Toco toca!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


DO EL PAÍS

Gil Alessi
Brasília

“Já saiu foi?!”, indagou preocupado um deputado enquanto registrava presença no painel da Câmara dos Deputados no final da tarde desta terça-feira. Ele se referia à lista de pedidos de abertura de inquérito contra dezenas de políticos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que minutos antes havia sido enviada ao Supremo Tribunal Federal. Em instantes a tensão se dissipou no plenário quando os parlamentares foram informados de que os 83 pedidos de inquéritos entregues ao relator da Operação Lava Jato na Corte, ministro Edson Fachin, continuavam em sigilo. O resto da sessão continuou como se nada tivesse ocorrido – os parlamentares discutiram aumento de penas para pirataria, o fechamento de usinas termelétricas e ajuda aos Estados quebrados. Mas a aparente tranquilidade do Congresso esconde o temor de dezenas de deputados e senadores, que podem entrar definitivamente na mira das autoridades.
Lista Janot Nomes
Deputados durante a sessão plenária. Ag. Câmara

O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) relativizou o peso da lista e trouxe à tona o debate que ronda a Câmara desde o início da semana passada. “Precisa ver se essa lista é de gente que recebeu doações segundo a lei antiga, quando empresas podiam doar, e se houve alguma reciprocidade pelos pagamentos”, disse Fortes. O parlamentar faz parte de uma corrente crescente na Casa que busca distinguir diferentes tipos de caixa 2: “É preciso que fique provado que foi caixa 2 com corrupção”. Esta distinção entre a doação não declarada fruto de dinheiro limpo, sem contrapartidas por parte dos políticos, e um repasse para quitar acordos firmados com empresas, tem pautado boa parte do Congresso e une governistas e opositores.

Até o momento, no entanto, nenhum projeto foi apresentado para fazer essa distinção. Uma nova tentativa de anistiar o caixa 2 também chegou a ser ventilada na Casa. Na saída da reunião dos líderes das bancadas, horas antes, o deputado Silvio Costa (PT do B-PE) afirmou que “o projeto não tem autor, ninguém tem coragem de assinar uma coisa dessas”. Em sua visão isso seria “uma patifaria”. “Queremos falar é da lista da Odebrecht! Quem quiser tomar Lexotan que tome!”, concluiu.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Efeito colateral

Depois que o juiz Sérgio Moro disse que, numa democracia, “também o príncipe se submete às leis”, cresceu o ânimo dos que querem a cabeça do vereador Igor Kannario, que, afinal, é o soberano do gueto.

mar
15

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fim do foro: 23 de 41

Mais três senadores assinaram a lista do requerimento para que Eunício Oliveira defina logo o calendário para discussão e votação da PEC que pede o fim do foro privilegiado:

1. Álvaro Dias

2. Randolfe Rodrigues

3. Ana Amélia

4. Paulo Paim

5. Ataídes Oliveira

6. Ricardo Ferraço

7. Otto Alencar

8. Ronaldo Caiado

9. Reguffe

10. Cristovam Buarque

11. Romário

12. Waldemir Moka

13. Lasier Martins

14. João Capiberibe

15. Davi Alcolumbre

16. Pedro Chaves

17. Ângela Portela

18. Lídice da Mata

19. Flexa Ribeiro

20. Paulo Bauer

21. Armando Moneiro

22. Eduardo Amorim

23. Magno malta

Não parem com a pressão, não parem.


mar
15
Posted on 15-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-03-2017


Son Salvador. no jornal Estado de Minas

DO EL PAÍS

“Vi o vídeo como o resto do mundo. É engraçado”, diz Robert Kelly ao The Wall Street Journal em sua primeira entrevista desde que se tornou um fenômeno viral. Os filhos do professor de Ciência Política e Diplomacia da Coreia do Sul entraram em seu escritório enquanto concedia uma entrevista ao vivo à BBC. A gravação que registra o momento deu a volta ao mundo em poucas horas e provocou exaustivas discussões de todo tipo. Agora, o britânico aparece com a família num contexto muito mais tranquilo, diante das câmeras do jornal norte-americano.

Kelly e sua esposa, Kim Jung-A, explicam em sua primeira entrevista as circunstâncias e os infortúnios que resultaram no vídeo que arrasou nas redes sociais. A anedota que protagonizaram ao lado dos dois filhos, Marion e James, eclipsou completamente a destituição da presidenta sul-coreana que o especialista comentava via Skype para a emissora pública britânica em seu apartamento em Busan.

No encontro com o jornalista Alistair Gale, o professor Robert Kelly aparece muito mais descontraído e espontâneo que durante a intervenção na televisão que o tornou famoso. Também admite o que muitos pensavam, que o momento parecia saído de um daqueles filmes do gênero slapstick — de humor físico —: “É como uma comédia de erros”, confessa sobre o vídeo que superou 85 milhões de visualizações na página oficial da BBC no Facebook.

O britânico afirma, novamente por meio do Skype, que sente “uma mistura de surpresa, vergonha e diversão”. A enorme quantidade de reações e menções nas redes sociais o obrigaram a cancelar seus avisos no Twitter e no Facebook e nem sequer se aproximou do YouTube e do Reddit, diz.

Segundo informa o The Wall Street Journal, no momento de fazer a conexão com a BBC Robert Kelly sentou-se diante do computador vestindo camisa e gravata, mas escondia um jeans confortável que não era visível pela câmera. A esposa estava concentrada na sala de estar, gravando a entrevista na televisão com o telefone celular. Então aconteceu o desastre.

Sua filha Marion, de quatro anos, estava feliz porque naquela manhã tinha feito sua festa de aniversário na creche e entrou com um gesto engraçado que se tornou um dos momentos favoritos dos usuários das redes sociais. O irmão de oito meses seguiu a menina pelo corredor com seu andador, porque é algo que costuma fazer, explica o pai na entrevista. Ambos invadiram a conexão ao vivo.
“Cometi um pequeno erro que fez da minha família uma estrela no Youtube”

Kim Jung-A, que muitos tinham certeza de que era a babá, só percebeu o que estava acontecendo quando viu a filha na tela. “Quando ouvi James gritando sabia que estava tudo acabado”, lembra o pai de família.

Um dos gestos mais comentados do professor é aquele em que tenta afastar a filha com o braço sem deixar de olhara para a câmera. Kelly disse que sua verdadeira intenção era dar alguns brinquedos para ele se distrair.

Numa segunda entrevista concedida à própria BBC o casal comenta rindo que ambos temiam que a emissora com a qual colabora não voltasse a chamar Kelly. Eles admitem que ficaram estressados no início com tudo o que aconteceu, mas também entendem que a história de uma família normal tenha divertido os espectadores.

No fim do vídeo do The Wall Street Journal o britânico fica sozinho na mesma sala onde tudo aconteceu. Dessa vez, mantém a porta fechada com trinco, algo que admite que deveria ter feito naquele dia. Marion grita do outro lado da porta até que consegue que o pai a deixe entrar na sala. “Essa é a minha vida!”, comenta divertido o protagonista do viral do ano com suas pantufas cor de pistache.