Morre Belchior!!! Viva Belchior!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO JORNAL ZERO HORA (RS)

Morreu na noite deste sábado, em Santa Cruz do Sul, o cantor e compositor cearense Belchior. Familiares confirmaram a morte ao jornal O Povo, mas não revelaram a causa. De acordo com a mesma reportagem, o corpo deve ser trazido para o Ceará ainda hoje (30/4) para ser sepultado em sua cidade natal, Sobral.

Em nota, o governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, decretou luto oficial de três dias no Estado:

“Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no país, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias.”

O cantor havia completado 70 anos no último mês de outubro. Vivendo recluso, seu sumiço dos holofotes era item recorrente no imaginário popular e altamente explorado pela mídia – que o perseguia atrás de entrevistas e fotografias a cada avistamento.

Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes foi um dos expoentes do que se chamou de “invasão nordestina” da música nacional nos anos 1970. Ex-estudante de Medicina, o músico trouxe, junto a artistas como Raimundo Fagner, Ednardo e Amelinha, os sons e os versos do Ceará à MPB.

Começou sua trajetória musical em 1972, com a ajuda da estrela máxima do cenário musical brasileiro à época: naquele ano, Elis Regina gravou Mucuripe, canção escrita por Fagner e Belchior. Mas foi apenas mais tarde, em 1975, que se tornou comentado como compositor, com as gravações, também de Elis, de Como Nossos Pais e Velha Roupa Colorida para o espetáculo Falso Brilhante.

Depois de lançar alguns trabalhos de repercussão, Belchior lançou o LP que tornou sua voz conhecida no Brasil – era Alucinação (1976). Completamente autoral, é considerado uma obra definitiva da música brasileira, trazendo, além das versões do compositor para Como Nossos Pais e Velha Roupa Colorida, os sucessos Apenas um Rapaz Latino-Americano, À Palo Seco e Fotografia 3×4.

Ao longo da década de 1970, lançou uma série de outros discos, como Coração Selvagem (1977), Todos os Sentidos (1978) e Era uma Vez um Homem e Seu Tempo (1979), com hits como Medo de Avião, Comentário a Respeito de John e Paralelas. Conforme a década de 1980 avançava, Belchior perdia espaço no cenário musical. Depois de álbuns menos apreciados pela crítica, deu lugar a uma nova geração. Suas apresentações, apesar do público fiel, foram se tornando mais esparsas, até que seu “sumiço” se consolidou. Era visto raras vezes, na maior parte delas no Rio Grande do Sul e no Uruguai.


DO G1- CE

O cantor e compositor cearense Belchior, de 70 anos, morreu na madrugada neste domingo (30) em Santa Cruz do Sul (RS). O corpo deve ser trazido para o Ceará, onde ocorrerá o sepultamento na cidade de Sobral, onde o artista nasceu, segundo a Secretaria de Cultura do Estado.

O Governo do Estado do Ceará confirmou a morte e decretou luto oficial de três dias. “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior” disse em nota o governador Camilo Santana. “O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil”.

Nascido em 26 de outubro de 1946, Belchior foi um dos ícones mais enigmáticos da música popular no Brasil, com mais de 40 anos de carreira. Segundo o colunista do G1, Mauro Ferreira, o cantor não tinha paradeiro certo desde 2008.

Ganhou sucesso nos anos 70 com o lançamento do disco “Alucinação” (1976), lançando clássicos como as faixas “Apenas um rapaz latino-americano”, “Velha roupa colorida” e “Como nossos pais”, que se tornou conhecida na voz da cantora Elis Regina.


Juan Árias


DO EL PAÍS

Fachin e ‘Um inimigo do povo’

Juan Arias

O conselho dado um dia desses aos jornalistas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Lava Jato, de ler Um inimigo do povo, obra do dramaturgo Henrik Ibsen, poderia ser interpretado como uma sutil e erudita polêmica com os meios de comunicação, além de uma reflexão sobre o que se passa hoje no Brasil no campo das ideologias. A obra de Ibsen, um dos dramaturgos mais influentes do chamado “teatro de ideias”, significou, na sua época, uma denúncia contra a corrupção do poder e a manipulação de informações quando esta se coloca a serviço dos poderosos. Uma denúncia que ganha novamente atualidade no Brasil e no mundo.

O protagonista da peça, o médico Stockmann, é um cidadão honrado que descobre que em sua pequena cidade as águas medicinais do balneário, seu local mais belo e principal atração turística, geradora de riqueza, estão contaminadas. Surge, então, o seu drama de consciência: silenciar ou denunciar o fato. Ele decide falar, e, em um primeiro momento, o jornal da cidade se compromete a publicar a sua carta de denúncia. E suas angústias começam aí. O prefeito do vilarejo, os donos do poder e toda a sociedade começam a mover suas peças para evitar a revelação de um escândalo que poderia acarretar sérios prejuízos econômicos para eles e para a cidade. Conseguem, assim, fazer com que o jornal, em vez de publicar a carta de Stockmann, publique uma do prefeito. Pouco a pouco, aquele quixote, que diz que “um homem livre não tem o direito de agir de uma forma que o leve a ter vergonha de si mesmo”, começa a se sentir isolado e abandonado por todos os que têm interesses no balneário, a começar pela sua própria família.

A obra de Ibsen é sobre a luta entre a razão e o poder, a razão encarnada em um homem só e idealista e o poder político, o dos meios de comunicação e o da massa. Fachin lembrou aos jornalistas a frase de Ibsen com que a peça se encerra: “O homem mais forte é o que está mais sozinho”. Poderia ter recordado também uma outra: “Quando uma verdade envelhece, ela se transforma em mentira”.

O que tudo isso tem a ver com o que vive o Brasil, com a polêmica em torno da Lava Jato, com as críticas à Justiça, com a corrupção, com a força que deve ou não ser conferida ao que pensa a maioria numérica simplesmente por sê-lo? O que significa essa força que o dramaturgo atribui à solidão daquele que abraça as causas que contrariam o poder? Será verdade que a democracia começa a se corromper quando se reduz tudo a porcentagens, a sondagens frias feitas para fazer crer que o que vale são os números e não as ideias das minorias que não se dobram e que lutam para revelar a injustiça?

Com sua provocação, de aconselhar os jornalistas a lerem Ibsen, Fachin colocou em pauta algo importante. Foi como se nos dissesse que, na corrida em busca da notícia, não deveríamos jamais esquecer de encontrar um tempo para ler e refletir, para mergulhar na literatura séria, a literatura das ideias, aquela que nos confronta com o nosso próprio ofício. Diante do ruído gerado por tanta notícia, diante de tantos interesses poderosos desafiados e da desinformação da massa, as obras de clássicos como Ibsen já antecipavam a pós-verdade e hoje nos colocam diante do paradoxo de que, como escreve o dramaturgo, “quando uma verdade envelhece, ela se transforma em mentira”.

Quais verdades estão envelhecendo e quais estão nascendo em meio à convulsão por que passa o Brasil neste momento? Fachin parecer querer lembrar que isso tudo também é de nossa responsabilidade, dos meios de comunicação que navegam conforme a moda ou o clamor da maioria, ou ainda, o que é pior, seguindo, como o personagem de Um inimigo do povo, aqueles que preferem continuar defendendo verdades que, por ter envelhecido, não passam agora de folhas mortas.

abr
30
Posted on 30-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-04-2017


Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

DO BLOG O ANTAGONISTA

O Brasil se revela em poucas palavras. Veja:

Lulices

“Se o Temer tivesse me ouvido, ele não tinha dado o golpe”

Lula, lamentando a dispensa de seus conselhos

“Se Palocci cometeu algum erro, só ele sabe.”

Idem, irritando seu potencial delator

“Se eu não comprei, não é meu, se eu não paguei, não é meu, se não tem registro, não é meu, se não tem documento, não é meu, se não tem um cheque, não é meu.”

Idem, sem explicar como se atreve a mandar reformar um sítio e um triplex o que não são dele

“Se for necessário, eu me mudo para Curitiba.”

Idem, num lampejo de clarividência

Um mártir para o filminho

“O PT continua querendo um morto.”

De um senador a O Antagonista, sobre a confusão que os petistas querem promover em Curitiba

É óbvio, mas não para o PT

“Sem provas consistentes, nós não teríamos feito a acusação criminal oferecida contra ele [Lula]. Aliás, mais de uma.”

Deltan Dallagnol, sobre o catochão petista de que não há provas contra seu líder máximo

“Uma esquerda sem crítica não é esquerda. É só uma igrejinha. No diminutivo.”

Eugênio Bucci, ex-chefe da Radiobras petista, sobre os que resistem em ver Lula como realmente é

O chefe chegou

“É porque dessa vez o Lula está junto no negócio.”

Antonio Palocci, justificando aos companheiros a divisão das propinas na Sete Brasil

É grave sim

“Eu sei disso. Eu tenho consciência disso”.

Mônica Moura a Herman Benjamin, sobre a gravidade de acusar Dilma de saber do caixa 2

Vai trabalhar, vagabundo

“Acordem mais cedo, vagabundos.”

João Doria, sobre os grevistas que só saem da cama para fazer arruaças

Camarada Renan

“Reforma [trabalhista] que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população.”

Renan Calheiros, o mais novo líder popular do Brasil

Aula magna

“Defender políticas públicas pautadas em ideais de ‘justiça’ e ‘defesa dos mais pobres’ é meio caminho andado para a irresponsabilidade fiscal.”

Alunos do Colégio Santa Cruz, em carta aberta aos professores grevistas

Caetano se apresenta neste domingo em La Coruña, na Galícia (ES). Dia 4 de maio se apresentará em Madri.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Caetano Veloso nesta terça-feira no Porto (Portugal). EFE

DO EL PAÍS

Carlos Galilea

Madri

Perto de completar 75 anos – em 7 de agosto –, o filho de dona Canô e do seu José, natural de Santo Amaro (Bahia), ocupa um lugar central na música brasileira. Com o amigo Gilberto Gil, outra figura de uma geração única, liderou o movimento tropicalista, que deu consciência ao Brasil da canção popular como parte da cultura de massa e da indústria cultural. Caetano, que defende a legalização da maconha, se identifica com uma esquerda como aquela representada pelo político Marcelo Freixo, “preocupada com algo tão importante como os direitos humanos e não dogmática”. E não perdeu o desejo de escrever canções. “Sinto alguma insatisfação e sou insaciável em termos de fazer coisas na vida”, diz ele por telefone de sua casa no Rio de Janeiro.

No dia 1º de abril viajou a Nova York para uma homenagem a Bob Hurwitz, presidente durante três décadas da Nonesuch Records e, acompanhado pelo Kronos Quartet, cantou Un Vestido y un Amor (Um Vestido e um Amor), de Fito Páez. “A canção fala que fumamos uns baseados em Madri”, diz rindo. Sua turnê europeia passa por Barcelona (Palau de la Música) na sexta-feira, por La Corunha (Palacio de la Ópera) no dia 30 e Madri (Teatro Circo Price) em 4 de maio. Caetano se apresenta com Teresa Cristina (Rio de Janeiro, 1968), que interpreta um dos grandes compositores de samba: Cartola. Para ele, isso tem a ver com o prazer de cantar com os outros: desde pequeno, quando aprendeu a cantar com a mãe, ao lado do rádio. Nesses concertos, “Teresa canta cerca de 10 canções de Cartola; depois eu canto com meu violão um monte de canções que não estavam no show com Gil, e para o bis fazemos juntos mais três ou quatro canções minhas”.

Em 2017 seu primeiro disco faz cinquenta anos. “As comemorações são um pouco chatas não? [ri]. Como diz Fernanda Montenegro, a grande atriz, muito reverenciada, ‘meu filho, na semana que vem não estarei aqui porque vou ter de sofrer outra homenagem”. Também faz aniversário, de vinte anos, Verdade Tropical, seu livro de memórias e reflexões, que ganhará nova edição: “Vou reler e escrever algo mais. Quero comentar como vejo agora algumas coisas de que falei”.

Stefan Zweig escreveu Brasil, País do Futuro, mas o Brasil parece condenado a ser só uma promessa. “O Brasil tem algo meio desafinado, e isso também faz parte do seu encanto”, afirma Caetano, que qualificou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff de “golpe de Estado em câmera lenta”. “Seu Governo não foi bom, mas há um aspecto muito reacionário na sociedade brasileira. Lula, uma figura fortíssima no imaginário popular, com razão, dificilmente sairá das complicações judiciais devido à tradicional promiscuidade entre as empresas e os governos do Brasil”, explica. “Aqui os ricos e poderosos nunca iam para a cadeia. Agora, pela primeira vez, há ricos e poderosos na prisão”.

Hurwitz insiste para ele gravar todas as suas canções só com voz e violão. “Agora quero fazer algo com meus três filhos [Moreno, Zeca e Tom]. Porque adoro o que fazem e para estar perto deles”, afirma. “Na Argentina estão me pedindo um disco de tangos, e me dá vontade de fazer, mas também quero compor umas canções que ainda não sei bem como vão ser para fazer algo diferente que ainda não sei o que é. Penso tantas coisas que não acredito que terei tempo de fazer tudo”.

Com A Foreign Sound, disco com clássicos do repertório norte-americano, adiantou-se mais de dez anos aos últimos de Dylan. “Só ouvi Shadows in the Night, que não me empolgou. Sua maneira de cantar é tão anti-Sinatra”, comenta rindo. Sobre o Nobel de Literatura a Bob Dylan, de quem gravou canções como It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding) e Jokerman, acredita que “foi tudo muito engraçado, muito Dylan”. “Há um atraso por parte da organização do Prêmio Nobel sobre a questão de alta e baixa cultura. É algo dos anos 1960 que eles estão resolvendo agora porque são o Nobel e não podiam fazê-lo mais rápido”, diz em tom de brincadeira.

Pensou que se tornaria O Homem Velho de sua canção? “Pensava pouco nisso. Quando criança, minha prima mais velha me levou a Santo Amaro para ver umas dessas pessoas que leem a mão. A senhora fez umas previsões e disse que ia chegar aos 68 anos. Fiquei muito tranquilo porque eu devia ter uns 10 e achava aquilo muito distante”. Sempre fui uma pessoa mais de dúvidas que de certezas. “Sim”, responde rápido. “Parece que dessa vez tive certeza, mas depois fiquei um pouco em dúvida”, acrescenta rindo.

“Uma das coisas que gostaria de ter feito é um filme sobre o samba inspirado em Flamenco de Saura. Quando o filme estreou pensei muito nisso. Dona Ivone Lara era, naquela altura, uma das pessoas que sambavam da maneira mais linda que se pode imaginar. Fazia uns movimentos incríveis, mas acaba de completar 96 anos e não anda mais”. O cinema, sua grande paixão, costuma surgir em muitas de suas conversas e está presente em algumas de suas letras. Na juventude, trabalhou como crítico de cinema em um jornal de Salvador. Em 1986 dirigiu seu primeiro e único filme, Cinema Falado, e parece que não abandonou o sonho de voltar a filmar. “O desejo de filmar continua latente. Sinto saudade, e muitas, de uma vida dedicada ao cinema”.

Ariano Suassuna, Jerry Adriani e Teté Zarôio

Janio Ferreira Soares

Quando alguém me pergunta se tenho WatsApp e digo: “não, não tenho, mas se você quiser me dizer algo é só ligar”, o espanto de quem indaga me faz lembrar daquela história contada por Ariano Suassuna acontecida num jantar grã-fino no Rio de Janeiro, logo após sua posse na Academia Brasileira de Letras.

Dizia o velho bardo – com sua voz de quem fala de dentro de um pote sem água – que estava sentado numa enorme mesa com uma fome danada (até aquele instante só tinham lhe servido uns salgadinhos com gosto de coco-catolé) quando, a certa altura de um papo chatíssimo, a anfitriã lhe perguntou, quase afirmando: “naturalmente o senhor já foi a Disney, não?”.

Sua tímida confissão de que nunca saíra nem do Brasil, foi o bastante para transformá-lo numa espécie de ET diante dos convidados, mais ou menos como alguns me acham por não fazer parte dos que vivem a receber correntes do bem e textos atribuídos à Clarice Lispector, coitada, que nessas horas deve gastar seu charmoso sotaque ucraniano lá do além só para xingar os que curtem pérolas como: “Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: – e daí? EU ADORO VOAR!”.

Mudando de assunto, no final da semana passada, no feriado de 21 de abril, aconteceu o Moto Paulo Afonso 2017, um dos maiores encontros de motociclistas do Nordeste. Uns dias antes fiz contato com o empresário de Jerry Adriani e acertamos uma apresentação sua no evento, mas aí ele foi hospitalizado e, infelizmente, nos deixou. Vida que segue, em sua homenagem conto um fato ocorrido num programa de calouros que havia aqui em Paulo Afonso nos loucos anos 70, época onde o politicamente correto morava longe e o tal empoderamento feminino se resumia na malemolência de Gal Costa com as pernas de fora cantando baby, te amo, nem sei se te amo.

Pois muito bem, no meio dos concorrentes lá estava o nosso glorioso Teté Zóio de Bufa, fã de Jerry, cujo apelido vinha de um forte estrabismo que se acentuava em momentos de tensão, como aquele.

Salão lotado, o locutor pergunta: “vai cantar o que, Teté?”. “Olhos Feiticeiros, de Jerry”. Introdução dada e assim que ele manda a primeira frase, dizendo: “Tem feitiço teus olhos”, um gaiato no pé do palco, grita: “tem é nos seus, zarôio da peste!”.

Apesar da raiva, Teté não perdeu o ritmo e, apontando para seu algoz, adaptou a frase seguinte, mandando um: “eu te pego lá fora!”. Por conta disso, nosso quase astro ficou em segundo lugar, e em vez da panela de pressão levou pra casa uma caixa de sabonete Phebo. Bons tempos!

Janio Ferreira Soares, cronista , é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

Grande Jerry Adriani ! Saudades também de Paulo Afonso e suas rádios incríveis nas tardes de abril à beira do Rio São Francisco.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)