima. Meus sentimentos ao embaixador Paulo de Tarso e a sua família neste momento triste”, disse Temer.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também lamentou a morte da ex-embaixatriz, que já foi secretária de Turismo e dirigente da Casa do Candango. “A cidade lamenta a morte da ex-embaixatriz Lucia Flecha de Lima, que prestou muitos serviços a Brasília e ao país em sua função pública de embaixatriz do Brasil nas principais capitais do mundo”, afirmou o governador.

ARTIGO/MÚSICA

Neojiba a Villa-Lobos no TCA: o compositor, o maestro e o educador

Lúcia Jacobina

O Neojiba estreou no Teatro Castro Alves a Série de Concertos 2017, na noite de 23 de março, com o tema “Alma Brasileira”, em homenagem aos 130 anos de nascimento de Heitor Villa-Lobos, aquele que é considerado o nosso maior compositor e cujo aniversário está sendo celebrado nesta oportunidade por orquestras e instituições com audições e projetos em todo o território nacional.

O fundador do programa, o famoso pianista e também maestro Ricardo Castro fez questão de citar a experiência de Villa-Lobos como educador, além de compositor e maestro, faceta pouco conhecida do público, pois os comentários que lhe são dedicados não fazem referência a essa importante função que lhe foi confiada por Anísio Teixeira e que constituiu uma das maiores iniciativas na área de educação musical da história do Brasil. Foi durante as décadas de trinta e quarenta do século passado, que Villa-Lobos ocupou o cargo de diretor da SEMA (Superintendência de Educação Musical e Artística) na qual implantou com grande sucesso um programa de canto coral em escolas com base em canções folclóricas brasileiras.

Como pianista convidado, apresentou-se Marcelo Bratke, que gravou na integralidade as peças de Villa-Lobos para piano e acabou de dirigir um documentário sobre sua vida e obra. Coincidentemente, Bratke criou a Camerata Brasil, formada porjovens músicos populares e eruditos oriundos de áreas sociais desfavorecidas para realizar projetos que homenageiam compositores brasileiros demonstrando a influência que a cultura brasileira exerceu sobre seus trabalhos. Tanto a Camerata Brasil como o Neojiba foram fundados em 2007 e, portanto, estão festejando dez anos de existência.

O concerto apresentou várias formações corais e instrumentais do Neojiba: os coros infantil e juvenil, um duo de flauta e fagote, um quinteto de cordas dedilhadas e as orquestras Juvenil da Bahia e Castro Alves, além dos regentes Moisés Honto e Eduardo Torres. Mestres e aprendizes reunidos no palco, com seus respectivos instrumentos para proporcionar música da melhor qualidade a uma plateia cativa que aplaudiu emocionada, principalmente as execuções dos “Choros nº 10” e “Bachianas nº 4”, feitas em conjunto pelas duas orquestras sob a batuta de Ligia Amadio, numa arrebatadora performance de uma das mais destacadas regentes brasileiras que dirige atualmente a Orquestra Filarmônica de Montevidéu.

A reunião desses músicos excepcionais, tanto por seus talentos individuais como pela mesma convergência de ideais e o mesmo objetivo de transformar a realidade social através da música, possibilitou um concerto em grande estilo, ao mesmo tempo diverso e fascinante, com música genuinamente brasileira que incluiu peças inspiradas em nosso folclore, passeou pela música popular ao ritmo de choros e culminou com as “Bachianas Brasileiras”, reputadas por vários estudiosos como a maior realização de Villa-Lobos, sob a inspiração daquele que é considerado o pai da música, Johann Sebastian Bach.

Lúcia Jacobina é ensaísta e autora de “Aventura da Palavra”.

“C´est formidable”, como gostam de dizer os franceses em seus momentos de expansão e vibração. É maravilhoso, diz este editor do BP. Escutem e decidam quem está mais perto da melhor definição. Se não gostar de nenhuma das duas, vale dizer também. Escolha a sua própria.

BOM DIA!!! BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)


Cena de ‘No intenso agora’, exibido em Paris.


DO EL PAÍS

Flávia Marreiro

Paris

O corpo se curva como uma catapulta e a pedra voa na direção dos policiais. A imagem símbolo de 1968 é estudada quadro a quadro por João Moreira Salles em No intenso agora, na competição do Cinéma du Réel (Cinema do Real), festival de documentário que vai até o domingo em Paris. O filme do brasileiro, um ensaio íntimo sobre desejo vital e o movimento estudantil de há 50 anos, devolve maio de 1968 para o divã, de onde, se olhado com honestidade, ele nunca saiu. Tanto é assim que a imagem da catapulta humana retorna, em preto e branco, em Paris est une fête (Paris é uma festa), do francês Sylvain George. A produção, que retrata os protestos na capital francesa contra a reforma trabalhista em plena crise dos refugiados em 2016, também concorre ao prêmio de melhor documentário do festival.

No intenso agora é um retrato generosamente humano com quem fez 68 e politicamente duro com os que ainda tentam viver de seu espólio tantos anos depois. Não, os estudantes cheios de vida não tomaram o poder. Na verdade, eles nem tentaram, o que não quer dizer que foram exatamente derrotados, embora o filme não se preste a fazer essa deferência. Tendo sido tão felizes, poucos escaparam da melancolia de ter vivido seu mais intenso agora aos vinte e poucos anos. A história se desenrola enquanto os milionários Moreira Salles vivem em Paris. Como em seu Santiago (2007), João Moreira Salles investiga a si mesmo. Desta vez, por meio da mãe. Anos antes de maio explodir, Eliza Salles embarcava em sua experiência revolucionária, estética e vital na China de Mao Tse Tung – antes de mergulhar em profunda tristeza. João, na narração como leitura em voz alta, não contém o maravilhamento de reencontrar a mãe, ensaísta como ele próprio, em imagens, sínteses e anotações. Ninguém escapa da história nem de construir mitos sobre si mesmo, afinal.

Muito menos Paris. A potência estudantil não tem como ser um tema qualquer para a França, muito menos às vésperas das eleições presidenciais mais perturbadoras desde o fim da Segunda Guerra. É nesta tensão, palpável na plateia, que a operação de dissecar 1968 de João Moreira Salles encontra a do francês Sylvain George. O brasileiro fez um metadocumentário analisando os registros quase cinquentenários, quer seja dos protestos em Paris, da repressão na Tchecoslováquia ou do enterro do estudante Edson Luís no Rio durante a ditadura brasileira. São documentaristas anônimos, como “o rolo 127″, recuperado por No intenso agora, que filma a chegada dos tanques soviéticos em Praga, ou nomes tomados de fervor político que registram 1968 à quente na capital francesa. O festival justapôs as imagens, na programação de domingo, às filmagens de George em 2016. O francês filma o jogral dos estudantes na Praça da República, o medo da reforma trabalhista de François Hollande. Então foi desse tamanho a resistência apenas meses atrás? São as mesmas palavras de ordem contra o Estado policial, o gás, os mascarados, a pedra lançada em meio às barricadas em chamas, a correria. O país não parou, é certo, mas o repertório de 1968, filmado em preto e branco, está lá, fresco, quer na capital francesa de 2016, quer no Brasil de 2013 em diante. Sylvain George acompanha ainda um refugiado à deriva, tão longe do sonho europeu quanto da mobilização estudantil da praça. (Um corte para fora cinema mostrará que 68 e 2016 também se encontram, de certa forma. O líder estudantil de 1968, Daniel Cohn-Bendit, a estrela criativa do documentário de João Moreira Salles, apoia o candidato favorito nas presidenciais, Emmanuel Macron, o ministro da reforma trabalhista.)


O ator José Mayer- DIVULGAÇÃO


Carla Jimenez-El Pais


DO EL PAÍS

Opinião

Carla Jiménez

A esta altura, o Brasil inteiro já sabe que um galã da principal rede de televisão do país foi acusado publicamente por uma figurinista de tê-la assediado nos estúdios da TV Globo. Susllem Tonani, de 28 anos, relatou detalhes das insistentes investidas do ator José Mayer em um texto em primeira pessoa, publicado, em princípio, na madrugada do dia 31, no blog “Agoraéquesãoelas” do jornal Folha de São Paulo. Com o inequívoco título “José Mayer me assediou”, trouxe de volta a eterna temática do assédio sexual à pauta nacional. Desta vez, envolvendo um senhor que entrou na casa dos brasileiros reiteradamente nas últimas décadas, desde quando Mayer era apenas um jovem ator promissor.

A estampa do galã famoso e bem sucedido, no entanto, embaralha a mente de quem o imagina soltando um despretensioso (?) “fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, “você nunca vai dar para mim?”, como relatou Susllem, a jovem que viveu uma rotina contínua com ele durante o período que durou a novela “A Lei do Amor”. Segundo ela, foram oito meses de convívio profissional em que começou a ouvir elogios de Mayer, que passaram a cantadas e até chegar ao impulso macho de um homem das cavernas. “Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália.” Entende-se pelo texto de 879 palavras que depois disso ela parou de falar com ele. Contrariado, a chamou de “vaca” na frente de outras pessoas. Foi a gota d’água para que ela fosse ao RH da Rede Globo e à ouvidoria contar o que aconteceu.

O relato da figurinista foi polêmico desde o início, não só pela empresa e o personagem envolvidos, mas até pela forma como veio a público. O duro desabafo ficou no ar por algumas horas no blog, e depois retirado do ar. Diante de uma acusação tão forte, era preciso ouvir o outro lado, no caso a rede Globo e o próprio acusado. No final da tarde de sexta, o texto voltou a ser publicado, e a Folha deu a matéria completa. Ao jornal, ele disse, por meio de nota, que respeita as mulheres, “meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço que não misturem ficção com realidade”. “As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas!”, mencionando o vilão escroque que interpretou na novela que acaba de terminar.

Estaria ele insinuando que Sullem misturou ficção e realidade e que assédio é coisa de personagens malvados? Seria ela tão ‘suicida’ de inventar uma calúnia e se expor dessa maneira? E se é inocente, por que o ator não fala abertamente, em vez de escolher uma fria nota como meio de comunicação?

A TV Globo, por sua vez, disse à Folha que “o assunto foi apurado e as medidas necessárias estão sendo tomadas”, lembrando que repudia toda forma de desrespeito, violência ou preconceito. É uma saia justa e tanto para a emissora que exporta novelas para o mundo. Mas, tudo indica que não é o primeiro caso. Segundo a colunista de TV Keila Jimenez, do portal R7, “os casos de assédio são tantos que a emissora criou até um departamento para cuidar só disso.”

A empresa só não esperava que Sullen fosse tomada de uma coragem rara entre as mulheres. Não só por denunciar um homem muito mais poderoso que ela, protegido por um aparato midiático, mas pela crueza de suas palavras no texto. “Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo”, reitera ela em seu relato. Na terra em que se emprega a expressão “caralho” a três por quatro, a palavra “buceta” é algo quase chocante. Por que ela não optou por “vagina”? Bem, talvez porque a verdade precisa ser contada sem rodeios, na linguagem que ela se apresenta. “sua bundinha”, “seu peitinho”… que mulher não ouviu isso a vida inteira de estranhos na rua, no ônibus, ou até no confessionário de uma igreja… (sim, eu ouvi de um padre numa igreja do bairro Vila Mariana, quando tinha somente 12 anos).

A jovem figurinista tocou, ainda, em outra ferida cruel do machismo no Brasil, ao citar a presença de duas testemunhas femininas quando Mayer a tocou: a anuência de muitas mulheres que naturalizam esse comportamento masculino, diferenciando o papel dos gêneros. “Elas? Elas, que poderiam estar eu meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua “piada”. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade.”
MAIS INFORMAÇÕES

“O Brasil todo está falando da cultura do estupro hoje, mas ainda é pouco”
Um cordão de mulheres fura o bloqueio machista em 2016
Ninguém mais ri de um assédio sexual na televisão

A continuação deste episódio, vale dizer, já tem um roteiro conhecido. O aparente assédio de Mayer, na cabeça de muitos, será taxado como coisa de feminista histérica. Ele é perfilado pela mídia que cobre televisão como um homem bem casado, filhos, que gosta de cuidar de plantas e curtir a família. Empatia total com o público da rede Globo. Contrasta com o imaginário sobre assédio e o machismo, que seria obra de homens maus, escondidos na virada da esquina de uma rua escura esperando uma mulher passar de minissaia ou decotes provocantes. Não, ele também pode vir de um ator em posição dominante, de um parente, de um chefe, de um funcionário que vai consertar a TV na sua casa, como contou Rita Lee em su biografia, lembrando o episódio que a marcou na infância.

O tal assédio nosso de cada dia é muito mais grave do que pode parecer, e precisa ser explicado inclusive às crianças. Faz bem a mãe e o pai que alertam filhas e filhos para o que sempre existiu e ninguém admite, ou custa a acreditar.

Felizmente, ao reconhecer essa doença social, muitas mulheres do Brasil também começam a fortalecer o caminho da cura. Não se pode naturalizar essas grosserias, não se pode deixar de denunciar, de falar, de contar, de dar nome aos bois, venha o assédio de onde vier, inclusive da rede Globo. A maior emissora do país podia aproveitar o ensejo e usar seu poder de comunicação para abraçar melhor a primavera feminista que varre o Brasil nos últimos tempos. Assédio não é normal, como lembra o blog AgoraéqueSãoElas. É covarde e desprezível.

abr
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Posted on 02-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-04-2017


Samuca, no Diário de Pernambuco

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Bolsonaro: “Quero crer que Moro não me reconheceu”

Jair Bolsonaro ainda tenta entender por que Sérgio Moro o deixou no vácuo, após o deputado cumprimentá-lo com uma continência no aeroporto de Brasília.

À Folha, Bolsonaro afirmou: “Ou ele não me reconheceu, ou me ignorou. Quero crer que ele não me reconheceu.”

Assista novamente ao vídeo em que Bolsonaro comete sua incontinência e tire suas próprias conclusões