SOM NA CAIXA,GRANDE VÍTOR! ABS COPACABÃNICOS DO SEU FÃ DE CARTEIRONA.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)


Benoit Trochu, diretor da Vinci Airports comemora a compra do aeroporto de Salvador.

DO JORNAL A TARDE

Luiz Serpa | A TARDE SP

Em leilão realizado na manhã desta quinta-feira, 16, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no centro da capital paulista, o consórcio francês Vinci Airports, representado pela corretora BTG Pactual, fez a única oferta pelo aeroporto de Salvador e venceu a disputa. A oferta inicial do leilão para o aeroporto baiano, ou seja, o valor mínimo que as empresas precisam pagar ao governo para ter o direito de exploração da área era de R$ 310 milhões. A empresa vencedora ofereceu o lance de R$ 660 milhões. O investimento mínimo a ser realizado no aeroporto é de 2,35 bilhões.

Esse valor, que representa 25% do valor total, deve ser pago à vista. O restante será dividido em parcelas anuais que terão o valor determinado em contrato. Durante os primeiros 5 anos não haverá o pagamento de outorga, já que o investimento em obras é maior nesse período. Do 6º ao 10º ano o pagamento será feito com valores crescentes. Uma cláusula do edital de concessão também prevê uma contribuição variável anual de 5% das receitas geradas pelo aeroporto adquirido.

A concessão tem duração de até 30 anos, e pode ser prorrogada por mais 5 anos. A prioridade da empresa Vinci para o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães será construir uma nova pista de pouso e decolagem para melhorar o fluxo de aeronaves no local. Além disso, é preciso modernizar as sinalizações dentro e fora do terminal, melhorar as condições de uso dos banheiros e fraldários e disponibilizar wi-fi gratuito em todo o aeroporto.

Avaliação

O aeroporto de Salvador recebe 21 mil passageiros todos os dias e, em recente pesquisa feita Secretaria da Aviação Civil foi apontado como o segundo pior do país. Em uma escala de 1 a 5, o aeroporto recebeu a nota 3,67. Entre os itens pesquisados, as piores avaliações foram para limpeza, conforto e custos de alimentação e estacionamento.

Rio – Salvador: delícias do caqui, (más) surpresas de Itapuã

O último caqui que comi não lembro quando e onde. Recordo, mesmo, de vê-lo nos cestos dos vendedores ambulantes que se espalham pela Cidade da Bahia, junto a outros frutos criados pela Mãe Natureza. Acabo de saber que o caqui foi criado pelos japoneses, misturando sapoti com tomate. Seja como for, não faço questão de mordê-lo. Dizem, por ai,independentemente do que garantem os googles da vida, que o caqui é dez em Vitamina C.

Aqui, no Rio de todos os encantos e espantos, como, por exemplo, os preços dos alimentos e a violência no trânsito – é a capital mundial da buzina – , o que não falta são locais para se comprar caqui e beber água de coco verde. De preferência, aberto na hora ou em garrafas plásticas de tamanhos variados. Ao lado do Biscoito Globo, é um saudável hábito do carioca, principalmente para driblar o calor de mais de 30 graus, em um dia sim e o outro também, e a fome.

Por falar em coco, bate uma saudade sem igual de minha terra natal. Ela vem voando na lembrança, por ter eu avistado, na última chegada a ela, em fevereiro último, o Farol de Itapuã, lá longe, pequenino, em vermelho e branco, na ponta de uma praia cercada muito mais por casas e edificios de concreto do que por coqueiros que balançavam ao vento na época em que tomar uma cerveja, num sábado qualquer, era uma viagem ao paraiso. Tudo mudou! Para Pior! que pena!

Um dos maiores cartões postais da terra do Seo Dorival pareceu-me colocado para escanteio no jogo bruto da especulação imobiliária e na área do descaso com o patrimônio cultural da primeira capital do Brasil. O Farol, de longe, pareceu-me um filho abandonado à própria sorte. E o que dizer, para citar, apenas, um simples exemplo, da porta principal do Palácio da Aclamação, no Campo Grande, pichada pelos ignorantes de plantão e pela inércia de quem tem o dever de conservá-la?

No silêncio do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde, anteontem, só havia disponível uma cadeira de rodas para pessoas necessitadas, e o sol impiedoso deixava sua marca na vegetação, lembrei do conselho de um amigo que encaixa-se como uma luva no do que ouvi, hoje,pela manhã, de Ana Maria Braga, na TV Globo. Algo mais ou menos assim: Antes o silêncio certo do que a palavra errada.

Gilson Nogueira é jornalista.

mar
16

DO JORNAL A TARDE

A lista de pedidos de inquérito enviados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta terça-feira, 14, ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações da Odebrecht inclui o ministro Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e quatro baianos (a senadora Lídice da Mata(PSB), os deputados federais Lúcio Vieira Lima (PMDB) e José Carlos Aleluia (DEM) e o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), segundo revelou o Jornal Nacional, da Rede Globo.

Em fevereiro, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que delatores da empreiteira informaram os investigadores que Pereira negociou um repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da Odebrecht para o PRB na campanha de 2014. Os recursos compraram apoio do partido, então presidido por Pereira, para a campanha à reeleição da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer.

O Jornal Nacional também relevou outros 21 nomes, além de Pereira. Serão alvo de investigação os governadores de Alagoas, Renan Filho (PMDB); do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB); de Minas, Fernando Pimentel (PT); do Acre, Tião Viana (PT); e do Paraná, Beto Richa (PSDB). As investigações de governadores precisam ser enviadas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem competência para investigar chefes do executivo estadual

De acordo com o jornal da Rede Globo, estão na lista de investigados ainda os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). Na Câmara, são alvo de pedidos de abertura de inquérito Marco Maia (PT-RS), Andrés Sanchez (PT-SP), Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Paes Landim (PTB-PI).

Serão investigados em outras instâncias por não terem foro no STF nem no STJ o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Edinho Silva, o ex-assessor da presidência Anderson Dorneles, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Conforme o Estado publicou nesta quarta-feira, há pedidos de investigação para outros cinco ministros das 29 pastas da gestão Temer. São eles Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores.

Todos os pedidos devem ser analisados pelo ministro do Supremo Edson Fachin.

Alvos da lista

Ministro

Marcos Pereira (PRB), Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Governadores

Renan Filho (PMDB), de Alagoas. Ele informou que as doações recebidas foram dentro da lei.

Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro. Informou que desconhece o teor do pedido e está à disposição da Justiça.

Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais. O petista não se manifestou.

Tião Viana (PT), do Acre. O governador não se manifestou.

Beto Richa (PSDB), do Paraná. O tucano disse desconhecer o contexto da citação a seu nome.

Senadores

Lindbergh Farias (PT-RJ). Petista afirmou que a investigação vai esclarecer os fatos. Ele negou irregularidades.

Jorge Viana (PT-AC)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Lídice da Mata (PSB-BA). A senadora afirmou que “tudo será esclarecido” após as investigações.

Deputados

Marco Maia (PT-RS). Petista afirmou desconhecer o teor do pedido de Janot e disse repudiar a divulgação “seletiva”.

Andres Sanchez (PT-SP). O deputado negou participação em irregularidades.

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). O peemedebista não se manifestou sobre o pedido de Janot.

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Paes Landim (PTB-PI). O parlamentar afirmou que as todas as doações que recebeu foram legais e que teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Prefeitos

Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito de Ribeirão Preto

Edinho Silva (PT-SP), prefeito de Araraquara. O ex-tesoureiro petista afirmou que sua conduta foi dentro da legalidade.

Outros

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro do governo Temer. Geddel não se manifestou sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República.

Sérgio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio. O peemedebista informou que só vai se manifestar após ser notificado oficialmente.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara. O deputado cassado afirmou que as delações premiadas da Operação Lava Jato não têm se amparado em provas.

Paulo Skaf (PMDB-SP), presidente da Fiesp e candidato a governador de São Paulo em 2014. Skaf disse que todas as doações recebidas por sua campanha foram legais.

Anderson Dornelles, ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff. Dornelles não foi localizado.

Fabulosa composição de seo Dorival!!! Esplêndida interpretação de Dominguinhos!!! Saudades dos dois!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Gil Alessi

Brasília

Enquanto o Congresso e o Planalto prendem a respiração à espera da divulgação das delações da Odebrecht, que devem arrastar para o centro da Operação Lava Jato uma centena de políticos, outra ameaça ao establishment bate à porta. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou na noite desta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal uma nova lista com 83 pedidos de abertura de inquéritos para investigar os citados nas delações da empreiteira. Ministros do Governo de Michel Temer – entre eles Eliseu Padilha e Moreira Franco, da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência, segundo levantaram alguns jornais –, ex-presidentes, deputados, senadores e governadores entram de vez na mira da operação, que arrasta seus tentáculos para o PSDB e PMDB, além do PT.

Caberá ao ministro relator da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, analisar a chamada segunda Lista de Janot a autorizar as investigações, bem como a retirada de sigilo da lista – não existe um prazo para que essas decisões sejam tomadas. Com o aval do ministro, o Ministério Público Federal pode realizar diligências, solicitar a quebra de sigilos bancários e telefônicos e coletar mais provas contra os políticos citados. Só então o MPF irá avaliar se apresenta denúncia contra os investigados. Se a Corte aceitar a denúncia, os políticos se tornarão réus.

Levando em conta a história pregressa do Supremo, alguns anos devem se passar até que os processos tenham um desfecho. Esta é a segunda lista apresentada por Janot ao STF. A primeira, entregue em março de 2015 e feita com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pedia a abertura de 28 inquéritos para investigar pessoas com direito ao foro privilegiado. Dois anos depois, apenas seis políticos viraram réus: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Nelson Meurer (PP-PR), e mais recentemente, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), e Vander Loubert (PT-MS). E nenhum ainda foi julgado.

Um estudo da Faculdade Getúlio Vargas – Rio de Janeiro (FGV-RJ) aponta que nos últimos cinco anos apenas 1% dos casos com foro privilegiado julgados no STF terminaram em condenações. “A taxa de condenação em si não é um problema. A questão é que em dois terços dos casos o Supremo não analisa o mérito do caso”, afirma Ivar Hartmann, coordenador do projeto Supremo em Números, que analisa o desempenho da corte, e professor de Direito da FGV-RJ. Ele explica que na maioria das vezes o tribunal declina de analisar o caso “em função de perda de mandato do réu”, ou então “o crime prescreve”. “Estatisticamente há um grande desperdício do trabalho do Supremo”, conclui.

Cientes da lentidão nos processos que tramitam no STF, alguns ministros da Corte já defenderam reduzir a abrangência do foro privilegiado. Segundo estimativas da PGR, no total mais de 22.000 autoridades no Brasil inteiro têm o direito de serem julgadas na Corte. Em fevereiro o ministro Luís Roberto Barroso criticou esse mecanismo, e defendeu que ele seja limitado apenas para crimes cometidos “no exercício da função”. “É possível reduzir o problema representado pelo foro privilegiado por uma interpretação restritiva do seu sentido e alcance”, afirmou.

Já o ministro Fachin foi além, e disse que o foro privilegiado é “incompatível com o princípio republicano”. O ministro afirmou que o STF precisa se debruçar sobre o tema, e avaliar se mudanças no mecanismo podem ser implementadas à partir de uma nova interpretação da Corte sobre o tema, ou se é preciso que se aprove uma Proposta de Emenda à Constituição no Congresso.

No Senado e na Câmara uma eventual redução do direito ao foro privilegiado encontra resistência ferrenha. O líder do Governo no Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ele próprio citado por vários delatores, chegou a dizer que “se acabar o foro, é para todo mundo (…) suruba é suruba (…) não existe uma suruba selecionada”. Posteriormente ele se desculpou pelos termos usados na declaração. No ano passado o ministro Gilmar Mendes barrou a nomeação de Lula para assumir um ministério no Governo de Dilma Rousseff, alegando “desvio de função” – no entendimento do magistrado a indicação tinha como objetivo dar ao ex-presidente direito ao foro. No início de fevereiro, Moreira Franco, homem forte de Temer e citado na Lava Jato, foi alçado ao cargo de ministro. Partidos da oposição questionaram a indicação, que foi mantida pelo ministro Celso de Mello.

No Senado e na Câmara uma eventual redução do direito ao foro privilegiado encontra resistência ferrenha

A aparente morosidade do STF contrasta com a agilidade com que os processos tramitam nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos casos de réus sem direito ao foro privilegiado. No total, Moro já sentenciou 25 réus pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro entre outros. Hartmann, da FGV-RJ, afirma que não é correto comparar o andamento dos processos nas diferentes instâncias. “A vara da Lava Jato em Curitiba é excepcional, não é representativa do que são as varas de primeira instância no país”, diz, mencionando o fato de que Moro atua “apenas julgando os casos dessa operação”, o que “não existe em outras varas do país”.

O ministro Fachin já alertou que não pretende fazer uma análise “açodada” das delações, antes de determinar se retira o sigilo das mesmas. Por ora, os advogados da Odebrecht entraram com um pedido na Corte para que os vídeos dos depoimentos de seus funcionários não seja tornado público, para evitar represálias.

mar
16
Posted on 16-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-03-2017


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Prêmios excessivos

O editorial do Globo ataca os prêmios concedidos a colaboradores, como Marcelo Odebrecht, que já poderá trocar a carceragem da PF pela prisão domiciliar em dezembro. Questiona também uma possível colaboração de Sérgio Cabral.

“Há quem não entenda por que este tratamento ao mais proeminente empreiteiro do cartel que atuou na Petrobras e em outras estatais, além de montar esquemas semelhantes de corrupção em uma dúzia de países.”

O Antagonista fica ainda mais preocupado com benefícios concedidos a gente como Emílio Odebrecht.