No BP de todos os tempos, Art Farmer e um sucesso internacional do saudoso Luiz Bonfá!
BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DO G1/ O GLOBO

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Felipe Yves, de 21 anos, já compôs para Léo Santana e Igor Kannário.

Do G1 BA

O cantor e compositor Felipe Yves, que foi encontrado morto em um matagal no bairro de Boca da Mata, em Salvador, teria sido assassinado após ter tentado se livrar da abordagem de traficantes e comentado por engano que era primo de um dos rivais do grupo. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (7).

De acordo com a polícia, com base em investigações preliminares, a vítima foi ao bairro visitar uma amiga. Ao chegar no local, foi abordada por alguns homens. Na tentativa de se livrar da situação, disse que era primo de um traficante da localidade. Entretanto, a pessoa citada pelo cantor era rival do grupo responsável pela abordagem.

Felipe Yves, que teve a cabeça semi-degolada pelos bandidos, não tinha passagens pela polícia. Por telefone, o irmão da vítima disse que o cantor era um menino de bem e classificou o crime como uma maldade. A família pediu Justiça. Felipe Yves, que já compôs canções para Léo Santana e Igor Kannário, tinha 21 anos e não deixa filhos.

Crime

O cantor e compositor Felipe Yves foi encontrado morto em um matagal no bairro de Boca da Mata, em Salvador, na segunda-feira (6). Segundo informações da polícia, a vítima tinha marca de tiros e estava com a cabeça semi-degolada. A confirmação da identificação do corpo foi divulgada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) na manhã desta terça-feira (7).

Felipe Yves ficou conhecido como cantor da banda Golaço, e por compor a canções “Bumbum no paredão”, interpretada por Léo Santana, e “Depois de nós, é nós de novo”, cantada pelo músico e vereador de Salvador, Igor Kannário. Em fevereiro deste ano, Felipe usou uma rede social para avisar aos fãs que passaria a cantar apenas músicas gospel.

A morte do cantor é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a manhã desta terça-feira, a autoria e motivação do crime não foram determinadas pela polícia.

mar
07

DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Temer dirige ônibus quase desgovernado

As metáforas automobilísticas se consolidam como principal argumento de parte do presidente Michel Temer para desvincular-se de acusações de caixa 2 eleitoral que possam caber à ex-presidente Dilma Rousseff, eleita com ele, na mesma chapa, em 2014.

Inicialmente, foi o próprio Temer quem disse que “responsabilizar o vice responsabilizando o presidente é mais ou menos como o sujeito que atropela alguém, o condutor é condenado, mas como eu estava sentado ao lado eu vou ser condenado também”.

Agora, informa-se que assessores anônimos do presidente, nos bastidores, vêm defendendo a tese de que “uma pessoa que está sentada no banco do passageiro não pode ser multada por infrações cometidas pelo motorista”.

O simplismo da argumentação é um insulto à nação, pois ambos formaram uma unidade jurídica e juntos respondem pelos atos de campanha. Sendo verdadeira a acusação, a presidência de Temer tem vício de origem, que não poderá ser esquecido, a menos que os tribunais que nos restam tomem mais uma decisão política.

Para corresponder à linguagem figurada das hostes planaltinas, é fato que o piloto atual até está conduzindo o veículo um pouco melhor que sua antecessora. A questão é que se trata de um ônibus repleto de corruptos – alguns já jogados pela janela –, que precisa de pouco para ficar desgovernado.

COISA DE DEUS E DEUSES!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


EXCLUSIVO: ODEBRECHT PAGOU MESMO 7 MILHÕES A PARTIDOS QUE APOIARAM DILMA

O ministro Herman Benjamin, nos depoimentos que colheu hoje com Cláudio Melo Filho, Alexandrino Alencar e Hilberto Silva, obteve a confirmação de que a Odebrecht pagou 7 milhões de reais no caixa dois, em espécie, pela adesão de cinco partidos à coalizão em torno da chapa Dilma-Temer, nas eleições de 2014.

Entre os partidos que levaram bola, estão o PCdoB e o PRB.

Foi confirmado a Herman Benjamin que Marcos Pereira, do PRB, atual ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foi o encarregado de receber o dinheiro.

DO EL PAIS

Jan Martínez Ahrens

Washington

Nada segura Donald Trump. Nem os tribunais, nem os protestos e nem o clamor internacional. O presidente dos Estados Unidos apresenta nesta segunda-feira um decreto presidencial para impedir temporariamente a entrada de cidadãos procedentes de seis países de maioria muçulmana (Irã, Líbia, Somália, Síria, Sudão e Iêmen). A medida, sempre de acordo com as primeiras versões oficiais, elimina o Iraque da lista e tenta evitar um novo bloqueio da Justiça aliviando as restrições da primeira medida. Assim, permite a entrada de cidadãos dessas nações que tenham visto, residência ou dupla nacionalidade e retira o veto indefinido para refugiados sírios. Mas o foco da medida permanece ativo: frear a entrada de pessoas de países muçulmanos com o argumento de que representam um perigo para a segurança nacional.

É uma retificação e um desafio. Um ziguezague muito ao estilo de Trump. Bom conhecedor do tabuleiro judicial, o republicano nunca se importou em brigar nos tribunais, onde se sente confortável e travou grandes batalhas como agente imobiliário.

Agora, acossado pelo escândalo da espionagem russa, volta ao ataque com o veto migratório. Para o Partido Democrata, trata-se de uma manobra de distração. Uma fuga que procura ofuscar a erosão sofrida Trump por causa de suas ligações suspeitas com altos oficiais do Kremlin. É uma possibilidade, mas, como é comum para o bilionário, não esgota seu alcance. O veto joga dos dois lados e também se dirige à sua base eleitoral, essa grande massa de trabalhadores que vive longe das disputas de Washington e para quem o islã é sinônimo de perigo. Para eles, o decreto envia uma clara e nítida advertência em relação à imigração e aos muçulmanos.

A Administração Trump nega que esta seja sua meta. Afirma que apenas tem como objetivo reduzir a ameaça terrorista e que nem o primeiro decreto foi islamofóbico. Os juízes federais duvidam e levaram em conta provas suficientes para bloquear a medida.

O novo veto certamente terá que passar pelo filtro judicial. Embora, desta vez, será mais fácil. O presidente tem enormes poderes em matéria de imigração, e sua equipe, para evitar outro golpe, limou as principais arestas.

O primeiro decreto impedia a entrada por 90 dias de visitantes provenientes do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Também congelava por quatro meses a admissão de refugiados e, indefinidamente, no caso dos sírios.

A magnitude dessa proibição desatou um enorme protesto. Dezenas de aeroportos foram ocupados e uma onda de repulsa internacional se elevou contra a Casa Branca. Mas foram os tribunais que atingiram Trump. Uma corte federal suspendeu a aplicação da ordem diante do risco de que, enquanto a questão principal estivesse sendo discutida, o dano que poderia causar fosse maior do que seus benefícios.

Ainda que em um primeiro momento a Casa Branca tenha pensado em retirar a proibição, a estratégia final foi defender a antiga nos tribunais e colocar sobre a mesa uma nova, criada especialmente para evitar o escrutínio judicial. Para isso, sempre de acordo com as primeiras versões, levanta a restrição indefinida aos refugiados sírios, retira o Iraque da lista e permite a entrada de quem possui visto, permissão de residência (green card) e dupla nacionalidade.

A mudança acaba com as situações inverossímeis causadas pela primeira medida. Como a de pessoas com residência legal e família nos Estados Unidos que foram proibidas de voltar para casa ao final das férias. Ou trabalhadores iraquianos que arriscaram suas vidas ajudando o exército norte-americano em suas guerras e que, subitamente, eram barrados na fronteira.

O novo veto evita esses casos e amplia a discricionariedade da Administração para admitir exceções. Mas não abandona a tese original. No solene discurso de terça-feira no Congresso, Trump lembrou que iria tomar “pesadas medidas para proteger a nação do terrorismo islâmico radical”. A identificação do fenômeno religioso com a violência contida na expressão foi alvo de críticas, assim como a escolha dos seis países.

O secretário de Segurança Nacional, o general John F. Kelly, argumentou que a lista corresponde a nações que não possuem filtros suficientes para evitar ameaças aos Estados Unidos. Mas os próprios relatórios de inteligência de seu departamento indicam que esse suposto perigo não é justificado e que, aplicando o critério empregado com as citadas nações, a lista negra deveria ser ampliada a 26 países.

mar
07
Posted on 07-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-03-2017


Bennett, na Gazeta do Povo (PR)

DO EL PAIS

Pablo Ximénez de Sandoval

Los Angeles

A acusação feita por Donald Trump na manhã de sábado de que seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama, ordenou grampos em seu telefone durante a campanha eleitoral se transformou, em apenas 24 horas, em um conflito institucional de difícil solução. O jornal The New York Times assegura que James Comey, diretor do FBI, pediu no sábado ao Departamento de Justiça, ao qual é ligado, que desminta a afirmação do presidente Trump. Até o meio da tarde de domingo, não houve nenhuma reação por parte do departamento.

A informação veio de funcionários anônimos, que afirmam que Comey insiste desde sábado que a acusação de que Obama ordenou os grampos no telefone de Trump durante a campanha é falsa e deve ser retirada. Além disso, a afirmação de Trump insinua que o FBI agiu à margem da lei.

Comey é o segundo funcionário de alto escalão da inteligência do Governo dos Estados Unidos a negar as acusações do presidente. No sábado foi James Clapper, diretor da cúpula de espionagem com Barack Obama, a negar terminantemente na televisão que sob seu conhecimento foram grampeados telefones na Trump Tower, como afirma o presidente.

Um porta-voz do ex-presidente Obama também negou no sábado que este alguma vez ordenou escutas sobre um cidadão norte-americano.

James Comey também era o diretor do FBI nessa época. Trump decidiu mantê-lo em seu cargo quando nomeou seu novo Governo. O Partido Democrata atribui a Comey um papel fundamental na inesperada vitória de Trump, quando ressuscitou dias antes da eleição a investigação sobre os e-mails privados da candidata Hillary Clinton – não existia nenhum material relevante. Os democratas acreditam que foi um golpe definitivo que permitiu a pequena margem da vitória de Trump.

Enquanto isso, o presidente não se retratou e não amenizou minimamente suas palavras de sábado, a acusação sem precedentes de que seu antecessor na Casa Branca grampeou seus telefones de campanha. E mais, através de um porta-voz da Casa Branca pediu ao Congresso dos Estados Unidos que investigue essas afirmações. De acordo com as primeiras análises da imprensa de Washington, a informação de Trump parece ter sido retirada de um artigo do Breitbart, o site de extrema direita que era dirigido por Steve Bannon, hoje seu estrategista chefe, e que somente Trump considera como uma fonte confiável de notícias.

O Departamento de Justiça também foi atingido pelo escândalo sobre as relações entre a campanha de Trump e o Governo russo. O titular da pasta, o promotor geral Jeff Sessions, anunciou nessa semana que se recusaria a participar em qualquer investigação relacionada a esse assunto. Sessions se reuniu pelo menos duas vezes com funcionários russos de alto escalão durante a campanha e negou tê-lo feito ao ser perguntado durante sua confirmação como promotor geral no Senado dos Estados Unidos.

Por enquanto, os líderes republicanos do Congresso não se pronunciaram sobre se pensam em levar adiante o pedido do presidente, o Departamento de Justiça não respondeu ao pedido de Comey revelado pelo New York Times, Comey não fez nenhum comentário público, e a Casa Branca não apresentou nenhuma prova que respalde a gravíssima acusação do presidente sobre abuso de poder e espionagem política.

Não é a primeira vez que Trump lança uma grave acusação contra as instituições. Também afirmou que milhões de pessoas votaram ilegalmente na eleição, todas elas por Hillary Clinton, e por isso ela teve três milhões de votos a mais do que ele. Além de ser matematicamente questionável, isso foi negado pelas autoridades eleitorais em todo o país. Trump nunca apresentou uma prova e ninguém investigou.