DEU NO POR ESCRITO ( BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Psicologia eleitoral faz parte do jogo

Para o confronto que muitos dão como certo em 2018, a desvantagem de Rui Costa é que ele tem a obrigação de disputar.
Não pode, como o prefeito ACM Neto, escolher entre a eleição e o resto do mandato.

Assim, caso resolva enfrentar o governador, a mensagem implícita de Neto é de que avaliou o quadro como favorável a si.

No outro lado, Rui, que já faz um governo com aprovação popular, empenha-se na capital e agora, pesadamente, no interior, pensando talvez em fazer Neto correr do pau.

Isso é voz! Isso é poesia! Isso é tango!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Donald Trump a caminho do Salão Oval.
Yuri Gripas REUTERS


DO EL PAIS

Ncolás Alonso

Washington

Ninguém duvida que Donald Trump é um presidente incomum. Mas sua estranha chegada ao poder da maior potência mundial e seu caráter imprevisível e errático não são o único aspecto surpreendente. Seu dia a dia na Casa Branca, muito diferente do de presidentes anteriores, reflete uma rotina mais simples e menos enigmática que a de seus antecessores.

Barack Obama encerrava seus dias de trabalho na Casa Branca lendo sozinho no Salão Oval. Dizia que os livros o ajudavam a “parar e ter perspectiva” sobre o que estava acontecendo no mundo, refletir e fazer autocrítica. George W. Bush entrava no Salão Oval às 7h30, e interrompia o trabalho com uma sessão de exercícios, que com frequência consistia em sair para correr ou brincar com seus cachorros. Fazia as refeições com a família e descansava as oito horas recomendadas para render diante das exigências da presidência. Bill Clinton saía para correr três vezes por semana, um hobby que considerava fundamental para desconectar mentalmente da intensidade do trabalho.

Mas na rotina do atual presidente — que não lê livros, não pratica esportes e é conhecido por sua dieta insalubre — os costumes são totalmente diferentes. Trump se levanta antes 6h, assim como fazia em sua adorada Trump Tower de Nova York, mas só começa a trabalhar às 9h. Até então, segundo uma entrevista ao The New York Times logo após a posse, o presidente assiste aos programas matutinos de televisão na residência da Casa Branca. Também folheia os jornais de referência, os quais costuma qualificar de “desonestos”, como The New York Times e The Washington Post.

Depois de três horas dedicadas ao entretenimento, o presidente passa à Ala Oeste da Casa Branca, onde fica o Salão Oval. Durante o dia, Trump faz reuniões com assessores, empresários de vários setores e outros membros do Governo. Com frequência, almoça com o vice-presidente Mike Pense em uma das salas de refeição da residência.

Uma investigação do Post aponta que por volta das 18h ou 19h o presidente dá seu expediente por encerrado. É quando volta à residência e se dedica à sua agenda pessoal. Mas, como não tem a companhia de sua esposa, Melania, e do seu filho Barron – eles decidiram ficar em Nova York até que o garoto acabe o ano letivo –, Trump costuma terminar o dia como começou: vendo televisão e, às vezes, postando mensagens em seu perfil no Twitter, algo que se tornou uma característica ímpar do atual presidente.

Poucos dias depois da sua posse, a emissora Fox News – uma de suas preferidas – mostrava uma reportagem sobre a violência e a criminalidade em Chicago. Aos 20 minutos de programa, o presidente, que o assistia, tuitou do seu celular Android: “Se Chicago não consertar a terrível carnificina que está ocorrendo, mandarei os (agentes) federais”. Essa situação se repetiu diversas vezes, para assombro de jornalistas e comentaristas políticos espantados com a reatividade do homem mais poderoso do mundo às informações televisivas.

Até agora, Trump tem usado os fins de semana para viajar com relativa frequência à mansão que possui no seu clube privado Mar-a-Lago, que ele chama de “Casa Branca de inverno”. Lá o presidente joga golfe e mantém reuniões com membros da sua equipe e com velhos amigos, distante da pressão da capital.

É normal que os presidentes precisem de um período de adaptação ao se instalarem na Casa Branca. Mas para Trump, uma pessoa alheia à política, o processo de adaptação à emblemática residência da avenida Pennsylvania, número 1.600, é ainda mais difícil. Talvez por isso, para se sentir mais em casa, decidiu colocar cortinas douradas nas janelas do Salão Oval. Já era assim na Trump Tower.

mar
03
Posted on 03-03-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-03-2017


Iotti, no jornal Zero Hora (RS)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Lula, Odebrecht e a Braskem: uma amizade profunda

O entrosamento de Lula e os Odebrecht sobre a Braskem pode ser exemplificado por um episódio relatado a O Antagonista e já publicado no site.

Vale rememorar:
Quando éramos reis

No fim de 2003, ainda início do governo Lula, Marcelo Odebrecht já exibia a outros empresários e executivos sua influência sobre o então presidente.

Na época, Odebrecht estava contrariado com o avanço da Rio Polímeros, petroquímica que estava sendo construída no Rio de Janeiro. O projeto era liderado pela Suzano, concorrente da Braskem (recém-criada pela Odebrecht com a compra do controle da Copene).

A nova unidade petroquímica teria uma grande vantagem em relação às da Braskem: utilizaria gás natural, uma matéria-prima bem mais barata que a nafta, utilizada pelas unidades da Braskem.

Durante uma reunião do conselho de administração da Copene, Odebrecht virou para o então presidente da Suzano (que também tinha participação na Copene) e disse:

– “Você não vai construir a Rio Polímeros, porque eu não vou deixar”.

Em seguida, ligou para Lula pelo celular e colocou o telefone na função viva voz para que Armando Guedes, então presidente da Suzano Petroquímica, escutasse:

– “Lula, é o Marcelo. Eu quero barrar a construção da Rio Polímeros. Você me apoia?”

– “Apoio”, respondeu o presidente.

Quando éramos reis (2)

Marcelo Odebrecht não barrou a construção da Rio Polímeros, mas a sua Braskem acabou se tornando dona dela pouco tempo depois.

A Rio Polímeros foi inaugurada em 2005. Menos de dois anos depois, foi adquirida pela Petrobras junto com os demais ativos da Suzano Petroquímica. O preço pago pela estatal à Suzano deixou o mercado boquiaberto: foram 84% de ágio em relação ao valor das ações da Suzano no dia da operação.

No ano seguinte, em 2008, a Petrobras realocou todos os seus ativos petroquímicos, incluindo a Rio Polímeros, na Braskem, que é comandada pela Odebrecht, não pela estatal.

No final, Marcelo Odebrecht conseguiu o que queria.