Aprendeu, papudo!!!?

BOA TARDE

(Vitor Hugo Soares)

DO G1

Por Gabriel Palma e Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (16) uma operação, chamada de Leviatã, para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de pessoas investigadas por propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A Leviatã se baseia em provas coletadas na Operação Lava Jato.

Entre os alvos da operação, segundo a Polícia Federal, estão o ex-senador pelo PMDB do Pará Luiz Otávio e o filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão. Os mandados da Leviatã foram expedidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

As buscas estão relacionadas a um inquérito que corre no STF para investigar pagamento, por parte das empresas do consórcio de Belo Monte, de 1% dos valores das obras da usina ao PT e ao PMDB.

O ex-ministro do STF e antigo relator da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em janeiro, havia separado investigações sobre corrupção no setor elétrico, o chamado “eletrolão”, da operação original, que apura fraudes na Petrobras. O inquérito sobre Belo Monte já estava sob relatoria de Fachin antes mesmo de ele suceder Zavascki como relator da Lava Jato.

O G1 tenta contato com Márcio Lobão e Luiz Otávio, mas ainda não havia conseguido resposta até a última atualização desta reportagem.

A PF no Pará informou ter apreendido um computador, DVDs e outras mídias, mas não especificou o local onde esses materiais estavam.

Em nota divulgada no fim da manhã, o PMDB disse que “apoia todas as investigações e vê como positiva qualquer medida do STF que possa tornar célere a conclusão dos processos”.

Segundo a Polícia Federal, os investigados da Leviatã podem responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A PF explicou ainda que a operação tem o nome de “Leviatã” em referência à obra do filósofo Thomas Hobbes, que afirmou que o homem era “o lobo do homem”.

Histórico

Em maio de 2016, o STF autorizou abertura de inquérito para investigar Edison Lobão por desvios na obra de Belo Monte. À época do pagamento das supostas propinas ele era ministro de Minas e Energia.

Em junho, foi aberto inquérito, pelo mesmo motivo, para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jader Barbalho (PMDB-PA).

Todos são suspeitos pela prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por suposto recebimento de propina em contratos da obra.

A investigação das suspeitas de pagamento de propina na construção da hidrelétrica de Belo Monte foi autorizada por Fachin com base na delação premiada de Luiz Carlos Martins, funcionário da empreiteira Camargo Corrêa, dentro da Operação Lava Jato.

As suspeitas sobre Calheiros, Jucá, Raupp e Barbalho surgiram nos relatos feitos pelo senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) no acordo de delação premiada assinado por ele.

O procurador-geral ressaltou ao Supremo que Luiz Carlos Martins apontou somente Edison Lobão como beneficiário de vantagens indevidas, mas que Delcídio mencionou outros supostos destinatários da propina.

Na época da abertura dos inquéritos, todos os investigados negaram recebimento de dinheiro ilegal.

O leilão da hidrelétrica foi vencido pela Norte Energia, formado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) – subsidiária da Eletrobras -, Construtora Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, entre outras empresas. Entretanto, a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht acabaram contratadas para a construção da usina.

Maior projeto brasileiro no setor elétrico, Belo Monte tem a conclusão das obras prevista para janeiro de 2019. O investimento estimado é de R$ 28,9 bilhões.

BOM DIA!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

URGENTE: JUCÁ DESISTE DE SUA PEC

Romero Jucá acaba de informar que solicitou a retirada da tramitação da PEC da Vergonha.

Segundo a assessoria do senador, Jucá atendeu a um pedido de Eunício Oliveira.

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16

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Piratas transitam livremente no convés

“Senhor Deus dos desgraçados!/ Dizei-me vós, Senhor Deus!/ Se é loucura… se é verdade/ Tanto horror perante os céus?!”

Com todo respeito à perplexidade de Castro Alves ante o tráfico humano em “Navio Negreiro”, repitamos os versos imortais para o Brasil dos dias de hoje.

O líder do governo, Romero Jucá, quer incluir na imunidade por fatos anteriores ao mandato, de que goza o presidente da República, também seus substitutos eventuais, deputado Rodrigo Maia, senador Eunício Oliveira e ministra Cármen Lúcia, esta certamente dispensando seus favores.

Vê-se, portanto, para ficar no Poeta da Praça, em sua ode à libertação da Bahia, que uma “pugna imensa” se trava, etapa por etapa, numa inacreditável sucessão de golpes e jogadas transmitidos ao vivo em horário nobre.

E com tal descaramento que a própria tese extremada da defesa contém sua antítese: quando um senador dependurado em inquéritos, processos e escândalos propõe uma emenda constitucional para evitar que certas pessoas sejam processadas como criminosas, os crimes estão declarados.

fev
16
Posted on 16-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-02-2017


Veronezi, Correio Popular (SP)

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16


DO EL PAIS

Talita Bedinelli

São Paulo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha permanecerá detido. Foi mais uma ratificação pela corte de uma decisão do juiz Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em Curitiba. A permanência de Cunha na cadeia, onde está desde 19 de outubro, deve ser mais um elemento que empurra o ex-deputado, considerado um homem-bomba pela sua proeminência no PMDB, a tentar um acordo de delação premiada _até o momento, seus advogados negam que ele pretenda fazê-lo.

Nesta quarta, a decisão foi tomada pelo plenário do Supremo, que inclui todos os ministros, ratificando o posicionamento tomado pelo então relator da Lava Jato na corte, Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no início do ano. A defesa do ex-parlamentar argumentava que a prisão decretada por Moro desrespeitou decisão prévia do próprio STF, que não acatou a detenção na época em que decidiu afastá-lo da presidência da Câmara e de seu cargo de deputado, em 6 de maio, nem em decisões anteriores. Ele destacou ainda que Cunha tem um aneurisma. Mas o novo relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, afirmou que não se pode confundir a ausência de análise do pedido à época com a ausência de motivos justificadores para a prisão e que mantinha os argumentos de Zavaski. Oito dos atuais nove ministros concordaram com ele.

Havia uma expectativa sobre como votaria o ministro Gilmar Mendes, que criticou recentemente as “alongadas prisões” de Moro na Lava Jato, mas o ministro seguiu o relator. Já Marco Aurélio Mello foi o voto discordante e se alinhou com os críticos de Moro. Ele questionou os colegas, retoricamente, se caso Cunha não tivesse perdido o foro privilegiado ele estaria preso. Ele justificou que os fundamentos usados por Moro estão “à margem da ordem jurídica”, mesmo argumento defendido por alguns juristas na época. Em sua decisão, em outubro, o Ministério Público Federal do Paraná pediu que ele fosse detido por existir “risco à instrução do processo, à ordem pública e possibilidade concreta de fuga”, já que o parlamentar possui contas ocultas no exterior, segundo a acusação, além de passaporte europeu, por ser italiano. Marco Aurélio citou que os argumentos usados pelo juiz eram vagos. Sobre o passaporte italiano, afirmou que a justificativa poderia, deste ponto de vista, ser aplicada para qualquer estrangeiro suspeito de ter cometido crimes no Brasil. “O que nos cabe apreciar é se as premissas se sustentam ou não do ponto de vista legal. E as premissas lançadas não se sustentam”.

Ameaças veladas

Mesmo longe de Brasília, Cunha segue captando a atenção do Planalto. Preso, Cunha não deixou de mandar ameaças veladas ao Michel Temer. Frequentemente reclama que se sente abandonado pelos antigos aliados políticos. E, diante de sua última possibilidade de liberdade terminar nesta quarta, tudo indica que ele pode se aferrar a qualquer oportunidade que tiver para diminuir sua pena diante da condenação em Curitiba, que a defesa já considera como algo certo. Para isso, pode apelar ao recurso de delação premiada.

Recentemente, ele começou a falar o que sabe. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro ele afirmou que Temer participou em 2007 de uma reunião com a bancada do partido para discutir as indicações para diretorias da Petrobras. “Fui comunicado [de que haveria uma reunião (…) pelo próprio Michel Temer e pelo Henrique Alves (…) Temer esteve nessa reunião”. À época Temer era deputado federal e presidente da Câmara. Anteriormente, ele havia negado a existência de tal reunião. Até Moro comentou a estratégia em um despacho, onde descreveu o depoimento do peemedebista como “episódio reprovável de tentativa pelo acusado de intimidação da Presidência da República”.
As acusações contra Cunha

A prisão de Cunha era esperada desde 12 de setembro, quando ele perdeu o foro privilegiado ao ter seu mandato de deputado federal cassado na Câmara, que antes dominava. Essa havia sido sua maior derrota política, quando seus pares decidiram por 450 votos contra 10 que ele era culpado de mentir à CPI da Petrobras ao afirmar que não tinha contas no exterior. Ele foi o principal artífice do impeachment de Dilma Rousseff, quando aceitou o pedido que culminou no afastamento dela logo depois de o PT, partido da ex-presidenta, se recusar a apoiá-lo no Conselho de Ética da Casa, onde foi aberto o processo de quebra de decoro parlamentar que culminou na perda de seu mandato no ano seguinte.

Ele é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas durante a aquisição, pela Petrobras, de um campo de exploração de petróleo em Benin, na África, em 2011. Os investigadores da força-tarefa da Lava Jato afirmam que ele recebeu 1,5 milhão de dólares de propina pela compra irregular por meio do lobista João Augusto Rezende Henriques, que depositou o valor em uma conta secreta de cunha na Suíça. Além da prisão, cunha teve 220,6 milhões de reais em bens bloqueados pela Justiça. Sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, também é investigada.