DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fim do foro: 13 de 41

Atualizando a lista dos senadores que assinaram o requerimento de urgência para a votação da PEC que pede o fim do foro privilegiado:

1. Álvaro Dias

2. Randolfe Rodrigues

3. Ana Amélia

4. Paulo Paim

5. Ataídes Oliveira

6. Ricardo Ferraço

7. Otto Alencar

8. Ronaldo Caiado

9. Reguffe

10. Cristovam Buarque

11. Romário

12. Waldemir Moka

13. Lasier Martins

Índio, prepare-se: vamos chegar lá.

Musicoterapia neles!!!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


DO EL PAÍS

Talita Bedinelli

Brasília

Os telefones das assessorias de imprensa da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal (STF) dispararam na última quinta-feira. Circulava por Brasília um boato de que arquivos com as delações de 78 ex-funcionários da construtora Odebrecht haviam sido transferidos do primeiro órgão para o segundo. Era o primeiro passo necessário para que seus conteúdos se tornassem públicos, caso o ministro Edson Fachin decida, como se espera, derrubar o sigilo a pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot. Até um cidadão, impaciente com a lentidão da confirmação pelos jornais, decidiu arriscar a sorte no canal de atendimento aos jornalistas. A confusão se originou porque, mais cedo, neste mesmo dia, o STF começou a recolher HDs (discos rígidos) de veículos de imprensa, a pedido dos próprios jornalistas, para que, se liberados, os documentos consigam chegar às Redações e ao público com mais facilidade. Brasília, já tensa, segurou a respiração.

O conteúdo das delações promete espalhar a crise gerada pelas investigações da Lava Jato para um amplo número de políticos importantes de Brasília e de diversos Estados. Há indícios de que caciques do PMDB, PT e PSDB foram implicados. E se espera que o Planalto de Michel Temer seja atingido com força. Diante de sua magnitude, o pacote de acordos ganhou o apelido de delação do fim do mundo.

Homologadas pela presidenta do Supremo, Cármen Lúcia, em 30 de janeiro deste ano, as delações estão nas mãos de Janot há pouco mais de 40 dias. São mais de 900 depoimentos, incluindo transcrições, áudios e vídeos. Inicialmente, o pacote incluía 77 nomes, mas o executivo Fernando Migliaccio, que estava preso na Suíça, entrou no acordo, elevando o número para 78. Com a enorme quantidade de material, o Supremo sugeriu, a pedido dos jornalistas, que os veículos de comunicação levassem ao local um HD de dois terabytes ou dois HDs de um terabyte cada, cada um deles capaz de armazenar algo como quatro dezenas de filmes em alta resolução ou 320.000 fotos, por exemplo. Até a última sexta-feira, 40 veículos de comunicação haviam deixado o material no órgão.

Apesar da ansiedade geral, nada aconteceu. Até às 18h de sexta, quando se encerra o expediente burocrático da Procuradoria-Geral da República, o material ainda não havia sido enviado para Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo desde a morte de Teori Zavascki, no início deste ano. A expectativa é que isso aconteça já nesta segunda. Além da quebra do sigilo do material, Janot deve pedir a abertura de inquéritos contra políticos suspeitos de corrupção, com base no que se apurou nos depoimentos. Ao receber as demandas, o ministro do STF terá que analisar o conteúdo das delações antes de tomar sua decisão. Ele pode manter em sigilo, por exemplo, falas que comprometam a investigação. Nos últimos dias, em ao menos duas ocasiões Fachin indicou que não tomará uma decisão apressada e ressaltou o tempo levado por Janot para analisar o material após a homologação de Cármen Lúcia. Queria explicar a complexidade da tarefa. Por isso, depois de o material chegar ao Supremo ainda deverá demorar ao menos alguns dias para que seu sigilo seja, de fato, levantado.

Além das demandas de Janot, Fachin também terá que analisar um pedido feito pelos advogados dos ex-funcionários da Odebrecht que firmaram os acordos. Eles querem que os áudios e os vídeos que constam na investigação não se tornem públicos. Na demanda, citam a Lei 12.850, de 2013, que regulamentou a delação premiada e prevê que o colaborador tem o direito a ter “nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados”. Pedem ainda que, caso não seja possível atender ao pedido totalmente, ao menos os vídeos fiquem de fora. Querem a imagem preservada, divulgando-se apenas os áudios e as transcrições. Com isso, evitariam posterior reconhecimento nas ruas e retaliações públicas aos delatores.

Enquanto a decisão não chega, o Congresso permaneceu nesta sexta-feira em silêncio. A maioria dos parlamentares já havia retornado para seus Estados, em um dia habitualmente sem sessão deliberativa. Pelos salões de carpetes verde e azul que marcam a Câmara e o Senado apenas visitantes circulavam. Era a calma que antecede a tormenta.

BOM DIA!!! BOA SEMANA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO EL PAÍS

T. B.

Nos últimos meses, trechos de depoimentos de delatores da Odebrecht vazaram à imprensa, dando uma mostra do que poderá estar presente nas 78 delações acordadas por funcionários da empresa com a Justiça. Na próxima semana, espera-se que o ministro Edson Fachin retire o sigilo das declarações, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Até agora, já foram implicados nomes do atual presidente Michel Temer (PMDB), além de ministros importantes de seu Governo, da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) e de seu oponente nas eleições passadas, Aécio Neves (PSDB), entre outros parlamentares de uma dezena de partidos. A possível amplitude das declarações alimentou a discussão de anistia ao caixa dois que acontece no Congresso. Nos últimos dias, diversos políticos relativizaram as doações não contabilizadas feitas por empresas, incluindo o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

Leia o que se sabe até agora sobre as delações e o que mais elas podem conter. Todos os políticos já citados negam qualquer irregularidade.
Marcelo Odebrecht

O herdeiro da construtora ocupava a presidência da Organização Odebrecht desde 2008 até ser preso, em junho de 2015. Ele era o homem das decisões e dos contatos com os principais políticos. Sua delação é apontada pela imprensa como a mais bombástica. No início deste mês, em um depoimento ainda sigiloso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante processo que investiga irregularidades na chapa Dilma-Temer em 2014, ele afirmou que o senador Aécio Neves pediu a ele 15 milhões de reais para sua campanha eleitoral, mas o repasse parece não ter sido concretizado. A questão, entretanto, não foi aprofundada porque o juiz do TSE pediu para que ele se detivesse ao objeto daquela investigação, ou seja, à coligação PT-PMDB. A informação, no entanto, deve constar na delação do fim do mundo, que pode se tornar pública na próxima semana. Também ao TSE, ele afirmou que a empresa doou 150 milhões de reais à chapa Dilma-Temer, sem precisar quanto desse dinheiro foi via caixa dois. E confirmou que se reuniu com o presidente Michel Temer, então vice-presidente, em um jantar no Palácio do Jaburu, para discutir repasses ao PMDB, mas disse não se lembrar de ter tratado de valores com ele. Em trechos vazados à imprensa, ele afirmou que a Odebrecht colocou à disposição do PT, entre 2008 (Governo Luiz Inácio Lula da Silva) e 2014, 300 milhões de reais, sempre após conversas com nomes do partido, como Antonio Palocci e Guido Mantega.
Claudio Melo Filho

A delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht é a única com conteúdo totalmente conhecido. No final do ano passado, um anexo de sua colaboração entregue ao Ministério Público Federal vazou para a imprensa e mostrou como a construtora operava junto a parlamentares para pagar propina em troca de leis que a beneficiavam. A didática delação, de 82 páginas, envolveu 51 políticos de 11 partidos. Ele também citou o jantar no palácio do Jaburu, onde, além dele, esteve Marcelo Odebrecht, Michel Temer e o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Os peemedebistas teriam pedido 10 milhões de reais e, ao contrário de Marcelo, o ex-diretor foi contundente em relação à participação do presidente: ele disse que o pedido do dinheiro foi feito pelo próprio Temer, o que confirmou em um depoimento posterior ao TSE. Pelas versões divergentes, Marcelo e Claudio tiveram que passar por uma acareação nesta sexta-feira no tribunal eleitoral. O conteúdo dela está em sigilo até que o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo, autorize a divulgação das 78 delações acordadas com a Justiça. Além de Padilha, o ex-diretor citou ainda Romero Jucá, ex-ministro de Temer, Renan Calheiros e Eunício Oliveira, ex-presidente e atual presidente do Senado, Jaques Vagner (PT), Antônio Imbassahy (PSDB) e outros parlamentares.
Benedicto Júnior

Ex-presidente da construtora Odebrecht, Benedicto Junior também deu uma mostra, em depoimento ao TSE, do que sua delação poderá trazer. Ele afirmou que a Odebrecht doou a campanhas 80 milhões de reais por meio de caixa dois, metade por meio de uma cervejaria. Ele também afirmou que repassou 9 milhões de reais ao PSDB a pedido de Aécio Neves, mas não deixou claro se houve doações não contabilizadas ao partido. Ele também não se estendeu muito sobre o tópico, já que as campanhas tucanas não fazem parte do escopo de investigação do tribunal eleitoral, que é a chapa Dilma-Temer. É possível, entretanto, que os detalhes disso já estejam nas mãos da Justiça, em sua delação.
Hilberto Mascarenhas

Mascarenhas trabalhava no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que ficou conhecido como o “departamento de propinas”, pois cuidava dos repasses feitos aos políticos. Em depoimento ao TSE, ele informou que a Odebrecht movimentou mais de 3 bilhões de dólares entre 2006 e 2014 para o caixa dois de campanhas eleitorais brasileiras. Ele detalhou os pagamentos feitos aos marqueteiros de campanhas petistas Duda Mendonça e João Santana, já condenado por envolvimento na Lava Jato. Os pagamentos, apontou ele, foram feitos para campanhas de Lula e de Dilma.
Alexandrino Alencar

O ex-diretor de Relações Institucionais da construtora é visto como mais próximo de Lula e chegou a ter uma delação recusada, porque a força-tarefa da Lava Jato considerou que ele parecia estar querendo proteger o ex-presidente. Ao TSE, ele disse que o ex-tesoureiro da campanha de Dilma de 2014, Edinho Silva, sugeriu que a construtora fizesse uma doação de 30 milhões de reais por meio de caixa dois para a chapa Dilma-Temer. O dinheiro teria servido para que se comprasse apoio de outros partidos para a coligação. Em sua delação, além de detalhar esses repasses, espera-se que Alexandrino tenha esclarecido a questão do sítio de Atibaia, que ronda Lula. O ex-presidente nega ser dono do sítio, que recebeu melhorias feitas pela construtora. A força-tarefa da Lava Jato diz que a propriedade está em nome de laranjas.
Fernando Reis

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental também falou ao TSE, na investigação que apura supostos desvios na campanha Dilma-Temer. Ele afirmou que repassou 4 milhões de reais ao PDT para que o partido apoiasse a reeleição da chapa. O partido, por sua vez, diz que a declaração de seu apoio foi muito anterior ao suposto recebimento de dinheiro apontado pelo ex-funcionário. Ele afirmou ainda que o Orçamento disponível para o partido era de até 7 milhões, mas a primeira oferta, mais baixa, logo foi aceita.

mar
13
Posted on 13-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2017

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

PMB discrimina mulheres

A investigação da Procuradoria Regional Eleitoral contra 25 partidos que não teriam destinado 10% do tempo de propaganda às mulheres vale como um atestado: o feminismo que baixou nos políticos ao instituírem essa lei não passou de demagogia.

A desconfiança da PGE vem, possivelmente, das transgressões em outros Estados, como Minas Gerais, onde o justamente o Partido da Mulher Brasileira (PMB) foi condenado, no mês passado, por não cumprir a cota.

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Posted on 13-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2017


Nani, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 13-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-03-2017

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Lula ainda quer ser o novo Getúlio

Lula continua acreditando que retornará ao poder em 2018 nos braços do povo como um novo Getúlio Vargas. Anda, inclusive, usando expressões referentes àquela época. Descobriu agora o “queremismo”. Segundo o Estadão, sua tese é: com a Lava Jato mostrando que todos os partidos chapinham na mesma lama e a economia em ruínas, o povo o quererá novamente.